Oi

Bem vindos ao mundo ETC ETC ETC ETC
Mostrando postagens com marcador Wagner Alves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wagner Alves. Mostrar todas as postagens
Marcadores: , , , ,

Microtransações: a história do menino que gastou R$ 5 mil em um jogo de zumbis



Zombies vs Ninja parecia inofensivo para Greg Kitchen quando seu filho, Danny, lhe pediu para baixar o jogo para Ipad. Preocupado, Greg fez uma breve pesquisa e viu que o game era gratuito. Ao menos, o download.
Após 10 minutos, Danny já havia gasto 66 libras com as microtransações, o equivalente a perto de 200 reais. Com apenas cinco anos de idade, o garoto não percebeu estava pagando para fazer a compra de novas passwords. De fato o jogo era gratuito, mas pedia o pagamento de microtransações, pequenas cobranças para destravar itens e fases. Ao todo, naquela noite, a conta do iTunes fechou em 1.600 libras, ou seja, quase 5 mil reais.  A mãe do garoto só percebeu as compras no outro dia, quando recebeu 19 e-mails da Apple com os comprovantes.
O Greg conta que liberou a senha do Ipad para que o filho se mantivesse quieto. “Me preocupou quando ele me pediu o password, mas eu dei uma olhada no jogo, cuja descrição dizia que era de graça então pensei que não teria problemas”, conta o pai ao jornal Mail Online.
Após as matérias sobre o assunto que pipocaram nos jornais locais, a Apple anunciou que vai devolver todo dinheiro gasto. De acordo com a empresa, ela não é obrigada a devolver o montante, mas ficou claro que houve um desentendimento por parte do usuário, no caso, o garoto.



Outros casos
A Apple pagou 100 milhões de dólares por conta de usos indevidos de microtransações pelos usuários nos Estados Unidos. Isso por conta de uma garota de nove anos de idade que gastou perto de 200 dólares com três jogos ditos gratuitos. O pai da menina moveu uma ação contra a Apple alegando que os jogos são viciantes e que estimulam as crianças a gastar. De acordo com a própria Apple, cerca de 23 milhões de pessoas nos Estados Unidos fazemcompras sem perceber em aplicativos.

Microtransações
Diante desse problema, Sharon, mãe de Danny, resolveu levantar uma campanha para alertar mães em relação às microtransações. Tais jogos são projetados para serem gratuitos e estimular pequenos pagamentos para conseguir novos itens, fases e afins. Em alguns casos, o pagamento se torna primordial para se chegar ao fim do game. Por esse motivo, tais jogos ficaram conhecidos como “Bait Apps”, ou seja, aplicativos isca para pequenos pagamentos. Se você quiser saber mais sobre o tema, escute o episódio 28 de MundoGamer em que discutimos sobre microtransações.

Bloqueando Compras
Para evitar esse tipo de acontecimento, a própria Apple desenvolveu um menu que inativa quaisquer transações bancárias em celulares e tablets. Para desabilitar essa opção basta ir em ‘ajustes’ -> ‘Geral’ -> ‘Restrições’  -> ‘Ativar Restrições’ (colocar o número PIN) -> desabilitar o item ‘Compras em Aplicativos’



E você o que acha de microtransações? Vale tudo para conseguir dinheiro com jogos? Deixe seu comentário nesse post. 

Marcadores: , , , , , , ,

The Walking Dead – A arte na HQ



O ano era 2003, em meados de outubro, quando todos aguardavam ansiosamente o lançamento em dezembro do último filme da mais famosa obra deTolkien: O Senhor dos Anéis. Um jovem escritor, funcionário até então da Marvel Comics, Robert Kirkman, resolveu recriar uma história de zumbis. Nada de supermortos-vivos, mais ágeis e fortes que um quarterback norteamericano. Para Kirkman, a história de um apocalipse é a história do ser humano, a história da sobrevivência e, sobretudo, da morte. A história de The Walking Dead nasce muito antes de 2010, quando o autor leva sua obra-prima para a Fox. Ela começa nos quadrinhos.

