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Game de Ponta: Coletânea Indie

Essa semana o Game de Ponta vai deixar os grandes jogos AAA um pouco de lado, afinal, quem precisa de Tomb Raider's e Bioshock's? Jogos Indies sempre foram uma pequena paixão minha, são experiências completamente diferentes e na maioria das vezes com um preço muito mais razoável e nos últimos anos a indústria indie cresceu muito em quantidade e qualidade. Então aqui vai uma lista rápida com alguns indies obrigatórios na coleção de qualquer gamer.

Monaco: What's Yours is Mine
Plataformas: Xbox e PC

Monaco é um jogo... peculiar. A ideia é simples, você controla um membro de um grupo de criminosos em roubos, resgates e fugas. A parte divertida é que cada personagem tem uma habilidade única: Locksmith abre portas e cofres com mais facilidade, o Scout mostra a posição dos inimigos no mapa e o Cleaner pode nocautear inimigos. Sem falar que você pode cooperativamente com mais 3 amigos, online ou no seu sofá mesmo, e acreditem, o jogo fica MUITO mais interessante quando você coordena suas ações com outros jogadores. Monaco vai fazer você abandonar muito do que você acha que sabe de "stealth", nem tente terminar uma fase inteira sem ser visto, não é esse seu objetivo, seja rápido e seja eficiente, esse é o lema.


FEZ
Plataformas: Xbox e PC

Você já imaginou como seria se você mudasse a perspectiva de Super Mario World? Ver os outros lados dos tijolinhos? Essa é basicamente a idéia de FEZ. Tenho que admitir que seu objetivo consiste basicamente em achar e juntar vários cubos espalhados pelo mundo, nada muito... revolucionário, mas poucos jogos tem uma ambientação tão boa: os cenários, a música, os efeitos sonoros, as animações de cada personagem, tudo traz um sorriso pra cara do jogador. Ainda não te convenci? Só clique aqui e veja com seus próprios olhos.


Surgeon Simulator 2013
Plataformas: PC


O que começou com um jogo criado em 48 horas virou provavelmente uma das experiências mais engraçadas que eu já tive com um jogo NA VIDA. Seu objetivo é realizar uma cirurgia. Simples não? Não, não mesmo. A graça aqui esta na falta de realismo e nos controles (propositalmente) desajeitados. Cinco teclas no teclado controlam os dedos do doutor e com o mouse você posiciona, abaixa e roda seu braço. Como o realismo não é o foco sinta-se a vontade para retirar as costelas do paciente com um martelo ou tirar o fígado fora e jogar no chão. É realmente difícil explicar quão divertido esse jogo é, e pra minha sorte você pode jogar a primeira versão do jogo de graça, é só clicar bem aqui.

The Binding of Isaac
Plataformas: PC
Isaac é uma mistura de Zelda, "joguinhos de navinha" e ... fetos. Você controla Isaac enquanto ele explora o porão da sua casa e foge da sua mãe homicida. Seus inimigos? Esqueletos, aranhas deformadas e outras criaturas grotescas. Sua arma? Lágrimas. Cada partida de Isaac é gerada randomicamente, você vai encontrar novos power-ups, novos chefes e o layout das salas será sempre diferente, essa aleatoriedade me fez gastar mais de 30 horas no jogo. Outro fator que não deixa o jogo ficar velho é que ele é absurdamente difícil, em todo o tempo que gastei com Isaac só consegui chegar no chefe final 4 vezes, faz sentido quando você lembra que o jogo veio dos mesmos criadores de Super Meat Boy, aquele jogo de plataforma insuportavelmente difícil. A equipe esta planejando um nova versão do jogo para PC, PS3 e PS Vita, toda retrabalhada com gráficos 16-bits, já estou me preparando para perder mais umas 60 horas da minha vida.

FTL: Faster Than Light
Plataformas: PC
Esse jogo me pegou de surpresa, confesso. FTL é um jogo de estratégia onde você comanda uma única nave enquanto ela navega por uma séria de galáxias geradas aleatoriamente. A melhor parte é que sua aventura não é só feita de batalhas entre naves, você pode, por exemplo, encontrar uma base espacial de pesquisas em chamas, você tenta salvar os tripulantes ou ignora e navega para o próximo setor? Um navio contrabandeando escravos alíenígenas, piratas espaciais e mais uma série de obstáculos, tudo com um sistema de escolha parecido com o de Mass Effect. Infelizmente as situações começam a se repetir depois de um tempo, nada que prejudique o jogo, afinal, ele custa meros 17 reais.

Essa semana vou parar por aqui, mas fiquem tranquilos, o universo indie é bem grande e muitas outras coletâneas dessas surgirão aqui pelo Comando Login. Tem algum jogo para recomendar? Tem boas ou más experiências com algum dos títulos da lista? Acha FEZ melhor que Call of Duty? Deixe seu comentário!

Felipe Navarro

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Bioshock Infinite - Game de Ponta




Plataforma: PC/PS3/X360
Desenvolvedora: Irrational Games
Ano: 2013



Não posso começar esse review sem mencionar uma coisa: na minha mente Bioshock é o melhor jogo dessa geração inteira, uma franquia nova, original e que mostrou como um jogo pode criar uma narrativa espetacular sem perder absolutamente nada em gameplay. Passados seis anos, Bioshock Infinite chega aos nossos consoles e mais uma vez dá uma lição à indústria com uma história sensacional e um gameplay rápido e variado.




