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Shadow of the Colossus - Game Flashback

Sabe aquela lógica eterna dos videogames de que os chefões de um jogo são sempre muito maiores e mais fortes que você? É exatamente essa a linha central desse game de 2005, que você aprende a adorar quando joga. Seu objetivo aqui é derrotar monstruosos colossos de pedra usando apenas seu arco, sua espada e sua coragem. Topa o desafio?




Shadow of the Colossus foi desenvolvido pela própria Sony para o finado Playstation 2. Considerado o melhor jogo do console para muitos, ele levou honrosos 91/100 do Metacritic. Não é lá muito flashback? Você se sentirá velho em 3...2... O jogo já tem 8 anos! Se você não conheceu, vale a pena dar uma olhada, se conheceu, relembre comigo =]




A história antes de ICO e The Last Guardian

A história de Shadow of the Colossus é simples de entender mesmo que você não esteja lendo absolutamente nada do que os caras falam. Em linhas simples, você é um rapaz chamado Wander que chega em uma ruína em seu cavalo carregando um corpo. Ninguém explica muita coisa sobre o que está acontecendo, o que importa é que Wander foi até a Forbidden Land (Região Proibida) para tentar reviver uma garota chamada Mono, que nada mais é que aquele corpinho em cima do cavalo, uma garota
que foi sacrificada porque achavam que a coitada tinha um destino amaldiçoado. Quando chega ao local, num templo, Wander ouve uma voz falando em um idioma grunhido fictício. Essa entidade sem corpo é Dormin, que tem o poder de reviver pessoas, mas para reviver a garota, a entidade da terra proibida exige que você destrua todos os 16 colossus da região, representados por estátuas no salão. Wander topa sem pensar e parte com sua espada. Aliás, o menino roubou essa espada de um homem chamado Lord Emon, porque ela é a única capaz de ferir os colossus. Você pode imaginar que o Lord Emon está atrás de Wander para evitar que esse ritual seja feito... e é claro que esse ritual tem um alto preço para Wander, mas quem liga, certo? Go go salvar a donzela! Daqui pra frente vou dar um pequeno spoiler pra você entender o que raios tem isso tudo a ver com Ico, e ele começa em 3....2..... Conforme você for vencendo os colossus no jogo, vai notar que o seu personagem está ficando cada vez mais pálido, com os cabelos mais escuros e com um jeito esquisito, como se estivesse definhando. Depois de destruir todos os colossus e ver o fim do jogo (que eu não vou contar, claro, mas você pode ver aqui) você verá um bebê com chifres nos braços da garota, que reviveu depois de todo o seu esforço. Esse bebê é um ancestral do personagem principal de outro game de PS2.


Ico, Shadow of the Colossus e The Last Guardian: uma triologia diferente

 Hãn? É isso mesmo, Shadow of the Colossus acontece antes de um outro game, o ICO, de 2001. Nele, o jovem Ico é considerado amaldiçoado porque nasceu com chifres e é mandado para sacrifício em um castelo, onde o prendem em um sarcófago para morrer. Parece familiar? E não é só isso! SotC também teve uma continuação para PS3 ,que eu não joguei que tristi . Veja aqui o vídeo de lançamento de The Last Guardian na E3 de 2009, mas não se empolgue muito porque o lançamento desse jogo está uma novela. Apesar de terem passado o doce na nossa boca em 2009, os desenvolvedores da Ico Team dizem que ele só será lançado quando estiver perfeito, e sequer prometem pra 2013. Só nos resta esperar mais ainda...




O Jogo

Vamos ao que interessa. Shadow of the Colossus é meio complicado de classificar. É um jogo de ação e aventura em 3D que não se assemelha com os colegas famosos da mesma época, como God of War, por exemplo. SotC funciona num sistema repetitivo de exploração de mundo e confronto com chefe, no caso, os enormes colossus. Não fique esperando alguém pra conversar ou algum monstro que te aborde no meio do caminho de um colosso para outro, um minion ou qualquer tipo de desafio corporal. Não vai acontecer. SotC exige que você seja capaz de encontrar os colossus e entender qual será a tática necessária para atingir os pontos vulneráveis dos bichões. Ponto. Não tem muito segredo. Para encontrar os caras, quase sempre o caminho é tortuoso, cheio de escaladas, saltos e tudo o que um Prince of Persia teria direito (mas em escala menor, claro, o Parkour não é exatamente o foco aqui). Para saber a direção certa, você levanta sua espada ao sol e ela mostrará a direção. Aí é só usar sua égua, Agro (pela qual você vai se apaixonar perdidamente porque ela é linda, extremamente bem feita, atende pelo nome e tá sempre ali com você, mesmo quando os colossus tão fervendo a tela de porrada). O fato de não ter um inimigo no meio às vezes deixa essa jornada sem graça, ainda mais devido ao tamanho do mapa, mas a vontade de confrontar todos os colossus faz com que você insista no game.


