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Def Jam: Fight For NY - Game Flashback


Plataforma: Playstation 2, Game Cube e Xbox.

Desenvolvedoras: AKI Corporation, EA Canada

Ano: 2004

Se você nunca ouviu falar de Def Jam: Fight For NY, então prepare-se pra conhecer agora o melhor jogo de pancadaria de todos os tempos. Aqui não tem nada de poderzinho, nem espadinha mágica, ou magia, você vai ter que ganhar terreno em Nova York na base da pancada, MUTHAFUCKA!

Yo, i'm gonna kick your ass, biatch!

Em 2001, a EA começou a desenvolver um sucessor para o jogo de Luta Livre WCW Mayhem, mas acabou perdendo os direitos quando a companhia de luta foi vendida para a Federação Mundial de Wrestling. Como o game já estava em desenvolvimento, a EA aproveitou a engine que já estava pronta e lançou Def Jam: Vendetta, que trazia artistas do lendário selo rapper de Rick Rubin ao invés de lutadores profissionais. A sacada era genial, e se Vendetta já era bom, o negócio ficou ainda melhor com o segundo jogo, lançado no ano seguinte.



Em Fight For NY, você pode escolher entre o clássico modo versus, ou o o modo campanha. É sempre divertido juntar os amigos pra uma porradaria sem compromisso, mas só é possível desbloquear mais lutadores e cenários, cumprindo os objetivos da missão principal.  Antes de qualquer coisa, você deve criar seu personagem, customizando a aparência e escolhendo um estilo de luta. A história começa quando D-Roc (chefão principal do último jogo) e líder de uma das facções da cidade, é preso e a caminho da delegacia é resgatado pelo seu personagem. Retribuindo a gentileza, D-Roc o convida para fazer parte de sua gangue e ajudá-la a retomar seu império que é constantemente atacado pela façção rival, liderado por Crow (Snoop Dog). No começo, você irá enfrentar membros de sua própria gangue, pra mostrar que você tem as manhas de dar um cacete nos malacos rivais. Provado isso, é hora de começar a ganhar território em NY.

Essa turminha da pesada vai aprontar altas confusões

Uma das características mais legais de Fight For NY, é que os lutadores são únicos. A união de atributos e e estilos não permite que os golpes sejam repetidos. Ao criar seu personagem, você deve escolher uma entre cinco modalidades diferente de luta. Ao longo da campanha, é possível aprender mais dois estilos e misturá-los pra deixar seu personagem ainda mais perigoso. Dá uma olhada aqui embaixo em cada um deles:

Wrestling: Consiste em usar a força para agarrar e lançar o adversário, deixando-o a maior parte do tempo no chão.

Artes Marciais: Usa golpes rápidos e maior foco na defesa.

Submissões: Utiliza técnicas que forçam o oponente a se render, como quebrar os braços, pernas e torcer o pescoço.

Kickboxe: Se caracteriza por chutes rápidos e extremamente agressivos, que podem derrubar facilmente o adversário.

Streetfighting: Estilo mais desleal, sem muita técnica, mas com muita agressividade, podendo finalizar o inimigo com um soco.





Só mais um jogo de luta?

Longe disso. A começar pelos personagens, além de poder encarnar uma cacetada de rappers como Xzibit, Ludacris, Snoop Dog, Ice-T, Busta Rhymes, Sean Paul, Flavor Flav, Method Man e Fat Joe, ainda dá  pra jogar com a lenda do hardcore Henry Rollins (que é o dono do ginásio onde você treina) e o ator mexicano Danny Trejo!!!!!!!!!! Que outro jogo te proporciona isso?


Sim, é ele mesmo, o tiozão bigodudo que mata todo mundo em Machete!
A jogabilidade de Fight For NY também é um dos maiores destaques, com controles simples e bem intuitivos, que ficam naquele esquema de soco fraco/soco forte, chute fraco/chute forte, agarrar e defender. Pode parecer clichê mas a combinação de golpes é divertidíssima e flui muito bem. Tá sentindo falta de alguma coisa? Finishing Moves? Não tem? Claro que tem! A parte escrachada fica por conta dos Blazin' Moves, que podem ser acionados quando a barra de energia se enche, depois de ter dado uma boa surra no adversário. Cada lutador tem seu próprio especial que você vai "colecionando" conforme os vence.

Se você leu até aqui e ainda não tá convencido do quão ANIMAL esse jogo é, calma que eu ainda vou falar dos cenários.

Diferente do primeiro jogo, onde as lutas aconteciam sempre em ringues comuns de Wrestling, aqui a pancadaria rola em bares, clubes ou até na própria rua. No começo dá pra jogar o Team Match (luta em duplas, que só acaba quando um time é totalmente derrotado) e o Free For All (O famoso cada um por si, que permite até quatro lutadores). Com a campanha é possível desbloquear novos "mapas", como Cage Fight (luta dentro de uma gaiola, sem corners), Ring Out Match (Luta num ringue com barras de madeira, e o lutador que sair pra fora, perde), Inferno Match (Luta em meio a uma construção em chamas) Metro Match (Luta em uma estação de metrô. Se um dos dois cair na linha de trem enquanto esse estiver passando, é fim de papo), Demolition Match (O cenário é uma garagem com um carro de cada lado, e você pode usar o próprio veículo pra tirar vida do adversário) e por último, Window Match (Não importa o quanto de vida você esteja, se for arremessado pela janela, já era).

Em cada cenário também existem três tipos de regras: O standard mode, que é o clássico, de quem tirar a vida do outro primeiro vence, Crowd Favorite, em que ganha o que convencer o público, e o No Submissions, que proíbe a finalização por submissão. Aliás, finalizar o adversário é um show a parte. As possibilidades são várias: Dá pra acabar com tudo com uma submissão, se seu lutador for habilidoso pra isso. Se preferir, pode pegar uma garrafa da platéia e quebrar na cabeça do maluco quando ele tiver com pouca vida. Não? E que tal socar a cabeça dele dentro de um alto falante? Não também? Quer um negócio mais estiloso? Se a energia estiver no máximo, é só ativar o Blazin' Move, e acabar com o cara  lindamente, quebrando a coluna dele, dando uma sequência de socos, jogar ele pro alto e por aí vai.
Aaah, nada como quebrar a coluna do adversário com uma joelhada


Dá uma olhada aqui embaixo nessa compilação de Blazin' Moves, só pra ter uma ideia de como é brutal o negócio:


Sim ou não?