Booker e Elizabeth

O jogador entrará na pele de Booker DeWitt, um soldado cheio de dívidas à procura de redenção. Ele é contactado por um homem misterioso e recebe uma tarefa simples: "Pegue a garota e limpe sua dívida". A garota no caso é Elizabeth, sua companheira por grande parte do jogo. Aqui começa uma das primeiras novidades de Bioshock Infinite: Booker fala. Pode parecer pouca coisa, mas é ótimo ver como a interação entre os dois personagens evolui enquanto eles exploram a cidade, e a dublagem de ambos é, no minimo, brilhante.


Jogadores preocupados em ter que proteger uma garota indefesa por horas não precisam se desesperar: Elizabeth nunca vai entrar em grandes perigos no meio do combate. Na verdade, ela ajuda muito o jogador, dando munição e energia a ele no meio do combate. O fato da personagem ser útil durante o gameplay acaba ajudando muito na maneira como você vê a garota durante o jogo; ela não vai te irritar e você realmente vai sentir sua falta quando ela for raptada ou algo do gênero. Um exemplo simples de como usar o gameplay para melhorar a narrativa como um todo.


Columbia, um novo paraíso

Rapture, a cidade no fundo do mar, sempre foi considerada uma das partes mais importantes de Bioshock; era quase como se a cidade fosse um personagem que levava toda a trama para a frente. Columbia não é nem um pouco diferente: boa parte do charme de Infinite está em conhecer esse mundo curioso, então vamos falar um pouco sobre ele, sem spoilers claro.

Quando entramos em Rapture pela primeira vez, a cidade estava em ruínas: vazamentos, explosões psicopatas e tudo que existe de ruim no mundo já haviam passado por ali; só sabíamos da grandeza daquela obra pelos relatos de personagens e explorando a cidade em si. Columbia é diferente: ela ainda é magnífica e grandiosa. Claro que tem seus defeitos e problemas: assim como em toda a série Bioshock, a população da cidade tem sérios problemas culturais, e a estrela da vez é o fanatismo religioso e o racismo. O fundador decidiu lançar a cidade aos céus justamente para "se afastar da Sodoma lá de baixo" e chegou até a lançar "um ataque dos céus" sobre Pequim para acabar com os asiáticos. Mais uma vez, sérios problemas culturais.


Eu com certeza não sou um especialista em história, mas definitivamente me senti como se estivesse em uma cidade americana em 1912, tirando pela parte em que ela voa, claro. Isso se deve ao fato de que a ambientação de Infinite é tão bem pensada quanto a de seus antecessores: propagandas, lojas, músicas, tudo ajuda o jogador a imergir nessa cidade fantástica.


A História

Sem spoilers, eu prometo. Mas ainda assim, se você quiser uma experiência completamente nova, pule esse parágrafo. Como já disse antes, Booker DeWitt chega a Columbia com o intuito de resgatar Elizabeth, a filha e protegida do grande profeta e fundador da cidade, Comstock. O Profeta é um personagem interessante: ele aparece poucas vezes, mas a adoração da cidade por ele é clara. Estátuas e bustos de Comstock estão espalhados por todo o lugar, e os habitantes de Columbia acreditam fielmente que ele é um enviado de Deus e que suas profecias serão a salvação da humanidade.


Mas é claro que existem insurgentes: os Vox Populi, um grupo de rebeldes que discorda das profecias e do controle de Comstock sobre Columbia e, obviamente, se revoltam contra a força do líder. Outras personalidades surgirão durante a trama, mas já paro por aqui. Não quero estragar nem um minuto dessa história.


Gameplay

Bioshock Infinite é um jogo de tiro em primeira pessoa, isso é fato, mas, assim como seus antecessores, alguns elementos transformam uma fórmula cansada e desgastada em uma experiência que se renova a todo instante, com novos poderes, habilidades e novas oportunidades para explorar cada uma dessas mudanças.



Vamos então fazer um pequeno tour pelas mecânicas de combate presentes no jogo. 

Além das armas típicas de qualquer shooter, Infinite traz de volta os poderes especiais pelos quais a franquia é famosa, os antigos Plasmids, agora renomeados Vigors. Temos também o Skyhook, um gancho que utiliza de trilhos aéreos espalhados pelo cenário para fazer uma espécie de "montanha russa"ao redor do campo de batalha. Booker também pode pedir a ajuda de Elizabeth para trazer objetos de outras dimensões para o combate, sejam eles Autômatos, novas armas ou kits de primeiros socorros.

Somando tudo isso algumas coisas interessantes acontecem: está cercado e com pouca vida? Use o skyhook e fuja dos inimigos por um tempo, ou crie uma fenda para pegar kits de vida. Não consegue achar os inimigos? Chame um autômato voador para ajudar na caça aos pobres coitados. Está entediado? Use seus poderes de água para tentar matar todos os inimigos empurrando eles para fora da cidade. Infinite não só dá ao jogador diferentes ferramentas, como também incentiva o uso de todas elas.

Ritmo


Não, não, você não vai ter que ligar uma guitarra de plástico no seu console em nenhum momento, muito menos ter que apertar botões no ritmo de alguma música para abrir portas; o ritmo que menciono aqui é o de gameplay. Sabe quando um jogo é ativo o tempo todo, aumentando cada vez mais a velocidade de suas ações, chegando ao ponto em que você nem liga mais para o que está fazendo? Quando as coisas simplesmente ficam repetitivas demais? Isso normalmente acontece quando o ritmo de um jogo não é variado, sempre ação, ação e ação e o jogador acaba ficando sufocado no meio de toda essa confusão.