Criador de polêmica

Robert Kirkman e sua obra prima
Kirkman começou seu trabalho na virada do século com a produção de uma HQ, talvez, mais polêmica que a dos mortos-vivos. Em Battle Pope, o autor conta a história do papa Oswald Leopold II, quem tem superpoderes, para salvar um mundo dominado por demônios. Nessa estreia, Deus condena a humanidadee abre as portas do inferno para que os demônios façam o seu julgamento final. Depois de morrer, o papa é mandado de volta à Terra com superpoderes para garantir a paz. Detalhe, Oswald é alcoólatra. Uma HQ que mistura religião, superpoderes e polêmica.
Ainda em 2000, começa a parceria com Tony Moore, ilustrador que criaria os contornos de The Walking Dead, e, também, uma vida de atrito com o parceiro. Os dois juntos criaram a empresa Funk-o-Tron, pela qual publicaram 14 edições da revista. Essa empresa durou dois anos, quando então virou um site para promover os produtores. (clique aqui para acessar o site)
Dois anos depois, já contratado pela Marvel Comics, Kirkman ajudou na produção de um re-boot da série X-Men, com certa modernização dos personagens, chamada Ultimate X-Men. O autor escreveu entre as edições 66 e 93 da HQ.

O início da vida e da morte

Em outubro de 2003, Kirkman resolve que o mundo pós-apocalíptico merece uma história diferente da contada por filmes, games e até pelas história em quadrinhos. Ele percebeu que, se ficasse na mesmice de grandes heróis com poderes fora do normal lutando contra uma horda de zumbis, não faria sucesso. Apesar de tratar dos mortos-vivos, Walking Dead trata do ser humano levado a suas mais íntimas emoções e instintos. O que o homem é capaz de fazer no desespero pela vida, na tristeza da morte?
Kirkman destrói a ética dos personagens, os leva às últimas consequências, transformando o mocinho em assassino, o ladrão em salvador. Convida o leitor a se questionar: onde termina o bom e começa o mau? Chama, na empatia dos personagens, a pensar: no lugar deles, o que você faria?
Os traços de Moore e, após a sétima edição de Charlie Adlard, são carregados, às vezes pesados e, talvez, agressivos aos olhos. Na junção do texto de Kirkman, levam o leitor a sentir o cheiro da carniça semimorta; não só o desespero claustrofóbico da quantidade de zumbis, mas também a sujeira da vida desorganizada, em que uma prisão parece o maior dos confortos.
Diferente da série, os personagens nos quadrinhos vão a limites muito além do que a televisão permite. É mais sangue, mais intrigas, mais cenas impressionantes de personagens como o pequeno Carl e, principalmente, Michonne.

Os mortos-vivos de hoje

Na última edição, os personagens....bem sem spoilers. Já na 107ª edição, separadas em 18 volumes encadernados, a série invadiu a TV em 2010, e desde então é sucesso absoluto. Para garantir a qualidade, o próprio Kirkman é quem comanda a adaptação do impresso para o audiovisual.  
The Walking Dead não só é um dos mais premiados HQs da atualidade, como também tem alguns dos personagens mais carismáticos da história dos quadrinhos. Em 2011, Rick foi considerado pela IGN como o 26º melhor personagem de quadrinhos de todos os tempos. Ainda na mesma lista, Michonne pegou 86ª posição.
A fama de Kirkman com os zumbis lhe rendeu tanto know-how que, em 2005, ele foi chamado para escrever cinco volumes de uma versão zumbi dos personagens Marvel. 
Além da HQ e série de TV, The Walking Dead ainda foi parar nos games e levou o melhor do ano na última Video Game Awards. Para conhecer o jogo, veja o Game de Ponta aqui.


Polêmica de direitos autorais

No início de 2012, após o sucesso da série na televisão, Tony Moore resolveu entrar com uma ação contra Kirkman relacionado a direitos autorais. O ilustrador afirma que criou a série junto com Kirkman, e que foi coagido a assinar um contrato transferindo os direitos da série para o escritor. Não fosse apenas isso, ele ainda afirma que não foi pago nem pela HQ e nem pela série de TV. Na época, o advogado de Kirkman disse que seu cliente não devia nada ao ilustrador. Moore produziu e desenhou o HQ até a sexta edição, e foi responsável pela arte das capas até o número 23. 
Somente em setembro do ano passado os dois entraram em um acordo, em que afirmaram que ambas as partes estão satisfeitas e continuarão seus trabalhos particulares. Atualmente, Moore está na produção de uma nova história de Deadpool para a Marvel Comics. The Walking Dead segue sendo desenhado por Charlie Adlard.