Esquece Mortal Kombat, Soul Calibur, Street Fighter, Tekken e o caramba. Def Jam: Fight For NY é o melhor jogo de pancadaria de todos os tempos. Aqui o negócio é cabeçada, joelhada, chute no saco, soco na boca, olho roxo, lábio inchado e nariz quebrado. Com a mistura de estilos é possível criar um lutador único, e ao vencer as pelejas além de respeito, você ganha dinheiro e pode customizar seu mano com roupas, acessórios, tatuagens, cortes de cabelo e afins. Além de poder lutar contra e até encarnar rappers de verdade na hora do combate, a trilha sonora também é um prato cheio, com sons de Outkast, Public Enemy, Sticky Fingaz, Xzibit etc. Tá esperando o que pra botar a corrente de prata, a bandana e sair porrando os mano de Nova York?





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Full Throttle - Game Flashback



Plataforma: PC
Desenvolvedora: LucasArts Games
Ano: 1995


Aproveitando que foi anunciado recentemente o fim do estúdio LucasArts, responsável por inúmeros clássicos dos games, resolvi prestar uma homenagem a um de seus maiores sucessos, e um dos meus games favoritos de sempre.

Full Throttle é um jogo de Aventura e Ação, no estilo point-and-click, e foi idealizado por Tim Schafer (Grim Fandango, Brütal Legend). A história acontece em um futuro apocalíptico, num cenário dominado por paisagens desérticas. O protagonista é o marrento Ben, líder de uma gangue de motociclistas, os Polecats.


História



O negócio começa quando os Polecats passam por cima de uma limusine na estrada, esculachando a caranga inteira. A gangue vai então pra um bar de beira de estrada, e logo na sequência o dono da limo aparece no lugar: É Malcolm Corley, dono da Corley Motors, fábrica de motos personalizadas e que têm respeito de todas as gangues do lugar. Ao perguntar quem havia quebrado sua limusine, Ben assume a culpa e os dois começam a conversar. O velho passa a contar histórias de seus tempos áureos de motociclista. Quando Corley deixa o bar, Adrian Ripburger, que também estava no carro, chama Ben para conversar e oferece aos Polecats o emprego de guarda-costas de Corley em uma reunião anual de investidores. Ben recusa na hora. Ripburger, puto da vida, pede a seus dois capangas que deem cabo do motoqueiro. O barbudo acorda dentro de uma lata de lixo nos fundos do bar. Os Polecats, pensando que seu líder havia aceitado o emprego de guarda-costas, vão embora com Ripburger. Ben então precisa atravessar a cidade para desmascarar o vice-presidente da Corley Motors. Ao voltar pra estrada, descobre que sua moto foi sabotada e sofre um acidente. Por sorte, é resgatado pela filha bastarda de Corley, Maureen "Mo". E, finalmente, o jogo começa.

Simples e divertido



Full Throttle segue a linha dos point-and-click já consagrados da LucasArts, como Day Of The Tentacle e a franquia Monkey Island. Você joga a maioria do tempo e deve escolher os diálogos adequados, coletar objetos e resolver quebra-cabeças pra avançar na história. Para interagir com o ambiente, o game conta com o menu de ações bastante característico do gênero:

Pegar/Usar, Olhar, Falar e Chutar

Retomando a história, após ser resgatado pela mecânica Mo, você precisa ajudar Ben a encontrar novas peças para que ela conserte sua moto. Feito isso, Ben deve seguir até a Corley Motors pra tentar salvar os Polecats de Ripburger, mas pra isso precisa cruzar o deserto enfrentando gangues rivais, e é aí que entra a parte de ação do jogo. Cada gangue possui motos e armas próprias e, ao derrotar um inimigo, você fica com a arma dele, e deve usá-la pra vencer os outros mais facilmente. O esquema dessa parte é inspirado no clássico Road Rash, e seu objetivo é derrubar o adversário de sua moto. As armas incluem pé-de-cabra, tábua de madeira, motoserra, corrente, uma maça em forma de caveira e até fertilizante para cegar o motoqueiro rival.

Depois de muito papo, é hora de partir pra porrada!


Em 2000, a LucasArts começou a trabalhar em Full Throttle: Payback, sequência da história original, que acabou cancelada após desentendimentos entre a equipe desenvolvedora sobre o estilo do jogo. Dois anos depois, a empresa anunciou Full Throttle: Hells On Wheels, que daria maior foco à ação, fugindo do estilo de puzzles do primeiro jogo. Na E3 do ano seguinte, um demo jogável desse projeto foi apresentado, recebendo críticas pesadas, principalmente em relação aos gráficos. A nova sequência também acabou cancelada, principalmente pela falta de envolvimento de Tim Schafer.

Sim ou Não?

Full Throttle é um clássico com todas as letras. Foi um dos primeiros jogos de Windows que tive contato, e fechei ele inúmeras vezes. Além de uma história original, com os toques cômicos de Tim Schafer, os gráficos cartunescos e a trilha sonora que se encaixa perfeitamente na trama contribuem para a imersão do jogador no universo do game. Apesar de ser extremamente linear e ter uma história curta, Full Throttle vale cada minuto e deve ser apreciado como uma das melhores coisas já feitas pela agora extinta LucasArts.





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Time Commando - Game Flashback



Plataforma: PC/Playstation/Sega Saturn
Desenvolvedora: Adeline Software International
Ano: 1996


Nunca esqueço um certo dia lá nos idos de 1998, auge dos meus 7 anos de idade, quando brincando na casa de um amigo, achamos jogado numa gaveta um CD com a capa aí de cima. 