Infinite não faz isso. Pelo contrário, em alguns momentos Booker simplesmente vai abaixar sua arma e o jogador acaba explorando o cenário inconscientemente. É um truque um tanto quanto impressionante, sim, você pode levantar sua arma e tentar atirar em vasos e outros objetos decorativos, mas o jogo prende o jogador de uma maneira tão grande que você acaba agindo como se Booker fosse uma pessoa normal, não um maníaco psicopata que consome todas as garrafas de álcool do cenário e atira em candelabros. O jogo te dá toda a liberdade do mundo, mas você ainda assim acaba seguindo o roteiro que a Irrational Games tinha na cabeça. É algo assustador.


Sim ou Não?

A resposta curta é... sim, com certeza. Seis anos atrás Bioshock, de certa forma, definiu um novo rumo para a indústria, um rumo em que a narrativa é tão importante quanto a jogabilidade. Hoje, nas portas de uma nova geração de consoles, a Irrational faz um resumo de toda a evolução que os games sofreram nesses anos. Bioshock Infinite, assim como seu predecessor é mais que um jogo, mais que uma história; é uma obra de arte.


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Metal Gear Rising: Revengeance - Game de Ponta

Existem duas formas de olhar para Revengeance: como um beat'em'up desalmado ou como mais um título da série Metal Gear. Para a minha surpresa, a Platinum Games acertou em cheio, criando um jogo de ação absurdo, mas que continua fiel à herança que a franquia Metal Gear Solid deixou. Ah é, e você também pode cortar um pobre soldado em algumas centenas de pedaços, o que já é por si só bem divertido.


Gameplay


Vamos falar um pouco sobre a mecânica principal de Metal Gear Rising: cortar tudo em pedaços, tudo mesmo, desde inimigos até pontes, carros e arvores (gatos não, é pecado). No geral, o gameplay é simples: um botão é responsável por ataques leves e outro por ataques fortes, e um último botão ativa o "Blade Mode", que permite ao jogador controlar os cortes com mais precisão. Agora vamos para as complicações: não existe um botão de defesa. Rising usa um sistema de parry que basicamente pede pra você usar um botão de ataque enquanto aponta o analógico na direção de onde o ataque inimigo vem. Parece complicado, mas o combate é tão rápido que muitas vezes você vai se defender sem nem perceber.

Outra parte interessante é o sistema "Zandatsu", que significa "Cortar e Pegar". A ideia é que o corpo robótico de Raiden precisa recuperar energia de tempo em tempo para poder usar o Blade Mode, e como você recupera suas forças? Bem, você deixa seus inimigos atordoados, usa o Blade Mode para cortar os pobre coitados no meio e pega a "bateria" deles. Quando você se acostuma com o sistema, você aprende uma das lições mais importantes de Metal Gear Rising: seus inimigos são pacotes de vida ambulantes, e você vai rezar para eles aparecerem nas lutas contra chefes.


Falando em chefes, os de Revengeance são geniais, Raiden tem que enfrentar 4 generais em sua jornada: Mistral, Monsoon, Sundowner e Jetstream Sam. Cada um com táticas e armas que vão testar a habilidade do jogador para se defender e usar o Blade Mode. Alguns gamers talvez fiquem felizes em saber que Sam, o samurai do bando, é brasileiro, mas não se preocupem com como a Platinum representou nosso querido país no jogo: a história de Sam é tratada bem por cima, e a situação do Brasil no universo de Metal Gear continua um mistério. Alguns chefes vão deixar suas armas especiais como um brinde para Raiden, gerando algumas experiências novas ao longo do jogo.

Não é possível descrever quão perfeito é o combate de MGR; os controles tem uma resposta incrível, e os movimentos de Raiden são tão absurdo que é impossível não sorrir enquanto você picota os adversários. Não acredita? Baixe o demo disponível na PSN ou na Xbox Live, e teste você mesmo.

O Não Gameplay


Revengeance começa quatro anos depois dos eventos de Metal Gear Solid 4, com Raiden trabalhando para um grupo de segurança particular. Encarregado de proteger um presidente africano de insurgentes locais, são atacados subitamente por outro grupo paramilitar particular: Desperado Enforcement, os vilões do jogo. O presidente morre, e Raiden perde um olho e um braço. O corpo de ciborgue do herói recebe alguns upgrades e vira basicamente um super ciborgue, e ele então decide destruir os homens que o atacaram pelas atrocidades que eles cometeram e não porque arrancaram um olho e um braço dele, lógico. Algumas conspirações são reveladas, laboratórios são revirados e surpresas aguardam o jogador a quase todo momento.

Os personagens apresentados durante a jornada são extremamente interessantes, mas Raiden com certeza é o mais interessante de todos. Ainda lutando contra alguns fantasmas do passado, ele acaba encontrando um lado escondido de sua personalidade, mas paro por aqui para não dar spoilers, descubram vocês mesmos!

Fãs de Metal Gear Solid, não se preocupem: apesar de ser de um gênero completamente diferente, Metal Gear Rising consegue não destruir o universo tão bem criado com os títulos passados. Na verdade, a história é surpreendentemente interessante: conspirações, exércitos particulares, nanomáquinas, todos aqueles elementos que conhecemos e amamos continuam aqui, muito bem utilizados. Todas as informações essenciais são dadas por meio de cutscenes ou diálogos no meio do combate, mas o jogador também pode se comunicar com os ajudantes de Raiden pelo bom e velho CODEC. Essas conversas opcionais dão uma profundidade inesperada para a história de quase todos os personagens, sem falar que as interações entre eles chegam a ser bastante cômicas.