E, aí, vale a pena?

Sim, a HQ de The Walking Dead vale cada centavo. Mas por que investir em algo que é de graça na série? Os quadrinhos trazem muito mais da história, personagens com características diferentes, mais profundos e, claro, em outra plataforma. Para quem gosta de um bom quadrinho, essa é uma recomendação boa.
Atualmente, ele é vendido no Brasil pela Editora HQM, com o nome de “Os Mortos-Vivos”. Cada volume, com cerca de 150 páginas, sai por uma média de 30 reais. Repetindo, vale cada centavo.






Já leu, conhece e gosta da HQ? Conta para gente sua experiência nos comentários desse post.      

 
Por Wagner Alves/Shakira

Marcadores: , , ,

Detona Ralph - Sobre games para gamers



Não é Marvel vs Capcom, Super Smash Bros ou Playstation Battle Royale, mas é um dos maiores encontros de personagens de games que o cinema já viu. Esqueça filmes como Street Fighter e Super Mário Bros, estamos falando de um filme que respeita o gamer oldschool: Detona Ralph (ou Wreck-it Ralph na versão ininglix).

Apesar de não ser um filme sobre um jogo específico, é um dos melhores filmes sobre vídeo-games já criado. Isso porque as referências são muitas. Calma, a gente chega lá. 

Detona Ralph (sim, Detona faz parte do nome do fera) é um vilão que, cansado de ser derrotado toda vez em seu jogo, cai em uma profunda crise de identidade: afinal, é bom ser mal? (Trocadilho que rola durante o filme todo). Seu objetivo no jogo é destruir o prédio para que o grande herói Conserta Félix Jr. (Fix-it Felix Junior) arrume, derrube o grandalhão Ralph do terraço e faça crianças diariamente felizes. Sem o reconhecimento de seu trabalho, acaba dividindo suas tristezas no encontro do Vilões Anônimos. Aqui, a festa de referências começa. Na roda, tomando um cafezinho que mal lhe cabe nas mãos está Bowser, ao lado de Zanguief, o fantasminha de Pac-Man e vários outros.

Olha a macacada reunida, conhece todos?
Detona Ralph é um filme sobre aceitação, ou melhor, sobre ser aceito. Alguém conhece um nerd gamer esperando que a sociedade o convide para o convívio social? Não é coincidência.

Mais uma vez, é um longa que respeita o gamer. E de vários modos. Primeiro na construção gráfica. Se estamos dentro de um jogo antigo em 8 bits, os ambientes (mesmo em 3D) respeitam isso. Por exemplo, quando Ralph (num rola de chamar o cara de Detona) quebra uma parede o contorno dela fica  pixelizado como em jogos 8 bits. Detalhes que fazem a diferença para os que gostam. 

O enredo também tem essa preocupação em transmitir uma determinada lógica e verossimilhança ao mundo virtual. Para que os jogos possam se encontrar, todas as máquinas são ligadas a um mesmo filtro de linha, transformados no filme na central de games. Uma saída criativa para interligar todos os mundos. 

Olha a casa pixelizada ali no fundo que foda
Se você está se perguntando se já jogou (ou seu pai jogou) Detona Ralph em algum fliperama, não se iluda, o game é fictício, mas tem uma carinha de "já te vi". Isso por que ele foi baseado no arcade de Donkey Kong, aquele em que ele era um vilão e jogava barris num certo encanador que tentava salvar uma princesa. Viu alguma semelhança entre os braços longos e o jeitão meio donkey dos dois? E quando o DK deixou de ser o vilão para virar o herói de seu próprio game? Isso são apenas algumas das "coincidências" do longa. 
Ainda tem uma clara mistura entre Halo e Call of Duty no jogo - também fictício - Missão de Herói (Hero Duty na versão original), o qual Ralph invade em busca de uma medalha. 

Com o enredo muito bem trançado entre os vários personagens, alguns trocadilhos e piadas geniais, o longa prende fortemente na poltrona do cinema.

