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Metal Gear Rising: Revengeance - Game de Ponta

Existem duas formas de olhar para Revengeance: como um beat'em'up desalmado ou como mais um título da série Metal Gear. Para a minha surpresa, a Platinum Games acertou em cheio, criando um jogo de ação absurdo, mas que continua fiel à herança que a franquia Metal Gear Solid deixou. Ah é, e você também pode cortar um pobre soldado em algumas centenas de pedaços, o que já é por si só bem divertido.


Gameplay


Vamos falar um pouco sobre a mecânica principal de Metal Gear Rising: cortar tudo em pedaços, tudo mesmo, desde inimigos até pontes, carros e arvores (gatos não, é pecado). No geral, o gameplay é simples: um botão é responsável por ataques leves e outro por ataques fortes, e um último botão ativa o "Blade Mode", que permite ao jogador controlar os cortes com mais precisão. Agora vamos para as complicações: não existe um botão de defesa. Rising usa um sistema de parry que basicamente pede pra você usar um botão de ataque enquanto aponta o analógico na direção de onde o ataque inimigo vem. Parece complicado, mas o combate é tão rápido que muitas vezes você vai se defender sem nem perceber.

Outra parte interessante é o sistema "Zandatsu", que significa "Cortar e Pegar". A ideia é que o corpo robótico de Raiden precisa recuperar energia de tempo em tempo para poder usar o Blade Mode, e como você recupera suas forças? Bem, você deixa seus inimigos atordoados, usa o Blade Mode para cortar os pobre coitados no meio e pega a "bateria" deles. Quando você se acostuma com o sistema, você aprende uma das lições mais importantes de Metal Gear Rising: seus inimigos são pacotes de vida ambulantes, e você vai rezar para eles aparecerem nas lutas contra chefes.


Falando em chefes, os de Revengeance são geniais, Raiden tem que enfrentar 4 generais em sua jornada: Mistral, Monsoon, Sundowner e Jetstream Sam. Cada um com táticas e armas que vão testar a habilidade do jogador para se defender e usar o Blade Mode. Alguns gamers talvez fiquem felizes em saber que Sam, o samurai do bando, é brasileiro, mas não se preocupem com como a Platinum representou nosso querido país no jogo: a história de Sam é tratada bem por cima, e a situação do Brasil no universo de Metal Gear continua um mistério. Alguns chefes vão deixar suas armas especiais como um brinde para Raiden, gerando algumas experiências novas ao longo do jogo.

Não é possível descrever quão perfeito é o combate de MGR; os controles tem uma resposta incrível, e os movimentos de Raiden são tão absurdo que é impossível não sorrir enquanto você picota os adversários. Não acredita? Baixe o demo disponível na PSN ou na Xbox Live, e teste você mesmo.

O Não Gameplay


Revengeance começa quatro anos depois dos eventos de Metal Gear Solid 4, com Raiden trabalhando para um grupo de segurança particular. Encarregado de proteger um presidente africano de insurgentes locais, são atacados subitamente por outro grupo paramilitar particular: Desperado Enforcement, os vilões do jogo. O presidente morre, e Raiden perde um olho e um braço. O corpo de ciborgue do herói recebe alguns upgrades e vira basicamente um super ciborgue, e ele então decide destruir os homens que o atacaram pelas atrocidades que eles cometeram e não porque arrancaram um olho e um braço dele, lógico. Algumas conspirações são reveladas, laboratórios são revirados e surpresas aguardam o jogador a quase todo momento.

Os personagens apresentados durante a jornada são extremamente interessantes, mas Raiden com certeza é o mais interessante de todos. Ainda lutando contra alguns fantasmas do passado, ele acaba encontrando um lado escondido de sua personalidade, mas paro por aqui para não dar spoilers, descubram vocês mesmos!

Fãs de Metal Gear Solid, não se preocupem: apesar de ser de um gênero completamente diferente, Metal Gear Rising consegue não destruir o universo tão bem criado com os títulos passados. Na verdade, a história é surpreendentemente interessante: conspirações, exércitos particulares, nanomáquinas, todos aqueles elementos que conhecemos e amamos continuam aqui, muito bem utilizados. Todas as informações essenciais são dadas por meio de cutscenes ou diálogos no meio do combate, mas o jogador também pode se comunicar com os ajudantes de Raiden pelo bom e velho CODEC. Essas conversas opcionais dão uma profundidade inesperada para a história de quase todos os personagens, sem falar que as interações entre eles chegam a ser bastante cômicas.

Além de toda a história e o blablabla dos CODEC's existem MUITOS Easter Eggs a serem descobertos: missões de treinamento extras, inimigos escondidos, upgrades e algumas referências muito engraçadas aqui e ali, tudo no espirito de Metal Gear. Ah é, um dos seus colegas, Doktor, vai pedir que Raiden corte o braço esquerdo de alguns inimigos, fique atento.


Sim ou Não?

Você gosta de videogames? Gosta? Então você se deve o favor de jogar Metal Gear Rising: Revengeance, seja pela história intrigante, pelo combate perfeito, ou simplesmente pelo fato ridículo de que você pode cortar um inimigo em mil pedacinhos diferentes. Nada é mais incrível do que arremessar um robô gigante em um prédio, e Rising me deu essa incrível oportunidade. Ainda assim não espere muitas horas de ação: o jogo  é curto, e sem muitos incentivos para se jogar tudo de novo.