Além de toda a história e o blablabla dos CODEC's existem MUITOS Easter Eggs a serem descobertos: missões de treinamento extras, inimigos escondidos, upgrades e algumas referências muito engraçadas aqui e ali, tudo no espirito de Metal Gear. Ah é, um dos seus colegas, Doktor, vai pedir que Raiden corte o braço esquerdo de alguns inimigos, fique atento.


Sim ou Não?

Você gosta de videogames? Gosta? Então você se deve o favor de jogar Metal Gear Rising: Revengeance, seja pela história intrigante, pelo combate perfeito, ou simplesmente pelo fato ridículo de que você pode cortar um inimigo em mil pedacinhos diferentes. Nada é mais incrível do que arremessar um robô gigante em um prédio, e Rising me deu essa incrível oportunidade. Ainda assim não espere muitas horas de ação: o jogo  é curto, e sem muitos incentivos para se jogar tudo de novo.

E você? O que achou de Metal Gear Rising? Esperava mais? Esperava um Metal Gear Solid? Esperava que o Kojima parasse de achar que o Raiden é melhor que o Snake porque ele é? Deixe suas opiniões nos comentários e fique esperto para mais detalhes no Mundo Gamer dessa semana!

Felipe Navarro


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Dead Space 3 (PC, PS3, X360) - Game de Ponta

Dead Space foi por muito tempo a franquia que se consagrou como o Resident Evil dessa geração, então vocês podem imaginar meu desespero quando nos primeiros minutos de Dead Space 3 eu estava me agachando e atirando em pessoas com armas em uma cidade, e não no espaço gritando e correndo de zumbis alienígenas. Mas a minha tristeza sumiu bem rápido, depois da decepção inicial Dead Space 3 me deixou paranoico e desesperado. Missão cumprida.


O jogo começa com Isaac sendo arrastado para mais um lugar cheio de Necromorphs, Tau Volantis, um planeta congelado em um ponto remoto da galáxia e coincidentemente o planeta de origem dos Markers, aqueles obeliscos gigantes que deixaram ele louco e transformam as pessoas em zumbis. É nesse planeta que                                              nosso engenheiro favorito pretende descobrir como desligar os Markers e salvar a humanidade para sempre. Isso tudo enquanto ele é perseguido pelos "Unitologistas", um grupo de religiosos que consideram a transformação em Necromoprh uma evolução. Durante sua jornada Isaac Clarke vai encontrar detalhes sobre a história do planeta e dos Markers, em forma de relatórios e diários espalhados pelo cenário. Apesar de serem meio monótonas no início, essas informações adicionais ficam muito interessantes nas últimas horas do jogo.

 Na verdade, o jogador não pisa em Tau Volantis até mais ou menos a metade do jogo. Antes disso você terá que explorar algumas naves abandonadas próximas ao planeta. Apesar de ser um pouco decepcionante, os corredores escuros de Dead Space 3 continuam tão assustadores quanto os de seus antecessores. Quando Isaac finalmente começa a explorar o planeta congelado a porra fica séria a série se supera, com um ambiente aberto os inimigos podem vir de qualquer lugar, Necromorphs pulando de dentro da neve me fizeram pular da cadeira mais vezes do que eu gostaria de admitir.

Falando em monstros, os inimigos de Dead Space 3 conseguem ser mais grotescos e bizarros do que nunca, eles são mais "humanos" do que nos jogos anteriores, o que acabou deixando a aparência dos coitados mais revoltante do que nunca. Outra mudança é a velocidade dos Necros, eles estão bem mais rápidos, o que pode causar alguns momentos de desespero quando eles aparecem em grandes números. Apesar de algumas coisas terem mudado, a mecânica principal continua sendo a mesma, atirar nos braços e pernas é a prioridade aqui. "Perna, perna, braço. Perna, perna, AAAAH PORQUE TEM UM ATRÁS DE MIM? POR QUE????!!!!!!"

Desde o anúncio do terceiro jogo da franquia, a EA foi criticada por algumas adições que foram anunciadas para o título, principalmente o novo modo cooperativo, um sistema de criação de armas e microtransações. Enquanto as duas primeiras novidades podiam acabar com o aspecto de terror da franquia a terceira é... é só maldade mesmo, não posso nem defender o jogo aqui. Mas os fãs de terror podem ficar tranquilos, o modo cooperativo é completamente dispensável; existem alguns desafios exclusivos para dois jogadores espalhados pelo jogo, mas novamente, são dispensáveis. O modo de criação de armas é um brinquedo interessante por um certo tempo, mas a maioria das criações mais absurdas não são nem um pouco úteis e vale mais a pena investir no bom e velho Plasma Cutter.

Uma outra novidade foi uma surpresa extremamente agradável: side-quests. Uma vez ou outra os colegas de missão de Isaac podem avisar sobre um área a ser explorada, essas missões são opcionais e normalmente recompensam o jogador com novos módulos para customização das armas e as histórias mais malucas e aterrorizantes que Dead Space pode oferecer. Algumas podem passar despercebidas, então sempre dê uma olhada nas suas missões antes de prosseguir com a história principal, ou você pode se arrepender.


Sim ou Não?

Sim. A Visceral Game conseguiu melhorar mais uma vez o que já era um ótimo jogo; você ainda vai desmembrar Necromorphs desesperadamente enquanto tenta recuperar sua vida, nisso quase nada mudou, mas a história de Tau Volantis e o mistério dos Markers deixam o jogo muito mais intrigante e é difícil largar o controle depois das primeiras horas. Dead Space 3 ainda tem suas falhas, alguns tiroteios contra Unitologistas tiram o jogador da tensão de sempre e o modo de criação de armas poderia ser mais útil, mas esses defeitos quase não afetam a experiência final.

