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Vem pra rua - Trending Topic


Mais uma vez utilizaremos esse espaço pra falar de um assunto sério: as manifestações que tomaram o Brasil na última semana. O que presenciamos na última semana foi um fato histórico no Brasil: as pessoas usaram a internet como meio (e não fim) de agregar pessoas e SAÍRAM dela para protestar. Pessoas de todas as idades, classes sociais, ocupações e credos uniram-se por meio de eventos no Facebook, organizaram-se e fizeram uma das manifestações mais bonitas que o país já assistiu.



O início - Contra o aumento das tarifas

Tudo começou começou no início do mês quando, após a ocorrência de protestos menores em Porto Alegre e Goiânia, o Movimento Passe Livre (MPL) organizou a primeira manifestação na capital paulista em resposta ao reajuste dos preços das passagens dos ônibus municipais, do metrô e dos trens urbanos de R$ 3,00 para R$ 3,20 ocorrida no dia 2 de junho. 

MPL SP
Desde então, já ocorreram cinco atos (como os organizadores chamam as manifestações), sendo o do 17 de junho, o maior de todos.  Durante os protestos, foram registrados episódios de agressões e abusos por parte dos policiais militares, além de casos pontuais de vandalismo.

Na manhã de 7 de junho, um protesto foi realizado na Estrada do M'Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo, bloqueando uma das faixas no sentido Centro, que seguiu para a avenida Guarapiranga. Ali tiveram início, também, as tentativas de repressão da polícia. Ainda nos primeiros dias do mês, protestos também foram realizados pelo MPL em Pirituba, na Zona Oeste, e no Parque Dom Pedro II, no Centro. No 13 de junho, o protesto começou a tomar grandes proporções, pois mais de cinco mil pessoas se reuniram em pontos importantes da capital, como a Avenida Paulista, para se manifestar contra o aumento das passagens do transporte público municipal. Nesse dia, mais de duzentas pessoas foram presas e outras centenas vítimas de  agressões, tiros de balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio utilizados pelo Batalhão de Choque, causando comoção nacional.

Manifestantes de outras seis capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Maceió, Porto Alegre e Goiânia, também começaram a realizar atos públicos pelos mesmos motivos dos atos de SP, tomando o aumento da passagem do transporte público como estopim para protestar contra o governo e outros problemas sociais.

Por Rhavi de Carvalho
No Rio de Janeiro, mais de duas mil pessoas se concentraram em ruas do centro da cidade. 

Em Goiânia, os protestos foram motivados por uma ação judicial do PROCON local para que o valor da passagem de ônibus (R$ 3) retornasse ao valor antigo (R$ 2,7). 

Em Porto Alegre, as manifestações conseguiram fazer com que o poder público recuasse no aumento das tarifas, com uma liminar do Ministério Público mantendo a passagem a R$2,85, sem aumento de R$0,20. 

Em Niterói, mais de duas mil pessoas protestaram pela diminuição do preço da passagem de ônibus durante o dia e entraram em confronto com a polícia à noite.

Em Brasília, cerca de 500 pessoas se reuniram na entrada do estádio Mané Garrincha, no dia do jogo de estréia da Copa das Confederações, para protestar contra o uso de verba pública para a realização Copa do Mundo de 2014. A polícia isolou o protesto e o BOPE fez um cordão de isolamento separando os manifestantes dos torcedores que chegavam para a partida. Durante confronto com os manifestantes, o Batalhão de Choque usou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha. Segundo a Polícia Militar, oito policiais foram feridos por pedradas, e oito manifestantes foram detidos e encaminhados a um DP próximo ao estádio. Dois manifestantes foram atingidas por tiros de bala de borracha, e um chegou a ser encaminhado para um hospital.

Em Minas Gerais, o Tribunal de Justiça proibiu manifestações de qualquer tipo que interditassem as vias urbanas em todos os municípios do estado durante a Copa das Confederações. A princípio, a decisão valia apenas para o entorno do estádio Mineirão em diversos dias, três dos quais (17, 22 e 26 de junho) coincidem com a data de jogos da copa no estádio. Uma multa de R$ 500 mil foi fixada para os sindicatos, caso esses descumprissem a decisão, o que não impediu que 12 mil pessoas se reunissem na tarde do dia 17 de junho na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, e fechassem duas avenidas da cidade.


