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Game de Ponta: Coletânea Indie

Essa semana o Game de Ponta vai deixar os grandes jogos AAA um pouco de lado, afinal, quem precisa de Tomb Raider's e Bioshock's? Jogos Indies sempre foram uma pequena paixão minha, são experiências completamente diferentes e na maioria das vezes com um preço muito mais razoável e nos últimos anos a indústria indie cresceu muito em quantidade e qualidade. Então aqui vai uma lista rápida com alguns indies obrigatórios na coleção de qualquer gamer.

Monaco: What's Yours is Mine
Plataformas: Xbox e PC

Monaco é um jogo... peculiar. A ideia é simples, você controla um membro de um grupo de criminosos em roubos, resgates e fugas. A parte divertida é que cada personagem tem uma habilidade única: Locksmith abre portas e cofres com mais facilidade, o Scout mostra a posição dos inimigos no mapa e o Cleaner pode nocautear inimigos. Sem falar que você pode cooperativamente com mais 3 amigos, online ou no seu sofá mesmo, e acreditem, o jogo fica MUITO mais interessante quando você coordena suas ações com outros jogadores. Monaco vai fazer você abandonar muito do que você acha que sabe de "stealth", nem tente terminar uma fase inteira sem ser visto, não é esse seu objetivo, seja rápido e seja eficiente, esse é o lema.


FEZ
Plataformas: Xbox e PC

Você já imaginou como seria se você mudasse a perspectiva de Super Mario World? Ver os outros lados dos tijolinhos? Essa é basicamente a idéia de FEZ. Tenho que admitir que seu objetivo consiste basicamente em achar e juntar vários cubos espalhados pelo mundo, nada muito... revolucionário, mas poucos jogos tem uma ambientação tão boa: os cenários, a música, os efeitos sonoros, as animações de cada personagem, tudo traz um sorriso pra cara do jogador. Ainda não te convenci? Só clique aqui e veja com seus próprios olhos.


Surgeon Simulator 2013
Plataformas: PC


O que começou com um jogo criado em 48 horas virou provavelmente uma das experiências mais engraçadas que eu já tive com um jogo NA VIDA. Seu objetivo é realizar uma cirurgia. Simples não? Não, não mesmo. A graça aqui esta na falta de realismo e nos controles (propositalmente) desajeitados. Cinco teclas no teclado controlam os dedos do doutor e com o mouse você posiciona, abaixa e roda seu braço. Como o realismo não é o foco sinta-se a vontade para retirar as costelas do paciente com um martelo ou tirar o fígado fora e jogar no chão. É realmente difícil explicar quão divertido esse jogo é, e pra minha sorte você pode jogar a primeira versão do jogo de graça, é só clicar bem aqui.

The Binding of Isaac
Plataformas: PC
Isaac é uma mistura de Zelda, "joguinhos de navinha" e ... fetos. Você controla Isaac enquanto ele explora o porão da sua casa e foge da sua mãe homicida. Seus inimigos? Esqueletos, aranhas deformadas e outras criaturas grotescas. Sua arma? Lágrimas. Cada partida de Isaac é gerada randomicamente, você vai encontrar novos power-ups, novos chefes e o layout das salas será sempre diferente, essa aleatoriedade me fez gastar mais de 30 horas no jogo. Outro fator que não deixa o jogo ficar velho é que ele é absurdamente difícil, em todo o tempo que gastei com Isaac só consegui chegar no chefe final 4 vezes, faz sentido quando você lembra que o jogo veio dos mesmos criadores de Super Meat Boy, aquele jogo de plataforma insuportavelmente difícil. A equipe esta planejando um nova versão do jogo para PC, PS3 e PS Vita, toda retrabalhada com gráficos 16-bits, já estou me preparando para perder mais umas 60 horas da minha vida.

