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#facebook - Trending Topic


Demorou mas enfim vai se tornar realidade, para alegria de alguns e desespero de outros: o Facebook ganhará suporte a #hashtags. De forma gradual a partir de hoje, um bilhão de usuários terão acesso à função, que funciona há algum tempo no Twitter, Instagram e Google+. 

Segundo um post divulgado no Newsroom do Facebook por Greg Lindley (gerente de produto da rede social) as hashtags se tornarão clicáveis, servindo como forma de agrupar discussões em torno de um mesmo tópico.
A partir de hoje, hashtags serão clicáveis no Facebook. Semelhante a outros serviços como o Instagram, Twitter, Tumblr ou Pinterest, hashtags no Facebook permitem que você adicione contexto a um post ou indique que ele é parte de uma discussão maior. Quando você clicar em uma hashtag no Facebook, você verá um feed do que as outras pessoas e páginas estão dizendo sobre esse evento ou tópico.

Agora você pode:

• Buscar de uma hashtag específica em sua barra de pesquisa. Por exemplo:  #NBAFinals.

• Clicar em hashtags que se originam em outros serviços, como o Instagram.

• Compor mensagens diretamente a partir do feed de hashtags e resultados de pesquisa. 
Como sempre, você controla a audiência para suas mensagens, incluindo aquelas com hashtags.

Hashtags são apenas o primeiro passo para ajudar as pessoas a descobrir mais facilmente o que os outros estão dizendo sobre um tema específico e participar de conversas públicas. Nós vamos continuar a lançar mais recursos nas próximas semanas e meses, incluindo hashtags tendência [a.k.a Trending Topics] e insights mais profundos, que ajudam as pessoas a descobrir mais de conversas do mundo.
Até então o Facebook era a grande exceção dentre as redes sociais, já que não oferecia suporte ao recurso. Mas o cenário mudou. A pergunta que fica é: por quê a demora? Como aponta o jornalista John Herrman no BuzzFeed, o grande obstáculo à adoção das hashtags pela rede social de Mark Zuckerberg era o fato delas tornarem os posts públicos realmente públicos. Ao clicar numa delas, você é direcionado para uma lista que agrupa os posts com a mesma hashtag: possibilitando que mais para pessoas, além da sua lista de amigos curtam e comentem o que você publica. Se a adoção não fosse bem pensada, poderia dar margem a mais um escândalo sobre privacidade envolvendo a rede social.

E por que adotá-las agora? O Facebook talvez tenha enxergado que estava perdendo espaço na divulgação de informação em tempo real, o que para os anunciantes poderia significar a perda de um público mais engajado com a rede social. E quando se fala em perder anunciantes, os empresário piram, né? Afinal, menos anunciantes significam menos dinheiro em caixa.

Então fique atento na próxima vez que usar alguma #hashtag no Facebook, você pode ser um dos sortudos/infortunados pela novidade. Agora resta saber se as pessoas irão usar as hashtags de maneira correta ou se o Facebook vai virar um mar de pessoas em busca de likes e shares (não que já não seja).

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Trending Topic - Hashtags

Imagem: http://www.teachthought.com


O Trending Topic dessa semana volta às suas origens: o Twitter. Muito presentes nos TTs da rede social, as  hashtags nada mais são do que uma palavra ou frase-chave antecedida por um # (símbolo conhecido em muitos países por hash) e usadas em algumas redes sociais para agrupar postagens sobre um mesmo assunto, categorizando-as e reunindo ideias de uma maneira bem simples e livre. 
Através do uso das hashtags, diferentes internautas dos mais variados países podem interagir. Por exemplo: se você tentar clicar em uma determinada hashtag usada num tweet, você será direcionado para uma lista de posts onde esta mesma hashtag foi utilizada. Elas ainda são usadas para que o público interaja ao vivo durante eventos, como conferências, programas de TV, eventos políticos etc.
As hashtags mais populares do Twitter são:
#Comofas 
Porém, criar uma tag não é tão simples assim, existem alguns critérios que devem ser seguidos. Segundo o site hashtags.org as limitações são as seguintes:

  1. Tamanho - Você só precisa adicionar um # antes de uma palavra para transformá-la numa hashtag. Entretanto, devido ao limite do Twitter de 140 caracteres por tweet, as melhores hashtags são aquelas compostas por uma única palavra os algumas poucas letras. Os "experts" do Twitter recomendam que elas tenham em média 6 caracteres.
  2. Nada de espaços - Hashtags com espaço não são reconhecidas pelos mecanismo das redes sociais. Então, se você for usar mais de uma palavra esqueça do espaço! Por exemplo: #comandologin.
  3. Nada de caracteres "especiais" - Use somente números e letras em suas palavras chaves. Você até pode usar o underline ( _ ), mas evite por motivos estéticos. Hifens e travessões não funcionarão. Como o próprio nome já indica, hashtags só funcionam com o #. Caracteres "especiais" como “!, $, %, ^, &, *, +, .” não funcionam. O Twitter reconhece o "jogo da velha" e então converte a hashtag em um link.
  4. Não inicie com números e nem use-os sozinhos - Hashtags como #123 não funcionam, então não use somente números. Da mesma forma, #123yo não funciona. Mas números são ótimos para identificar eventos, como #BGS2012 ou #welcome2013.
  5. Tome cuidado com gírias - Gírias podem ter significados diferentes de acordo com os países onde são empregadas, então seja muito cuidadoso com as palavras que você usa. Hashtags úteis são aquelas que são concisas, diretas e universais.