No dia 17 de junho, as manifestações se intensificaram em grandes cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Vitória, Salvador, Curitiba, Fortaleza, Vila Velha, Bauru e outras importantes cidades uniram-se e levaram mais de 250 mil pessoas para as ruas para protestas contra a situação atual do país.

Bauru, por Jéssica Mobílio
Rio de Janeiro, por Fabio Motta/Estadão
São Paulo, por Tiago Queiroz/Estadão
Brasília, por Fabiano Costa/G1
Em São Paulo, onde reuniram-se mais de 65 mil pessoas, a manifestação foi pacífica. No entanto, no Rio de Janeiro, em Brasília e Belo Horizontes, as coisas saíram do controle e houve episódios de vandalismo.

A mídia e os protestos

Não foi nada surpreendente quando, de início, as mídias tradicionais assumiram uma postura contrária aos movimentos, dizendo que os manifestantes não passavam de vândalos e a movimentação era inútil, além de exaltar a ação policial. A situação só mudou quando, em meio aos protestos, jornalistas da grande mídia começaram a ser vítimas da repressão policial. Somente a Folha de São Paulo teve 15 de jornalistas feridos, sendo o mais grave dos casos o da repórtes Giuliana Vallone, atingida por um tiro de borracha em seu olho esquerdo. O repórter da Globo, Caco Barcellos, da equipe do programa Profissão Repórter, foi expulso com as pessoas gritando "a Globo é mentirosa" por um grupo de manifestantes que se concentravam no largo da Batata, zona oeste de São Paulo no dia 17 de junho. Depois do ocorrido, outros jornalistas da emissora passaram a usar microfones e equipamentos sem o logotipo da emissora.

No dia 17 de junho, os protesto finalmente atingiram a mídia internacional, ganhando destaque em veículos como o The New York TimesThe GuardianBBCEl PaísClarín,  Le Figaro e Le Monde.

Já na internet, a história foi bem diferente. Desde o início dos protestos, só multiplicaram-se o número de páginas voltadas à cobertura dos atos, seja por meio de tweets, fotos ou vídeos. As redes sociais mostraram sua força ao exibir ao restante de população aquilo que a TV e os grandes jornais evitavam mostrar: as agressões sofridas pelos manifestantes e os gritos de paz das multidões.

Além da cobertura em tempo real, a internet também fez sua parte através da divulgação de memes.










Sem esquecer, é claro, das invasões à sites e redes sociais de políticos, revistas, partidos e secretarias de governo.

Instagram da presidente Dilma
Site da Secretaria de Educação de São Paulo
Twitter da Revista Veja
#protesto

Nas redes sociais também surgiram diversas hashtags relacionadas aos protestos, como #changebrasil, #VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeALuta, #protestosp, #PrimaveraBrasileira, #OGiganteAcordou e #BrasilAcordou.

Para o próximo dia 20, está programado um ato nacional em apoio à SP. Várias cidades já tem manifestações programadas. Quer participar? Escolha a cidade mais próxima a você, faça seu cartaz e #vemprarua!


Acompanhe as manifestações:

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#facebook - Trending Topic


Demorou mas enfim vai se tornar realidade, para alegria de alguns e desespero de outros: o Facebook ganhará suporte a #hashtags. De forma gradual a partir de hoje, um bilhão de usuários terão acesso à função, que funciona há algum tempo no Twitter, Instagram e Google+. 

Segundo um post divulgado no Newsroom do Facebook por Greg Lindley (gerente de produto da rede social) as hashtags se tornarão clicáveis, servindo como forma de agrupar discussões em torno de um mesmo tópico.
A partir de hoje, hashtags serão clicáveis no Facebook. Semelhante a outros serviços como o Instagram, Twitter, Tumblr ou Pinterest, hashtags no Facebook permitem que você adicione contexto a um post ou indique que ele é parte de uma discussão maior. Quando você clicar em uma hashtag no Facebook, você verá um feed do que as outras pessoas e páginas estão dizendo sobre esse evento ou tópico.

