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Case Mods - Campus Party 2013



Imagine você com um Homem de Ferro em tamanho real do lado do seu computador. Agora, imagine que ele seja seu computador pessoal, mais super awesome para você poder jogar na cara da galera. Pois, bem um pessoal aqui da Campus Party veio mostrar o talento deles em serem desocupados quase artistas mesmo mostrando seus Case Mods.

Para a galera que não sabe o que é isso, essa é a arte de modificar  os cases de computador, também conhecido na boca da velha guarda como gabinete, por isso chamado de Case Mod. Mas não é só colocar um computador dentro de um bonecão gigante. Tem que adaptar todo o case do computador para fazer uma montagem legal do processo.

"O Case Mod é a modficação do gabinete a fim de melhorar a disposição da máquina, refrigeração, mas no meu caso eu quero aproveitar o aspecto estético e fazer essa brincadeiras".

 Esse é Alexandre Ferreira de Souza, eleito pro unimidade na CPBR6 como artista plástico. O que Alexandre faz ele chama de Case Monstro, mas o cara manda muito bem. Esse Homem de Ferro do topo, ele demorou dois anos para montar por conta de investimento: foram 5 mil reais tirados do próprio bolso para isso. Agora dá uma olhada na próxima criação do Alexandre.




Esse vem com patrocínio para a empresa dele, já tá com um ano de trabalho e na metade do processo. falta muita coisa, de acordo com ele, mas já tá bbbbeeeeeemmmmm massa.

Mas não é só ele que faz isso, bora ver uma lista dos melhores Cases Mods da CPBR6.

Interior do Gundan

Sim isso é uma case

Interior do Homem de Ferro

Ficou genial  esse case de Minecraft

AKIRA, com detalhe da moto


Case baseado em The Beatles

Case montado com coolers luminosos

São 60 coolers nesse case


Case animal de Scarface

Olha o nível de detalhamento disso

Só isso no meu case e já estaria feliz.

Quer saber mais sobre o trabalho do Alexandre?
www.casemonstro.com.br






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Campus Party - Dia Zero



Começou a Campus Party, pelo menos para os voluntários e colaboradores. Nós do Comando Login, como bons  moços e moças estamos aqui ajudando a montar tudo. Antes de mais nada, para você que não sabe o que é a CPBR, não fiquei triste, aqui tem um post lindão do Comando Login sobre a origem do evento.

Bora voltar para o primeiro dia. Muita fila, correria, treinamento, vai e vem. Mais de 300 pessoas aqui preparando as atrações desse evento. Nessa correria toda o que dá para contar são os Gigas de internet: 30 GBps para fazer esse lindo post. (Uma pena que só liberados lá para as tantas.)

Galera já sabe, mas não custa avisar, a CPBR NÃO tem wi-fi, tudo rola por cabo. Então para a galera que quer uma net no tablet ou no smartphone a recomendação é trazer um roteador próprio.


O mar de barracas aqui ainda sem muita gente, faz um desenho sem fim. Quero ver ter banheiro e chuveiro par toda essa galera. Vale lembrar que equipamentos como CPU, monitores, laptops precisam ser registrados, rola fazer isso pelo site que facilita muita coisa.

E claro, nós aqui do Comando Login estamos por aqui. Só procurar pela nossa equipe com a camiseta com o nosso logo e vir dar um oi. Não ganha nada, mas também não perde!!!

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Mundo Gamer ep 29- Campus Party 2013, DMC e Splice

PEEEEEEGGGUUUEEE o controle, aperte start que está no ar mais um Mundo Gamer. Nessa semana, com participação de Wagner Alves (o Shakira), Felipe Navarro (o Bagaço), Rafael Rodrigues (o Jailson Noia) e Victor Frascarelli (o Orelha). 
Muita coisa bacana rolou nesse programa: a venda da THQ a preço de banana, confira os vários betas disponíveis e tudo o que rolou na última Nintendo Direct (muito jogo bom vindo aí).
No Minigame, um dos puzzles mais falados: Splice!
Dante está de volta ao Mundo Gamer aqui no Game de Ponta sobre Dmc, a mais nova saga de Devil May Cry. 