E você? O que achou de Metal Gear Rising? Esperava mais? Esperava um Metal Gear Solid? Esperava que o Kojima parasse de achar que o Raiden é melhor que o Snake porque ele é? Deixe suas opiniões nos comentários e fique esperto para mais detalhes no Mundo Gamer dessa semana!

Felipe Navarro


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Os 10 jogos mais difíceis das nossas vidas

Sabe aquele jogo que fazia você ter vontade de atirar o videogame na parede, morder o controle e estraçalhar a fita com uma marreta? Aqueeeeele jogo que exigia que você fosse uma espécie de Chuck Norris super sayajin do inferno pra conseguir terminar só com duas vidas, ou sem cair em buracos enormes, ou matando caras muito maiores que você sem nem poder encostar neles? Pois é! Eles estão meio raros hoje em dia, mas nós separamos uma listinha de top 10 pra relembrar essas pérolas de fúria gamer.



Tentei listar os jogos mais difíceis da história, dando destaque para alguns deles e citando outros que merecem espaço também (pode falar se eu tiver esquecido o seu favorito [: ) Só não me peça para os colocar em ordem, isso é sacanagem. Muita gente arrebentava em um jogo e não passava da segunda fase do outro. É a vida, né? Você vai notar que a maioria deles é velho, especialmente de fliperama ou Nintendinho (já que nessa época era o que tinha pra jogar), mas vamos parar de enrolação. Aos jogos!



X-men (Mega Drive, 1993)

Esse era um beat 'em up misturado com plataforma daqueles que a gente adorava quando era pequeno. Então era só escolher seu mutante favorito e ir pro pau, certo? ERRADO. Primeiro apenas Wolverine, Ciclope, Noturno e Gambit eram selecionáveis como personagem primário (tinha como chamar outros pra dar uma mãozinha durante as fases, mas nada além disso). Imagine inimigos posicionados de um jeito injusto, chefes difíceis, pulos extremamente chatos complicados... mas a parte mais legal ainda está por vir. Esse jogo tinha a maior sacanagem que eu já vi no mundo dos videogames. Quando você chegasse à quinta fase e derrotasse o chefe, chegaria até um local onde tinha um computador e te diziam "reset the computer", e você precisava fazer isso antes que tudo acabasse (você perderia se o tempo acabasse, claro). O problema é que não tinha nenhuma alavanca, o computador não era quebrável e não tinha onde interagir. Não tinha o que fazer mesmo, porque o que o jogo estava dizendo era pra você literalmente resetar o videogame. Exato, era preciso resetar o videogame pra passar de fase. A merda é que se você apertasse o botão reset por muito tempo ou com muita força, o jogo realmente resetava e aí, meu amigo, era começar láááááá do início. Bem legaus, né? Esse vídeo aqui dá uma deia do game e mostra a fase chata pra cacete, o chefe e o local onde precisava resetar. 




Contra (Arcade, NES 1987)

Como quase todo bom jogo de fliperama, Contra tinha um nível de dificuldade mais alto para realmente desafiar os jogadores e roubar todas as suas fichas. Ter o seu nominho anotado na tela era motivo de orgulho, porque poucos eram capazes de zerar um jogo sem morrer na pobreza. No caso de Contra não era muito diferente. Esse é um game tipo shoot 'em up, um plataformão bem simples mesmo, com tiros vindo de todos os lados ao longo das 10 fases, com chefes chatos e muita injustiça. Sem save point, sem password, sem checkpoint e sem choradeira. O jogo mais realista que já vi: tomou um tiro, morreu, camarada. E ainda por cima, quando morre, você perde qualquer upgrade ou arma melhorzinha que tenha conseguido pegar. A parte boa é que tem munição infinita (pelo menos isso, né?). Fora as fases apinhadas de inimigos, ainda tinha a parte em que você entrava em umas bases e tinha que andar por vários corredores meio labirínticos (com tempo, obviamente) até chegar ao coração delas, e isso era numa tentativa de 3D que ficou bem esquisitinho, mas quem ligava, né? A versão de NES era diferente e tinha uma coisinha que podia ajudar. Um dos primeiros cheat codes dos videogames, o famigerado Konami Code. Aqui, se executada corretamente, essa pequena trapaça te dava umas 30 vidas pra você tentar terminar o jogo. Tentar. A franquia teve várias sequências, todas com nível de dificuldade mais elevado, mas anda sumida há um tempão.




Castlevania (NES, 1987)

Um clássico daqueles que sobreviveram ao mundo da tecnologia. Castlevania se tornou uma franquia muito querida e com vários games lançados, mas vou me ater a esse, o primeirão. Arcade de controles simples, é basicamente usar o chicote e arma secundária à sua escolha pra derrotar os bichinhos e chefes. Parece simples, certo? Imagine agora que os corações não recuperam a sua vida (são tiros pra arma secundária...), que os inimigos são colocados em lugares malditos, prontos pra te jogar na água ou no buraco, e quase sempre são mais rápidos que você, e que só sendo vidente pra adivinhar as pedras secretas que escondiam itens. Além de tudo, esse jogo tem um dos bichinhos mais filhos da puta, desgraçados, ah, como eu odiava esses caras malditos de todos os tempos: as cabeças voadoras de medusa. Essas faziam qualquer monge budista chutar o videogame. Fora isso, a dificuldade de sempre de saber quando correr e quando matar os bichinhos, conseguir pular sem cair nos buracos e matar os chefes difíceis sem ficar morrendo. Morrer era luxo nessa época... Era um jogo limitado, mas muito frustrante divertido. O cover do jogo também é legalzinho pra época diferente de Contra. Você pode ver um gameplay aqui e jogar online aqui, se quiser tentar sem compromisso. Vai ver onde tudo começou e perceber que aquela nova versão de Xbox360 e Play3 é bem tranquila perto da fragilidade dos personagens antigos que não tinham save point.