Agora você pode:

• Buscar de uma hashtag específica em sua barra de pesquisa. Por exemplo:  #NBAFinals.

• Clicar em hashtags que se originam em outros serviços, como o Instagram.

• Compor mensagens diretamente a partir do feed de hashtags e resultados de pesquisa. 
Como sempre, você controla a audiência para suas mensagens, incluindo aquelas com hashtags.

Hashtags são apenas o primeiro passo para ajudar as pessoas a descobrir mais facilmente o que os outros estão dizendo sobre um tema específico e participar de conversas públicas. Nós vamos continuar a lançar mais recursos nas próximas semanas e meses, incluindo hashtags tendência [a.k.a Trending Topics] e insights mais profundos, que ajudam as pessoas a descobrir mais de conversas do mundo.
Até então o Facebook era a grande exceção dentre as redes sociais, já que não oferecia suporte ao recurso. Mas o cenário mudou. A pergunta que fica é: por quê a demora? Como aponta o jornalista John Herrman no BuzzFeed, o grande obstáculo à adoção das hashtags pela rede social de Mark Zuckerberg era o fato delas tornarem os posts públicos realmente públicos. Ao clicar numa delas, você é direcionado para uma lista que agrupa os posts com a mesma hashtag: possibilitando que mais para pessoas, além da sua lista de amigos curtam e comentem o que você publica. Se a adoção não fosse bem pensada, poderia dar margem a mais um escândalo sobre privacidade envolvendo a rede social.

E por que adotá-las agora? O Facebook talvez tenha enxergado que estava perdendo espaço na divulgação de informação em tempo real, o que para os anunciantes poderia significar a perda de um público mais engajado com a rede social. E quando se fala em perder anunciantes, os empresário piram, né? Afinal, menos anunciantes significam menos dinheiro em caixa.

Então fique atento na próxima vez que usar alguma #hashtag no Facebook, você pode ser um dos sortudos/infortunados pela novidade. Agora resta saber se as pessoas irão usar as hashtags de maneira correta ou se o Facebook vai virar um mar de pessoas em busca de likes e shares (não que já não seja).

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Bioshock Infinite - Game de Ponta




Plataforma: PC/PS3/X360
Desenvolvedora: Irrational Games
Ano: 2013



Não posso começar esse review sem mencionar uma coisa: na minha mente Bioshock é o melhor jogo dessa geração inteira, uma franquia nova, original e que mostrou como um jogo pode criar uma narrativa espetacular sem perder absolutamente nada em gameplay. Passados seis anos, Bioshock Infinite chega aos nossos consoles e mais uma vez dá uma lição à indústria com uma história sensacional e um gameplay rápido e variado.




Booker e Elizabeth

O jogador entrará na pele de Booker DeWitt, um soldado cheio de dívidas à procura de redenção. Ele é contactado por um homem misterioso e recebe uma tarefa simples: "Pegue a garota e limpe sua dívida". A garota no caso é Elizabeth, sua companheira por grande parte do jogo. Aqui começa uma das primeiras novidades de Bioshock Infinite: Booker fala. Pode parecer pouca coisa, mas é ótimo ver como a interação entre os dois personagens evolui enquanto eles exploram a cidade, e a dublagem de ambos é, no minimo, brilhante.


Jogadores preocupados em ter que proteger uma garota indefesa por horas não precisam se desesperar: Elizabeth nunca vai entrar em grandes perigos no meio do combate. Na verdade, ela ajuda muito o jogador, dando munição e energia a ele no meio do combate. O fato da personagem ser útil durante o gameplay acaba ajudando muito na maneira como você vê a garota durante o jogo; ela não vai te irritar e você realmente vai sentir sua falta quando ela for raptada ou algo do gênero. Um exemplo simples de como usar o gameplay para melhorar a narrativa como um todo.


Columbia, um novo paraíso

Rapture, a cidade no fundo do mar, sempre foi considerada uma das partes mais importantes de Bioshock; era quase como se a cidade fosse um personagem que levava toda a trama para a frente. Columbia não é nem um pouco diferente: boa parte do charme de Infinite está em conhecer esse mundo curioso, então vamos falar um pouco sobre ele, sem spoilers claro.