Subir nos colossus não é tarefa fácil na maioria dos casos, porque você só terá acesso ao corpo do bicho escapando de possíveis ataques e encontrando um ponto de acesso, que pode ser desde pelinhos nas pernas até alguma reentrância da armadura que dê para se pendurar. As armaduras deles os protegem, mas estão quebradas em vários pontos, o que facilita sua escalada. Alguns colossus exigem que você use algum truque para que eles se abaixem, ou para que a armadura se quebre. Como sou legal, lá pra baixo eu conto como proceder com cada um deles, mas já adianto que cada um tem sua malandragem e alguns deles não tem nada de bobos. Nem todos são lentos, grandes e agressivos, cada colosso tem sua personalidade, o que os deixa muito legais. Ah! Vale lembrar que nesse jogo também temos os famigerados
collectibles, itens que você pode encontrar perdidos no mapa. Não vá achando que serão coisas brilhantes e chamativas. Você pode passar o jogo todo sem notá-los, e isso torna sua vida bem mais complicada. Esteja sempre atento a frutas nas árvores e aos lagartinhos do jogo. As frutas aumentarão sua vida e os lagartinhos (apenas os de cauda branca!) te ajudarão com sua resistência, para que você aguente se segurar por mais tempo no lombo dos colossus raivoso (o quê? Você achou que podia ficar pendurado pra sempre? O menino cansa de segurar, poxa vida!). No quesito gráficos, já deve ter dado pra notar que Shadow of The Colossus é um jogo bonitão, e a trilha sonora também ajuda. Muito embora seja meio sombrio, o jogo explora sabiamente a capacidade do Playstation2, e nos deixava boquiabertos às vezes. Não vi um cavalo mais bem feito que Agro até Red Dead Redemption, jogo de faroeste lançado em 2010 para os melhores consoles dessa época (que humilham a capacidade do pobre PS2). Na questão jogabilidade, SotC perde um pouco. Os controles parecem meio travados e Wander não tem uma movimentação muito fluida, mas não é nada que realmente comprometa a diversão.




Aí você me pergunta "se a história é meio mal contada, a jogabilidade não é maravilhosa e não tem pancadaria, por que raios esse jogo é bom?"... É simples. Ao jogar, você vai se sentir fortemente impelido a ver todos os colossus e descobrir os segredos de cada um. Dane-se os motivos pelos quais o garoto Wander luta, dane-se o que vai acontecer, chegar até esses monstrões e derrotá-los vale todo o esforço e é muito divertido. Especialmente porque no começo de cada batalha, você se sente desafiado pelo tamanho e força dos colossus. Não dá pra conjurar magias ou chamar o megazord, é você, o moleque fracote e mirrado, contra o monstro gigante de pedra. Veja aí embaixo a batalha contra Gaius, o terceiro colosso, e entenda.







E com vocês, os Colossus!




Eles são grandes e fortes, mas tem ponto fraco e nem todos são agressivos assassinos. Os colossus são o único desafio do jogo, então foram tratados com muito carinho. Todos eles vão ter algum tipo de tática para serem derrotados e alguns exigem mais do que outros, mas sempre vai envolver estar grudado no bicho pra acertar o ponto vital com a espada, mas vale uma dica geral: quando eles estiverem com os olhos azuis, não terão intenção de te destruir. A merda é quando estão com os olhos amarelos... Vou listar todos os 16 brevemente e, pra que você possa ver as carinhas deles e saber qualé a dos bichões. Ah! Os pontos fracos mudam no Hard, tá? Vou dizer onde estão na dificuldade normal, porque quem joga no hard não quer dicas.



Valus
O primeiro colossão é o cartão de visita do jogo e o tutorial ao mesmo tempo, o que significa que ele é razoavelmente grande e fácil de matar. Ele é lerdo, e como todo colosso, tem esses pelinhos e pedaços de armadura que servem literalmente para que você se pendure e escale o bicho. Dá pra subir em Valus pelas pernas, nos pelinhos, aí, acerte um ataque na perna para ele desequilibrar. Quando o bicho cai ajoelhado, é só subir na cintura dele e fazer o seu caminho até a cabeça, que é onde está o símbolo que marca o ponto fraco.


Quadratus

Esse é mais enjoadinho de sacar, mas não é difícil. Serve como um tutorial de como usar o arco. Para derrotar o segundo colosso, fique à cavalo em frente a ele até que o bicho empine. Aí, é preciso atirar na parte de baixo das patas pra fazer ele cair de joelhos. Só assim dá pra subir e bater nos pontos vitais do Quadratus, que são na cabeça e perto da bunda. (pode falar bunda, produção?)



Gaius

Como se não bastasse ser bem altinho e o filho da mãe ainda tem um espadão de pedra gigante. Mal sabe ele que a espada é o caminho. Gaius é escalável justamente pela arma, então espere ele armar o golpe e escape na última hora. Quando o bicho cravar a espada no chão, corra pra subir nela e achar os pelinhos salvadores no braço dele. Os pontos fracos do Gaius são na cabeça e na barriga, como dá pra ver bem aqui nessa imagem do ladinho. Esse não tem realmente nenhum super segredo, desde que você não seja arrebentado pela espada.