Link para DC Universe Online
Link para imagens de Yoshi`s Epic Yarn
Link para Beta de The Elder Scrolls Online

Para ouvir a esse programa só dar o play abaixo e para fazer o download clique aqui.
Para falar com a gente é:
pela página do Feice 
- pelo Twitter: @comandologin
- pelo e-mail: comandologin@gmail.com 

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A resposta definitiva para todas críticas acéfalas sobre a Campus Party

Depois da Campus Party, assim como em qualquer evento, muitos blogueiros decidem dar o ar da graça e criticar o evento sem o mínimo de conhecimento de causa. Isso é esperado, normal, e até útil para organização ver as críticas mais recorrentes e tentar melhorar no ano seguinte. No entanto, como de praxe, muitos autores decidem escrever críticas com o único intento de ganhar publicidade em torno da polêmica - fazendo isso miseravelmente de forma acéfala e sem argumentos. Para fazer uma resposta a todos esses tipos de postagens, elegi o mais idiota típico de todos eles de um tal blog do Zé Marcos. Eu sei que não se deve dar publicidade demasiada para esse tipo de post troll, mas entendi que é algo didaticamente necessário para que os leitores compreendam mais a fundo a diferença entre crítica e o famoso "mimimi".

Usem com vontade esse post quando verem alguma crítica similar pela internet.

"Sou apaixonado por tecnologia, mas não encontrei um motivo até hoje para me deslocar para São Paulo para participar da Campus Party, considerado o maior evento tecnológico do País. Maior em quê? Em reunir um monte de gente para navegar na internet em "alta velocidade"? Para mim, o evento está mais para uma lan house gigante e bagunçada."

Uma das primeiras Campus Party, em 1998
O primeiro argumento do autor começa questionando se a Campus seria realmente o maior evento de tecnologia do país no reducionismo de considerá-la, como essência principal, uma reunião de computadores em volta de alta velocidade na internet. Se esse fosse o objetivo principal do evento, a primeira edição dele em 1997 não seria com 10 modens de 56k compartilhados entre 250 pcs. A grande verdade é que a velocidade da internet é mais uma ação de marketing da patrocinadora do que a própria essência do porque se realiza o evento. A Campus, segundo ele, se tornaria uma lan house gigantesca e bagunçada. Talvez para a minoria que vai para lá apenas por downloads em alta velocidade. No entanto - quem estava lá pode confirmar isso - vi muita gente mais interessada em outras atividades do que simplesmente ficar lotando seus HDs no DC++ (rede interna de downloads).

"As únicas coisas que salvam são algumas palestras. E mesmo assim, são personalidades confirmando o que todo mortal está careca de saber: que o futuro é a navegação nas nuvens, que os tablets ajudam na educação, que os professores precisam ser apaixonados pelo que fazem para dar uma boa aula..."

Outro engano típico de quem critica sem conhecimento de causa. Quem realmente deu uma olhada na programação oficial do evento sabe enumerar inúmeras palestrar que trouxeram algo a mais do que essas palestrinhas senso comum que ele expôs. Na área de Entretenimento Digital, que passei grande parte do tempo, conferi diversos profissionais consolidados no mercado de games falando da experiência de desenvolvimento e a consequente fórmula para o sucesso em uma indústria um tanto defasada no Brasil. O destaque vai para a Ace Team, uma produtora chilena que com orçamento limitado desenvolveu um jogo que ganhou prêmios disputados com games como LA Noir. Mas além desse "ramo" de palestras, também vimos uma aula do Adolfo Menezes Melito, um dos dirigentes da fecomercio e ex-badass da TecToy, falando sobre o mercado de softwares no Brasil. Não esquecendo é claro da palestra de Fábio Galvão e Luiz Gondim, que mostraram as inúmeras aplicabilidades dos games na reabilitação e terapia ocupacional com o uso de dispositivos como o Kinect e Wii mote.

Saindo da área de games, além das inúmeras oficinas que garantiram um crescimento profissional gigantesco aos participantes, vemos debates essenciais sobre a cultura digital que vão muito além da navegação em nuvem - discutindo, por exemplo, o futuro da rádio digital na era do podcasting, além de outros questionamentos sobre a mídia digital em choque com a mídia tradicional. Eu poderia continuar dando outros exemplos, mas o texto ia ficar longo demais...melhor disponibilizar para você, leitor, ferramentas para ver o que rolou de fato.