Senta que lá vem história, spoiler e easter eggs

Mas a sensação que Detona Ralph traz do fundo da alma é a nostalgia. Difícil segurar a voz quando aparece essa ou aquela referência a um jogo. Aqui vão alguns easter eggs bobinhos: 

Na passagem dos anos, nas máquinas de fliperama é possível ver vários clássicos de arcade como Space Invaders e Frogger. 
No bar, Ryu tomando uma cerveja. 
Quando somos apresentados à Central de Jogos, Kammi e Chun Li andando juntas ao fundo. 

Easter Egg Bônus Mindfuck
Para quem não percebeu, quando o Rei Doce vai até o controle de NES para entrar no código do jogo aperta a sequência:




Conhece? É a manha mais famosa para muito dos jogos da Konami (aquela para todos os cheats de Mortal Kombat 3). Mindfuck!!!

Jogo Hero Duty, uma referência forte a Call of Duty e Halo
Vale a pena??

Sim. Se você é um gamer de carteirinha, esse é um filme que não pode faltar no seu repertório. Disney mandando muito bem no desenho, enredo e no final que .... bemmm ... só digo que é surpreendente. Reza a lenda que a versão original (ininglix) tem piadinhas que se perdem na dublagem. Assisti ao filme somente dublado e no 3D. Duas considerações aqui: palmas para a "atuação" de Marimoon (sim, é ela) na voz da pequena Venellope e de Rafael Cortez como Felix na versão brasileira Herbert Richards.

Quer saber quais personagens estão no filme, dá uma olhada nesse post do Cinesplendor, tá bem bacana.

Nota: 9 Pac-Mans


BÔNUS - Félix e Ralph pixelizados e em 3D






E o trailler pra fechar

Marcadores: , , ,

Bastion - Minigame


Nome: Bastion  
Plataformas: PC, iOS, XBOX 360, Google Chrome
Preço: R$ 24,99 na Steam, USD 4,99 no iTunes, 0800 no G Chrome (não garanto que seja a versão inteira)
Recomendado para: Gamer hardcore e RPG lovers
Resumo: RPG que sabe unir todos os pontos que um RPG deve ter


O mundo de Caelondia sofreu uma calamidade, chamada de Calamidade (Calamity) que fez o chão se resumir a pequenas plataformas flutuantes e com que todas as pessoas virassem cinzas. Menos algumas delas: um garoto, chamado de O Garoto (The Kid), e Rucks um senhorzinho simpático, que, além disso, é também o narrador do game. Aqui começa a genialidade de tudo. 
O jogo é um Action RPG, mas é também uma história contada por Rucks de uma forma toda poética. Por exemplo, quando você chega à colina onde era sua casa, você escuta em uma voz MUITO bem dublada (obviamente que é ininglish): 




"E, então, O Garoto chegou à colina onde outrora fora sua casa, onde viviam seus amigos, sua família, sua felicidade, agora transformados em cinzas como seus sonhos". 

É de arrepiar. Essa mescla de uma ótima narração, com uma trilha sonora fodástica (com créditos de Darren Korb), quebra a monotonia da solidão do Kid e a falta de diálogos. Soma-se a isso uma boa dose de ação nas lutas. O esquema é simples e eficiente, sem utilizar esquema de turnos (por isso um ACTION RPG), mas em que o próprio player tem que descer a porrada na galera - o que deixa tudo mais divertido. Quanto à armas, uma gama limitada, porém muito interessante de opções e golpes especiais entre um machadão gigante, duas pistolinhas de faroeste até um arco pra brincar de Legolas. 

Outro diferencial desse game foi a direção artística de Jen Zee. Maluco, que jogo bonito, estilizado e bem desenhado a mão. Pode parecer que os inimigos são infantis, mas durante a narrativa eles amadurecem e mais uma vez a narração faz o ambiente. Quando Rucks fala em uma das fases:

"E, então, O Garoto não sabia que estava para entrar em um lugar chamado O Inferno"

Não há héteros quando ele fala isso, geral treme nas bases. Então sem essa de dizer que o jogo é pra criança por conta do desenho; não é. Para quem está se perguntando porque o jogo chama Bastion, uma explicação rápida e simples: Bastion é o nome do único lugar que sobreviveu à Calamidade e que, supostamente, será o reinício de tudo. 