Ikaruga (Arcade, Dreamcast, Gamecube, XboxLiveArcade, 2001)



Não podia faltar um representante dos grandes jogos de navinha, certo? Eram muitas as opções, já que esse tipo de jogo é naturalmente apelão, mas resolvi colocar Ikaruga pra mostrar que nem só de velharia vive o ódio nos videogames (sim, existem mais difíceis que esse, nos quais não é permitido tomar tiros nunca). A dinâmica do jogo é a seguinte: existem duas polaridades de tiro e você só é afetado se tomar tiros da polaridade (a corzinha, cara) diferente do seu escudo. Claro que dá pra mudar essa polaridade de escudo e tiros de acordo com a sua necessidade ao longo da fase. Atirar com a polaridade oposta do inimigo tira o dobro de energia dele e se atirarem em você com a mesma polaridade do escudo que você está usando, esses tiros carregam o poder especial. Ou seja, é uma escolha constante entre se defender e atacar. Complicado e bastante epiléptico. Sabendo desse pequeno pulo do gato, dá pra jogar bem. Só que não. Algumas fases são uma confusão tão grande que você não sabe se atira, se troca de escudo ou se desiste e baba diante de tantas faíscas coloridas bonitas... 





Punch-Out!! (NES, 1987)

(Engraçado como 87 teve jogo sugador, né?) 
Esportes! Esse foi relançado para Wii em 2007 e para DS em 2012. Talvez o mais difícil e o mais legal jogo de luta no estilo. Punch-Out coloca você como o garoto Little Mac (sim, é uma alusão ao lanche Big Mac), um pugilista baixinho (tática encontrada pela Nintendo para que fosse mais fácil ver o adversário sem sobrecarregar a capacidade limitadíssima do pobre nintendinho) que quer fazer carreira e ser um grande campeão. Ao longo do game, você passa por vários campeonatos, lutando contra pugilistas fictícios e, se vencer, claro, realiza o sonho do menino. O jogo por si só já não é dos mais fáceis, já que sempre o adversário é mais forte que você. Precisa sobrar técnica, observação e paciência para aprender os padrões e fraquezas de cada lutador (Bald Bull, por exemplo, dava uns pulinhos seguidos de um super soco que derrubava de cara, mas era fraco na barriga, se você pegasse o tempo e desse o soco na barriga dele antes de ele te acertar com esses pulinhos, era ele que beijava a lona). A jogabilidade combina com
o personagem, Mac só pode dar jabs (entenda vendo os golpes do boxe aqui) de direita e esquerda, se esquivar ou tentar defender, mas não pode bater pra sempre (precisa ter coraçõezinhos pra isso, que só ganha de volta escapando de golpes). Se você for bem, até pode conseguir estrelinhas, que servem pra dar uma espécie de cruzado mais forte (Little Mac até pula pra dar esse soco...) no adversário. É foda. A maioria dos adversários tem golpes apelões que exigem atenção. Aliás, por falar em apelão,  adivinhem quem é o último chefe...





Ele mesmo, Mike Tyson, o grande nome dos pesos pesados, talvez o maior da geração dessa época de Punch-Out!! (no mínimo o mais conhecido, né?). Derrotar o tio Mike era uma coisa absurdamente complicada porque um único soco desse vagabundo podia te mandar pro espaço. Pra ajudar, você podia prestar atenção nas piscadinhas dele, mas era tudo muito rápido. Imagine não poder errar a esquivada de um único soco. Dureza viu?


Sim, o juiz é o Mario.


F-Zero GX (Game Cube, 2003)

Esse é um jogo de corrida futurista em alta velocidade com um grau de dificuldade daqueles que faz escorrer uma lágrima solitária de rancor. É o quinto da série F-Zero, com 20 pistas de corrida cheias de curvas injustas e retas engana-trouxa (você vai no talo da velocidade pra acabar caindo no buraco e se ferrando grandão), 30 personagens e um story mode bem desafiador. Esse malditinho exigia um reflexo e uma agilidade grandes pra terminar as corridas bem colocado. Memorizar os padrões das pistas podia ajudar também, mas mesmo decorando tudo, não dá pra se dar bem com certeza, porque esse jogo impõe uma familiarização e uma dedicação para ser realmente dominado. É bem difícil de controlar, acredite. E não é qualquer joguinho, foi considerado o melhor jogo de corrida do Gamecube, recebeu um monte de prêmios e é muito bem avaliado na maioria dos sites de referência em games. Sem contar que ficou super bonito nessa versão, daquele jeito também epiléptico coloridão que confunde absurdamente o jogador, que já está sofrendo para manter o carrinho reto na pista. É genial. O vídeo ai embaixo dá a impressão de que o cara é ruim, mas não é exatamente culpa dele, coitado.