- Time Commando, que que é isso?

- Ah, é um jogo que meu pai me deu, mas nunca joguei

- Parece da hora, vamo ver como é!

Instalamos o tal do jogo e começa a bagaça. Aí é que ferrou-se tudo. Pedi o jogo emprestado pro meu amigo, e o CD ficou em casa por uns bons meses. Foi sem dúvida uma das experiências mais divertidas que tive na minha vida de gamer. Vamos entender o porque em seguida.


Time Commando é um jogo de ação em terceira pessoa, lançado em 1996 pela Activision. É talvez o melhor jogo com a temática de viagem no tempo, pouco explorada pela indústria dos games, infelizmente. A jogabilidade é naquele esquema dos primeiros Alone In The Dark: Segurando um botão você determina a "pose" do personagem, e com outro ataca. Na época era comum a maioria dos controles se resumirem basicamente ao teclado, mas se pararmos pra jogar algo assim hoje seria bem estranho. Em 2012, Time Commando foi relançado para os sistemas mais atuais, e pode ser adquirido no site www.gog.com.



Back in Time


A aventura acontece em um futuro próximo, onde os militares, com a ajuda de corporações privadas, criaram um computador capaz de simular todo tipo de combate em qualquer período da história. Porém, um hacker de uma empresa rival consegue instalar um vírus no sistema, criando um vórtex temporal que irá engolir e destruir todo o planeta caso não seja destruído. É aí que o jogador entra na pele de Stanley Opar, um membro da S.A.V.E. (Special Action for Virus Elimination ou Ação Especial de Eliminação Viral), que deverá entrar no vórtex para tentar acabar com o tal vírus. Mas para isso, Stanley deve tornar-se um mestre do combate em vários épocas, desde a pré-história até os tempos atuais.



Aí é que tá a graça. Cada nível tem uma quantidade de inimigos e armas diferentes (obviamente), o que torna o jogo extremamente diversificado e divertido. A primeira fase de Time Commando tem inimigos bem fracos e poucos desafios, servindo quase como um tutorial jogável pra pegar as manhas do jogo. Stanley vai enfrentar animais pré-históricos como Tigres-Dente-de-Sabre e homens primitivos, usando armas como pedras, lanças e um taco gigantesco. Após derrotar o chefão na forma de um Urso Gigante, o salto na história é grande, e vai parar no Império Romano. Dessa vez você já dispõe de espadas, tridentes e machados como armas. Stanley ainda passa pelo Japão Feudal, Idade Média e Era das Navegações (Conquistadores), mas a coisa vai ficar feia (e mais divertida) mesmo a partir do Velho Oeste, em que o arsenal é composto inteiramente por armas de fogo. A fase Guerras Modernas engloba a Primeira e Segunda Guerra Mundial e os conflitos mais atuais. Após passar por todos os níveis, Stanley volta ao futuro e finalmente consegue entrar na máquina para tentar derrotar o vírus.



Sim ou Não?

Time Commando tem gráficos e jogabilidade bastante datados. Lendo uma review de 1996, o que mais chamou atenção foi o quanto elogiaram os gráficos. Tudo é questão de parâmetro mesmo. Apesar disso, a grande variedade de armas e inimigos, com um pano de fundo de viagem no tempo, tornam o jogo extremamente divertido. Com tantos remakes sendo feitos hoje, tá aí uma boa ideia pra se trabalhar. Não seria nada mal jogar um Time Commando com gráficos de ponta, novos níveis e jogabilidade atualizada. Enquanto isso, o negócio é aproveitar o original, nem que seja pela pura nostalgia.

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Bitstrips - Conecte-se


Nesse exato momento do dia 14/03/2013, você deve estar se perguntando que desgraça é esse monte de quadrinhos que tão entupindo minha timeline? Pois é. Pelo que tudo indica o Bitstrips é a nova febre do Facebook. Tá perdido ainda? Calma, vamos explicar.


O Bitstrips é um aplicativo do Facebook que permite ao usuário criar um avatar próprio em versão HQ e fazer tirinhas com ele. Também dá pra cartunizar o amigo que você quiser. Existem desde cartões de aniversário, namoro etc até zoação pura. Dentro da própria tirinha é possível mexer na posição dos "bonequinhos", incluir falas, mudar expressões etc. Depois de criado, o resultado final vai parar no mural e fica armazenado em um álbum próprio do App. Simples, fácil de mexer e muito divertido. Se ainda não criou o seu avatar no Bitstrips corre lá e aproveita!

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Age Of Empires III - Game Flashback



E finalmente chegamos ao final de nosso Game Flashback especial dedicado á franquia Age Of Empires. Essa semana iremos relembrar tudo sobre o quarto e último jogo da série, Age Of Empires III.

Depois do sucesso de Age Of Mythology, a Ensemble Studios resolveu retomar a série original de onde parou, voltando com a temática histórica,  num período que vai do século XVI ao XIX. Age Of Empires III chegou aos PCs no final de 2005, depois de muita espera dos fãs. Uma das grandes novidades é que o game seria compatível apenas com o Windows XP, que ainda estava se firmando, pelo menos no Brasil, o que deixou muitos usuários do Win 98 na mão. Até 2008, AOE III tinha vendido mais de dois milhões de cópias.


Inovando sem perder a identidade





O que de cara chama mais atenção em AOE III são os gráficos. O 3D já tinha sido introduzido em Age Of Mythology, mas aqui tudo foi aperfeiçoado, deixando o jogo absurdamente bonito para a época, e chamando atenção até hoje. A física também foi renovada: ao invés de a construção pegar fogo ao ser atacada, por exemplo, ela vai caindo aos pedaços até se acabar em ruínas.