Felipe Navarro

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DmC: Devil May Cry (PC/PS3/X360) - Game de Ponta

Antes de falar qualquer coisa sobre DmC é preciso abordar um assunto. Isso mesmo: o cabelo. Não é branco. Pronto, assunto tratado, vamos para a parte importante.

É engraçado falar sobre Devil May Cry porque a franquia já é uma daquelas que quase todo mundo conhece e já jogou, e essa fama acabou colocando um peso muito grande sobre a Ninja Theory: uma desenvolvedora ocidental fazendo um reboot de um jogo oriental. E eles não poderiam ter feito isso de maneira melhor: DmC continua tendo toda a ação ridícula dos seus antepassados, mas com um gameplay muito mais rápido e intuitivo.


A História
A história de DmC é uma grande teoria de conspiração, os demônios controlam o mundo através de propagandas, programas de TV e refrigerantes adulterados. É, isso mesmo, refrigerantes. O objetivo de Dante é sabotar esses meios e matar Mundus, o chefe de toda essa manipulação. Outros personagens importantes aqui são Kat e Vergil (o irmão de Dante), os dois são basicamente o cérebro da operação, enquanto Dante é o músculo que se encarrega de cortar tudo em pedaços. Outro ponto chave é o passado de Dante, mas não vou dar muitos detalhes aqui para não dar spoilers.


O Gameplay 


Assim como seus antecessores a ideia é matar seus inimigos com estilo, ou seja, usando todos os combos que seu pobre cérebro conseguir memorizar sem parar por um segundo. A novidade é poder mudar entre as duas "metades" de Dante, um modo Angelical com ataques rápidos e em área e um modo demoníaco com golpes fortes mas lentos, tudo isso ao alcance de um botão. Enquanto as mudanças deixam o combate mais fluído do que os títulos passados da série, elas também deixam o jogo muito mais fácil, o que pode afastar alguns fãs que gostavam de trabalhar duro para conseguir um Rank SSS durante o combate. Um dos maiores trunfos de DmC é a forma como, aos poucos, ele dá novos brinquedos ao jogador, sempre com um inimigo novo que complica e obriga Dante a mudar sua forma de combate.

O jogo mudou muito fora do combate também. Espere muitos trechos de plataforma: você vai correr, se balançar, puxar o cenário e voar por boa parte do jogo, mas não espere por muitos puzzles; eles quase não existem e, quando aparecem, acabam quebrando o ritmo do jogo.

Uma das minhas maiores surpresas com DmC foi Limbo, a versão demoníaca do mundo, onde a maior parte da ação acontece. O cenário se contorce e se destrói, enquanto palavras surgem pelas paredes e Dante avança por fábricas, parques de diversão e cidades controladas por demônios. A criatividade que a Ninja Theory colocou em cada uma dessas fases é impressionante, não tem como não parar por um segundo e observar o mundo caótico a sua volta.

Sim ou Não?

DmC é um jogo sensacional, poucos beat'em'ups dão um sentimento de satisfação tão grande; cortar, socar e atirar em demônios nunca fica chato, e as seções de exploração do Limbo entre as lutas são tão fantásticas quanto o combate. No geral, o jogo é uma ótima porta de entrada para a franquia de DmC, mas ele pode desapontar alguns amantes da dificuldade do original. Vale lembrar também que a versão de console roda a 30fps, nada que seja muito perceptível, mas a versão de PC (que roda em 60 frames) é claramente superior. Em poucas palavras? Sim.

Você é fã e não quer se desapontar? Finja que o nome de Dante é Epaminondas e que DmC significa "Demônios Mágicos Cascudos" e você vai ter umas boas 8 horas de diversão.

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Minigame: GTA Vice City


Nome: GTA Vice City
Plataformas: iOS e Android
Preço: U$5,00
Recomendado para: Gamers Nostálgicos
Resumo: GTA de Bolso





A série GTA não é desconhecida para ninguém, e muito da fama da série vem de um título em particular. GTA: Vice City aprimorou todos os aspectos da jogabilidade em 3D e definiu o futuro da série. E já estamos no aniversário de 10 anos do jogo que para muitos é pura nostalgia, e é por isso que a Rockstar trouxe o game para iOS e Android, pelo baixíssimo preço de 5 dólares. Tudo o que jogamos na época do PS2 está aqui,  com gráficos e jogabilidade remasterizada, tornando tudo uma oferta imperdível. Um jogo não é o suficente pra você? O Max Payne original e GTA III também estão disponíveis nas duas plataformas, por míseros U$0,99.


Se você procura algo que vá além de Angry Birds e Cut the Rope para o seu smartphone, os jogos da Rockstar são uma ótima pedida, e com certeza vão roubar tanto da sua vida quanto os originais. Imperdível para fãs e desocupados.

Felipe Navarro

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Apocalipse: Logincast dos Sobreviventes



E chegamos ao dia 22! O mundo não acabou! Uhuuu!!!!!!

Ou não.

Deve ter muita gente que ficou frustrada por acordar e não ver os céus em chamas, zumbis andando pelas ruas ou Testemunhas de Jeová alienígenas tocando a campainha com um mensagem especial de Chtulhu. Mas não se desesperem! O Comando Login está aqui para lembrá-los de como poderia ser o Apocalipse. E é isso que vocês encontrarão no nosso Logincast especial sobre apocalipses: zumbi, alien, nuclear, corinthiano...todos os apocalipses imagináveis são comentados com muito mau bom humor por Pedro Zambon, Bruno Marise, Damaris Rota, Felipe Navarro: o Bagaço, Gabriela Brandão, Monique Nascimento e Rafael Nóia, mostrando que, ainda que ele não tenha zumbis correndo pela rua e aliens atirando lasers em nossas casas, não é motivo para não se divertir com o Fim dos Dias.