Phaedra

Mais um colosso tranquilo de destruir. Phaedra é tipo um cavalinho super crescido. Pra derrotar esse cara, você precisa atrair a atenção dele. Ele vai tentar te atacar, então basta que você se esconda em uma das caverninhas do campo pra que o bichão abaixe te procurando. Você vai ter que dar a volta para subir pelo rabo dele até o pescoço e bater lá pra ter acesso à cabeça, onde está o ponto fraco (jura?)


Avion

Esse é um dos mais legais e malditos, especialmente pra quem não tem muita paciência. Pra derrotar o passarão, você vai precisar subir em uma das pedras e acertar o colosso voador com seu arco. Ele vai querer te matar depois disso, vai vir em um rasante assassino que é a sua chance de subir nele. Fique esperto para pular na hora certa e apertar o botão pra segurar nos pelinhos da asa do Avion e só largue quando ele estiver na horizontal, senão é queda. Os pontos vitais são três: no rabo e um em cada asa.



Barba

Antes de mais nada, sim, esse é o nome do colosso. Ele é um trollzão bem feio e barbudo (jura?). E por ironia do destino, é pela barba mesmo que ele se ferra. Esse colosso tem um comportamento parecido com o do Phaedra. Ele vai tentar pisar em você o tempo todo, então corra para o prédio do fundo e se esconda. O Barba vai tentar estourar as paredes e vai abaixar pra te procurar, então aproveite a deixa e escale pela barba dele. Você vai conseguir destruir o Barba batendo nos pontos vitais dele, que são na cabeça e nas costas. No modo difícil (eu disse que não diria, mas vou dizer só dessa vez), um terceiro ponto vital aparece na parada e é na parte de trás da mão esquerda do animalzinho, que ele só abaixa na hora que dá o pisão pra te atacar. Sem contar que ele mexe essa mão, então é preciso ser rápido. Pode ser bem maldito.




Hydrus

O primeiro e único colosso subaquático, é nada mais, nada menos que eu uma espécie de serpente do mar elétrica (por isso a imagem dela tá assim, é difícil visualizar o bicho dentro d'água), é tipo uma enguia enorme mesmo. É só nadar até que ele se mostre, subir nos pelos e só se mover quando estiver fora da água. Vá escalando o Hydrus e destruindo os pontos elétricos dele até chegar na cabeça, onde está o ponto vital (mais um na cabeça? Não tá faltando  criatividade, não, gente?)



Kuromori

Levou um tempo até eu entender essa, tenho que admitir. Esse lagarto esquisito fica na parte mais baixa de uma espécia de coliseu enorme. Como o ponto fraco dele está na barriga, a única maneira de matá-lo é virar o bichão. É um dos mais chatos do jogo. Você tem que subir no prédio e chamar a atenção dele. Ele vai escalar atrás de você, cuidado com o gás amarelo venenoso que ele solta! Dê a volta e acerte flechas nas patas do bicho pra que ele caia. Quanto maior a queda, mais tempo de barriga exposta para você atacar. Vai por mim, é bem chatinho. 


Basaran

Esse parece uma tartarugona, mas não se engane, é um dos mais enjoadinhos. Você vai precisar da ajuda da Agro pra escapar dos ataques dele e dar um jeito de posicionar o cara com a barriga em cima dos jatos de água, os gêiseres. Ele vai se inclinar e mostrar as patas, algumas flechadas vão fazer Basaran ajoelhar, aí é só subir até a cabeça e bater como se não houvesse amanhã.


Dirge

Essa é a visão que você terá do Dirge na maior parte do tempo. Ele é uma serpente da areia e exige muito a presença da Agro. Corra dele até que ele esteja assim, olhando pra você. Aí, é só atirar na única parte visível do bicho, os olhos. Ele vai se desgovernar e trombar com a parede, expondo o corpo fora da areia e também ponto vital pra você arrebentar de bater. A propósito, não é tão fácil quanto parece. 



Celosia

O único colosso que demonstra medo durante o jogo é esse boizinho nervoso e miúdo aí. Ele vai vir com tudo pra tentar te dar uma cabeçada e você precisa usar isso contra ele. Suba em um dos pilares. A cabeçada do Celosia fará cair uma tocha. Use essa tocha para espantar o bicho até que ele caia no penhasco. Ao cair, ele quebra a armadura que protege o ponto vital nas costas, aí, é só subir nele e pregar a espada no lombo do bicho. Olé!  



Pelagia

Se não for o mais chato, é um dos mais com toda certeza. Você terá de escapar dos ataques dele, passar por baixo e subir pela cauda até a cabeça, mas o ponto fraco não estará lá (ALELUIA!). Quando chegar à cabeça, bata nas 3 estruturas que tem lá para "dirigir" o bicho a uma das 3 plataformas e pule para ela. Ele vai subir com as patas na plataforma, dando acesso à barriga, que é onde se deve bater. Repita três vezes e ele já era.