FTL: Faster Than Light
Plataformas: PC
Esse jogo me pegou de surpresa, confesso. FTL é um jogo de estratégia onde você comanda uma única nave enquanto ela navega por uma séria de galáxias geradas aleatoriamente. A melhor parte é que sua aventura não é só feita de batalhas entre naves, você pode, por exemplo, encontrar uma base espacial de pesquisas em chamas, você tenta salvar os tripulantes ou ignora e navega para o próximo setor? Um navio contrabandeando escravos alíenígenas, piratas espaciais e mais uma série de obstáculos, tudo com um sistema de escolha parecido com o de Mass Effect. Infelizmente as situações começam a se repetir depois de um tempo, nada que prejudique o jogo, afinal, ele custa meros 17 reais.

Essa semana vou parar por aqui, mas fiquem tranquilos, o universo indie é bem grande e muitas outras coletâneas dessas surgirão aqui pelo Comando Login. Tem algum jogo para recomendar? Tem boas ou más experiências com algum dos títulos da lista? Acha FEZ melhor que Call of Duty? Deixe seu comentário!

Felipe Navarro

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Bioshock Infinite - Game de Ponta




Plataforma: PC/PS3/X360
Desenvolvedora: Irrational Games
Ano: 2013



Não posso começar esse review sem mencionar uma coisa: na minha mente Bioshock é o melhor jogo dessa geração inteira, uma franquia nova, original e que mostrou como um jogo pode criar uma narrativa espetacular sem perder absolutamente nada em gameplay. Passados seis anos, Bioshock Infinite chega aos nossos consoles e mais uma vez dá uma lição à indústria com uma história sensacional e um gameplay rápido e variado.




Booker e Elizabeth

O jogador entrará na pele de Booker DeWitt, um soldado cheio de dívidas à procura de redenção. Ele é contactado por um homem misterioso e recebe uma tarefa simples: "Pegue a garota e limpe sua dívida". A garota no caso é Elizabeth, sua companheira por grande parte do jogo. Aqui começa uma das primeiras novidades de Bioshock Infinite: Booker fala. Pode parecer pouca coisa, mas é ótimo ver como a interação entre os dois personagens evolui enquanto eles exploram a cidade, e a dublagem de ambos é, no minimo, brilhante.


Jogadores preocupados em ter que proteger uma garota indefesa por horas não precisam se desesperar: Elizabeth nunca vai entrar em grandes perigos no meio do combate. Na verdade, ela ajuda muito o jogador, dando munição e energia a ele no meio do combate. O fato da personagem ser útil durante o gameplay acaba ajudando muito na maneira como você vê a garota durante o jogo; ela não vai te irritar e você realmente vai sentir sua falta quando ela for raptada ou algo do gênero. Um exemplo simples de como usar o gameplay para melhorar a narrativa como um todo.


Columbia, um novo paraíso

Rapture, a cidade no fundo do mar, sempre foi considerada uma das partes mais importantes de Bioshock; era quase como se a cidade fosse um personagem que levava toda a trama para a frente. Columbia não é nem um pouco diferente: boa parte do charme de Infinite está em conhecer esse mundo curioso, então vamos falar um pouco sobre ele, sem spoilers claro.

Quando entramos em Rapture pela primeira vez, a cidade estava em ruínas: vazamentos, explosões psicopatas e tudo que existe de ruim no mundo já haviam passado por ali; só sabíamos da grandeza daquela obra pelos relatos de personagens e explorando a cidade em si. Columbia é diferente: ela ainda é magnífica e grandiosa. Claro que tem seus defeitos e problemas: assim como em toda a série Bioshock, a população da cidade tem sérios problemas culturais, e a estrela da vez é o fanatismo religioso e o racismo. O fundador decidiu lançar a cidade aos céus justamente para "se afastar da Sodoma lá de baixo" e chegou até a lançar "um ataque dos céus" sobre Pequim para acabar com os asiáticos. Mais uma vez, sérios problemas culturais.


Eu com certeza não sou um especialista em história, mas definitivamente me senti como se estivesse em uma cidade americana em 1912, tirando pela parte em que ela voa, claro. Isso se deve ao fato de que a ambientação de Infinite é tão bem pensada quanto a de seus antecessores: propagandas, lojas, músicas, tudo ajuda o jogador a imergir nessa cidade fantástica.