Quando entramos em Rapture pela primeira vez, a cidade estava em ruínas: vazamentos, explosões psicopatas e tudo que existe de ruim no mundo já haviam passado por ali; só sabíamos da grandeza daquela obra pelos relatos de personagens e explorando a cidade em si. Columbia é diferente: ela ainda é magnífica e grandiosa. Claro que tem seus defeitos e problemas: assim como em toda a série Bioshock, a população da cidade tem sérios problemas culturais, e a estrela da vez é o fanatismo religioso e o racismo. O fundador decidiu lançar a cidade aos céus justamente para "se afastar da Sodoma lá de baixo" e chegou até a lançar "um ataque dos céus" sobre Pequim para acabar com os asiáticos. Mais uma vez, sérios problemas culturais.


Eu com certeza não sou um especialista em história, mas definitivamente me senti como se estivesse em uma cidade americana em 1912, tirando pela parte em que ela voa, claro. Isso se deve ao fato de que a ambientação de Infinite é tão bem pensada quanto a de seus antecessores: propagandas, lojas, músicas, tudo ajuda o jogador a imergir nessa cidade fantástica.


A História

Sem spoilers, eu prometo. Mas ainda assim, se você quiser uma experiência completamente nova, pule esse parágrafo. Como já disse antes, Booker DeWitt chega a Columbia com o intuito de resgatar Elizabeth, a filha e protegida do grande profeta e fundador da cidade, Comstock. O Profeta é um personagem interessante: ele aparece poucas vezes, mas a adoração da cidade por ele é clara. Estátuas e bustos de Comstock estão espalhados por todo o lugar, e os habitantes de Columbia acreditam fielmente que ele é um enviado de Deus e que suas profecias serão a salvação da humanidade.


Mas é claro que existem insurgentes: os Vox Populi, um grupo de rebeldes que discorda das profecias e do controle de Comstock sobre Columbia e, obviamente, se revoltam contra a força do líder. Outras personalidades surgirão durante a trama, mas já paro por aqui. Não quero estragar nem um minuto dessa história.


Gameplay

Bioshock Infinite é um jogo de tiro em primeira pessoa, isso é fato, mas, assim como seus antecessores, alguns elementos transformam uma fórmula cansada e desgastada em uma experiência que se renova a todo instante, com novos poderes, habilidades e novas oportunidades para explorar cada uma dessas mudanças.



Vamos então fazer um pequeno tour pelas mecânicas de combate presentes no jogo. 

Além das armas típicas de qualquer shooter, Infinite traz de volta os poderes especiais pelos quais a franquia é famosa, os antigos Plasmids, agora renomeados Vigors. Temos também o Skyhook, um gancho que utiliza de trilhos aéreos espalhados pelo cenário para fazer uma espécie de "montanha russa"ao redor do campo de batalha. Booker também pode pedir a ajuda de Elizabeth para trazer objetos de outras dimensões para o combate, sejam eles Autômatos, novas armas ou kits de primeiros socorros.

Somando tudo isso algumas coisas interessantes acontecem: está cercado e com pouca vida? Use o skyhook e fuja dos inimigos por um tempo, ou crie uma fenda para pegar kits de vida. Não consegue achar os inimigos? Chame um autômato voador para ajudar na caça aos pobres coitados. Está entediado? Use seus poderes de água para tentar matar todos os inimigos empurrando eles para fora da cidade. Infinite não só dá ao jogador diferentes ferramentas, como também incentiva o uso de todas elas.

Ritmo


Não, não, você não vai ter que ligar uma guitarra de plástico no seu console em nenhum momento, muito menos ter que apertar botões no ritmo de alguma música para abrir portas; o ritmo que menciono aqui é o de gameplay. Sabe quando um jogo é ativo o tempo todo, aumentando cada vez mais a velocidade de suas ações, chegando ao ponto em que você nem liga mais para o que está fazendo? Quando as coisas simplesmente ficam repetitivas demais? Isso normalmente acontece quando o ritmo de um jogo não é variado, sempre ação, ação e ação e o jogador acaba ficando sufocado no meio de toda essa confusão.

