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Age Of Mythology (PC) - Game Flashback



Em 2002, a franquia Age Of Empires era um sucesso. A consagração já havia acontecido há 3 anos , com o lançamento de Age Of Kings, e o game se tornara o mais popular título de estratégia de todos os tempos. É então que chega aos PC's Age Of Mythology, um spin-off da série que foge um pouco do enredo histórico e tem foco na mitologia (ah vá?). O jogo foi um enorme sucesso e agradou público e crítica, vendendo mais de 1 milhão de cópias. No Game Flashback de hoje vamos destrinchar esse clássico pra você!




Ao contrário dos games anteriores que tinham um enredo histórico e se baseavam em acontecimentos e batalhas reais, AOM transporta o jogador para um mundo mitológico, onde os exércitos contém minotauros, ciclopes, semi-deuses e gigantes, além, é claro, dos soldados convencionais. Apesar de fazer parte da franquia original, AOM é considerado um spin-off por fugir da sequência temática de Age Of Empires I e II e ter algumas peculiaridades. Vamos a elas.

Novas mecânicas 

Em AOM o sistema de jogo continua se baseando na coleta de recursos, compra de tecnologias e o avanço através de eras. A maior transformação é a adição de um novo recurso, a Proteção Divina. Como se trata de um game com enredo mitológico, os deuses e divindades não podem faltar, por isso, para invocar criaturas e ter uma ajudinha dos céus, é necessário acumular Proteção Divina, que pode ser conseguida de maneiras diferentes por cada civilização.


Engine


Age Of Mythology é o primeiro da série com gráficos em 3D o que é um grande mérito para a época. As animações também são anos-luz superiores aos outros jogos. Experimente mandar um Ciclope atacar alguma unidade inimiga e divirta-se com o monstrengo atirando o soldado longe.


Poderes




Um dos recursos mais divertidos de AOM são os poderes divinos. Ao evoluir de Era, o jogador deve escolher entre dois deuses menores que lhe proporcionarão algum recurso para ser usado quando você bem entender, além das melhorias em tecnologia. Saber escolher os poderes e usá-los na hora certa é essencial para se dar bem no game.


Heróis


Diferente de Age Of Empires II, em que os heróis só apareciam no modo Campanha, aqui cada civilização possui uma quantidade de heróis únicos por Era, com poderes específicos e capacidade de regenerar a vida com o passar do tempo.


Deuses

Cada civilização possui três deuses maiores e apenas um deve ser escolhido antes de começar a partida. A escolha desses deus é que vai determinar as tecnologias, melhorias e poderes que o jogador poderá usufruir e cada um deles permite que o jogador invoque uma criatura especial ao chegar na última era (Idade Mítica).


Civilizações


Se nos outros jogos era possível escolher mais de dez grandes civilizações, em AOM a Ensemble Studios optou por disponibilizar apenas três facções (provavelmente por terem as mitologias mais populares e influentes de todas): Gregos, Nórdicos e Egípcios. Um dos destaques em relação às civilizações dos jogos é que, pela primeira vez na série, vemos uma diferença gritante entre elas. Aqui, cada uma possui aldeões, arquitetura, exércitos, criaturas, heróis e idioma totalmente diferentes um do outro. 

Gregos




Os gregos são talvez a civilização mais fácil de se jogar em AOM, devido a seu exército bem estruturado e por acumularem Proteção Divina na forma de recurso: Basta construir um templo e mandar alguns villagers ficarem rezando. Além disso, essa facção possui criaturas mitológicas extremamente poderosas e os Heróis mais fortes do jogo.


Deuses Gregos e Poderes

Zeus (deus do trovão) - Relâmpago: Mata uma unidade instantaneamente

Poseidon (deus dos mares) - Chamariz: Atrai animais selvagens para facilitar a caça

Hades (deus dos mortos) - Sentinela: Cria quatro estátuas que atacam inimigos em seu campo de visão


Heróis: Jasão, Odisseu, Hércules e Belerofonte (Zeus); Teseu, Hipólita, Atalanta, Polimefo e Argo (Poseidon); Ajax, Quíron, Aquiles e Perseu (Hades).


Unidades Míticas: Pégaso, Hipocampo, Centauro, Minotauro, Ciclope, Hidra, Manticora, Leão de Neméia, Colosso, Quimera, Medusa, Scylla e Carcinos.


Poderes da Idade Mítica

Terremoto (Ártemis) - Causa terremoto em uma área selecionada e gera grande quantidade de danos, especialmente contra construções.

Tempestade de Raios (Hera) - Gera uma tempestade elétrica em uma área específica e causa enormes danos ao exército inimigo.