A História

Sem spoilers, eu prometo. Mas ainda assim, se você quiser uma experiência completamente nova, pule esse parágrafo. Como já disse antes, Booker DeWitt chega a Columbia com o intuito de resgatar Elizabeth, a filha e protegida do grande profeta e fundador da cidade, Comstock. O Profeta é um personagem interessante: ele aparece poucas vezes, mas a adoração da cidade por ele é clara. Estátuas e bustos de Comstock estão espalhados por todo o lugar, e os habitantes de Columbia acreditam fielmente que ele é um enviado de Deus e que suas profecias serão a salvação da humanidade.


Mas é claro que existem insurgentes: os Vox Populi, um grupo de rebeldes que discorda das profecias e do controle de Comstock sobre Columbia e, obviamente, se revoltam contra a força do líder. Outras personalidades surgirão durante a trama, mas já paro por aqui. Não quero estragar nem um minuto dessa história.


Gameplay

Bioshock Infinite é um jogo de tiro em primeira pessoa, isso é fato, mas, assim como seus antecessores, alguns elementos transformam uma fórmula cansada e desgastada em uma experiência que se renova a todo instante, com novos poderes, habilidades e novas oportunidades para explorar cada uma dessas mudanças.



Vamos então fazer um pequeno tour pelas mecânicas de combate presentes no jogo. 

Além das armas típicas de qualquer shooter, Infinite traz de volta os poderes especiais pelos quais a franquia é famosa, os antigos Plasmids, agora renomeados Vigors. Temos também o Skyhook, um gancho que utiliza de trilhos aéreos espalhados pelo cenário para fazer uma espécie de "montanha russa"ao redor do campo de batalha. Booker também pode pedir a ajuda de Elizabeth para trazer objetos de outras dimensões para o combate, sejam eles Autômatos, novas armas ou kits de primeiros socorros.

Somando tudo isso algumas coisas interessantes acontecem: está cercado e com pouca vida? Use o skyhook e fuja dos inimigos por um tempo, ou crie uma fenda para pegar kits de vida. Não consegue achar os inimigos? Chame um autômato voador para ajudar na caça aos pobres coitados. Está entediado? Use seus poderes de água para tentar matar todos os inimigos empurrando eles para fora da cidade. Infinite não só dá ao jogador diferentes ferramentas, como também incentiva o uso de todas elas.

Ritmo


Não, não, você não vai ter que ligar uma guitarra de plástico no seu console em nenhum momento, muito menos ter que apertar botões no ritmo de alguma música para abrir portas; o ritmo que menciono aqui é o de gameplay. Sabe quando um jogo é ativo o tempo todo, aumentando cada vez mais a velocidade de suas ações, chegando ao ponto em que você nem liga mais para o que está fazendo? Quando as coisas simplesmente ficam repetitivas demais? Isso normalmente acontece quando o ritmo de um jogo não é variado, sempre ação, ação e ação e o jogador acaba ficando sufocado no meio de toda essa confusão.

Infinite não faz isso. Pelo contrário, em alguns momentos Booker simplesmente vai abaixar sua arma e o jogador acaba explorando o cenário inconscientemente. É um truque um tanto quanto impressionante, sim, você pode levantar sua arma e tentar atirar em vasos e outros objetos decorativos, mas o jogo prende o jogador de uma maneira tão grande que você acaba agindo como se Booker fosse uma pessoa normal, não um maníaco psicopata que consome todas as garrafas de álcool do cenário e atira em candelabros. O jogo te dá toda a liberdade do mundo, mas você ainda assim acaba seguindo o roteiro que a Irrational Games tinha na cabeça. É algo assustador.


Sim ou Não?

A resposta curta é... sim, com certeza. Seis anos atrás Bioshock, de certa forma, definiu um novo rumo para a indústria, um rumo em que a narrativa é tão importante quanto a jogabilidade. Hoje, nas portas de uma nova geração de consoles, a Irrational faz um resumo de toda a evolução que os games sofreram nesses anos. Bioshock Infinite, assim como seu predecessor é mais que um jogo, mais que uma história; é uma obra de arte.