Infinite não faz isso. Pelo contrário, em alguns momentos Booker simplesmente vai abaixar sua arma e o jogador acaba explorando o cenário inconscientemente. É um truque um tanto quanto impressionante, sim, você pode levantar sua arma e tentar atirar em vasos e outros objetos decorativos, mas o jogo prende o jogador de uma maneira tão grande que você acaba agindo como se Booker fosse uma pessoa normal, não um maníaco psicopata que consome todas as garrafas de álcool do cenário e atira em candelabros. O jogo te dá toda a liberdade do mundo, mas você ainda assim acaba seguindo o roteiro que a Irrational Games tinha na cabeça. É algo assustador.


Sim ou Não?

A resposta curta é... sim, com certeza. Seis anos atrás Bioshock, de certa forma, definiu um novo rumo para a indústria, um rumo em que a narrativa é tão importante quanto a jogabilidade. Hoje, nas portas de uma nova geração de consoles, a Irrational faz um resumo de toda a evolução que os games sofreram nesses anos. Bioshock Infinite, assim como seu predecessor é mais que um jogo, mais que uma história; é uma obra de arte.


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Um Lugar Nenhum em Londres

Estar perdido em Londres é uma coisa. Estar perdido na Londres de Neil Gaiman pode ser uma aventura fantástica e assustadora. 

"Meu jovem, você precisa entender uma coisa. Existem duas Londres: a Londres-de-Cima - onde você morava - e a Londres-de-Baixo, o Submundo, habitada pelas pessoas que caíram pelas fissuras do mundo. Agora você é uma delas." 

Lugar Nenhum (Neverwhere no original) conta a história de um Richard Mayhew qualquer, um cara nornal, com um trabalho normal e exceto pelos trolls de brinquedo ou a namorada mala, uma vida bem normal. Então, ele ajuda uma menina ferida chamada Door e, com isso, cruza a fronteira para se tornar um ninguém na Londres de Cima e mais um na De Baixo. Acompanhados de um Marquês, Richard e Door se aventuram no mundo subterrâneo - que pode ser considerado o maior personagem dentro da trama, não sendo nem do bem, nem do mal. Procurando descobrir os motivos do assassinato de toda a família, Door apresenta um mundo sem realmente apresentar para um escocês sem graça e que parece tanto surpreso quanto apavorado. Croup e Vandemar são dois assassinos que perseguem nossos protagonistas no que parece ser um jogo de quando o próximo golpe acontecerá. E o misterioso contratante dos assassinos parece estar mais disposto a brincar do que realmente a agir contra Door.

A série

A ideia inicial surgiu com Lenny Henry, procurando apresentar de uma forma fantasiosa a vida dos moradores de rua londrinos e o que poderia existir por trás dela. Com a ajuda de Neil Gaiman, a série foi transformada em seis episódios de meia hora em 1996, veiculados pela BBC 2. Recentemente, ganhou um box de aniversário de 15 anos. Richard Mayhew (Gary Bakewell) e Door (Laura Fraser) caminham pelos túneis de uma cidade que, segundo os moradores do submundo, os londrinos desconhecem. Com cabelos que realmente chamam a atenção, o personagem do Marquês (interpretado por Paterson Joseph) é, de longe, o melhor de toda a série.


O livro

Lançado pouco depois da série e com tempo para melhor desenvolver muitos aspectos da história, Gaiman reapresenta o mundo de Door, com contos dentro da própria Londres de Baixo, tornando o subterrâneo um pouco mais real para os leitores. 

Personagens de Lugar Nenhum, segundo arte de Segundus, do Deviantart. Da esquerda para direita: Richard Mayhew, Door, Marquês de Carabás, Hunter, Vandemar, Croup e Islington.

Talvez, uma opinião muito especial de quem leu o livro antes de chegar a série de TV, foi que os personagens lembravam animais. Sim, alguns são de fato seres do esgoto ou das galerias abandonadas de metrô, como os ratos. Mas tantos outros, citados a cada página, parecem cada vez mais próximos de uma daquelas horrendas criaturas de esgoto ou pântano que se vê em filmes de terror, com substâncias nada aromáticas sendo deixadas por onde passam. O Marquês, dentro da minha concepção, era um sapo pequeno e atrofiado. Croup e Vandemar poderia muito bem ser um par de crocodilos ou ferozes corvos?