Prince of Persia (NES, PC, Mac, SNES, Mega Drive)

O pessoal mais novo pode ter perdido a dimensão do quanto Prince of Persia pode ser um cu de jogo. O primeirão veio em 1989 pra Apple II, e os que vieram depois para essa cambada de console listado aí em cima seguiram basicamente a mesma lógica. Pra começar, o jogo tem tempo, mas não a cada stage como se tornou popular para nós que gostamos de videogame. Você tem uma hora pra terminar tudo! A versão de Super Nintendo tinha 20 fases (VINTE!) e essa porcaria é extremamente labiríntica, dá o que fazer pra descobrir o caminho certo. Tem aqueles chãozinhos que desabam, pulos difíceis com espinhos mortais esperando lá embaixo, portas que se fecham na sua cara e homenzinhos/esqueletinhos que querem te matar na espadada. Aliás, a jogabilidade é de dar até coceira. O rapazinho que você controla fica lerdo com a espada desembainhada e é bem ruim de luta, mas isso é o de menos. Controlar a velocidade dele para não cair em lugares errados ou pular tarde demais sempre foi um desafio. Aliás, passar aquelas fases de calabouços e ruínas, presente em todas essas versões antigas, sempre foi um grande e obscuro cu. Eu, particularmente, perdia a paciência logo na segunda fase com a falta de coordenação motora do personagem principal nameless desse jogo. Se você quiser ver qualé, dá uma olhada nesse vídeo aqui.

Jogo, não é legal ser chato...

Dark Souls (PS3, Xbox360, PC, 2011)

Mais um da nova safra, alías, nóvíssima safra, antes que vocês me acusem de bairrismo extremista flashbackiano. Dark Souls definitivamente é um inferno. O jogo é lindo, tooooodo pimpão com seus gráficos poderosos da geração de ponta dos consoles mais badalados e PCs caríssimos gamer. Quem ainda não jogou e curte um tipo RPG medieval com mundo aberto (evolução de personagens, armaduras, aquelas coisas que a gente adora), tem que correr atrás desse pra jogar. Por quê? Porque esse é um dos jogos mais sensacionais e desafiadores da nova geração. Antes de qualquer coisa, é um game de sobrevivência: qualquer inimigo bostinha é capaz de te matar(e o jogo dá penalidades malvadas pra quem morre. tipo ficar feio com cara de zumbi). É sério. Imagine agora que esses inimigos são posicionados de maneira cruel com o jogador, que têm uma inteligência artificial quase mágica para ataques em grupo e sempre voltam à vida quando o jogador descansa em pontos  estratégicos (umas fogueiras que salvam o jogo, mas apagam se usadas demais) para se recuperar. Itens são raros, principalmente os bons (como as "humanidades", que tornam o jogador literalmente humano depois de morrer e ressuscitar. Coisa necessária em vários momentos do game e que ajuda a encontrar mais itens bons, mas quem disse que é fácil conseguir essa merda esse negócio?). Não bastasse tudo isso, os chefes são apelões, muito apelões, exigindo às vezes que você seja um covardão e fique por horas rodeando os adversários e matando bem de longe, na flechinha. (Vale lembrar que Demons Souls, que veio antes desse, também é uma bosta de difícil)


Esqueletinhos não são os personagens mais cu desse tipo de jogo?
Aqui tem um vídeo de gameplay, mas pule direto pra dois minutos e corte a lenga lenga. Dá pra ver essa coisa de humanidade na fogueirinha e um pouco da pancadaria  necessariamente covarde que o jogo permite.


Ghosts and Goblins (Arcade, NES 1985) 

Esse aqui se transformou em franquia (e mudou de nome pra Ghouls and Ghosts), uma das franquias mais filhas da puta malditas do inferno difíceis de todos os tempos. É um 2D de aventura que já tem um nível de dificuldade elevado considerando os inimigos (zumbis, esqueletos, bruxas, morte, coisas macabras nesse estilo), que sempre aparecem do nada, e os chefes, que são bem chatinhos. A movimentação só complica, já que não existe a possibilidade de mudar de direção ou se mexer depois que você pula (a não ser pra atirar. Nas versões mais evoluidinhas do game, pra 16bits, dava pra dar um segundo pulinho salvador). Existem várias armas, cada uma com sua característica de tiro, e Arthur, nosso cavaleiro (que não tem nada a ver com o da távola redonda), não aguenta quase nada de pancada. Na realidade, ao ter qualquer contato com um dos bichinhos na tela, a armadura dele já quebra (e ele fica de cuecas!) e qualquer segundo toque já mata o coitado do cara. Dava pra conseguir armaduras mais legais e com poderes especiais, mas era extremamente difícil de achar (e elas se quebravam com a mesma única pancada, apesar de ajudarem no poder de ataque). Não bastasse a todas as injustiças do jogo, a maldade maior só era descoberta no final. Sabe aquela tela clássica do Toad falando  pra você que a princesa não está naquele castelo? Então, é o mesmo. Quando você tiver derrotado o último chefe (que só dava pra matar se você tivesse usando a cruz como arma) depois da suadeira enorme que era isso tudo, o jogo te avisa que não valeu e você vai ter que começar tudo de novo em uma dificuldade maior ainda para conseguir salvar a princesa. Aí, colega, "vai o cão arrependido com suas orelhas tão fartas, com seu osso roído e com o rabo entre as patas" (CHAVES, 1973) pra Stage 1. Dava vontade de jogar uma bigorna da Acme na máquina do fliperama.