"Esses três temas "reveladores" estão na última edição do Link, caderno de informática do Estadão, fazendo um balanço do evento. Ah, vá!!!"

Um argumento típico, que vi em muitas das críticas, é o reducionismo de medir a qualidade do evento por aquilo que aparece na grande mídia sobre ele. Sabemos que a Campus Party foi muito mais do que os simuladores que apareceram no Jornal Nacional ou os eventos noticiados pelos cadernos de tecnologia da Folha ou Estadão.


"Por falar em palestras, uma delas, com o blogueiro responsável pelo blog de humor "Não Salvo", confirmou o que todo internauta com um mínimo de bom senso também já sabe: que as pessoas compartilham porcarias e fofocas nas redes sociais sem se dar ao trabalho de confirmar se é verdade ou não em um site com credibilidade. O blogueiro, que possui um montão de seguidores no Twitter, conseguiu "matar" o ator Edgar Viva, que interpreta o Seu Barriga na série Chaves, fazendo com que a mentira entrasse nos tópicos mais comentados durante sua palestra. Como que tanta gente dá credibilidade a alguém que vive do humor, da zoação? "

Copiarei a última frase para dar enfase no tipo de besteira dita pelo tal Zé Mario, e que aparece de maneiras diferentes em outras criticas que li.  '"Como que tanta gente dá credibilidade a alguém que vive do humor, da zoação?". Chales Chaplin que o diga. Mont Python e Douglas Adams também. Mas é claro que não quero comparar blogueiros a eles, só quis uma resposta àquela declaração exagerada e babaca menosprezando o poder do humor. E só pra falar desse fato específico, eis aí uma bela crítica ao movimento de notícias e informações que a cultura digital criou, onde informações falsas se tornam reais em minutos. A notícia perdeu o valor da credibilidade em detrimento da velocidade. Uma comprovação 2.0 daquela lei que uma mentira contada várias vezes vira verdade. O sociólogo da era digital, Zygmunt Bauman fala disso em um dos seus capítulos do livro "44 Cartas do Mundo Líquido Moderno". Aliás, recomento qualquer uma das obras desse autor para se entender um pouco o que é a Cultura Digital e os eventos consequentes, como a Campus Party. E só pra concluir esse trecho, não entendi a relação de um único fato de uma única palestra contar como argumento para negativizar o evento como um todo.

Nessa palestra, o blogueiro Maurício Cid comprovou a propagação de notícias falsas na Web.


"Em resumo, a Campus Party é sempre mais do mesmo. Os participantes reclamam todo ano de um monte de problemas básicos, como segurança, calor, conexão e até água, e nada de proveitoso se tira do encontro. De tudo que li a respeito, nada inovador, nada diferente... Nada!!!"

Eu vou até desconsiderar o "mais do mesmo" porque já dei argumentos disso lá em cima. Quanto aos problemas de infra-estrutura, aí sim, existe algo com o qual concordo com você. De fato a organização subestimou o  fato do Anhembi se tornar uma cidade de 8mil habitantes durante uma semana. Mas também entendo que eles planejaram a mesma estrutura de segurança em países como o México e não houveram grandes problemas nesse quesito, por exemplo. Aqui está a nota oficial sobre os problemas de segurança.

Em relação ao nada de proveitoso se tira do evento: talvez para aqueles que foram lá só pra encher os HDs de pornô e filmes. Aos humanos sociáveis, a Campus Party é o evento crucial para se fazer contatos profissionais. No caso de um blogueiro, lá surgem parcerias - ou até mesmo blogs novos. Em caso de programadores, surgem idéias e desenvolvimentos que viviam rolando na mesa onde o pessoal do Linux ficava. Aos músicos, como a banda Móveis Coloniais de Acaju, surgiu um clip de música colaborativo. Para jornalistas, contatos de todos os profissionais e blogs especializados em tecnologia presentes no local. Aos desenvolvedores de jogos, acesso as principais produtoras e start ups, para parcerias e trocas de experiencias. Tirando os acordos comerciais, que nem vou citar na jogada. Poderia ficar parágrafos citando outros exemplos, mas essencialmente a Campus Party pode servir até  para a pessoa mais comum do mundo criar amizades que se mantém após o evento. Acontecem coisas de todo o tipo, únicas, e excepcionais - como por exemplo quando presenciei o nerd cego Lucas Radaelli, enxergar o mundo através dos sons com um protótipo do andróide Neil Harbinsson. Abaixo, alguns links sobre histórias e pessoas do Blog Oficial da Campus:

Aliás, só pra alertar o leitor para um erro cometido pelo autor do artigo citado. Nunca baseie seus argumentos como irrefutáveis nas poucas fontes que você "leu a respeito".