O livro flui com facilidade, apesar do desenvolvimento da história ser um tanto previsível. Algumas das brincadeiras com locais e o idioma se perdem na tradução, mas isso não tira o humor negro da obra. Talvez, a melhor parte seja a descrição das qualidades dos personagens através de textos quase visuais. Croup e Vandemar, por exemplo, são descritos como tão maus quanto o barulho de unhas contra um quadro negro.

A rádio-novela

Em produção para a BBC Radio 4, a história ganha adaptação com elementos mais atuais, buscando um novo público, que não conhece nenhum dos dois originais. Com um elenco que inclui James McAvoy, como Richard Mayhew e Natalie Dormer no papel de Door, a produção foi dividida novamente em seis episódios, que estarão disponiveis online durante a semana às 18h. 

Para aqueles não tão acostumados com produções do tipo, o som e as vozes conseguem transmitir praticamente tudo do que existe em cena. O único porém é o idioma: inglês. Ah, alguns podem aproveitar para se aventurar no sotaque escocês de McAvoy (Richard Mayhew também é escocês). E quem sabe, se apaixonar pela Hunter como eu me apaixonei de novo.

Parte do elenco de Lugar Nenhum, da esquerda para direta: Benedict Cumberbatch (Anjo Islington), James McAvoy (Richard Mayhew), Natalie Dormer (Door), Sophie Okonedo (Hunter) e David Harewood (Marquês)

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Nova Timeline do Facebook - Trending Topic


Depois de aproximadamente dois anos desde o lançamento polêmico da timeline (que rendeu um processo e a perda de centenas de usuários) o Facebook resolveu dar um up no design da página. A mudança, que  estava sendo testada há meses, começou a ser liberada para alguns usuários. 


O novo perfil mantém as colunas da linha do tempo, entretanto organiza tudo em apenas uma,  onde aparecem as suas atualizações, enquanto a oura mostra atividades recentes, amigos, fotos, entre outras coisas.


Pelas imagens divulgadas pelo portal The Next Web na última semana, o redesign da página deixou tudo mais clean. As informações básicas do usuário, que antes apareciam embaixo da foto, agora encontram-se ao lado dela. Foram incluídas, também, algumas abas, como “About”, com as informações completas do perfil, e “More”, que agrupa toda atividade do usuário em aplicativos, likes, check-in, dentre outras coisas. 



A principio, o que mais chama a atenção nesse novo layout é que a informação sobre relacionamento não ficará mais destacada na linha do tempo – você só poderá saber se uma pessoa está namorando, pegando, enrolando ou é casada se decidir stalkear no “About”. Prevejo muitos azaração indevida se essa alteração for mantida...


Os primeiros a experimentar a mudança estão sendo os usuários da Nova Zelândia, e não há previsões de quando o resto do mundo terá acesso a ela. 
Toda essa enrolação pra lançar o novo design me dá saudade do tempo do Orkut, onde bastava conseguir um ~convite~ pra ter acesso às atualizações e ser feliz trocando a cor do seu perfil... #VoltaOrkut

UPDATE:

O tio Mark deve acompanhar o Comando Login, pois hoje magicamente me deparei com isso:



Ainda to tentando me acostumar, mas por enquanto achei meio confuso...
E aí, sua timeline também já mudou?

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Trending Topic - Harlem Shake




Demorou um pouco, mas enfim aconteceu: surgiu o primeiro viral global de 2013, o Harlem Shake. Esse é o título de uma música do DJ e produtor americano Baauer que deu origem a um revolucionário estilo de dança (?).

A faixa foi lançada pelo produtor Diplo em maio de 2012 e na época ficou restrita aos conhecedores de música eletrônica. Mas há duas semanas algo muito inesperado aconteceu...