Abundância (Hefesto) - Cria uma espécie de cofre indestrutível, que gera 10 unidades de madeira, comida e ouro a cada cinco segundos.



Nórdicos





A maior diferença dos Nórdicos é que os villagers se dividem em duas classes: Gatherers (coletores) e Dwarves (anões). Os Gatherers coletam recursos como um aldeão comum, e os Anões são mineradores natos, com uma enorme vantagem na coleta de ouro. Nessa civilização, quem constrói é a própria infantaria. Por isso, não são necessárias construções para armazenar recursos: os próprios Gatherers e Anões carregam uma espécie de carroça que agiliza muito mais o processo. Os Nórdicos ganham Proteção Divina através das batalhas. Quanto mais inimigos mortos, maior a Proteção Divina.


Deuses Nórdicos e Poderes

Odin (deus da sabedoria, da guerra e da morte) - Grande caçada: aumenta o número de animais de caça na área selecionada

Thor (deus do trovão) - Mina dos anões: Cria uma mina de ouro em qualquer lugar do mapa com maior quantidade que as minas comuns.

 Loki (deus do fogo e da trapaça) - Espião: Revela o campo de visão do inimigo


Heróis: Os nórdicos possuem uma unidade heroica única, os Hersirs, que são fortes contra unidades míticas mas fracos contra exércitos humanos.


Unidades Míticas: Corvo, Valquíria, Einherjar, Troll, Gigante de Gelo, Gigante da Montanha, Gigante de Fogo, Fenrir, Kraken, Niddhog e Jormund.


Poderes da Idade Mítica: 

Fimbulwinter (Tyr) - Invoca uma quantidade de lobos gigantes para atacar Centros da Cidade do inimigo.

Nidhogg (Hel) - Invoca o poderoso dragão Niddhog, que por ser uma unidade voadora só sofre dano de unidades de ataque a longa distância e pode servir como uma eficiente arma de cerco.

Ragnarok (Baldur) - Transforma os Gatherers e Anões em Heróis de Ragnarok, com ataque aumentado e fortes contra Unidades Míticas.



Egípcios



Os egípcios são uma civilização com foco nas construções, ideais para quem gosta de uma estratégia mais defensiva. As unidades míticas não são tão poderosas quanto a dos outros, e o exército também é inferior, tornando a civilização egípcia a mais difícil de se jogar. Os egípcios recebem Proteção Divina construindo monumentos em louvor a seus cinco deuses escolhidos.


Deuses Egípcios e Poderes

Rá (Deus do Sol) - Chuva: Fazendas trabalham 300% mais rápido.

Isis (Deusa da maternidade e fertilidade) - Prosperidade: Dobra a coleta de ouro por 50 segundos.

Set (Deus da violência e desordem) - Visibilidade: Revela uma grande área do inimigo por 20 segundos.


Heróis: Os egípcios possuem um único herói, representado pelo Faraó. O Faraó tem poder de cura e é extremamente forte contra unidades míticas. Ele também pode "abençoar" construções para que seu desempenho aumente. Com a escolha do deus Osíris na Idade Mítica, o Faraó é transformado no Filho de Osíris, um poderosíssimo semi-deus com ataque extremamente forte.


Unidades Míticas: Esfinge, Uadjit, Anubite (Servo de Anúbis), Petsuchos, Roc, Escaravelho Gigante, Homem Escorpião, Múmia, Vingador, Fênix, Leviatan, Tartaruga de Guerra.


Poderes da Idade Mítica

Tornado (Hórus) - Cria um ciclone que causa enorme dano ao inimigo. Bastante efetivo contra construções.

Chuva de Meteoros (Thoth) - Lança uma violento ataque de meteoros que causa um enorme estrago.

Filho de Osiris (Osiris) - Transforma o Faraó em um semi-deus extremamente poderoso.






Modo Campanha

Nunca a séria Age Of Empires teve um cuidado tão grande com o modo Campanha. Em AOM temos uma verdadeira saga, com roteiro cinematográfico e fases desafiadoras. O jogador entra na pele de Arkantos, um General atlante que deve atravessar o mundo (passando pelas três civilizações) para derrotar o ciclope Gargarensis. São 32 mapas, inúmeros personagens carismáticos e batalhas emocionantes (inclusive a Batalha de Tróia!) que te prendem por um bom tempo em frente ao PC.

Na versão brasileira de Age Of Mythology, a Campanha é dublada totalmente em português, o que deixa o jogador ainda mais envolvido.