Então, aproveitem o tédio de mais um sábado comum e curtam nosso Logincast Especial: Apocalipse.


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Apocalipse: 10 jogos para se preparar para o fim do Mundo - Parte 1

Que existe uma cacetada de jogos com a temática apocalíptica a gente já sabe, mas separamos em duas categorias pra facilitar tudo pra vocês. Falaremos de game que abordam o apocalipse Alien e o Nuclear.

Alien

Felipe Navarro

O mundo pode acabar a qualquer momento agora, e todo mundo precisa se preparar. Zumbis? Fácil. Guerra Nuclear? Pfft brincadeira de criança. Mas como você se treina para uma invasão alienígena? A não ser que você queira brincar de tiro ao alvo com pessoas pintadas de verde é melhor praticar virtualmente, ou  pelo menos se divertir enquanto todo o mundo vai pro inferno. Prepare os controles e os bolsos pra cinco jogos que vão salvar você e seu tédio enquanto extraterrestres explodem a casa branca.


1- X-COM: Enemy Unknown 

Quando circo pega fogo o que todo mundo precisa é uma coisa: estratégia. X-COM te ensina tudo que você deve saber em um combate urbano, as dicas mais importantes? Fique próximo dos seus companheiros, conheça a localização do inimigo e mais importante ENCONTRE UMA PAREDE PARA PROTEÇÃO. Duas coisas tornam o jogo perfeito para o treinamento apocalíptico, a primeira é que você comanda apenas um pequeno esquadrão, esqueça as bases e exércitos de Starcraft, você nunca vai chegar lá garoto, a outra parte importante é a morte permanente, quando uma unidade sua morre, ela morre pra sempre, um tanto quanto parecido com a vida real, salvo algumas exceções (Você mesmo Jesus. Você mesmo)


2 - Resistance

Ok ok ok, você não vai aprender a atirar em um videogame, mas você pode tentar (e se divertir no processo). E na matéria de FPS's alienígenas a série Resistance acerta em cheio na área do apocalipse, os invasores chamados Chimera, invadem a Terra e... ganham, bem rápido na verdade. O tom de desespero da franquia coloca ela nessa lista. Resistance 3 ganha a medalha de ouro só porque abandona aquele tom militar típico e foca em um pequeno grupo de sobreviventes no meio de toda a invasão. Ah é, eu mencionei que o jogo é sensacional? Não? Resistance 3 é sensacional.


3- Dead Space

Não chore amigo leitor, não vou deixar de colocar essa franquia na lista só porque você não vai sobreviver até o lançamento de Dead Space 3. Deixando a tristeza de lado, Dead Space nos ensinou muita coisa, a mais importante delas é preservar suprimentos e munição, consegue se imaginar cercado de cabeçonas verdes sem uma única bala? Como você pretende manter o hálito fresco? Cuidado com locais escuros, fique atento aos corpos no chão e tente não pirar como Isaac Clarke, o protagonista.


4- Metal Gear Solid 3: Snake Eater

Não, eu não tive um derrame. Snake Eater não tem um apocalipse, e com certeza não tem aliens, mas te ensina algo importante nos dois casos, sobrevivência. Além de todos os assassinatos e todo o stealth da série Snake tem um outra tarefa aqui, então arregace as mangas, é hora de caçar sapos, lutar contra crocodilos e aprimorar os primeiros socorros. E se quiser saber um pouco mais sobre a fauna local disque 145,73 no seu CODEC depois de comer um sapo ou uma cobra, e ouça Para-Medic e Snake conversarem sobre sua pobre presa.



5- Day of the Tentacle

Criatividade é algo que não pode faltar em meio a um apocalipse, principalmente quando um ataque alienígena pode destruir todas as nossas tecnologias, então descubra o MacGyver dentro de você e treine com os puzzles desse brilhante point-and-click. Você pode esperar todo o humor nonsense dos adventures aqui, incluindo viagens no tempo, dominação mundial e todo o resto. Não, essa vil criatura aqui em cima não é um alien, mas um tentáculo roxo que pretende dominar o mundo chega bem perto não? De qualquer forma todos devem jogar Day of the Tentacle antes do fim do mundo, sem desculpas.

Nuclear

Bruno Marise

O medo de um apocalipse nuclear foi muito presente durante a Guerra Fria, e até hoje é uma ameaça muito preocupante. Isso foi tema de muitos jogos, uns bons, outros nem tanto. Tentamos compilar aqui alguns games que de alguma maneira possam te ensinar a sobreviver caso uma bomba atômica acabe com tudo, ou pelo menos pra ter uma noção de como vão ser as coisas se isso acontecer.



1- Série Fallout

Quando se fala em apocalipse nuclear e videogame, a primeira coisa que vem a cabeça é a franquia Fallout. O primeiro game foi lançado em 1997 no formato RPG, e uma sequência no ano seguinte. Mas Fallout começou a chamar mais atenção apenas com o terceiro jogo, lançado pela Bethesda em 2008 e se consagrou de vez com Fallout: New Vegas, dois anos depois. O game mistura o RPG dos primeiros títulos com ação em primeira pessoa, e o jogador deve sobreviver no deserto de Mojave, em Las Vegas, após um apocalipse nuclear. No modo Hardcore, o game te obriga a ter que comer e beber água o tempo inteiro para se manter vivo. Ou seja, já é um bom treinamento. Dá pra dizer que Fallout é um manual eletrônico e muito divertido de como sobreviver num planeta pós-nuclear.