A febre começou com um vídeo feito por um grupo de australianos que dançavam bizarramente ao som de Harlem Shake. A fórmula do sucesso é muito simples: o vídeo começa com apenas um homem fantasiado dançando sozinho num quarto, enquanto os outros ao seu redor parecem nem notá-lo, mas passados alguns segundos vem a surpresa quando se ouve a frase “and do the harlem shake”. Nesse momento todos, também fantasiados/mascarados, começam a dançar freneticamente ao som da música.


Inexplicavelmente, em duas semanas o vídeo foi alvo de uma quantidade inimaginável de paródias, nas mais diferentes versões, como a dos soldados americanos e dos funcionários Facebook. Até agora, segundo as estatísticas do YouTube, haviam sido postados mais de 40 mil vídeos relacionados com o Harlem Shake, totalizando 175 milhões de visualizações. 

Confira algumas versões (o site Know Your Meme organizou todas elas por categorias, facilitando a perda de tempo visualização.)
 




Até o Comando Login entrou na brincadeira, clique aqui e veja.

A pergunta que fica agora é: será que o Harlem Shake conseguirá superar o Gangnam Style de Psy? Ainda é cedo pra dizer, mas o(s) vídeo(s) tem grande potencial!

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Logincast Ep 6 - Expectativas para 2013



2012 foi um bom ano pros games, mas e 2013? O que esse ano que está ainda no começo reserva para nós, gamers? Nesse sexto Logincast nos reunimos para discutir as expectativas para os títulos anunciados e ainda fizemos nosso Top 5 de jogos mais esperados por cada um. Divirtam-se!

Apresentação e Edição: Bruno Marise (Fronha)

Comentários: Gabriela Brandão (Terd), Felipe Navarro (Bagaço), Rafael Rodrigues (Nóia) e Bruno Marise (Fronha).


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Trending Topic - Hashtags

Imagem: http://www.teachthought.com


O Trending Topic dessa semana volta às suas origens: o Twitter. Muito presentes nos TTs da rede social, as  hashtags nada mais são do que uma palavra ou frase-chave antecedida por um # (símbolo conhecido em muitos países por hash) e usadas em algumas redes sociais para agrupar postagens sobre um mesmo assunto, categorizando-as e reunindo ideias de uma maneira bem simples e livre. 
Através do uso das hashtags, diferentes internautas dos mais variados países podem interagir. Por exemplo: se você tentar clicar em uma determinada hashtag usada num tweet, você será direcionado para uma lista de posts onde esta mesma hashtag foi utilizada. Elas ainda são usadas para que o público interaja ao vivo durante eventos, como conferências, programas de TV, eventos políticos etc.
As hashtags mais populares do Twitter são:
#Comofas 
Porém, criar uma tag não é tão simples assim, existem alguns critérios que devem ser seguidos. Segundo o site hashtags.org as limitações são as seguintes:

  1. Tamanho - Você só precisa adicionar um # antes de uma palavra para transformá-la numa hashtag. Entretanto, devido ao limite do Twitter de 140 caracteres por tweet, as melhores hashtags são aquelas compostas por uma única palavra os algumas poucas letras. Os "experts" do Twitter recomendam que elas tenham em média 6 caracteres.
  2. Nada de espaços - Hashtags com espaço não são reconhecidas pelos mecanismo das redes sociais. Então, se você for usar mais de uma palavra esqueça do espaço! Por exemplo: #comandologin.
  3. Nada de caracteres "especiais" - Use somente números e letras em suas palavras chaves. Você até pode usar o underline ( _ ), mas evite por motivos estéticos. Hifens e travessões não funcionarão. Como o próprio nome já indica, hashtags só funcionam com o #. Caracteres "especiais" como “!, $, %, ^, &, *, +, .” não funcionam. O Twitter reconhece o "jogo da velha" e então converte a hashtag em um link.
  4. Não inicie com números e nem use-os sozinhos - Hashtags como #123 não funcionam, então não use somente números. Da mesma forma, #123yo não funciona. Mas números são ótimos para identificar eventos, como #BGS2012 ou #welcome2013.
  5. Tome cuidado com gírias - Gírias podem ter significados diferentes de acordo com os países onde são empregadas, então seja muito cuidadoso com as palavras que você usa. Hashtags úteis são aquelas que são concisas, diretas e universais.