Phalanx

Esse colosso é muito legal, mas adora derrubar você. O Phalanx é bem pacífico, nem vai te atacar, mas não vai ficar esperando que você bata também. Pra destruir essa... erh... coisa voadora estranha, você precisa fazer ela descer. O bicho tem umas bolsas na barriga que precisam ser estouradas na base da flechada, mas o sol atrapalha bastante a mirar. Tente se abrigar perto de alguma sombrinha e desça flechas no colosso. Quando acertar todas as bolsas, ele vai descer. Use a Agro pra emparelhar com uma das asas e suba. Os pontos vitais são 3 (cauda, meio do corpo e cabeça), e ficam escondidos sob escamas protetoras que o Phalanx abre às vezes.  Não é assim muito difícil, mas ele desce e mergulha na terra às vezes pra te arrancar de cima dele. Se isso acontecer, adivinha? Vai precisar flechar e correr pra subir tudo de novo, mas é divertido. Juro! 



Cenobia

Cenobia é o colosso leão, muito rápido e agressivo. É o outro pequeno, junto com o Celosia, e a forma de matar é parecida. Suba no pilar redondo. O Cenobia vai tentar bater nele pra te derrubar, e vai derrubar esse pilar em outro. Pule para o outro e repita o processo até derrubar uma parede. Corra para a nova área e suba no pilar do lado oposto, o Cenobia vai dar uma cabeçada e quebrar a armadura. Qualquer nova cabeçada vai deixar o bicho atordoado, aí é só acertar o ponto vital.


Argus

Esse é um dos menos intuitivos. Para começar, suba em um dos pisos que estão dos lados. Ele vai tentar te dar um pisão, e vai dar a oportunidade de você usar o piso como escada para chegar ao nível superior. Corra entre as pilastras e tentar acertar flechas para chamar a atenção. Ele vai tentar dar uma espadada, e vai derrubar várias pedras. Use essas pedras para subir mais e use a escada que leva ao último nível. Quando chegar à ponte, mande flechas no Argus para que ele destrua a ponte. Corra para uma das pontas, e pule na fé na cabeça do bicho. Os pontos fracos dele são na cabeça e na parte de trás do ombro que sustenta o braço. Quando terminar de bater, Argus derrubará você e a espada, e tentará arrancar sua cabeça. Aí é desviar dos ataques e tentar subir na mão dele, onde está o último ponto fraco.


Malus

Ah, me permitam dizer que pouco antes de chegar até ele, você presenciará a cena mais triste do jogo inteiro... Enfim, a batalha final é digna de épicos mesmo, na chuva contra um colosso enorme. Não, enorme não, GIGANTESCO. É o mais alto de todos, e fixo à terra, mas cheio de desafios para a escalada. Ele atira coisas em você de muito longe, então cuidado na aproximação. Esconda-se atrás de tudo que puder e vá se aproximando até a base do saiote do Malus. Escale como der até chegar na base das costas dele. Pregue a espada no ponto indicado e ele vai tentar te pegar. Acerte as costas da mão do Malus e aproveite para saltar em seu braço. Acerte o ponto fraco. Faça a mesma coisa com a outra mão dele. Aí vem a pior parte. Você vai precisar atirar com o arco-e-flecha no ombro do colosso. Quando a mãozona dele se aproximar, pule com tudo para se agarrar no ombro dele. (Se você cair aqui, vai querer desligar o videogame...) Aí é só subir até a cabeça e usar a espada até acabar com o último colosso.  Tcharaaaaaaaans!





E aí, jogar ou não jogar Shadow of the Colossus? 



Jogar com certeza! É um jogo diferente do que se propõe normalmente no gênero ação/aventura, e apesar de seus pequenos defeitos, vale super a pena. Especialmente no modo Hard. Pra quem gosta de uma típica batalha injusta, é o jogo perfeito.

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Os 10 jogos mais difíceis das nossas vidas

Sabe aquele jogo que fazia você ter vontade de atirar o videogame na parede, morder o controle e estraçalhar a fita com uma marreta? Aqueeeeele jogo que exigia que você fosse uma espécie de Chuck Norris super sayajin do inferno pra conseguir terminar só com duas vidas, ou sem cair em buracos enormes, ou matando caras muito maiores que você sem nem poder encostar neles? Pois é! Eles estão meio raros hoje em dia, mas nós separamos uma listinha de top 10 pra relembrar essas pérolas de fúria gamer.



Tentei listar os jogos mais difíceis da história, dando destaque para alguns deles e citando outros que merecem espaço também (pode falar se eu tiver esquecido o seu favorito [: ) Só não me peça para os colocar em ordem, isso é sacanagem. Muita gente arrebentava em um jogo e não passava da segunda fase do outro. É a vida, né? Você vai notar que a maioria deles é velho, especialmente de fliperama ou Nintendinho (já que nessa época era o que tinha pra jogar), mas vamos parar de enrolação. Aos jogos!