A mecânica de jogo já consagrada é mantida, com aquele mesmo esquema de sempre: coleta de recursos e compra de tecnologias para guiar sua civilização através das eras. AOE III aborda a era das grandes navegações, por isso você não vai batalhar por territórios na Europa ou Ásia, mas sim melhorar e expandir sua colônia. Alguns elementos que agradaram em AOM foram mantidos, como a escolha de melhorias ao avançar de eras. Mas como aqui não existem deuses para te ajudar, você pode recorrer à metrópole, para que essa mande recursos e melhorias à sua colônia. Essa nova mecânica é inspirada nos RPG's: Ao derrotar inimigos, construir novas edificações ou concluir objetivos, o jogador vai acumulando pontos de experiência, que depois podem ser trocados por "cartas", na forma de tecnologia, recursos, equipamentos e novas unidades. Uma das grandes novidades, é que agora o combate é baseado nos ataques à distância, já que a pólvora começava a dominar os campos de batalha da época.

Civilizações

Age III conta com oito civilizações cada uma, com um líder e dessa vez sem divisão de blocos.

Espanhóis


Uma civilização ofensiva, ganham pontos de experiência mais rápido. Ideal para jogadores mais agressivos.

Líder: Rainha Isabel










Britânicos


O poderoso Império Britânico é uma das civilizações mais fortes do jogo, com uma economia forte e exército quase imbatível nas eras mais avançadas. Possui os "Solares", construções que geram Colonizadores (Villagers) adicionais.


Líder: Rainha Elizabeth I






Franceses

Os "Coureur Des Bois" fazem o papel de colonizadores, e coletam recursos mais rápido. Essa civilização tem maior facilidade em se aliar aos nativos (por isso iniciam a partida com um batedor indígena), o que pode ser um fator determinante nas batalhas, já que essa aliança pode incrementar seu exército com unidades baratas e eficientes.

Líder: Napoleão Bonaparte






Portugueses


Recebe um Centro da Cidade grátis sempre que avança de era, com exceção da Era Imperial. Apesar de possuir um exército consistente e uma marinha forte, os portugueses são mais difíceis de se jogar por serem fracos nas primeiras eras. 

Líder: Dom Henrique








Holandeses

Pra quem curte uma estratégia mais defensiva, os Holandeses são a civilização pra você. Com a melhor economia do jogo (devido a possibilidade de construir bancos) e recursos que permitem a construção de uma fortaleza quase impenetrável, são a melhor opção para os que preferem chamar o adversário pro "campo de defesa".

Líder: Maurício de Nassau








Russos

Os Russos começam com uma boa quantidade de recursos, e suas unidades são treinadas em grupo, o que permite uma "produção" mais rápida, porém mais cara. Essa civilização também possui uma edificação única, a Blockhouse que ao mesmo tempo treina unidades e funciona como defesa.

Líder: Ivan, O Terrível







Alemães

Os Alemães recebem cavalaria pesada junto com as provisões da metrópole. É também uma civilização que demora a se fortalecer.

Líder: Frederico, O Grande









Otomanos


O império Otomano tem uma cavalaria potente e a artilharia mais forte de todo o jogo, além de criar Colonos sem custo nenhum. Porém, é uma civilização difícil de jogar, principalmente por possuir apenas um tipo de infantaria, os Janízaros.


Líder: Solimão, O Magnífico


Campanha



O modo campanha de AOE III mantém o nível de Age Of Mythology, com uma saga extensa dividida em três atos: Sangue, Gelo e Aço. Cada um conta um período da história da família Black. Que começa com a colonização dos Estados Unidos e vai até o Século XIX.

Age Of Empires III: The Warchiefs




The Warchiefs, o primeiro pacote expansão para Age Of Empires III, foi lançado em outubro de 2006 e focava nas nações nativo-americanas, trazendo três novas facções jogáveis: Iroqueses, Sioux e Astecas.

Um recurso interessante que a Ensemble Studios adicionou foi a Revolução, onde o jogador pode se tornar independente da Metrópole Européia que está jogando e passar a controlar uma nova nação. Por exemplo, se você estiver com Portugal e escolher se rebelar, vai assumir o comando do Império Brasileiro. Nações rebeladas não podem mais criar colonos, e todos os colonos já criados tornam-se milícia. Para continuar produzindo recursos, só através de edificações já erguidas, barcos de pesca e comércio.




Tribos

Iroqueses


Por seu estreito contato com as nações européias, os Iroqueses são a civilização com a tecnologia mais avançada, sendo a única entre as três novas a possuir peças de artilharia. Assim, é a nação mais forte militarmente, entre as civilizações nativas.

Líder: Hiawatha






Sioux

Os Sioux têm seu exército com foco na cavalaria, com grande variedade de unidades nessa área. Essa civilização não necessita construir casa, seu limite populacional já é de 200. As casas são substituídas por cabanas, que aumentam o ataque de unidades próximas. A cavalaria também é barata, custando apenas 1 de limite populacional, o que permite exércitos maiores.

Líder: Chefe Gall





Astecas


Respeitando mais uma vez o aspecto histórico (como em Age II), os Astecas não possuem unidades de cavalaria, já que o animal era desconhecido por esse povo até a chegada de Cortéz no México. Assim, o exército Asteca é composto praticamente de infantaria, e em sua maioria por unidades  de combate corpo-a-corpo.

Líder: Cuauhtémoc




A campanha de War Chiefs tem trinta missões e continua contando a saga da família Black, dessa vez reproduzindo mais elementos históricos.



Age Of Empires III: The Asian Dynasties





Pela primeira vez, a franquia Age Of Empires recebe dois pacotes de expansão. No final de 2007 chega às lojas The Asyan Dynasties, dois anos depois do lançamento do jogo original, o que manteve a série em evidência por mais um bom tempo. A maior mudança é que esse é o primeiro jogo de toda a franquia a não ser desenvolvido pela Ensemble Studios e sim pela Big Huge Games, famosa pela também série de estratégia Rise Of Nations.