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Metal Gear Rising: Revengeance - Game de Ponta

Existem duas formas de olhar para Revengeance: como um beat'em'up desalmado ou como mais um título da série Metal Gear. Para a minha surpresa, a Platinum Games acertou em cheio, criando um jogo de ação absurdo, mas que continua fiel à herança que a franquia Metal Gear Solid deixou. Ah é, e você também pode cortar um pobre soldado em algumas centenas de pedaços, o que já é por si só bem divertido.


Gameplay


Vamos falar um pouco sobre a mecânica principal de Metal Gear Rising: cortar tudo em pedaços, tudo mesmo, desde inimigos até pontes, carros e arvores (gatos não, é pecado). No geral, o gameplay é simples: um botão é responsável por ataques leves e outro por ataques fortes, e um último botão ativa o "Blade Mode", que permite ao jogador controlar os cortes com mais precisão. Agora vamos para as complicações: não existe um botão de defesa. Rising usa um sistema de parry que basicamente pede pra você usar um botão de ataque enquanto aponta o analógico na direção de onde o ataque inimigo vem. Parece complicado, mas o combate é tão rápido que muitas vezes você vai se defender sem nem perceber.

Outra parte interessante é o sistema "Zandatsu", que significa "Cortar e Pegar". A ideia é que o corpo robótico de Raiden precisa recuperar energia de tempo em tempo para poder usar o Blade Mode, e como você recupera suas forças? Bem, você deixa seus inimigos atordoados, usa o Blade Mode para cortar os pobre coitados no meio e pega a "bateria" deles. Quando você se acostuma com o sistema, você aprende uma das lições mais importantes de Metal Gear Rising: seus inimigos são pacotes de vida ambulantes, e você vai rezar para eles aparecerem nas lutas contra chefes.


Falando em chefes, os de Revengeance são geniais, Raiden tem que enfrentar 4 generais em sua jornada: Mistral, Monsoon, Sundowner e Jetstream Sam. Cada um com táticas e armas que vão testar a habilidade do jogador para se defender e usar o Blade Mode. Alguns gamers talvez fiquem felizes em saber que Sam, o samurai do bando, é brasileiro, mas não se preocupem com como a Platinum representou nosso querido país no jogo: a história de Sam é tratada bem por cima, e a situação do Brasil no universo de Metal Gear continua um mistério. Alguns chefes vão deixar suas armas especiais como um brinde para Raiden, gerando algumas experiências novas ao longo do jogo.

Não é possível descrever quão perfeito é o combate de MGR; os controles tem uma resposta incrível, e os movimentos de Raiden são tão absurdo que é impossível não sorrir enquanto você picota os adversários. Não acredita? Baixe o demo disponível na PSN ou na Xbox Live, e teste você mesmo.

O Não Gameplay


Revengeance começa quatro anos depois dos eventos de Metal Gear Solid 4, com Raiden trabalhando para um grupo de segurança particular. Encarregado de proteger um presidente africano de insurgentes locais, são atacados subitamente por outro grupo paramilitar particular: Desperado Enforcement, os vilões do jogo. O presidente morre, e Raiden perde um olho e um braço. O corpo de ciborgue do herói recebe alguns upgrades e vira basicamente um super ciborgue, e ele então decide destruir os homens que o atacaram pelas atrocidades que eles cometeram e não porque arrancaram um olho e um braço dele, lógico. Algumas conspirações são reveladas, laboratórios são revirados e surpresas aguardam o jogador a quase todo momento.

Os personagens apresentados durante a jornada são extremamente interessantes, mas Raiden com certeza é o mais interessante de todos. Ainda lutando contra alguns fantasmas do passado, ele acaba encontrando um lado escondido de sua personalidade, mas paro por aqui para não dar spoilers, descubram vocês mesmos!

Fãs de Metal Gear Solid, não se preocupem: apesar de ser de um gênero completamente diferente, Metal Gear Rising consegue não destruir o universo tão bem criado com os títulos passados. Na verdade, a história é surpreendentemente interessante: conspirações, exércitos particulares, nanomáquinas, todos aqueles elementos que conhecemos e amamos continuam aqui, muito bem utilizados. Todas as informações essenciais são dadas por meio de cutscenes ou diálogos no meio do combate, mas o jogador também pode se comunicar com os ajudantes de Raiden pelo bom e velho CODEC. Essas conversas opcionais dão uma profundidade inesperada para a história de quase todos os personagens, sem falar que as interações entre eles chegam a ser bastante cômicas.