X-men (Mega Drive, 1993)

Esse era um beat 'em up misturado com plataforma daqueles que a gente adorava quando era pequeno. Então era só escolher seu mutante favorito e ir pro pau, certo? ERRADO. Primeiro apenas Wolverine, Ciclope, Noturno e Gambit eram selecionáveis como personagem primário (tinha como chamar outros pra dar uma mãozinha durante as fases, mas nada além disso). Imagine inimigos posicionados de um jeito injusto, chefes difíceis, pulos extremamente chatos complicados... mas a parte mais legal ainda está por vir. Esse jogo tinha a maior sacanagem que eu já vi no mundo dos videogames. Quando você chegasse à quinta fase e derrotasse o chefe, chegaria até um local onde tinha um computador e te diziam "reset the computer", e você precisava fazer isso antes que tudo acabasse (você perderia se o tempo acabasse, claro). O problema é que não tinha nenhuma alavanca, o computador não era quebrável e não tinha onde interagir. Não tinha o que fazer mesmo, porque o que o jogo estava dizendo era pra você literalmente resetar o videogame. Exato, era preciso resetar o videogame pra passar de fase. A merda é que se você apertasse o botão reset por muito tempo ou com muita força, o jogo realmente resetava e aí, meu amigo, era começar láááááá do início. Bem legaus, né? Esse vídeo aqui dá uma deia do game e mostra a fase chata pra cacete, o chefe e o local onde precisava resetar. 




Contra (Arcade, NES 1987)

Como quase todo bom jogo de fliperama, Contra tinha um nível de dificuldade mais alto para realmente desafiar os jogadores e roubar todas as suas fichas. Ter o seu nominho anotado na tela era motivo de orgulho, porque poucos eram capazes de zerar um jogo sem morrer na pobreza. No caso de Contra não era muito diferente. Esse é um game tipo shoot 'em up, um plataformão bem simples mesmo, com tiros vindo de todos os lados ao longo das 10 fases, com chefes chatos e muita injustiça. Sem save point, sem password, sem checkpoint e sem choradeira. O jogo mais realista que já vi: tomou um tiro, morreu, camarada. E ainda por cima, quando morre, você perde qualquer upgrade ou arma melhorzinha que tenha conseguido pegar. A parte boa é que tem munição infinita (pelo menos isso, né?). Fora as fases apinhadas de inimigos, ainda tinha a parte em que você entrava em umas bases e tinha que andar por vários corredores meio labirínticos (com tempo, obviamente) até chegar ao coração delas, e isso era numa tentativa de 3D que ficou bem esquisitinho, mas quem ligava, né? A versão de NES era diferente e tinha uma coisinha que podia ajudar. Um dos primeiros cheat codes dos videogames, o famigerado Konami Code. Aqui, se executada corretamente, essa pequena trapaça te dava umas 30 vidas pra você tentar terminar o jogo. Tentar. A franquia teve várias sequências, todas com nível de dificuldade mais elevado, mas anda sumida há um tempão.




Castlevania (NES, 1987)

Um clássico daqueles que sobreviveram ao mundo da tecnologia. Castlevania se tornou uma franquia muito querida e com vários games lançados, mas vou me ater a esse, o primeirão. Arcade de controles simples, é basicamente usar o chicote e arma secundária à sua escolha pra derrotar os bichinhos e chefes. Parece simples, certo? Imagine agora que os corações não recuperam a sua vida (são tiros pra arma secundária...), que os inimigos são colocados em lugares malditos, prontos pra te jogar na água ou no buraco, e quase sempre são mais rápidos que você, e que só sendo vidente pra adivinhar as pedras secretas que escondiam itens. Além de tudo, esse jogo tem um dos bichinhos mais filhos da puta, desgraçados, ah, como eu odiava esses caras malditos de todos os tempos: as cabeças voadoras de medusa. Essas faziam qualquer monge budista chutar o videogame. Fora isso, a dificuldade de sempre de saber quando correr e quando matar os bichinhos, conseguir pular sem cair nos buracos e matar os chefes difíceis sem ficar morrendo. Morrer era luxo nessa época... Era um jogo limitado, mas muito frustrante divertido. O cover do jogo também é legalzinho pra época diferente de Contra. Você pode ver um gameplay aqui e jogar online aqui, se quiser tentar sem compromisso. Vai ver onde tudo começou e perceber que aquela nova versão de Xbox360 e Play3 é bem tranquila perto da fragilidade dos personagens antigos que não tinham save point.






Ikaruga (Arcade, Dreamcast, Gamecube, XboxLiveArcade, 2001)



Não podia faltar um representante dos grandes jogos de navinha, certo? Eram muitas as opções, já que esse tipo de jogo é naturalmente apelão, mas resolvi colocar Ikaruga pra mostrar que nem só de velharia vive o ódio nos videogames (sim, existem mais difíceis que esse, nos quais não é permitido tomar tiros nunca). A dinâmica do jogo é a seguinte: existem duas polaridades de tiro e você só é afetado se tomar tiros da polaridade (a corzinha, cara) diferente do seu escudo. Claro que dá pra mudar essa polaridade de escudo e tiros de acordo com a sua necessidade ao longo da fase. Atirar com a polaridade oposta do inimigo tira o dobro de energia dele e se atirarem em você com a mesma polaridade do escudo que você está usando, esses tiros carregam o poder especial. Ou seja, é uma escolha constante entre se defender e atacar. Complicado e bastante epiléptico. Sabendo desse pequeno pulo do gato, dá pra jogar bem. Só que não. Algumas fases são uma confusão tão grande que você não sabe se atira, se troca de escudo ou se desiste e baba diante de tantas faíscas coloridas bonitas... 