Diferente do Age III original e da primeira expansão, Asian Dynasties é voltado às grandes nações Orientais, e traz mais três civilizações jogáveis: Japoneses, Chineses e Indianos. A grande novidade no Gameplay é o aprimoramento da Diplomacia. As civilizações podem construir Consulados, que permitem fazer alianças e trocar recursos, unidades militares e tecnologia. O recurso de Monumentos é trazida de volta mas de maneira diferente: Eles são necessários para se avançar de era, ao invés de fazer isso pelo Centro da Cidade. Cada monumento também gera algumas melhorias e recursos, mas deve se ter cuidado, já que uma vez destruídos, não podem ser reerguidos.

Outra diferença é que ao invés de exploradores e batedores, as civilizações asiáticas possuem Monges, com características diferentes em cada nação.

Nações


Japoneses


A civilização nipônica não pode caçar nem coletar alimentos. Para isso, o jogador deve construir Santuários (que também funcionam como casas) ao redor dos recursos, para obtê-los. As unidades militares são fortes mas bastante caras. Os monges japoneses podem construir Santuários e tem habilidades em artes marciais.

Líder: Tokugawa Ieyasu





Chineses

O exército chinês é separado em blocos, os chamados Exércitos de Bandeira que combinam diferentes tipos de unidade. As casas são substituídas por Vilarejos, que podem abrigar Aldeões e gerar recursos. É uma civilização difícil de se jogar a princípio, mas quem pega o jeito torna-se quase imbatível.

Líder: Imperador Kangxi



Indianos


Os indianos criam villagers com madeira ao invés de alimento. Seu exército é extremamente forte e equilibrado com uma grande variedade de montarias em Elefantes.


Líder: Akbar, O Grande


Campanha




Diferente dos games anteriores que possuíam uma campanha única, Asian Dynasties conta com uma campanha para cada civilização. A campanha japonesa aborda a unificação do país onde o jogador controla o General Sakuma Kichiro que deve estabelecer o Shogunato Togukawa. Na campanha chinesa o protagonista é o capitão Huang Jian, que sonha em conhecer um "novo mundo" em suas explorações. A campanha indiana é focada na Revolução dos Sipais, a primeira guerra de independência da Índia, onde o jogador assume o papel de Nana Sahib.

Sim ou Não?

Age of Empires III manteve a mecânica consagrada da franquia, aperfeiçoou os gráficos e a física, trouxe elementos que melhoraram o gameplay, tornando o jogo ainda mais dinâmico e divertido. As civilizações nunca tiveram tanta personalidade, e as diferenças entre elas são significativas. Além de tudo isso, as expansões realmente têm conteúdo adicional que fazem a diferença, e inclusive dão a impressão de serem jogos diferentes e não apenas um complemento. Age I lançou as bases, Age II pôs a franquia no mapa, Age Of Mythology conquistou de vez o público e Age III veio pra consagrar de vez a série como um gigante dos jogos de estratégia, com uma obra de arte em forma de game.




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Age Of Mythology (PC) - Game Flashback



Em 2002, a franquia Age Of Empires era um sucesso. A consagração já havia acontecido há 3 anos , com o lançamento de Age Of Kings, e o game se tornara o mais popular título de estratégia de todos os tempos. É então que chega aos PC's Age Of Mythology, um spin-off da série que foge um pouco do enredo histórico e tem foco na mitologia (ah vá?). O jogo foi um enorme sucesso e agradou público e crítica, vendendo mais de 1 milhão de cópias. No Game Flashback de hoje vamos destrinchar esse clássico pra você!




Ao contrário dos games anteriores que tinham um enredo histórico e se baseavam em acontecimentos e batalhas reais, AOM transporta o jogador para um mundo mitológico, onde os exércitos contém minotauros, ciclopes, semi-deuses e gigantes, além, é claro, dos soldados convencionais. Apesar de fazer parte da franquia original, AOM é considerado um spin-off por fugir da sequência temática de Age Of Empires I e II e ter algumas peculiaridades. Vamos a elas.

Novas mecânicas 

Em AOM o sistema de jogo continua se baseando na coleta de recursos, compra de tecnologias e o avanço através de eras. A maior transformação é a adição de um novo recurso, a Proteção Divina. Como se trata de um game com enredo mitológico, os deuses e divindades não podem faltar, por isso, para invocar criaturas e ter uma ajudinha dos céus, é necessário acumular Proteção Divina, que pode ser conseguida de maneiras diferentes por cada civilização.


Engine


Age Of Mythology é o primeiro da série com gráficos em 3D o que é um grande mérito para a época. As animações também são anos-luz superiores aos outros jogos. Experimente mandar um Ciclope atacar alguma unidade inimiga e divirta-se com o monstrengo atirando o soldado longe.


Poderes




Um dos recursos mais divertidos de AOM são os poderes divinos. Ao evoluir de Era, o jogador deve escolher entre dois deuses menores que lhe proporcionarão algum recurso para ser usado quando você bem entender, além das melhorias em tecnologia. Saber escolher os poderes e usá-los na hora certa é essencial para se dar bem no game.


Heróis


Diferente de Age Of Empires II, em que os heróis só apareciam no modo Campanha, aqui cada civilização possui uma quantidade de heróis únicos por Era, com poderes específicos e capacidade de regenerar a vida com o passar do tempo.


Deuses

Cada civilização possui três deuses maiores e apenas um deve ser escolhido antes de começar a partida. A escolha desses deus é que vai determinar as tecnologias, melhorias e poderes que o jogador poderá usufruir e cada um deles permite que o jogador invoque uma criatura especial ao chegar na última era (Idade Mítica).


Civilizações


Se nos outros jogos era possível escolher mais de dez grandes civilizações, em AOM a Ensemble Studios optou por disponibilizar apenas três facções (provavelmente por terem as mitologias mais populares e influentes de todas): Gregos, Nórdicos e Egípcios. Um dos destaques em relação às civilizações dos jogos é que, pela primeira vez na série, vemos uma diferença gritante entre elas. Aqui, cada uma possui aldeões, arquitetura, exércitos, criaturas, heróis e idioma totalmente diferentes um do outro. 