Além de toda a história e o blablabla dos CODEC's existem MUITOS Easter Eggs a serem descobertos: missões de treinamento extras, inimigos escondidos, upgrades e algumas referências muito engraçadas aqui e ali, tudo no espirito de Metal Gear. Ah é, um dos seus colegas, Doktor, vai pedir que Raiden corte o braço esquerdo de alguns inimigos, fique atento.


Sim ou Não?

Você gosta de videogames? Gosta? Então você se deve o favor de jogar Metal Gear Rising: Revengeance, seja pela história intrigante, pelo combate perfeito, ou simplesmente pelo fato ridículo de que você pode cortar um inimigo em mil pedacinhos diferentes. Nada é mais incrível do que arremessar um robô gigante em um prédio, e Rising me deu essa incrível oportunidade. Ainda assim não espere muitas horas de ação: o jogo  é curto, e sem muitos incentivos para se jogar tudo de novo.

E você? O que achou de Metal Gear Rising? Esperava mais? Esperava um Metal Gear Solid? Esperava que o Kojima parasse de achar que o Raiden é melhor que o Snake porque ele é? Deixe suas opiniões nos comentários e fique esperto para mais detalhes no Mundo Gamer dessa semana!

Felipe Navarro


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Dead Space 3 (PC, PS3, X360) - Game de Ponta

Dead Space foi por muito tempo a franquia que se consagrou como o Resident Evil dessa geração, então vocês podem imaginar meu desespero quando nos primeiros minutos de Dead Space 3 eu estava me agachando e atirando em pessoas com armas em uma cidade, e não no espaço gritando e correndo de zumbis alienígenas. Mas a minha tristeza sumiu bem rápido, depois da decepção inicial Dead Space 3 me deixou paranoico e desesperado. Missão cumprida.


O jogo começa com Isaac sendo arrastado para mais um lugar cheio de Necromorphs, Tau Volantis, um planeta congelado em um ponto remoto da galáxia e coincidentemente o planeta de origem dos Markers, aqueles obeliscos gigantes que deixaram ele louco e transformam as pessoas em zumbis. É nesse planeta que                                              nosso engenheiro favorito pretende descobrir como desligar os Markers e salvar a humanidade para sempre. Isso tudo enquanto ele é perseguido pelos "Unitologistas", um grupo de religiosos que consideram a transformação em Necromoprh uma evolução. Durante sua jornada Isaac Clarke vai encontrar detalhes sobre a história do planeta e dos Markers, em forma de relatórios e diários espalhados pelo cenário. Apesar de serem meio monótonas no início, essas informações adicionais ficam muito interessantes nas últimas horas do jogo.

 Na verdade, o jogador não pisa em Tau Volantis até mais ou menos a metade do jogo. Antes disso você terá que explorar algumas naves abandonadas próximas ao planeta. Apesar de ser um pouco decepcionante, os corredores escuros de Dead Space 3 continuam tão assustadores quanto os de seus antecessores. Quando Isaac finalmente começa a explorar o planeta congelado a porra fica séria a série se supera, com um ambiente aberto os inimigos podem vir de qualquer lugar, Necromorphs pulando de dentro da neve me fizeram pular da cadeira mais vezes do que eu gostaria de admitir.

Falando em monstros, os inimigos de Dead Space 3 conseguem ser mais grotescos e bizarros do que nunca, eles são mais "humanos" do que nos jogos anteriores, o que acabou deixando a aparência dos coitados mais revoltante do que nunca. Outra mudança é a velocidade dos Necros, eles estão bem mais rápidos, o que pode causar alguns momentos de desespero quando eles aparecem em grandes números. Apesar de algumas coisas terem mudado, a mecânica principal continua sendo a mesma, atirar nos braços e pernas é a prioridade aqui. "Perna, perna, braço. Perna, perna, AAAAH PORQUE TEM UM ATRÁS DE MIM? POR QUE????!!!!!!"