Além desses cuidados, para que as hashtags sirvam a seu propósito é importante que não usem-nas em exagero (viu, usuário do Instagram?). O uso exagerado de hashtags é irritante e vai contra a etiqueta virtual.
Abusos no uso das hashtags não são incomuns mas podem ser evitados com alguns cuidados. O próprio  Twitter fez uma declaração oficial sobre o assunto:
“Os seguintes comportamentos e outros semelhantes podem ocasionar a exclusão de sua conta dos mecanismos de busca e até mesmo a suspensão da mesma:
  • Uso de uma ou mais hashtags em um tweet não relacionado com o assunto para ganhar atenção nos mecanismos de busca.
  • Twittar repetidamente sobre um mesmo tópico sem adicionar nada, numa tentativa de levar o assunto aos trending topics.
  • Twittar sobre cada um dos trending topic em turnos para direcionar tráfego para seu perfil, especialmente quando relacionado com propaganda.
  • Listar os trending topics num só tweet para conseguir seguidores.
  • Twittar sobre um trending topic e adicionar um link não relacionado com o assunto."
Senta que lá vem história

Depois desse monte de informações, você deve estar se perguntando: "Mas peraí, como foi que isso começou?". Tudo começou com um simples tweet a alguns post no blog de um dos primeiros usuários do Twitter, Chris Messina (@chrismessina). 


Dois dias depois desse tweet inovador, Messina escreveu dois posts em seu blog (Factoryjoe.com) expandindo sua ideia de criar um “whisper circle” (círculo de sussuros, na tradução literal) para trocar pequenas mensagens (em 2007 os tweets eram comumente conhecidos como "sussuros"). A ideia de Chris era que o # fosse usados como forma de reunir  e organizar mensagens de um determinado grupo. Desde então elas vêm sendo usados por usuários do mundo todo como uma maneira de classificar o grande fluxo de informações e pensamentos disseminados nas redes sociais.
Em seu primeiro post em 25 de agosto de 2007, intitulado “Whispering Tweets,” Messina propôs a criação de uma "panelinha" no Twitter, permitindo que os usuários restringissem seus post a uma "pequena, e mais selecionada, audiência". Ele sugere que os posts direcionados aos membros da "panelinha" de um determinado usuário sejam precedidos por um simples símbolo, como um ponto de exclamação (!).
No seu segundo post, Messina detalha o uso do símbolo # para definir uma audiência, como um prefixo nos tweets para facilitar a vida de seus usuários. Ele diz que o uso de uma tag numa atualização de status permite que seus usuários tenham acesso a um determinado conteúdo, assim como desenvolvam a habilidade de acessar casualmente um canal, participando à sua vontade.
É importante ressaltar que Messina é um usuário qualquer do Twitter que tropeçou numa hashtag por acaso. Em 2007, ele e sua namorada Tara Hunt fundaram uma empresa de consultoria chamada Citizen Agency, focada no uso das mídias sociais relacionadas à plataformas de fonte aberta. Um ano antes, em 2006, o jornal San Francisco Chronicle havia identificado Messina e Hunt como um casal de  “Digital Utopians” (utópicos digitais) na Web 2.0.
Acompanhando o desenvolvimento do conceito de hashtag no Twitter, Cody Marx Bailey e Aaron Farnham lançaram um novo site chamado Hashtags.org em dezembro de 2007. Este site popular se tornou uma autoridade indiscutível no rastreamente de hashtags no Twitter, afirmando ser "o padrão para informações sobre hashtag". Bailey e Farnham se separaram mais tarde, e o domínio Hashtags.org foi vendido no início de 2011 ao atual proprietário e novo empresário de mídia Michael Cyger.
Atualmente, o uso de hashtags no Twitter continua evoluindo e crescendo da mesma forma como se iniciou: através dos usuários dessa rede social, que exploram os usos dessa ferramenta e coletivamente controlam seu futuro.
Essa história é um bom exemplo de como os usuários podem ajudar a aprimorar um produto. Hashtags mais populares podem fazer o usuário bombar seu número de seguidores, enquanto as hashtags impopulares ou  twetters que se utilizam do mecanismo como uma forma de spam são rapidamente expulsos da rede virtual.