Gregos




Os gregos são talvez a civilização mais fácil de se jogar em AOM, devido a seu exército bem estruturado e por acumularem Proteção Divina na forma de recurso: Basta construir um templo e mandar alguns villagers ficarem rezando. Além disso, essa facção possui criaturas mitológicas extremamente poderosas e os Heróis mais fortes do jogo.


Deuses Gregos e Poderes

Zeus (deus do trovão) - Relâmpago: Mata uma unidade instantaneamente

Poseidon (deus dos mares) - Chamariz: Atrai animais selvagens para facilitar a caça

Hades (deus dos mortos) - Sentinela: Cria quatro estátuas que atacam inimigos em seu campo de visão


Heróis: Jasão, Odisseu, Hércules e Belerofonte (Zeus); Teseu, Hipólita, Atalanta, Polimefo e Argo (Poseidon); Ajax, Quíron, Aquiles e Perseu (Hades).


Unidades Míticas: Pégaso, Hipocampo, Centauro, Minotauro, Ciclope, Hidra, Manticora, Leão de Neméia, Colosso, Quimera, Medusa, Scylla e Carcinos.


Poderes da Idade Mítica

Terremoto (Ártemis) - Causa terremoto em uma área selecionada e gera grande quantidade de danos, especialmente contra construções.

Tempestade de Raios (Hera) - Gera uma tempestade elétrica em uma área específica e causa enormes danos ao exército inimigo.

Abundância (Hefesto) - Cria uma espécie de cofre indestrutível, que gera 10 unidades de madeira, comida e ouro a cada cinco segundos.



Nórdicos





A maior diferença dos Nórdicos é que os villagers se dividem em duas classes: Gatherers (coletores) e Dwarves (anões). Os Gatherers coletam recursos como um aldeão comum, e os Anões são mineradores natos, com uma enorme vantagem na coleta de ouro. Nessa civilização, quem constrói é a própria infantaria. Por isso, não são necessárias construções para armazenar recursos: os próprios Gatherers e Anões carregam uma espécie de carroça que agiliza muito mais o processo. Os Nórdicos ganham Proteção Divina através das batalhas. Quanto mais inimigos mortos, maior a Proteção Divina.


Deuses Nórdicos e Poderes

Odin (deus da sabedoria, da guerra e da morte) - Grande caçada: aumenta o número de animais de caça na área selecionada

Thor (deus do trovão) - Mina dos anões: Cria uma mina de ouro em qualquer lugar do mapa com maior quantidade que as minas comuns.

 Loki (deus do fogo e da trapaça) - Espião: Revela o campo de visão do inimigo


Heróis: Os nórdicos possuem uma unidade heroica única, os Hersirs, que são fortes contra unidades míticas mas fracos contra exércitos humanos.


Unidades Míticas: Corvo, Valquíria, Einherjar, Troll, Gigante de Gelo, Gigante da Montanha, Gigante de Fogo, Fenrir, Kraken, Niddhog e Jormund.


Poderes da Idade Mítica: 

Fimbulwinter (Tyr) - Invoca uma quantidade de lobos gigantes para atacar Centros da Cidade do inimigo.

Nidhogg (Hel) - Invoca o poderoso dragão Niddhog, que por ser uma unidade voadora só sofre dano de unidades de ataque a longa distância e pode servir como uma eficiente arma de cerco.

Ragnarok (Baldur) - Transforma os Gatherers e Anões em Heróis de Ragnarok, com ataque aumentado e fortes contra Unidades Míticas.



Egípcios



Os egípcios são uma civilização com foco nas construções, ideais para quem gosta de uma estratégia mais defensiva. As unidades míticas não são tão poderosas quanto a dos outros, e o exército também é inferior, tornando a civilização egípcia a mais difícil de se jogar. Os egípcios recebem Proteção Divina construindo monumentos em louvor a seus cinco deuses escolhidos.


Deuses Egípcios e Poderes

Rá (Deus do Sol) - Chuva: Fazendas trabalham 300% mais rápido.

Isis (Deusa da maternidade e fertilidade) - Prosperidade: Dobra a coleta de ouro por 50 segundos.

Set (Deus da violência e desordem) - Visibilidade: Revela uma grande área do inimigo por 20 segundos.


Heróis: Os egípcios possuem um único herói, representado pelo Faraó. O Faraó tem poder de cura e é extremamente forte contra unidades míticas. Ele também pode "abençoar" construções para que seu desempenho aumente. Com a escolha do deus Osíris na Idade Mítica, o Faraó é transformado no Filho de Osíris, um poderosíssimo semi-deus com ataque extremamente forte.


Unidades Míticas: Esfinge, Uadjit, Anubite (Servo de Anúbis), Petsuchos, Roc, Escaravelho Gigante, Homem Escorpião, Múmia, Vingador, Fênix, Leviatan, Tartaruga de Guerra.


Poderes da Idade Mítica

Tornado (Hórus) - Cria um ciclone que causa enorme dano ao inimigo. Bastante efetivo contra construções.

Chuva de Meteoros (Thoth) - Lança uma violento ataque de meteoros que causa um enorme estrago.

Filho de Osiris (Osiris) - Transforma o Faraó em um semi-deus extremamente poderoso.






Modo Campanha

Nunca a séria Age Of Empires teve um cuidado tão grande com o modo Campanha. Em AOM temos uma verdadeira saga, com roteiro cinematográfico e fases desafiadoras. O jogador entra na pele de Arkantos, um General atlante que deve atravessar o mundo (passando pelas três civilizações) para derrotar o ciclope Gargarensis. São 32 mapas, inúmeros personagens carismáticos e batalhas emocionantes (inclusive a Batalha de Tróia!) que te prendem por um bom tempo em frente ao PC.

Na versão brasileira de Age Of Mythology, a Campanha é dublada totalmente em português, o que deixa o jogador ainda mais envolvido.