Punch-Out!! (NES, 1987)

(Engraçado como 87 teve jogo sugador, né?) 
Esportes! Esse foi relançado para Wii em 2007 e para DS em 2012. Talvez o mais difícil e o mais legal jogo de luta no estilo. Punch-Out coloca você como o garoto Little Mac (sim, é uma alusão ao lanche Big Mac), um pugilista baixinho (tática encontrada pela Nintendo para que fosse mais fácil ver o adversário sem sobrecarregar a capacidade limitadíssima do pobre nintendinho) que quer fazer carreira e ser um grande campeão. Ao longo do game, você passa por vários campeonatos, lutando contra pugilistas fictícios e, se vencer, claro, realiza o sonho do menino. O jogo por si só já não é dos mais fáceis, já que sempre o adversário é mais forte que você. Precisa sobrar técnica, observação e paciência para aprender os padrões e fraquezas de cada lutador (Bald Bull, por exemplo, dava uns pulinhos seguidos de um super soco que derrubava de cara, mas era fraco na barriga, se você pegasse o tempo e desse o soco na barriga dele antes de ele te acertar com esses pulinhos, era ele que beijava a lona). A jogabilidade combina com
o personagem, Mac só pode dar jabs (entenda vendo os golpes do boxe aqui) de direita e esquerda, se esquivar ou tentar defender, mas não pode bater pra sempre (precisa ter coraçõezinhos pra isso, que só ganha de volta escapando de golpes). Se você for bem, até pode conseguir estrelinhas, que servem pra dar uma espécie de cruzado mais forte (Little Mac até pula pra dar esse soco...) no adversário. É foda. A maioria dos adversários tem golpes apelões que exigem atenção. Aliás, por falar em apelão,  adivinhem quem é o último chefe...





Ele mesmo, Mike Tyson, o grande nome dos pesos pesados, talvez o maior da geração dessa época de Punch-Out!! (no mínimo o mais conhecido, né?). Derrotar o tio Mike era uma coisa absurdamente complicada porque um único soco desse vagabundo podia te mandar pro espaço. Pra ajudar, você podia prestar atenção nas piscadinhas dele, mas era tudo muito rápido. Imagine não poder errar a esquivada de um único soco. Dureza viu?


Sim, o juiz é o Mario.


F-Zero GX (Game Cube, 2003)

Esse é um jogo de corrida futurista em alta velocidade com um grau de dificuldade daqueles que faz escorrer uma lágrima solitária de rancor. É o quinto da série F-Zero, com 20 pistas de corrida cheias de curvas injustas e retas engana-trouxa (você vai no talo da velocidade pra acabar caindo no buraco e se ferrando grandão), 30 personagens e um story mode bem desafiador. Esse malditinho exigia um reflexo e uma agilidade grandes pra terminar as corridas bem colocado. Memorizar os padrões das pistas podia ajudar também, mas mesmo decorando tudo, não dá pra se dar bem com certeza, porque esse jogo impõe uma familiarização e uma dedicação para ser realmente dominado. É bem difícil de controlar, acredite. E não é qualquer joguinho, foi considerado o melhor jogo de corrida do Gamecube, recebeu um monte de prêmios e é muito bem avaliado na maioria dos sites de referência em games. Sem contar que ficou super bonito nessa versão, daquele jeito também epiléptico coloridão que confunde absurdamente o jogador, que já está sofrendo para manter o carrinho reto na pista. É genial. O vídeo ai embaixo dá a impressão de que o cara é ruim, mas não é exatamente culpa dele, coitado.







Prince of Persia (NES, PC, Mac, SNES, Mega Drive)

O pessoal mais novo pode ter perdido a dimensão do quanto Prince of Persia pode ser um cu de jogo. O primeirão veio em 1989 pra Apple II, e os que vieram depois para essa cambada de console listado aí em cima seguiram basicamente a mesma lógica. Pra começar, o jogo tem tempo, mas não a cada stage como se tornou popular para nós que gostamos de videogame. Você tem uma hora pra terminar tudo! A versão de Super Nintendo tinha 20 fases (VINTE!) e essa porcaria é extremamente labiríntica, dá o que fazer pra descobrir o caminho certo. Tem aqueles chãozinhos que desabam, pulos difíceis com espinhos mortais esperando lá embaixo, portas que se fecham na sua cara e homenzinhos/esqueletinhos que querem te matar na espadada. Aliás, a jogabilidade é de dar até coceira. O rapazinho que você controla fica lerdo com a espada desembainhada e é bem ruim de luta, mas isso é o de menos. Controlar a velocidade dele para não cair em lugares errados ou pular tarde demais sempre foi um desafio. Aliás, passar aquelas fases de calabouços e ruínas, presente em todas essas versões antigas, sempre foi um grande e obscuro cu. Eu, particularmente, perdia a paciência logo na segunda fase com a falta de coordenação motora do personagem principal nameless desse jogo. Se você quiser ver qualé, dá uma olhada nesse vídeo aqui.