2- S.T.A.L.K.E.R.

Esse talvez seja o jogo mais realista desse post. S.T.A.L.K.E.R., lançado em 2007 retrata a cidade de Prypiat, nos arredores da usina nuclear de Chernobyl, que agora sofreu um segundo desastre nuclear, devastando tudo em volta. E isso gerou anomalias físicas, como alterações na gravidade, o que proporcionou artefatos científicos valiosos, atraindo mercenários em busca deles. E você é um deles: Deve se aliar a uma das facções adversárias e explorar o ambiente para encontrar esses artefatos. Tá achando fácil? Calma lá. O desastre nuclear também gerou criaturas mutantes que vão dificultar muito sua vida de mascate científico. No jogo você possui vários equipamentos que são essenciais para sua sobrevivência na Zona (não é essa que você tá pensando), mas deve escolher com cuidado: o seu personagem não consegue carregar muito peso, o que te obriga a escolher os equipamentos, e com muito cuidado.






3- Call Of Duty: Modern Warfare 3


Seguindo os eventos do game anterior, onde a Rússia invadiu e bombardeou os EUA, em Modern Warfare 3, você deve impedir uma guerra nuclear, assumindo o papel de vários personagens diferentes na luta contra os russos que agora expandiram a guerra para a Ásia, África e Europa. Beleza, dificilmente você aprenderia alguma coisa pra sobreviver num apocalipse nuclear com esse jogo, mas ele retrata bem o que talvez acontecesse se a Guerra Fria não tivesse acabado e quais consequências possivelmente ela traria. Além de ser um jogão e o melhor da série Modern Warfare.




4- Metro 2033

Esse game tem uma trama interessantíssima e poderia ter sido muito melhor caso a jogabilidade tivesse sido mais bem trabalhada. Pra ter uma ideia, a história foi inspirada no romance russo de Dmitry Glukhovsky. Saca só: Após um ataque nuclear, a cidade de Moscou foi totalmente destruída e a população passou a viver no subterrâneo, nas estações de metrô. A superfície tornou-se inabitável, com uma atmosfera nociva e a presença de seres mutantes agressivos. Você assume o papel do jovem Artyom que deve lutar pela sobrevivência nesse cenário tenso. O ambiente do game é muito legal, você vai ver que as estações de metrô realmente têm vida, e existem vários grupos diferentes. Aqui, as munições militares são usadas como moeda de troca e você dispõe de um vasto arsenal de armas. Na hora de subir à superfície, você deve usar a máscara de gás se não quiser morrer sufocado rapidinho, mas o problema é que ela tem um filtro limitado, que necessita ser trocado o tempo todo. Ou seja: Você tem que escolher entre armamento e munição e  saúde. Dá pra ir treinando caso a mesma coisa aconteça no Brasil. Mas se pensar bem, o metrô daqui já é um caos de qualquer jeito né?






5- Mutant Football League

E para a alegria da nossa querida Gabriela Brandão, é hora da velharia! Esse jogo bizarro foi lançado pra Super Nintendo e Mega Drive, e na história durante uma partida de futebol americano, um terremoto liberou lixo nuclear na superfície do planeta, transformando todos os jogadores em mutantes. Com isso, foram criadas ligas especiais para esses jogadores especiais, com nomes bem apropriados como Midway Monsters e Screaming Evils. Outro game do mesmo estilo foi lançado, mas com Hockey ao invés de Futebol Americano. A história virou até desenho, criado em 1996 com o nome de Mutant League. (Alguns poucos vão lembrar). Seria uma alternativa bem legal caso os jogadores virassem monstros hein? Imagina uma liga especial de futebol só com mutantes!












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Mundo Gamer 15-11

Foto: Alex Benito
Pegue o seu controle, aperte o start, está no ar o Mundo Gamer, o resumo de notícias de games do Comando Login. Nessa semana:

Minecraft vende mais de 8 milhões de unidades

Star Wars The Old Republic será gratuito a partir do dia 15

Sony anuncia produção do PS3 no Brasil em 2013

Silicon Knights deverá fazer recall de s eus jogos até dezembro

Muita porrada no Minigame com Punch Quest

- Halo 4 e Call of Duty Black Ops 2 são os lançamentos de maior destaque da última semana

- Microsoft anuncia entrada no mercado dos portáteis

- E no Game de Ponta, Bruno Marise nos mostra que a vingança é um prato que se come frio

Ouça o programa clicando no player abaixo ou baixe aqui.


Locução: Wagner Alves
Comentários: Felipe Navarro e Rafael Rodrigues
Textos: Felipe Navarro, Rafael Rodrigues e Bruno Marise

Edição de texto: Wagner Alves
Edição técnica: Wagner Alves

Essa é uma produção do núcleo de jonalismo da Rádio Unesp Virtual com produção do portal Gameshow.

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Assassin's Creed 3 - Game de Ponta (PC/PS3/X360)




Já se passaram 5 anos desde o lançamento do primeiro Assassin's Creed e, quase que como uma comemoração, a Ubisoft traz aos fãs da série o Assassin's Creed 3, com uma engine reformulada, um novo protagonista e uma nova ambientação. Somando essas novidades à já famosa fórmula da série, o jogo tenta se assegurar como um dos grandes destaques no ano e, mesmo conseguindo atingir um sucesso técnico impressionante, AC 3 peca em detalhes em que seus antecessores brilharam. Esse review se concentra apenas no modo Single-Player do jogo e se você está preocupado com spoilers fique tranquilo, não darei muitos detalhes sobre a história.