Bela cueca, Sir Arthur!

Esse vídeo compara as versões do jogo, é bem legal pra ter uma ideia das mudanças e do jeitão do game.



Battletoads (NES, 1991)

Possivelmente o jogo mais desestimulante do universo, tamanha sua dificuldade. Qualquer ser humano que tenha jogado isso na vida provavelmente diz que é o pior de todos. Mas Battletoads era sensacional, ainda que completamente desumano e virou franquia (cheia de jogos difíceis...). Imagine um jogo tipo side scrolling + beat 'em up, que aproveita ao máximo a capacidade do seu videogame (que era bom nessa época, ok?!), no qual você é uma espécie de sapo alien humanóide. Parece bom? Esse sapo doido do espaço tem seus membros (pernas e braços, não seja maldoso!) imensamente aumentados quando dão porradas especiais (geralmente a pancada final é dessas gigantes). É DEMAIS. Você vai, todo serelepe, jogar essa coisa fofa. A primeira fase vai suave, talvez com algumas mortes bobas, os carinhas apelam, fazem rodinha, mas vai sem grandes percalços. A segunda já fede um pouco, dá raiva, mas você é esperto e passa. Aí chega a terceira fase, e... Game Over. Por quê? Bom, a terceira fase não é única no jogo que acontece em cima de um veículo em alta velocidade que precisa escapar de trilhões de obstáculos mortais já no primeiro toque; maaaaaaaaaaaas é a primeira assim, e provavelmente a última do jogo que muitas pessoas chegaram a conhecer (dentre as 13 que ele tinha). Se você sofria com essa e já desistiu há anos de passar isso na habilidade, deixe-me ser seu grande amor pro resto da vida: existe um cheat. Ele só pode ser usado na tela inicial ou na de Game Over (bom, né?), mas te dá cinco vidas novinhas em folha pra você tentar passar dessas fases malas. Tente apertar Pra Baixo + A + B enquanto aperta Start nessas telas. É mágico. Pra quem não conhece, pus um gameplay aí embaixo. Have fun!







Menções Honrosas


Alguns outros títulos que ficaram de fora dessa lista (nada pessoal, eu juro) merecem ser citados como a série Ninja Gaiden (vários consoles, série longa e majoritariamente difícil) Jet Set Willie (PC, 1984, arcaico e extremamente desagradável), Toki (1989, Arcade, NES, Mega Drive... nada como ser um macaco lerdo que morre com qualquer coisa, né? ), Street Fighter I (que começou em 1987, no Arcade, e foi pra todos os consoles imagináveis depois, o primeiro jogo dessa série é simplesmente um saco. Foi muito inovador e o embrião do verdadeiro SF, mas tente matar o Sagat aqui...), Shinobi (jogo divertido, mas trabalhoso, lançado em 2002 para Playstation 2), Darius Gaiden e Radiant Silvergun (os dois de navinha para Sega Saturno, dois cus) e Jurassic Park (SNES... esse é pessoal, era um inferno na terra porque ficava tudo longe, portas trancadas, poucas indicações do caminho a seguir, dinossauros malditos e, eventualmente, aquela esquema 3D muito mal feito no estilo Doom). Tentei fazer o melhor, mas vou adorar que você me xingue e diga o que não podia ter faltado aqui, tá? Feel free :]





Bonus Stage!

Kaizo Mario (SNES)




Kaizo Mario é um jogo que, apesar de ser ridículo de tão difícil, não tem o direito de entrar nessa lista por ser um hack de Super Mario World, mas também merece ser mencionado. Esse jogo é absurdo, feito para que apenas uma movimentação perfeita  permita que você avance nas fases. Por mais ridículo que pareça, em Kaizo Mario às vezes é melhor fugir de cogumelos e ficar pequeno mesmo. Não tem muito como explicar, dê uma olhada no vídeo aí embaixo e se apavore.



Quem quiser jogar isso, pode dar uma olhada no fim desse post aqui.



Retro Game Challenge (DS)

Esse aqui é uma pérola pros dias de hoje, uma verdadeira homenagem. Lançado em 2007 no Japão (2009 nos EUA), é um jogo diferente. Nele, um apresentador japonês famoso de um programa de games que não gostava muito dos jogos novos, inexplicavelmente se transporta pra rede da Nintendo e passa a escolher (e aterrorizar) jogadores para desafiar com jogos antigos, de Nintendinho. Ele sequestra o jogador para dentro do mundo do DS, especificamente para a sua época de criança gamer (1984) e só permite que o jogador desafiado volte a seu mundo se ele cumprir os desafios. Os jogos presentes aqui são fictícios (aaahhh =/), mas com estética, som e jeito de jogo do NES. Alguns deles tem relação direta com jogos clássicos mesmo, e outros fazem algumas referências (o japonês maluco me lembrou muito o Andross de Star Fox quando vira uma cabeça digital bizarra...). Tem um vídeo aqui se você ficou curioso pra ver isso tudo. Fica a dica pra quem tem DS e topa um desafio à moda antiga. 




O jogo (que se autointitula) mais difícil do mundo




Não tem muito o que explicar nesse caso. A imagem ajuda a entender, é basicamente levar o quadrado vermelho pelo trajeto sem encostar nas bolinhas azuis (que se mexem bem rápido), pegando todas as bolinhas amarelas. Tem até check point ali, nas áreas verdes. Parece fácil? Jogue aqui e passe raiva, então.