Além desses cuidados, para que as hashtags sirvam a seu propósito é importante que não usem-nas em exagero (viu, usuário do Instagram?). O uso exagerado de hashtags é irritante e vai contra a etiqueta virtual.
Abusos no uso das hashtags não são incomuns mas podem ser evitados com alguns cuidados. O próprio  Twitter fez uma declaração oficial sobre o assunto:
“Os seguintes comportamentos e outros semelhantes podem ocasionar a exclusão de sua conta dos mecanismos de busca e até mesmo a suspensão da mesma:
  • Uso de uma ou mais hashtags em um tweet não relacionado com o assunto para ganhar atenção nos mecanismos de busca.
  • Twittar repetidamente sobre um mesmo tópico sem adicionar nada, numa tentativa de levar o assunto aos trending topics.
  • Twittar sobre cada um dos trending topic em turnos para direcionar tráfego para seu perfil, especialmente quando relacionado com propaganda.
  • Listar os trending topics num só tweet para conseguir seguidores.
  • Twittar sobre um trending topic e adicionar um link não relacionado com o assunto."
Senta que lá vem história

Depois desse monte de informações, você deve estar se perguntando: "Mas peraí, como foi que isso começou?". Tudo começou com um simples tweet a alguns post no blog de um dos primeiros usuários do Twitter, Chris Messina (@chrismessina). 


Dois dias depois desse tweet inovador, Messina escreveu dois posts em seu blog (Factoryjoe.com) expandindo sua ideia de criar um “whisper circle” (círculo de sussuros, na tradução literal) para trocar pequenas mensagens (em 2007 os tweets eram comumente conhecidos como "sussuros"). A ideia de Chris era que o # fosse usados como forma de reunir  e organizar mensagens de um determinado grupo. Desde então elas vêm sendo usados por usuários do mundo todo como uma maneira de classificar o grande fluxo de informações e pensamentos disseminados nas redes sociais.
Em seu primeiro post em 25 de agosto de 2007, intitulado “Whispering Tweets,” Messina propôs a criação de uma "panelinha" no Twitter, permitindo que os usuários restringissem seus post a uma "pequena, e mais selecionada, audiência". Ele sugere que os posts direcionados aos membros da "panelinha" de um determinado usuário sejam precedidos por um simples símbolo, como um ponto de exclamação (!).
No seu segundo post, Messina detalha o uso do símbolo # para definir uma audiência, como um prefixo nos tweets para facilitar a vida de seus usuários. Ele diz que o uso de uma tag numa atualização de status permite que seus usuários tenham acesso a um determinado conteúdo, assim como desenvolvam a habilidade de acessar casualmente um canal, participando à sua vontade.
É importante ressaltar que Messina é um usuário qualquer do Twitter que tropeçou numa hashtag por acaso. Em 2007, ele e sua namorada Tara Hunt fundaram uma empresa de consultoria chamada Citizen Agency, focada no uso das mídias sociais relacionadas à plataformas de fonte aberta. Um ano antes, em 2006, o jornal San Francisco Chronicle havia identificado Messina e Hunt como um casal de  “Digital Utopians” (utópicos digitais) na Web 2.0.
Acompanhando o desenvolvimento do conceito de hashtag no Twitter, Cody Marx Bailey e Aaron Farnham lançaram um novo site chamado Hashtags.org em dezembro de 2007. Este site popular se tornou uma autoridade indiscutível no rastreamente de hashtags no Twitter, afirmando ser "o padrão para informações sobre hashtag". Bailey e Farnham se separaram mais tarde, e o domínio Hashtags.org foi vendido no início de 2011 ao atual proprietário e novo empresário de mídia Michael Cyger.
Atualmente, o uso de hashtags no Twitter continua evoluindo e crescendo da mesma forma como se iniciou: através dos usuários dessa rede social, que exploram os usos dessa ferramenta e coletivamente controlam seu futuro.
Essa história é um bom exemplo de como os usuários podem ajudar a aprimorar um produto. Hashtags mais populares podem fazer o usuário bombar seu número de seguidores, enquanto as hashtags impopulares ou  twetters que se utilizam do mecanismo como uma forma de spam são rapidamente expulsos da rede virtual.