Titanomaquia





Em 2003, chega para os PCs Age Of Mythology - The Titans. O pacote de expansão trazia uma nova civilização, os Atlantes, e uma nova era: Era dos Titãs (se você começou a cantar Sonífera Ilha, pode parar), onde o jogador tem a possibilidade de construir um portal que irá liberar um Titã, uma gigantesca e poderosa criatura, praticamente indestrutível. Porém, uma vez destruída, não poderá ser invocada novamente.


Atlantes



A civilização Atlante é superior em praticamente tudo em relação às outras. Suas unidades são extremamente caras, mas também bastante poderosas. Os aldeões dos atlantes são os Cidadãos, que são mais lentos menos eficientes, e também mais caros que o das demais facções. A Proteção Divina é recebida com a construção de Centros da Cidade.


Divindades Atlantes e Poderes

Cronos (deus do tempo) - Desconstrução: Desconstrói qualquer edificação inimiga.

Gaia (deusa da Terra) - Floresta de Gaia: Gera uma floresta que pode ser usada como proteção ou para coletar madeira.

Urano (deus do céu) - Onda Elétrica: Gera um choque que derruba e atordoa unidades inimigas.


Heróis: Os atlantes podem transformar qualquer unidade em um Herói, que tem mesmos atributos de unidades heroicas de outras civilizações, porém essa transformação é bastante cara.


Unidades Míticas: Prometéico, Autômato, Caladria, Behemoth, Sátiro, Ave do Lago Estínfalo, Gigante Heka, Argus, Lâmpades, Servo, Nereida, Man O'War.


Poderes da Idade Mítica

Hécate (deusa da magia e da noite) - Portão do Tártaro: Gera um portão infernal que invoca criaturas para defendê-lo.

Atlas - Implosão: Invoca uma espécie de buraco negro que suga tudo em volta e depois expele numa explosão, causando enorme dano.

Hélio - Vórtice: Teletransporta todas as unidades para qualquer ponto do mapa.

Titãs





A maior novidade da expansão The Titans é a possibilidade de criar os gigantescos Titãs. Cada civilização possui o seu próprio Titã: Cérbero (gregos), Hórus (Egípcios), Troll de Gelo (Nórdicos) e Cronos (Atlantes).

Apesar de ser extremamente divertido sair com o Titã pisoteando e destruindo tudo, essa possibilidade cria um desequilíbrio enorme, uma vez que invocada, a criatura é praticamente indestrutível, o que dá à civilização uma boa vantagem. Por isso, a expansão de Age Of Mythology não é tão obrigatória quanto a de Age II, e serve mais como uma alternativa do que um complemento.


Sim ou Não?

Os criadores da franquia, que já estavam consagrados com Age Of Empires II, podiam seguir apostando na mesma fórmula e ficar em paz, mas decidiram manter apenas a infalível mecânica de jogo, e inovar no enredo e nas possibilidade que o jogo oferece de maneira extremamente criativa. Age Of Mythology é um dos mais divertidos da série e é uma aquisição recomendável em qualquer coleção




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Age Of Empires II: The Age Of Kings (PC/PS2) - Game Flashback


por Bruno Marise


Se o primeiro Age Of Empires foi uma boa surpresa e uma grata novidade no mundo dos games de estratégia, o segundo título da franquia tornou-se um fenômeno e veio pra estabelecê-la como um gigante da indústria de jogos eletrônicos. Age II (também conhecido como AOK), foi lançado em 1999 e de cara agradou a público e crítica, com melhorias em todos os aspectos, desde jogabilidade e AI até gráficos e animações. Vamos lembrar um pouco desse jogo que roubou horas e mais horas da vida desse que vos escreve.


Mudando tudo sem perder a essência




Mesmo trazendo inúmeras melhorias, AOK manteve a mesma mecânica do antecessor: O jogador deve coletar recursos para pesquisar tecnologias e guiar sua civilização através das eras (Idade das Trevas, Idade Feudal, Idade dos Castelos e Idade Imperial) aumentando seu poderio militar e econômico para destruir o inimigo. Mas dessa vez, o game compreende o período entre a Idade Média e o começo do Renascimento. Se o primeiro jogo carecia de um acabamento melhor, AOK é caprichado nos mínimos detalhes. Um exemplo é que as unidades respondem aos comandos na língua própria de sua civilização. A jogabilidade também é bem mais fluida que a do jogo anterior deixando todos os comandos mais simples e dinâmicos.


Civilizações

AOK traz 13 civilizações jogáveis, divididas em quatro blocos:

Europa Ocidental - Britânicos, Francos e Celtas

Europa Oriental - Godos, Teutônicos e Vikings

Oriente Médio - Persas, Bizantinos, Sarracenos e Turcos

Ásia - Chineses, Japoneses e Mongóis


Unidades Especiais

Nesse jogo, a diferença entre as civilizações fica bem mais evidentes, com tecnologias e vantagens e desvantagens mais bem definidas, além de cada uma contar com unidades especiais que só podem ser criadas na terceira Idade, através dos Castelos. Uma das coisas mais divertidas de AOK, que você vai conhecer aqui embaixo:

Britânicos - Longbowman: Um arqueiro mais bem equipado, com ataque maior e alcance superior.










Francos - Throwing Axeman: Guerreiro de infantaria mas eficiente a longa distância. É forte contra construções.












Celtas - Woad Raider: Uma das unidades mais rápidas do jogo, excelente para servir de batedor.







Godos - Huskarl: Unidade de infantaria bastante equilibrada, mas seu principal trunfo é uma armadura extremamente resistente, que leva vantagem contra arqueiros.










Teutônicos - Teutonic Knight: A unidade com o maior ataque do jogo,  leva vantagem sobre quase todas as outras, porém são bastante lentos.