Neil Harbinsson e seu sensor que ouve as cores

"O primeiro problema do evento é o nome. Começou na Espanha e mesmo assim foi batizado em inglês. No Brasil, poderia ter recebido um apelido fácil ou coisa assim, mas os caipiras adoram inglês porque fica mais chique enrolar a língua."

Parabéns, aí está o argumento mais ridículo, típico de um post troll com intuito único de querer holofotes. Para corrigir essa besteira, vamos usar a informação do artigo sobre a Origem da Campus Party. O primeiro nome do evento, realizado pela primeira vez em 1997, foi Ben-Al Party, algo que misturava o fenômeno das LAN Partys que bombavam na europa ao da cidade Benalmádena, onde rolou a primeira vez. Ainda no mesmo ano eles decidiram mudar esse Ben-Al, afinal o evento desejava um tom mais universal do que ser simplesmente uma reunião local. O nome Campus veio do sentido de acampamento de tecnologia do evento, sendo esse um nome multilíngue, afinal até um completo analfabeto em ingles aqui no brasil, ou na espanha, ou no méxico, entendem o significado. Diferente de "Acampamiento Party", por exemplo. Ou seja, é tudo muito mais do que um nome chique pra enrolar a língua. 


"Todo ano, os organizadores fazem um montão de promessas para o próximo. E as reclamações continuam... Seria incompetência na organização?"

Junto com as promessas vem os desafios. Se eles decidissem fazer um evento da exata magnitude, quantidade de eventos, acontecimentos e palestras desse ano, provavelmente conseguiriam fazer um evento praticamente sem grandes problemas. O trampo é que a cada ano o evento aumenta, pensando sempre em fazer algo a mais do que o ano anterior. Mas uma coisa é fato, os problemas raramente são recorrentes, como por exemplo a questão da energia. Durante um dos dias o bairro inteiro do Anhembi ficou sem energia (inclusive o hotel ao lado, que também tem gerador). A Campus não teve nem uma queda. Mas concordo que sempre há o que melhorar.

"Então, pergunta o leitor, o que este blogueiro reclamão sugere para melhorar? Eu sugiro o fim do evento, simplesmente. Não tem serventia alguma. A menos que as pessoas gostem de sofrer em um local quente, sem água e com palestras que confirmem apenas o que se lê todos dia na própria internet hoje em dia; a menos que sirva apenas de ponto de encontro para quem tem tempo para gastar com futilidades. "

Se é tão horrível assim, o que fazem 7500 masoquistas aparecerem lá e sairem, em sua maioria, falando bem da experiencia da campus? Muita gente reclamou de muita coisa, mas, pelo menos na minha timeline das redes sociais, vi vários elogios e promessas de retorno ao evento do ano seguinte. E o fim do evento é uma sugestão tão boa e gloriosa, que uma tal de NASA disponibilizou um hangar gigantesco para o evento acontecer pela primeira vez nos EUA. São 10mil pessoas que durante seis dias vão participar de um evento "sem serventia nenhuma" em mais de 1000 horas de palestras e worshops "inúteis" em 17 áreas temáticas "irrelevantes". Um evento de pura "futilidade" que já teve edições na Espanha, Colômbia, México e Brasil.

Local cedido pela NASA onde acontecerá a Campus Party americana

"O Brasil precisa, antes de tudo, investir em banda larga. É o essencial para a inclusão digital. A internet é, sim, um veículo de massa hoje em dia e precisaria ser considerada um bem básico, com altos investimentos do poder público e fiscalização das empresas que oferecem o serviço."

Lindo! Finalmente foi dito algo bonito. Sim, o Brasil precisa investir em banda larga e promover a Inclusão Digital. A Campus Party fez sua parte, ajudando mais de 5mil pessoas que nunca usaram um computador ou a internet, tocarem nesse universo pela primeira vez. De idosos de 80 anos que relembraram coisas do seu passado em imagens pesquisadas, até crianças que descobriram sozinhas coisas que a escola não ensina. Isso realmente aconteceu, e eu presenciei isso, junto com colegas que trabalharam na área de inclusão ajudando pessoas esse ano.