Jogo, não é legal ser chato...

Dark Souls (PS3, Xbox360, PC, 2011)

Mais um da nova safra, alías, nóvíssima safra, antes que vocês me acusem de bairrismo extremista flashbackiano. Dark Souls definitivamente é um inferno. O jogo é lindo, tooooodo pimpão com seus gráficos poderosos da geração de ponta dos consoles mais badalados e PCs caríssimos gamer. Quem ainda não jogou e curte um tipo RPG medieval com mundo aberto (evolução de personagens, armaduras, aquelas coisas que a gente adora), tem que correr atrás desse pra jogar. Por quê? Porque esse é um dos jogos mais sensacionais e desafiadores da nova geração. Antes de qualquer coisa, é um game de sobrevivência: qualquer inimigo bostinha é capaz de te matar(e o jogo dá penalidades malvadas pra quem morre. tipo ficar feio com cara de zumbi). É sério. Imagine agora que esses inimigos são posicionados de maneira cruel com o jogador, que têm uma inteligência artificial quase mágica para ataques em grupo e sempre voltam à vida quando o jogador descansa em pontos  estratégicos (umas fogueiras que salvam o jogo, mas apagam se usadas demais) para se recuperar. Itens são raros, principalmente os bons (como as "humanidades", que tornam o jogador literalmente humano depois de morrer e ressuscitar. Coisa necessária em vários momentos do game e que ajuda a encontrar mais itens bons, mas quem disse que é fácil conseguir essa merda esse negócio?). Não bastasse tudo isso, os chefes são apelões, muito apelões, exigindo às vezes que você seja um covardão e fique por horas rodeando os adversários e matando bem de longe, na flechinha. (Vale lembrar que Demons Souls, que veio antes desse, também é uma bosta de difícil)


Esqueletinhos não são os personagens mais cu desse tipo de jogo?
Aqui tem um vídeo de gameplay, mas pule direto pra dois minutos e corte a lenga lenga. Dá pra ver essa coisa de humanidade na fogueirinha e um pouco da pancadaria  necessariamente covarde que o jogo permite.


Ghosts and Goblins (Arcade, NES 1985) 

Esse aqui se transformou em franquia (e mudou de nome pra Ghouls and Ghosts), uma das franquias mais filhas da puta malditas do inferno difíceis de todos os tempos. É um 2D de aventura que já tem um nível de dificuldade elevado considerando os inimigos (zumbis, esqueletos, bruxas, morte, coisas macabras nesse estilo), que sempre aparecem do nada, e os chefes, que são bem chatinhos. A movimentação só complica, já que não existe a possibilidade de mudar de direção ou se mexer depois que você pula (a não ser pra atirar. Nas versões mais evoluidinhas do game, pra 16bits, dava pra dar um segundo pulinho salvador). Existem várias armas, cada uma com sua característica de tiro, e Arthur, nosso cavaleiro (que não tem nada a ver com o da távola redonda), não aguenta quase nada de pancada. Na realidade, ao ter qualquer contato com um dos bichinhos na tela, a armadura dele já quebra (e ele fica de cuecas!) e qualquer segundo toque já mata o coitado do cara. Dava pra conseguir armaduras mais legais e com poderes especiais, mas era extremamente difícil de achar (e elas se quebravam com a mesma única pancada, apesar de ajudarem no poder de ataque). Não bastasse a todas as injustiças do jogo, a maldade maior só era descoberta no final. Sabe aquela tela clássica do Toad falando  pra você que a princesa não está naquele castelo? Então, é o mesmo. Quando você tiver derrotado o último chefe (que só dava pra matar se você tivesse usando a cruz como arma) depois da suadeira enorme que era isso tudo, o jogo te avisa que não valeu e você vai ter que começar tudo de novo em uma dificuldade maior ainda para conseguir salvar a princesa. Aí, colega, "vai o cão arrependido com suas orelhas tão fartas, com seu osso roído e com o rabo entre as patas" (CHAVES, 1973) pra Stage 1. Dava vontade de jogar uma bigorna da Acme na máquina do fliperama.

Bela cueca, Sir Arthur!

Esse vídeo compara as versões do jogo, é bem legal pra ter uma ideia das mudanças e do jeitão do game.