Titanomaquia





Em 2003, chega para os PCs Age Of Mythology - The Titans. O pacote de expansão trazia uma nova civilização, os Atlantes, e uma nova era: Era dos Titãs (se você começou a cantar Sonífera Ilha, pode parar), onde o jogador tem a possibilidade de construir um portal que irá liberar um Titã, uma gigantesca e poderosa criatura, praticamente indestrutível. Porém, uma vez destruída, não poderá ser invocada novamente.


Atlantes



A civilização Atlante é superior em praticamente tudo em relação às outras. Suas unidades são extremamente caras, mas também bastante poderosas. Os aldeões dos atlantes são os Cidadãos, que são mais lentos menos eficientes, e também mais caros que o das demais facções. A Proteção Divina é recebida com a construção de Centros da Cidade.


Divindades Atlantes e Poderes

Cronos (deus do tempo) - Desconstrução: Desconstrói qualquer edificação inimiga.

Gaia (deusa da Terra) - Floresta de Gaia: Gera uma floresta que pode ser usada como proteção ou para coletar madeira.

Urano (deus do céu) - Onda Elétrica: Gera um choque que derruba e atordoa unidades inimigas.


Heróis: Os atlantes podem transformar qualquer unidade em um Herói, que tem mesmos atributos de unidades heroicas de outras civilizações, porém essa transformação é bastante cara.


Unidades Míticas: Prometéico, Autômato, Caladria, Behemoth, Sátiro, Ave do Lago Estínfalo, Gigante Heka, Argus, Lâmpades, Servo, Nereida, Man O'War.


Poderes da Idade Mítica

Hécate (deusa da magia e da noite) - Portão do Tártaro: Gera um portão infernal que invoca criaturas para defendê-lo.

Atlas - Implosão: Invoca uma espécie de buraco negro que suga tudo em volta e depois expele numa explosão, causando enorme dano.

Hélio - Vórtice: Teletransporta todas as unidades para qualquer ponto do mapa.

Titãs





A maior novidade da expansão The Titans é a possibilidade de criar os gigantescos Titãs. Cada civilização possui o seu próprio Titã: Cérbero (gregos), Hórus (Egípcios), Troll de Gelo (Nórdicos) e Cronos (Atlantes).

Apesar de ser extremamente divertido sair com o Titã pisoteando e destruindo tudo, essa possibilidade cria um desequilíbrio enorme, uma vez que invocada, a criatura é praticamente indestrutível, o que dá à civilização uma boa vantagem. Por isso, a expansão de Age Of Mythology não é tão obrigatória quanto a de Age II, e serve mais como uma alternativa do que um complemento.


Sim ou Não?

Os criadores da franquia, que já estavam consagrados com Age Of Empires II, podiam seguir apostando na mesma fórmula e ficar em paz, mas decidiram manter apenas a infalível mecânica de jogo, e inovar no enredo e nas possibilidade que o jogo oferece de maneira extremamente criativa. Age Of Mythology é um dos mais divertidos da série e é uma aquisição recomendável em qualquer coleção




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Age of Empires (PC) - Game Flashback

Na ausência de nossa querida Terd em função de seu Trabalho de Conclusão de Curso, tomarei conta temporariamente (com muito carinho) da seção de nossa amante das velharias. Vou dedicar essas primeiras postagens a um especial de uma franquia que tem enorme participação na minha vida de gamer: Age Of Empires. Nunca tive videogame na infância, por isso jogava quase tudo no PC e como fã de estratégia desde sempre, Age se destacou e foi um dos jogos que mais me prenderam em frente à tela. Meu primeiro contato foi com a demo do primeiro game da série, que vinha naqueles CD's de revista com trocentos jogos em um disco só. Tempo depois tive a oportunidade de conseguir o jogo full (o que era um vitória pra época, já que baixar pela internet era mais que um sonho distante), e aí não tinha mais volta. Mas chega de papo e vamos logo saber do que se trata essa tal série. E é claro, que esse post de abertura vai falar sobre o primeiro jogo da franquia. Vamos lá.



Age of Empires, foi lançado em Outubro de 1997, exclusivo para PCs, desenvolvido pela Ensemble Studios e distribuido pela Microsoft Games. É um jogo de estratégia em tempo real ou Real Time Strategy (RTS) e o primeiro a ter uma temática histórica. Críticos da época o classificaram como uma mistura de Civilization com Warcraft. O game permitia ao jogador tornar-se o líder de uma entre 12 civilizações e guiá-la durante quatro eras: (Idade da Pedra, Idade da Ferramenta, Idade do Bronze e Idade do Ferro). 