Pessoas tem acesso a computadores pela primeira vez na Campus Party


Conclusão

Esse artigo teve como objetivo básico a função de mostrar, à partir de um exemplo típico, o quão infundadas são algumas das críticas ao evento. Tenho de concordar, no entanto, que existiram sim inúmeras falhas que não se resumem a "mimimis" insensatos. Admito que um infeliz comportamento de alguns campuseiros fez o evento aparentar - em certos momentos - ser um imenso acampamento de férias tecnológicas de adolescentes entediados. Mas reduzir a Campus dessa maneira, baseada no comportamento de alguns poucos, não representa a verdadeira essência de um acontecimento social e tecnológico único e que, não só deve se ampliar ano a ano, como se multiplicar em outros eventos similares - fomentando a sociabilização de amantes da tecnologia e a inovação que só é possível em encontros presenciais e únicos como o que aconteceu no Anhembi esse ano.

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Campus Party - Dia 1: O martírio


Segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 – 1º dia de Campus Party.
Continuando nosso diário da Campus Party 5, vamos ao dia mais caótico e cansativo de todos: o ínico!
Pra quem é voluntário como eu, ou campuseiro como todos, esse foi um período de muita espera, sol, confusões, stress e filas – principalmente filas. Não foi nada excepcionalmente estressante a ponto da experiência deixar de ser exatamente divertida, mas ainda assim os menos pacientes precisaram de muita força de vontade.
O dia começou com megafones convocando para o treinamento pré-entrada dos campuseiros. No fim das contas com o papel de dinamizador você tem que ajudar o pessoal a ser conduzido nas filas, ajudando todos a manterem a calma e a organização. O sol não estava ajudando ninguém, mas as filas, na medida do possível, iam diminuindo após a abertura dos portões às 12h.

Depois disso, mais filas. Desde cadastramento de equipamento até na área de camping, onde a fila ficou maior e mais tumultuada. Ajudei a cadastrar os computadores e, depois disso, ainda ajudei a tomar conta da área onde vão rolar os campeonatos de games…
Depois disso, eis o grande problema encontrado até agora na Campus Party: encontrar um lugar para entrar na internet. Sim, parece irônico ( e não postei ontem justamente por esse motivo) mas conseguir um cabo que esteja funcionando em um local ainda não ocupado é bem complicado nas horas de pico. Espero que isso melhore o quanto antes.
Ok, eu sei, ainda é um post meio vazio de conteúdo, afinal a abertura (que rolou meia noite, como planejado) apenas apresentou o show da banda Game Boys, que ouvi de dentro da minha barraca, posicionada exatamente – e infelizmente – na primeira fileira de barracas atrás do palco. Mas ainda assim nada a reclamar quanto a isso, dormi na medida do possível e impossível.
Depois, eis-me aqui, no turno da madrugada, tomando conta da área de games novamente, das 4h às 8h da manhã. Hoje vão ter várias atrações e palestras. Confira Abaixo:
Programação de Terça Feira – 7 de Fevereiro
  • 10h – Palestra – Criação de games mobile: Engine, Ilustração, Vikings e Zumbi
  • 14h30 – Palestra – Transmídia em Jogos: o desafio do game design
  • 16h – Palestra – Crescimento dos Cursos de Desenvolvimento de Jogos no Brasil
  • 20h15 – Palestra – A revolução das GPUs
  • 21h30 – Campeonato – PES2012 (Palco) e League of Legends (Arena PC)
Sobre o Autor
Jornalista, 20 anos e gamemaníaco confesso. Gosta de ser o primeiro a saber quando o assunto é tecnologia e sonha escrever a história de um jogo qualquer dia desses. Está no quarto ano de jornalismo na Unesp e também escreve para o Gameshow.com.br

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Campus Party - Dia 0: A Preparação


Dia 5 de fevereiro de 2012,  o dia zero da Campus Party. Hoje um post bem rápido diretamente de uma das barracas do evento com uma wi-fi clandestina que consegui captar. Mas afinal, o que falar da preparação do maior evento de tecnologia da América Latina?