Battletoads (NES, 1991)

Possivelmente o jogo mais desestimulante do universo, tamanha sua dificuldade. Qualquer ser humano que tenha jogado isso na vida provavelmente diz que é o pior de todos. Mas Battletoads era sensacional, ainda que completamente desumano e virou franquia (cheia de jogos difíceis...). Imagine um jogo tipo side scrolling + beat 'em up, que aproveita ao máximo a capacidade do seu videogame (que era bom nessa época, ok?!), no qual você é uma espécie de sapo alien humanóide. Parece bom? Esse sapo doido do espaço tem seus membros (pernas e braços, não seja maldoso!) imensamente aumentados quando dão porradas especiais (geralmente a pancada final é dessas gigantes). É DEMAIS. Você vai, todo serelepe, jogar essa coisa fofa. A primeira fase vai suave, talvez com algumas mortes bobas, os carinhas apelam, fazem rodinha, mas vai sem grandes percalços. A segunda já fede um pouco, dá raiva, mas você é esperto e passa. Aí chega a terceira fase, e... Game Over. Por quê? Bom, a terceira fase não é única no jogo que acontece em cima de um veículo em alta velocidade que precisa escapar de trilhões de obstáculos mortais já no primeiro toque; maaaaaaaaaaaas é a primeira assim, e provavelmente a última do jogo que muitas pessoas chegaram a conhecer (dentre as 13 que ele tinha). Se você sofria com essa e já desistiu há anos de passar isso na habilidade, deixe-me ser seu grande amor pro resto da vida: existe um cheat. Ele só pode ser usado na tela inicial ou na de Game Over (bom, né?), mas te dá cinco vidas novinhas em folha pra você tentar passar dessas fases malas. Tente apertar Pra Baixo + A + B enquanto aperta Start nessas telas. É mágico. Pra quem não conhece, pus um gameplay aí embaixo. Have fun!







Menções Honrosas


Alguns outros títulos que ficaram de fora dessa lista (nada pessoal, eu juro) merecem ser citados como a série Ninja Gaiden (vários consoles, série longa e majoritariamente difícil) Jet Set Willie (PC, 1984, arcaico e extremamente desagradável), Toki (1989, Arcade, NES, Mega Drive... nada como ser um macaco lerdo que morre com qualquer coisa, né? ), Street Fighter I (que começou em 1987, no Arcade, e foi pra todos os consoles imagináveis depois, o primeiro jogo dessa série é simplesmente um saco. Foi muito inovador e o embrião do verdadeiro SF, mas tente matar o Sagat aqui...), Shinobi (jogo divertido, mas trabalhoso, lançado em 2002 para Playstation 2), Darius Gaiden e Radiant Silvergun (os dois de navinha para Sega Saturno, dois cus) e Jurassic Park (SNES... esse é pessoal, era um inferno na terra porque ficava tudo longe, portas trancadas, poucas indicações do caminho a seguir, dinossauros malditos e, eventualmente, aquela esquema 3D muito mal feito no estilo Doom). Tentei fazer o melhor, mas vou adorar que você me xingue e diga o que não podia ter faltado aqui, tá? Feel free :]





Bonus Stage!

Kaizo Mario (SNES)




Kaizo Mario é um jogo que, apesar de ser ridículo de tão difícil, não tem o direito de entrar nessa lista por ser um hack de Super Mario World, mas também merece ser mencionado. Esse jogo é absurdo, feito para que apenas uma movimentação perfeita  permita que você avance nas fases. Por mais ridículo que pareça, em Kaizo Mario às vezes é melhor fugir de cogumelos e ficar pequeno mesmo. Não tem muito como explicar, dê uma olhada no vídeo aí embaixo e se apavore.



Quem quiser jogar isso, pode dar uma olhada no fim desse post aqui.



Retro Game Challenge (DS)

Esse aqui é uma pérola pros dias de hoje, uma verdadeira homenagem. Lançado em 2007 no Japão (2009 nos EUA), é um jogo diferente. Nele, um apresentador japonês famoso de um programa de games que não gostava muito dos jogos novos, inexplicavelmente se transporta pra rede da Nintendo e passa a escolher (e aterrorizar) jogadores para desafiar com jogos antigos, de Nintendinho. Ele sequestra o jogador para dentro do mundo do DS, especificamente para a sua época de criança gamer (1984) e só permite que o jogador desafiado volte a seu mundo se ele cumprir os desafios. Os jogos presentes aqui são fictícios (aaahhh =/), mas com estética, som e jeito de jogo do NES. Alguns deles tem relação direta com jogos clássicos mesmo, e outros fazem algumas referências (o japonês maluco me lembrou muito o Andross de Star Fox quando vira uma cabeça digital bizarra...). Tem um vídeo aqui se você ficou curioso pra ver isso tudo. Fica a dica pra quem tem DS e topa um desafio à moda antiga. 




O jogo (que se autointitula) mais difícil do mundo




Não tem muito o que explicar nesse caso. A imagem ajuda a entender, é basicamente levar o quadrado vermelho pelo trajeto sem encostar nas bolinhas azuis (que se mexem bem rápido), pegando todas as bolinhas amarelas. Tem até check point ali, nas áreas verdes. Parece fácil? Jogue aqui e passe raiva, então.