Descrição técnica

Bastion é um Action RPG semi indie, isso porque foi desenvolvido pela Supergiant Games (uma produtora independente) e depois distribuída pela Warner Games. Foi lançado em julho de 2011 para X-Box 360 (calma você revoltado que tá achando que o jogo é velho já), mas chegou ao iPad só no final de 2012 (entendeu agora o porquê do post?). Produzido por SETE pessoas, foi dirigido por Amir Rao (ex-funcionário da EA) e a voz com tanta rasgação de seda nesse post é de Logan (não é o Wolverine) Cunningham. 
Bastion já foi muito premiado - inclusive na E3 - e adivinhem só em quê? Melhor Narrativa. Não é para menos. 

Altas pancadarias com esse arco e flecha


Opiniões de merda do autor

Bastion é um dos melhores RPG em visão isométrica (sabe aquela câmera tipo Super Mario RPG?) que joguei nos últimos tempos. A mistura de trilha sonora, narração, desenho e jogabilidade criam um ambiente de imersão poucas vezes tão bem trançados anteriormente. Isso faz com que você perceba reações de tristeza, felicidade, medo e angústia muito fortes em um personagem que não se expressa muito e nem mesmo fala. Ponto para o jogo! Vale com todas as forças a compra. Detalhe, só testei a versão para iPad. 

Nota: 9.7 Pac-mans


Marcadores: , , , , ,

Splice - Minigame


Nome: Splice 
Plataformas: iOS, Android e PC e MAC
Preço: R$ 8,49 (promoção de final de ano na Steam)
Recomendado para: Gamer que gostam de Puzzle
Resumo: Evolução do jogo de palito

Splice é um dos puzzle mais bem falados do momento. Para quem gosta de quebra-cabeça esse é um prato cheio. Desenvolvido pela produtora indie Cipher Prime, o game é uma evolução daquele jogo antigo de palitinhos que, apenas os mudando de lugar, consegue fazer uma outra forma. 
Bem, a ideia é essa, com apenas alguns movimentos limitados pelo game, você tem que fazer o formato que eles pedem. Parece bem simples e fácil, mas não é. 



Com a evolução das fases, o jogador ganha alguns cotonetes (ainda não achei nome melhor pra isso)  especiais que explodem, duplicam ou apenas criam outro bastaozinho, por exemplo. Isso dificulta e muito, pois mais pra frente eles se misturam e entender o que usar primeiro é um desafio. 



Ótima indicação para quem [assim como eu] gosta de um bom quebra-cabeças bem desenhado e com gráficos interessantes. Dica para quem baixar para IOS [foi o único em que consegui testar], se quando você gira o iPad, por exemplo, a tela acompanha dando outras opções de visão. Uma bobeirinha que deixa tudo mais legal. 
Curtiu? Baixe o game no link da Steam por aqui, aproveite que o preço. Para os outros dispositivos é só procurar nas respectivas stores por Splice e ser feliz.  
Ah, vamos deixar aqui um gameplay que é mais fácil de entender. 

Marcadores: , , , , , ,

O Hobbit: o filme para quem não leu



Esse post conta como Peter Jackson conseguiu adaptar em uma trilogia um livro infatil que não daria nem para um filme. Antes de mais nada, quero (o autor desse post) deixar claro que assisti ao filme duas vezes para garantir que não escreveria merda aqui, mas, nem assim, dou essa garantia. Para quem está com medo de spoilers, separei essa parte no subtítulo em AZUL, “Senta que lá vem história”. De resto, é spoiler free. Tomem seus acentos, desliguem os celulares que o filme já vai começar. (É recomendável dar o play na música abaixo para aproveitar melhor esse post).

Far over the misty mountains rise

Lead us standing upon the height

What was before we see once more

Is our kingdom a distant light



Além das montanhas geladas e místicas até os labirintos profundos e as cavernas mais antigas, cantam os anões saudosos de suas terras que foram roubadas por um maligno dragão gigante. Esse é o motivo que leva 13 anões e um Hobbit a uma jornada de recuperação das terras que outrora os anões chamavam de casa. Mais que a terra, os gananciosos anões mais sentem falta é do ouro.

Tempos atrás estava o filho de John Ronald Reuel Tolkien (conhecido na boca miúda apenas por Tolkien) entediado em casa sem vontade de cantar uma bela canção, quando seu pai resolveu escrever um livro infantil para entreter o menino. Essa é a lenda do nascimento da história. Mas o que a gente tira daqui é o caráter infantil. Sim, pessoa desavisada, o Hobbit é uma história infantil.