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Gears Of Wars 3 (Xbox 360) - Game de Ponta


por Bruno Marise

O Game de Ponta de hoje é dedicado a uma das maiores e mais bem sucedidas franquias dessa geração de videogames, e vamos falar mais especificamente de seu último jogo. Gears Of War 3 é o terceiro título da série Gears Of War, game de ação em terceira pessoa com uma trama de ficção científica. Antes de falarmos sobre o jogo, vamos entender um pouco sobre o enredo desse jogo que é amado e odiado nas mesmas proporções.

História




O enredo de Gears of War é um tanto quanto batido, e muitos o julgam ruim, mas ele se encaixa bem no que o game se propõe. A história é a seguinte: Em um futuro distante o mundo ficou inabitável. Com isso, os humanos colonizaram e migraram para outro planeta chamado de Sera, que tinha características bastante parecidas com as da Terra. Com anos e anos de exploração predatória dos recursos naturais, eles começaram a se esgotar deixando os habitantes com necessidade. Porém, durante um acidente com uma barca de petróleo, um líquido subterrâneo, viscoso e de cor verde se revelou, e foi chamado de Imulsion. Tempo depois, um cientista descobriu que o Imulsion poderia ser uma fonte de energia, e o tal líquido tornou-se a solução para todos os problemas do planeta Sera. Mas, nem tudo era perfeito, e as nações que não conseguiam extrair o Imulsion foram tornando-se miseráveis, enquanto as nações que o extraíam abundantemente foram enriquecendo cada vez mais, causando uma enorme disparidade no planeta. A crise econômica gerou conflitos militares que implicou na guerra conhecida como Pendulum Wars, em que as facções COG (países ricos) e UIR (países pobres) se enfrentaram. A guerra durou 75 anos, e para por um fim no conflito que se arrastava, o COG usou uma tecnologia conhecida como Hammer Of Dawn, um canhão capaz de destruir cidades inteiras, e devastou os países mais pobres, obrigando a UIR a se render. Quando a paz estava se restaurando aos poucos, uma nova tragédia aconteceu: Milhares de criaturas nativas do planeta Sera, conhecidas como Locust, saltaram do subsolo, matando milhares de humanos. Em menos de 24 horas, 90% da população do planeta havia sido dizimada. O COG então decidiu evacuar a população restante para a cidade de Jacinto, um dos lugares mais seguros do planeta, e usaram o Hammer Of Dawn em todo o restante de Sera para tentar eliminar a ameaça Locust. Mais uma guerra começava, e durante dez anos, a COG combateu os Locust. 

Marcus Fenix
Nesse novo conflito, um militar se destacava: Marcus Fenix. O soldado subia rapidamente na hierarquia do exército, mas durante uma batalha, ele deixou o front para tentar salvar seu pai, o único familiar que lhe restava e foi considerado desertor. Condenado, Fenix ficou 14 anos preso até ser libertado por seu amigo Dominic Santiago. A COG autorizou o resgate pois necessitava de militares experientes para uma nova missão, e Marcus assumiu o posto de comandante da força Delta para liderar a operação Lightmass, que pretendia colocar uma bomba poderosíssima chamada de LightMass em uma fenda do planeta Sera que levaria ao centro de comando dos Locust. A campanha foi bem sucedida e eliminou milhares de Locust, porém vaporizou uma enorme quantidade de Imulsion que passou a se liberar de maneira tóxica, tornando-se um gás venenoso para os humanos além de despertar um parasita gigante chamado de Lambent.

Encerrando uma gigantesca saga

Finalmente chegamos ao enredo que engloba o terceiro game da série. Em Gears 3, Jacinto foi destruída e o governo do planeta desbandou. Marcus Fenix descobre que seu pai está vivo e que diz saber a solução para acabar com os conflitos de Sera. Ao mesmo tempo que você joga com Fenix, também assume o papel de Cole, um ex-jogador de futebol americano que tornou-se militar.

Cole "Train"


Agora que você já está ambientando na guerra do planeta Sera, vamos falar um pouco sobre os aspectos da jogabilidade. Gears Of War é um game de tiro em terceira pessoa, que conta com um sistema de cobertura simples e muito eficiente. No terceiro jogo, a quantidade de armas disponíveis é gigantesca em relação ao primeiro Gears. É uma infinidade de rifles, pistolas, granadas, escopetas, e até morteiros. Mas a mais legal de todas continua sendo a metralhadora Lancer, que tem uma motoserra acoplada, que faz parte de um dos aspectos mais divertidos de Gears Of War: Despedaçar os Locust usando a motosserra. Existe também o sistema de execuções, que englobam desde o uso da motosserra, e pisões na cabeça dos Locust até uma sequência brutal de socos. Dá só uma ligada no vídeo aí.



Acabou a munição? Não tem problema, é só ligar a motosserra e partir o bichão no meio!

Apresentação impecável

Os gráficos de Gears Of War 3 estão entre os mais bonitos da geração, e mesmo com desenhos um tanto quanto "cartunizados", as imagens são bastante realistas. Além do enredo bastante envolvente, os diálogos são geniais e muito divertidos. A relação entre as personagens te faz ficar extremamente familiarizado com eles, e se sentir realmente parte do jogo.


Finalmente um Multiplayer Local!