Estou na área de Entretenimento Digital,trabalhando de voluntário e hoje foram só instruções de como ajudar nesse evento grandioso. Provavelmente trabalharei ajudando as dezenas de palestras que vão rolar e, de quebra, auxiliar nos campeonatos de games como PES 2012, Mortal Kombat 9 e Forza 4... Mas por enquanto é só muita conversa e planejamento.  O mais interessante, no entanto, é ver uma Campus Party que ninguém conhece: vazia.
Abaixo algumas fotos desoladoras disso...

Em breve, 20GBps e muitas pessoas desfrutando dessa área...

Cinco mil barracas vazias esperando um campuseiro pra chamar de seu...

Bônus

Depois de um dia de conversas e preparações, eis que apareço de penetra com os colegas Devie Pazos e Alexandre Ottoni, do JovemNerd.



 


 Campus Party Ao Vivo: http://live.campus-party.org/

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A Origem da Campus Party




Quem está ligado no mundo da tecnologia deve saber que entre os dias 6 e 12 de fevereiro de 2012 vai rolar o maior evento da América Latina dentro das áreas que vão de mídias sociais a games. E com certeza o Comando Login não vai estar de fora dessa. Estaremos lá - Márcia Tiemi e Pedro Zambon - para trazer tudo do mais importante que vai acontecer nesse evento épico. Enquanto a Tiemi vai trazer informações mais gerais sobre o evento e os acontecimentos da Campus, eu, Pedro Zambon, ficarei encarregado da apaixonante área de Entretenimento Digital, vulgo Games. Com a dificuldade diariamente com qualidade o desafio é preparar um minidocumentário que será lançado depois do evento...

Mas como diria o sábio, vamos começar do princípio. Antes de falar de Campus Party Brasil 4 de 2012, vamos entender a origem desse evento e saber como uma LAN party de 250 pessoas na Espanha se tornou um dos mais importantes eventos de tecnologia do mundo.

A Origem

Durante a saudosa década de noventa a popularização da internet criou na Europa o fenômeno da LAN Party. Nesses eventos, várias pessoas se reuniam em volta de uma rede local (LAN) originalmente para partidas de jogos multiplayer - o que se expandiu para outras áreas da tecnologia, conectando pessoas em volta de robótica, multimídia, programação, segurança informática, modding, etc.

E foi nesse contexto que um jovem radialista apaixonado por tecnologia chamado Paco Regageles assistiu uma reportagem no final de 1996 sobre essas tais LAN Party em um canal de TV espanhol, a TVE-2. Paco ficou tão empolgado que gravou a reportagem e mostrou para os seus amigos. "Precisamos fazer uma dessas por aqui". E assim foi.

Ben-Al Party - 1997 / 1998


Na semana santa do ano de 1997 foi realizada uma a primeira LAN Party particular do grupo juntamente com a Asociación Juvenil EnRED na uma escola primária Miguel Hernandez em Benalmádena - por isso, Ben-Al Party - com apenas 50 pessoas. No mesmo ano eles decidiram ampliar a experiencia durante os dias 8 e 10 de Agosto, quando cerca de 250 pessoas se juntaram no Ceulaj em Mollina (Málaga) e participaram daquilo que pode ser considerada o embrião da Campus.

Mas o glamour atual do evento não era realidade lá nos meados da década de 90. Depois da recusa da Telefonica em disponibilizar a instalação de uma rede de 10 RDSI, eles tiveram que recorrer a uma bela gambiarra caseira pra não estragar a festa. A ideia, que no fim deu certo apesar das limitações, era alugar 10 linhas telefônicas comuns ligadas em um modem de 56 kb cada. Mas se engana quem acha que a precariedade da internet ( impensável nos dias de hoje ) atrapalharam a diversão. A reunião foi tão bem sucedida que só acabou depois de uma intempérie climática!