Aqui nasce também a primeira - de muitas - pedras no sapato de Peter Jackson. Como dar continuidade ao caráter épico, de guerras e guerreiros de Senhor do Anéis em uma história infantil? A mão do PJ (para os íntimos) já aparece nessa mudança, ele precisa fazer de Hobbit uma continuação para a jornada do anel. Contudo, Tolkien fez sua obra ao contrário: o Senhor dos Anéis (vulgo LOTR), que é a maturidade do autor. Com genialidade, PJ faz os anões pequenos gigantes; os trolls, maiores que os maiores trolls. ainda une os filmes de uma maneira interessante, que será explicada em momento de spoiler. Outra genialidade: as músicas. Ver os anões lavando a louça nunca foi tão divertido como na telona. Elas ditam o rítmo, alegram, deixam o ar sério e, é claro, com o instrumental já conhecido do Senhor dos Anéis rolando o tempo todo.



Senta que lá vem história - inventada

Olha o PJ aí, diretor do filme


Para quem esperava mais antes de spoilers, se ferrou. Não dá para falar desse filme sem falar da história. Não estamos aqui só para endeusar Peter Jackson, vulgo PJ. O cara mudou muita coisa para esse filme, muita coisa mesmo. Isso quer dizer que, mesmo que você tenha lido o livro, essa pode ser uma zona cheia de spoilers.

Para fazer de Hobbit a sequência de Senhor dos Anéis, algo já esperado: o filme começa no dia do aniversário de Bilbo - lembra quando ele some no Senhor dos Anéis? Jogada interessante e com certa lógica. Na segunda edição do Hobbit, Tolkien buscou fazer alguma ligação com a sequência que faria da história, mudando a cena entre Gollum e Bilbo. No início, ambos apostam o anel sem esse caráter de violência de Gollum. A mudança enfatizava e criava a verdadeira história de Gollum e o Anel: o possuidor sendo possuído. Ou seja, o link entre os dois filmes aparece é aceitável - e até interessante. Mas parece que o PJ errou na mão.





Vamos à primeira invenção da cabeça de PJ: a aparição dos outros magos. Existem três no universo de Senhor dos Anéis: o já bróder da galera Gandalf, o Cinza; aquel do LOTR Saruman, o Branco; e o conhecido só dos fãs hardcores, Ragadast, o Marrom. Legal aparecerem esses dois últimos, mas eles sequer são citados no livro. 

O Branco surge em um momento explicável. Ao que tudo indica, ele aparece para enfiar o pé nos planos de Gandalf, já fazendo uma ligação com LOTR, óquei!!

Agora, o Ragadast foi um 0800 aparição, totalmente gratuito, para encher um filme com um enredo curto. Voltando ao ponto, a história é infantil, rápida e rasa, seria a conta para um filme. A decisão - estritamente comercial - de fazer uma trilogia pediu mais água no feijão e a intromissão de Ragadast é uma dessas gotas.
Outro ser que saiu “direto” da cabeça do PJ para a telona foi o super-inimigo de Thorin, o orc gigante Azog. De fato, ele existe no mundo de Tolkien, matou o avô de Thorin na guerra de Moria, mas nada tem que ver com o Escudo de Carvalho. Também nem sequer é citado no livro. Logo, o final do filme foi praticamente inventado pelo PJ.

Isso também é explicável. A história original não traz um enredo típico de Hollywood, com bem contra ao mal, herói e vilão. Para adaptação, era necessário um vilão, Peter Jackson só o procurou em outra história.
No mais, sem ficar com apontamentos chatos de “isso tem, isso não tem” - até porque quem leu sabe identificar isso -, a ideia é mostrar que para fazer do filme O Hobbit um blockbuster, Peter Jackson precisou, e muito, sacrificar o original e fez muito bem feito. Em outras palavras, a adaptação foi feita para quem não leu o livro e não conhece a história original.



Vale a pena?

O Hobbit é um ótimo filme, uma adaptação genial, mas que respeitou pouco os fãs mais hardcores. Houve tantas mudanças grandes que as pequenas são difíceis de ignorar (como o modo pelo qual Bilbo encontra o anel, por exemplo). Se você leu o livro, vá esperando ver outra história. Se não, aproveite. Como fã e leitor, voltei um pouco decepcionado para casa.