É isso mesmo! Em meio à escassez de Multiplayers locais, que hoje basicamente se resumem a jogos de luta ou esportivos, Gears Of War 3 traz um modo cooperativo para quatro jogadores, onde é possível jogar com bots. É diversão garantida!

Sim ou Não?
Gears Of War 3 é um jogaço que traz uma trama extremamente envolvente, uma jogabilidade perfeita e muita ação e violência que não te deixa respirar um minuto. Depois que terminar a campanha ainda dá pra passar umas boas horas dando tiros no modo Multiplayer. Aproveita que tá baratinho (você acha por 99 mangos na maioria das lojas grandes), e compra logo. Mais do que sim, é obrigatório.

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Hitman: Absolution (PC/PS3/X360) - Game de Ponta




Desenvolvido pela IO Interactive e distribuído pela Square Enix, um dos títulos mais aguardados do ano, o quinto game da série do Assassino 47 chegou às lojas no final de novembro, e não decepcionou. Fãs de ação e stealth vão vibrar com Hitman: Absolution e o Comando Login vai te dar todos os detalhes desse jogaço.


História




O game inicia com um prólogo que também serve de tutorial para aprender os comandos e se familiarizar com a jogabilidade. O Agente 47 deve se infiltrar em uma mansão para dar cabo de Diana, uma ex-funcionária da Agência de Contratos, para a qual o protagonista ainda trabalha. Após matá-la, ela pede para que o assassino cuide de sua filha Victoria. A partir daí, o careca vai se desvencilhar da agência e tentar salvar Victoria, e ao longo do caminho vai descobrindo uma gigantesca e suja conspiração.

Instinto Assassino




Quem já conhece a série não terá grandes dificuldades com a jogabilidade. Para os iniciados, o tutorial no começo do jogo se encarregará de ensinar os comandos do game. O esquema é o mesmo de sempre: Você deve cumprir as missões com o mínimo de notoriedade e alarde possível, e assassinar os alvos marcados de cada fase. Para isso deve usar desde as clássicas armas do Agente 47, como o garrote e as pistolas com silenciador até objetos do próprio mapa, como facas de cozinha, martelos, extintores, chaves de fenda, bombas, ou se precisar, até as próprias mãos. Cada fase proporciona diversas maneiras para dar cabo de seus alvos. Cabe ao jogador escolher a maneira que acha mais adequada: Criando armadilhas usando o próprio ambiente, ou apenas esperar que o inimigo se afaste, e matá-lo sem maiores preocupações. Os disfarces também são importantes para que você se infiltre em áreas restritas, e são inúmeros: cozinheiro, vendedor, policial, barbeiro, segurança, mecânico, encanador, cientista, padre e por aí vai. Mas devem ser usados com cuidado: Se alguém com o mesmo uniforme que você chegar muito perto, pode tudo ir por água abaixo.



A maior novidade dessa edição de Hitman é o chamado Instinto do Assassino, uma habilidade em que é possível detectar a quantidade de inimigos de cada ambiente e "prever" a rota de cada um deles. O instinto também destaca alguns objetos importantes para a missão. Além disso, esse recurso permite que o protagonista passe despercebido quando começam a desconfiar de seu disfarce. E nas últimas consequências, ele também pode ser usado para atirar em vários inimigos ao mesmo tempo.

Uma verdadeira pintura


A parte gráfica é sem dúvida  um dos pontos altos em Hitman: Absolution. A movimentação dos personagens e objetos, e os efeitos de iluminação dão uma atmosfera real e belíssima ao jogo, tornando-o tecnicamente quase perfeito. Alguns pequenos detalhes deveriam ter recebido mais atenção para dar ainda mais fidelidade ao game, como nas animações em que o assassino coloca um disfarce, com a roupa apenas "brotando" no corpo do protagonista. Ou na hora de guardar a arma, em que ela simplesmente some das mãos do careca. São detalhes que não atrapalham em nada a jogatina, mas em título tão bem executado tecnicamente poderiam ter recebido mais cuidado.

Instigando o assassino em cada um de nós





Como já foi dito, cada missão proporciona diversas maneiras diferentes de executar os inimigos, e apesar de essas ações parecerem um pouco lineares as vezes, não tiram nenhum pouco a diversão de jogar a mesma missão repetidas vezes para termina-lá de maneiras diferentes. É você que decide se vai assassinar o alvo com uma facada no pescoço, ou eletrocutando-o através da própria urina. E para os que reclamam que os jogos atuais são fáceis, Absolution vai ser um alento: O game é bastante difícil e desafiador, mesmo nos níveis mais baixos de dificuldade. Você pode até ficar de saco cheio de dar restart checkpoint e terminar a missão de qualquer jeito, chegando no seu objetivo na maior tática Rambo, mas isso implicará na pontuação final, que serve para desbloquear novas habilidades do Agente 47. Então vale a pena ter um pouco de paciência e estudar quais os melhores caminhos e alternativas para realizar sua missão da maneira mais silenciosa possível.