Tínhamos previsto acabar às 3 da tarde do domingo, era pleno verão no sul da Espanha, o que quer dizer que estava muuuuuuito calor, tranquilamente uns 40 graus... Às 2 da tarde começou a chover granizo! Foi incrível, em poucos minutos caiu do céu uma quantidade incrível de granizo. Obviamente tivemos que parar tudo, desligamos a eletricidade para não ter nenhum problema e voltamos todos para as nossas casa. Paco Regageles; Fonte: Não Zero


Duas pérolas, uma da RTVE e outra do Canal+ sobre a primeira Campus Party


Depois do sucesso da primeira edição, a enRED decidiu organizar outra reunião, em Abril, que apesar de não contar com muito mais participantes da primeira edição, foi mais estruturada e consolidada. Desavenças com parte da EnRED e perspectivas de que o evento deveria ser profissionalizado, fizeram com que parte dos organizadores do evento (especificamente Ragageles, Belinda Galiano, Yolanda Rueda, Pablo Antón, Juanma Moreno e Rafa Revert) se juntassem para pensar em outra reunião ainda mais ampla no mesmo ano de 1998. Surgia a Campus Party da maneira mais próxima que conhecemos hoje. De 31 de Julho à 2 de Agosto na Ceulaj, aconteceu o evento que contou com mais que o dobro de participantes e, principalmente, atraiu atenção midiática em escala nacional. O sucesso culminou na fundação em Abril de 1999 da Futura E3, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo principal passou a ser organizar esse tipo de evento pelo mundo. Mesmo depois de ter rolado uma outra reunião ainda em 1999 com 600 participantes, foi a Campus Party seguinte que se tornou um marco da profissionalização do evento.


Reportagem do canal Sur sobre a Ben-Al Part 2

Campus Party 2000 - 2007

Tudo começou com Paco Regageles confessando em 1999 o sonho de realizar o evento Museo de las Ciencias Príncipe Felipe de Valencia para Manuel Toharia, sem saber que ele se tornaria o diretor do dito museu, permitindo que lá fossem realizadas as locações do evento, especificamente na Cuidad de las Artes y las Ciencias (CAC).

O evento foi um sucesso, se tornando a até então maior reunião do tipo já realizada, com 132 horas ininterruptas com quase 2 mil jovens conectados à internet nessa espécie de "acampamento futurista". Segundo o especial preparado pelo El Mundo na ocasião, o evento foi acompanhado por cerca de 200 jornalistas e sua página online acessada por 85 países dos 5 continentes.

O evento repetiu o local e o sucesso no ano seguinte, 2001, contanto desta vez com ainda mais patrocínios e visibilidade midiática, trazendo nomes ilustres como Nicholas Negroponte. O sucesso do evento só aumentava, e o espaço começava a ficar pequeno. Tanto que no ano seguinte eles tiveram que montar uma estrutura no estacionamento do museu onde costumavam se instalar, atingindo 3000 participantes.

Nos anos seguintes, até 2007, quando o evento chegou a mais de 8 mil inscritos, passaram por lá figuras ilustres como  programador John "Maddog" Hall, o físico Stephen Halking, os astronautas Neil Armstrong e Marcos Pontes, o músico de games Tommy Tallarico e o programador milionário Mark Shuttleworth, que além de fundar a empresa responsável pelo Ubuntu, se tornou o primeiro turista espacial.




As diferenças entre as LAN Partys da época e a Campus Party eram muitas. As LAN Parties duravam cerca de três dias, eram específicas sobre uma área da tecnologia. Eram meras reuniões, sem muitas opções educativas. Nós mudamos radicalmente o formato. Passamos a uma semana, introduzimos muitos conteúdos diferentes como robótica ou astronomia, e baseamos o evento no aprendizado. Realmente o Campus Party é bastante diferente a qualquer outra party do mundo. Paco Regageles



Internacionalização - Campus Party Brasil


Depois de 10 anos do primeiro evento, a E3 Futura decidiu que era hora do evento sair dos limites da Espanha e se expandir para o novo continente. E o país escolhido para sediar essa experiência de além mar da Campus Party foi o Brasil. A ideia surgiu em uma conversa com um dos patrocinadores, a Telefônica - que até hoje é uma das grandes apoiadoras do evento - e a escolha pelo Brasil amadureceu após a confirmação de que a Campus Party deveria extrapolar as fronteiras europeias. "O Brasil foi o primeiro por várias razões: é um dos países mais ativos na internet apesar das dificuldades pelo ponto em que se encontra economicamente. O brasileiro é um comunicador nato. Sua idiosincrasia o está convertendo em uma potencia mundial na internet, especialmente nas redes sociais e no mundo do software livre. Se juntamos a isso a importância do país para a Telefonica, temos a resposta de porque estamos no Brasil.", explica Paco.