Protagonistas

Depois de três jogos controlando Ezio, a troca de personagem é no mínimo refrescante - e olha que Connor não é exatamente um personagem atrativo. Com sangue meio indígena, meio britânico, o novo assassino tem muito espaço para drama e motivação pessoal, mas sua personalidade é um tanto quanto irritante. Sempre precipitado, Connor se enfia em confusões sem motivo. Mas isso é fácil de se entender, afinal Ezio já tinha anos experiência como assassino, sua calma e paciência permitiam a criação de planos mais complexos. Connor, ainda em treinamento, investe quase sempre em táticas perigosas e agressivas, suas ações coincidem com sua personalidade, mas falta o sentimento de que Connor está evoluindo, aprendendo lentamente a arte de seu clã.
O herói americano não é o único personagem jogável, Desmond está mais presente do que nunca, seja explorando o templo deixado pelas civilizações ancestrais, seja explorando outras localidades pelo globo; o tempo "presente" tem muito mais destaque, sendo até mais interessante que a história principal em alguns momentos.

História

Como já disse não vou tratar de detalhes muito além dos já conhecidos. Abandonando a Renascença de Assassin's Creed 2, a época da vez é a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Connor se vê no meio de uma série de conflitos. Seja entre os Assassinos e os Templários, seja entre Britânicos e Americanos ou entre qualquer um e sua aldeia indígena, o espaço para conflito é grande, e momentos históricos memoráveis sempre acontecem aqui e ali. Figuras históricas também estão presentes: Benjamin Franklin e George Washington estão ali, assim como algumas outras figurinhas que habitam os livros de história norte-americanos.
Aqui não há lugar para decepção, a série já assegurou seu lugar entre os melhores jogos contadores de história e esse episódio não é nem um pouco diferente, expandindo cada vez mais a história de Desmond e dos assassinos. Surpresas estão presentes, e logo nas primeiras horas já se tem um grande choque, daqueles de se jogar o controle longe e parar para absorver a informação.

Gameplay

Apesar de ter a mesma premissa de sempre, os controles  foram simplificados e modificados em alguns aspectos, um exemplo é o Free-Run que agora só precisa de um botão para ser ativado. O combate está bem diferente: os combos continuam funcionando da mesma forma, mas bloquear e contra atacar ficou mais fluído e cinemático: primeiro se aperta um botão para bloquear o ataque no momento certo, nesse momento o tempo fica mais devagar e um leque de opções se abre -arremessar o inimigo, contra atacar ou quebrar sua defesa. Tudo se torna simples e intuitivo depois dos primeiros encontros e logo você está enfiando machadinhos em crânios e mosquetes em estômagos com uma facilidade absurda. 
Quando comecei a jogar tinha minhas dúvidas do quão interessante seria explorar a América Colonial, afinal, depois de passar por Roma, Veneza e Turquia algumas casinhas e igrejas não seriam impressionantes, certo? Eu não podia estar mais errado. O importante aqui não são as cidades, mas o campo e as florestas. A engine Anvil Next permite escalar árvores e rochas com a mesma facilidade que escalamos o Coliseu pela primeira vez. Escalar árvores é com certeza um dos pontos altos do jogo, nada se iguala a atirar uma flecha em um soldado britânico com Connor empoleirado em um galho.

Existe outra novidade importante, se não a melhor: as batalhas marítimas. Connor vira capitão de um navio e acreditem, não se trata de uma única missão ou um minigame bobinho, é quase uma campanha a parte, com batalhas contra fortes e navios ingleses. Elas são ótimas para quebrar o ritmo das missões normais que em alguns momentos se tornam monótonas e repetitivas. Cansado de violência gratuita? Assassin's Creed oferece agora um ótimo simulador de batalha naval e caminhadas pela floresta.

Os Erros

Vamos fazer uma viagem de volta ao primeiro Assassin's Creed. Uma das principais críticas era a falta de imaginação das missões, erro que foi não só corrigido, mas completamente erradicado nas continuações. A variedade presente nas aventuras de Ezio era impressionante -  lembram das Máquinas de Guerra de Da Vinci? Elas mudavam completamente o ritmo de jogo, traziam novidades e em alguns momentos eram mais interessantes do que as repetidas facadas em italianos despercebidos.  Assassin's Creed 3 é uma regressão, o mapa pode não ser vazio e despovoado como o do primeiro jogo, as sidequests estão presentes em um número absurdo, mas pecam na qualidade: ouça uma conversa aqui, corra atrás do alvo, facada nas costas. Enxague e repita. 

Não estou dizendo que o processo não é divertido, mas as missões principais também são repetitivas e constantemente interrompidas por cutscenes nos momentos mais emocionantes, a única coisa a ser feita é ignorar as missões extras, que como já disse, são muitas: recrutar assassinos, ajudar camponeses e afiliá-los a suas propriedades, entregar cartas, pegar páginas do almanaque de Benjamin Franklin e as batalhas marítimas (Aaaah as batalhas marítimas).


Veredicto

Assassin's Creed 3 com certeza abriu os olhos para como será a franquia na próxima geração, tudo é absolutamente lindo e o gameplay está completamente refinado e polido. Mas o produto final não é exatamente um concorrente a Game of the Year como o esperado, certamente não é um Dishonored ou um Borderlands 2. Comparado a seus antecessores, ele inova pouco nas missões e fica preso na mesmice. Os fãs com certeza vão ter um prato cheio com Connor e Desmond, mas quem começar a jogar a franquia agora terá que superar o tédio da campanha para aproveitar tudo que a brilhante história dos assassinos pode contar.

Felipe Navarro