Hitman: Absolution mostra um salto de qualidade gigantesco em relação ao título anterior, Hitman: Blood Money, e se consagra como o melhor título da série. A jogabilidade simples, as mortes criativas e a liberdade proporcionada instigam o jogador a usar a criatividade de mapa pra mapa e tornam o game um forte concorrente a Game of The Year. E se você gosta de um bom desafio, Absolution vai  te fazer quebrar a cabeça e perder várias horas na mesma missão. Mais do que recomendado!
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Bruno Marise 
Viciado em música e discos, doente por Ramones e entusiasta de jogos insanos. Gamer desde os cinco anos de idade .
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O que esperar de GTA V? (Artigo)




Desde o seu anúncio pela Rockstar, GTA V já é um dos jogos mais aguardados dos últimos anos. Com apenas um trailer, muitos rumores e mistérios no ar, na última semana a empresa liberou mais informações   do novo game da série. O Comando Login resumiu todas elas pra você, e ainda demos a nossa opinião sobre o que devemos esperar da nova menina dos olhos da Rockstar. 


Personagens

GTA V se passará em Los Santos, cidade já conhecida dos fãs, cenário de GTA San Andreas. Mas quem esperava que CJ voltasse, pode esquecer: A Rockstar não irá resgatar nenhum personagem antigo da série.  Mas dessa vez, teremos TRÊS protagonistas. Será possível trocar de bandido a qualquer hora do game, sem que isso interfira na interação dos outros dois protagonistas com a cidade. Vamos conhecer um pouco de cada um deles.


Michael

O narrador do primeiro trailer liberado de GTA V, é um ex-ladrão de bancos que após fazer um acordo como FIB (versão da Rockstar para o FBI), vive uma vida mansa na região mais rica de Los Santos. Mas os problemas familiares e outros fatores vão acabar levando Michael de volta ao mundo do crime.



Trevor

Trevor será o mais violento dos três protagonistas: um sujeito perigoso que é resultado da mistura de abuso de drogas e problema psiquiátricos e que vive na área mais pobre da cidade. 





Franklin

Franklin é o personagem mais jovem e talvez o mais "normal" do trio. É um ladrão de carros profissional que ira usar suas habilidades em busca de dinheiro.






Cenário

Com os "heróis" devidamente apresentados vamos aos outros detalhes do jogo. O cenário de GTA voltará a ser a cidade de Los Santos, mas dessa vez MUITO maior do que em San Andreas. Segundo a Rockstar, a réplica virtual de Los Angeles será maior que os mapas de GTA IV, San Andreas e Red Dead Redemption JUNTOS. Ou seja um mapa absurdamente grande vem por aí. Mas ao contrário dos games anteriores, não haverão outras cidades para explorar. Los Santos será o único cenário do jogo (e que cenário).




















Missões



Outro fator interessante é que o foco da campanha de GTA V será os assaltos a banco. A Rockstar decidiu explorar mais essa característica após a boa recepção da missão Three Leaf Clover, do game anterior. Para realizar as missões de maneira bem sucedida, o jogador vai ter que aprender a trabalhar em equipe, utilizando as habilidades de cada personagem.

Voando por Los Santos


Para a alegria dos fãs, será possível voar pela cidade durante boa parte do game, com a disponibilidade de vários aviões e helicópteros.

Sem customização e encontros



Quem esperava que a customização plena de San Andreas voltasse a dar as caras pode ir se acostumando: A Rockstar não vai permitir que o jogador altere totalmente a aparência física dos personagens como era possível no game da última geração. Ainda existirá a possiblidade de alterar algumas coisas, mas não no mesmo nível de San Andreas.

Um dos pontos mais criticados de GTA IV, as "namoradas" que ficavam ligando para marcar um encontro ou reclamar, não estará presente no novo jogo, para alívio dos fãs.



A Rockstar Games anunciou que GTA V será uma revolução tão grande quanto GTA III foi na época e deve definir o conceito de jogos em equipe.

Agora que já sabemos todos esses detalhes, o que devemos esperar de GTA V?

Primeiramente, é bom que a Rockstar tenha decidido não ressuscitar personagens antigos e investir na criação de novos "heróis". A possibilidade de jogar com três protagonistas anima bastante, e deve dividir de maneira mais clara e realista os tipos de personalidade, que antes ficavam em um personagem só.

A megalomania de fazer uma cidade gigantesca é perigosa e pode ser um tiro na pé, caso a ideia não seja bem acabada. Um mapa grandioso mal feito pode significar muitos bugs. Mas pela tradição e qualidade que a Rockstar sempre mostra, isso dificilmente deve acontecer.

O que mais agradou em tudo isso foi a possibilidade de trabalhar em equipe na campanha e as missões focadas em assaltos a banco. Esse estilo de missão é dificilmente encontrado nos games de mundo aberto e crime, e deve ser uma experiência bastante divertida, especialmente se a Rockstar adicionar elementos estratégicos na hora de planejar os assaltos.

Um ponto que é essencial e espera-se muito que a Rockstar invista, é no combate. Essa parte sempre foi a mais fraca em todos os GTA's e que tirava a diversão na hora de enfrentar os inimigos ou realizar missões de confronto. Com o elemento dos assaltos a banco, é provável que essa mudança aconteça, principalmente nos sistemas de mira e cobertura, já que o combate será ponto chave em missões desse tipo.

O mais importante de tudo é que a produtora continue trabalhando para inovar a franquia e não só dar uma nova roupagem a antigos elementos que fizeram sucesso. Se tudo isso for pensado, GTA V tem tudo pra ser um dos grandes jogos da história, assim como os anteriores foram importantíssimos e inovadores.

O lançamento de GTA V está previsto para o segundo trimestre de 2013. Para os que não aguentam esperar, a pré-venda já está disponível no site da Rockstar.