Sistema de jogo


O sistema básico de Age Of Empires consiste na coleta de recursos e o emprego deles nas tecnologias e pesquisas que irão levar sua civilização a eras mais avançadas. Os recursos se dividem em: Madeira (disponíveis nas árvores), Alimento (Animais, Frutos e Fazendas), Ouro (Minas e Comércio) e Pedra (Minas). E para conseguir coletar tudo isso, você vai precisar dos Villagers (ou Aldeões) que são a unidade mais básica e a espinha dorsal do jogo. Cada recurso é usado para algum propósito, por exemplo: Madeira é o requerimento básico de todas as construções, enquanto o Alimento é usado para produzir qualquer tipo de unidade. Conforme você for avançando de Eras, as unidades e construções vão tendo um preço mais alto, por isso algumas delas necessitaram de Ouro e Pedra.

Os villagers tem o ataque e defesa quase nulos e sua função principal é a coleta de recursos. Você iniciará o jogo sempre com uma porção de villagers e um Centro da Cidade, uma espécie de Quartel General, onde você cria seus villagers e avança de Idades, ou seja, deverá ser defendido a todo custo. A partir dessa pequena "tribo" você vai precisar acumular os recursos e com eles construir outros prédios que possibilitarão a produção de novas unidades e os avanços necessários para que você atinga outra Idade.

Age of Empires trazia cinco tipos de jogo: Campanha, Cenário, Cenário Aleatório, Batalha Mortal e Multiplayer. O modo campanha contava com quatro mapas determinados, entre eles "A Ascenção do Egito", "A Glória da Grécia", "Vozes da Babilônia" e "Yamato, O Império do Sol Nascente". Apesar de divertidas, as campanhas ainda não eram um ponto forte de Age. O que popularizou o game foi o modo Cenário, que permitia ao jogador escolher uma civilização, um mapa e jogar contra até três jogadores. Cenário Aleatório e Multiplayer são autoexplicativos e em Batalha Mortal, os jogadores começam com uma quantidade gigantesca de recursos e devem avançar o mais rápido possível para levar seu adversário a ruína.

Civilizações

Em Age Of Empires, temos 12 civilizações disponíveis, divididas em quatro blocos regionais:

Mediterrâneo Oriental - Gregos, Minoicos e Fenícios.

Mesopotâmia Ocidental - Egípcios, Assírios e Hititas.

Mesopotâmia Oriental - Babilônicos, Persas e Sumérios

Ásia - Shang, Gosojeon e Yamato (Que representam os reinos primitivos de China, Coréia e Japão respectivamente)

Apesar dessa divisão, a única coisa que as civilizações membros de cada grupo tem em comum são seu estilos arquitetônicos. No restante, cada facção tem seus prós e contras que consistem em baixo custo de unidades, bônus de ataque, vantagem econômica, villagers mais baratos etc.






Wololooooooo!

Não dá pra falar de Age, sem falar do mítico "véinho". Ao construir um Templo, você tem a possibilidade de criar uma unidade chamada de Priest ou Sacerdote. O Priest tem o poder de curar seus feridos e converter inimigos para a sua civilização, e para isso o velhaco usa o bizarro cântico "Wololo", que se tornou um meme entre os fãs de Age, ganhando até outras versões. Só pra ter uma ideia, dá uma olhada nesse vídeo aqui.






Expansão

Com o sucesso do jogo, a Ensemble Studios lançou no ano seguinte a Expansão The Rise Of Rome, que trazia um novo bloco de civilizações que seguiam a arquitetura romana: Romanos, Cartagineses, Macedônios e Palmiros. A campanha se focava totalmente na civilização romana. No geral, tiveram poucas mudanças em relação ao game original, com a adição de algumas novas unidades, novas tecnologias e melhorias no gameplay, como a possibilidade de selecionar todos os tipos de unidade ao clicar duas vezes na respectiva unidade.



Sim ou Não?

O primeiro game da franquia Age Of Empires foi um grande sucesso na época, e lançou as bases dos seus excelentes sucessores. Apesar disso, é um jogo que tem suas falhas, principalmente na Inteligência Artificial desequilibrada e na movimentação das unidades. As civilizações possuem pouca identidade própria, apesar de ter seus prós e contras bem detalhados, o que dá a impressão de que pouca coisa muda entre uma  e outra. O jogo também não requer que você elabore grandes estratégias para poder triunfar. Com algumas horas e um pouco de prática já é possível vencer facilmente. Mesmo com essa falta de maior polimento, Age Of Empires é um jogo seminal do gênero e lançou as bases dos seus brilhantes sucessores e os demais jogos de estratégias que o tiveram como inspiração. Por isso, é recomendável que você vá atrás e conheça esse clássico.