Vikings - Berserker e Longboat: Os Vikings são a única civilização com duas unidades especiais do jogo. O Berseker é uma unidade de infantaria pesada com capacidade de regenerar a saúde ao longo do tempo. Os Longboats são embarcações de guerra que podem disparar várias flechas ao mesmo tempo.




Bizantinos - Cataphract: Cavalaria pesada que possui bônus contra infantaria. Essa unidade foi muito criticada por ser praticamente igual ao Paladino, que pode ser criado no estábulo de qualquer civilização. Na expansão The Conquerors é possível pesquisar uma tecnologia que deixa o Cataphract mais poderoso








Persas - War Elephant: Unidades extremamente poderosas, com facilidade em destruir construções, e ganham praticamente de todas as outras unidades. Porém, são lentas e vulneráveis contra ataques de longa distância.













Sarracenos - Mameluco: Unidades montadas em camelos, extremamente velozes e fortes contra cavalaria.













Turcos - Janissary: Versão melhorada dos Hand Cannoneer. São extremamente vulneráveis, mas possuem ataque potente. Em grupo podem causar um grande estrago













Chineses - Chu Ko Nu: Arqueiro equipado com uma besta, pode desferir um ataque de três flechas em uma rápida sequência. No geral é uma unidade fraca pois, apesar do bom ataque, tem um alcance limitado, armadura fraca e baixo nível de saúde.










Japoneses - Samurai: Guerreiros de elite com nível de ataque bastante similar aos Long Swordsmen, disponíveis em todas as civilizações. Porém, possui bônus de ataque contra outras Unidades Especiais.











Mongóis - Mangudai: Unidade de cavalaria pesada armada com arco-e-flecha e com bônus de ataque em armas de cerco. Além de superior, custa menos ouro que os equivalentes em cavalaria de outras civilizações.








Todas as unidades especiais podem ser aprimoradas para unidades de elite, com maior ataque, defesa e armaduras mais resistentes.


Modos de jogo

As campanhas também são um destaque em Age II, permitindo ao jogador reviver momentos históricos e o mais legal: alterar seus finais. Esse modo de jogo te dá o controle sobre personagens como Joana D'arc, William Wallace e Saladino.



Mesmo podendo se divertir bastante com a campanha, o principal foco de AOEII continua sendo o Random Map, que com uma internet em ascensão e relativamente consolidada na época, virou uma verdadeira febre da jogatina online e conta com milhares de jogadores até hoje.

Algumas condições de vitória também foram aprimoradas, como a construção de Wonders (Maravilhas), monumentos que requerem uma grande quantidade de recursos para serem erguidos, e assim que terminados, exigem que o inimigo o destrua em um certo período de tempo, caso contrário, a vitória é sua.

Alguns mapas possuem artefatos espalhados por eles, chamados de relíquias, que dá a vitória ao jogador que controlar todas elas e podem ser coletados somente pelos Monges (Monks).


Expansão


Em agosto de 2000, chega ao mercado a expansão de AOK, Age Of Empires II: The Age Of Conquerors (AOC), que engloba o período das grandes navegações e traz novos mapas, tecnologias e unidades, além de cinco civilizações jogáveis: Hunos, Espanhóis, Coreanos, Maias e Astecas.

A expansão também contém novas campanhas: "Átila, o Huno", "Montezuma", "El Cid" e "A Batalha dos Conquistadores", que permite o jogador reviver algumas batalhas históricas.

Apesar do cuidado com alguns detalhes como a não existência de unidades montadas nas civilizações Maias e Astecas (ambos povos não conheciam cavalos), eles tem a possibilidade de criar unidades de cerco como catapultas e trabucos. É um erro histórico grave, mas a fidelidade tem que ser sacrificada em favor da jogabilidade, caso contrário não haveria muito equilíbrio entre algumas facções.

As novas civilizações também vinham com unidades especiais:

Hunos - Tarkan: Cavalaria leve eficiente contra construções e unidades de ataque a longa distância.

Espanhóis - Conquistador: Cavalaria pesada equipada com armas de fogo. Bastante veloz e efetiva em ataques de curta distância. Em grupos são mortais.

Astecas - Jaguar Warrior: Uma das melhores unidades de infantaria do jogo, capaz de derrotar facilmente quase qualquer unidade da mesma classe. São vulneráveis à cavalaria pesada e arqueiros.

Maias - Plumed Archer: Arqueiros com ataque e alcance menores que outros arqueiros, mas com maior precisão e velocidade. Possuem bônus contra infantaria, mas são vulneráveis à cavalaria

Coreanos - War Wagon: Carroça que atira rajadas de flechas nos inimigos e possuem armadura resistente. São bastante eficientes contra arqueiros.

Com as melhorias significativas no gameplay, adição de novas civilizações e mapas, a expansão de AOEII foi um sucesso e tornou-se obrigatória na hora de aproveitar o máximo do game. Se você for tentar jogar hoje em dia, dificilmente vai achar alguém que não use a expansão.


Quase um filme

A franquia Age Of Empires também é conhecida por seus épicos vídeos de abertura, e o de Age II talvez seja o melhor de toda a série, parecendo um verdadeiro trailer de cinema. Duvida? Dá uma conferida aí embaixo!



A trilha sonora, composta exclusivamente para o jogo também é um baita destaque e dá todo o clima medieval e épico na jogatina. Dá uma ligada:



Sim ou não?

Sim é pouco. Se o primeiro jogo lançou as bases, AOEII veio pra consolidar a franquia de vez como uma das melhores de estratégia e RTS de todos os tempos. Com melhorias relevantes nos gráficos, jogabilidade, e na AI (um dos pontos mais criticados do título anterior), AOK/AOC é obrigatório pra qualquer um que é fã do gênero. Mesmo tendo sido lançado há 14 anos atrás, é um game bastante jogado até hoje, principalmente online, com campeonatos espalhados pelo planeta, e considerado por muitos fãs como o melhor da série. Sempre vale a pena revisitar Age II e passar umas boas horas na frente do PC esmagando as civilizações inimigas. Se você não conhece vá atrás agora!