Desde o anúncio do terceiro jogo da franquia, a EA foi criticada por algumas adições que foram anunciadas para o título, principalmente o novo modo cooperativo, um sistema de criação de armas e microtransações. Enquanto as duas primeiras novidades podiam acabar com o aspecto de terror da franquia a terceira é... é só maldade mesmo, não posso nem defender o jogo aqui. Mas os fãs de terror podem ficar tranquilos, o modo cooperativo é completamente dispensável; existem alguns desafios exclusivos para dois jogadores espalhados pelo jogo, mas novamente, são dispensáveis. O modo de criação de armas é um brinquedo interessante por um certo tempo, mas a maioria das criações mais absurdas não são nem um pouco úteis e vale mais a pena investir no bom e velho Plasma Cutter.

Uma outra novidade foi uma surpresa extremamente agradável: side-quests. Uma vez ou outra os colegas de missão de Isaac podem avisar sobre um área a ser explorada, essas missões são opcionais e normalmente recompensam o jogador com novos módulos para customização das armas e as histórias mais malucas e aterrorizantes que Dead Space pode oferecer. Algumas podem passar despercebidas, então sempre dê uma olhada nas suas missões antes de prosseguir com a história principal, ou você pode se arrepender.


Sim ou Não?

Sim. A Visceral Game conseguiu melhorar mais uma vez o que já era um ótimo jogo; você ainda vai desmembrar Necromorphs desesperadamente enquanto tenta recuperar sua vida, nisso quase nada mudou, mas a história de Tau Volantis e o mistério dos Markers deixam o jogo muito mais intrigante e é difícil largar o controle depois das primeiras horas. Dead Space 3 ainda tem suas falhas, alguns tiroteios contra Unitologistas tiram o jogador da tensão de sempre e o modo de criação de armas poderia ser mais útil, mas esses defeitos quase não afetam a experiência final.

Felipe Navarro

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DmC: Devil May Cry (PC/PS3/X360) - Game de Ponta

Antes de falar qualquer coisa sobre DmC é preciso abordar um assunto. Isso mesmo: o cabelo. Não é branco. Pronto, assunto tratado, vamos para a parte importante.

É engraçado falar sobre Devil May Cry porque a franquia já é uma daquelas que quase todo mundo conhece e já jogou, e essa fama acabou colocando um peso muito grande sobre a Ninja Theory: uma desenvolvedora ocidental fazendo um reboot de um jogo oriental. E eles não poderiam ter feito isso de maneira melhor: DmC continua tendo toda a ação ridícula dos seus antepassados, mas com um gameplay muito mais rápido e intuitivo.


A História
A história de DmC é uma grande teoria de conspiração, os demônios controlam o mundo através de propagandas, programas de TV e refrigerantes adulterados. É, isso mesmo, refrigerantes. O objetivo de Dante é sabotar esses meios e matar Mundus, o chefe de toda essa manipulação. Outros personagens importantes aqui são Kat e Vergil (o irmão de Dante), os dois são basicamente o cérebro da operação, enquanto Dante é o músculo que se encarrega de cortar tudo em pedaços. Outro ponto chave é o passado de Dante, mas não vou dar muitos detalhes aqui para não dar spoilers.


O Gameplay 


Assim como seus antecessores a ideia é matar seus inimigos com estilo, ou seja, usando todos os combos que seu pobre cérebro conseguir memorizar sem parar por um segundo. A novidade é poder mudar entre as duas "metades" de Dante, um modo Angelical com ataques rápidos e em área e um modo demoníaco com golpes fortes mas lentos, tudo isso ao alcance de um botão. Enquanto as mudanças deixam o combate mais fluído do que os títulos passados da série, elas também deixam o jogo muito mais fácil, o que pode afastar alguns fãs que gostavam de trabalhar duro para conseguir um Rank SSS durante o combate. Um dos maiores trunfos de DmC é a forma como, aos poucos, ele dá novos brinquedos ao jogador, sempre com um inimigo novo que complica e obriga Dante a mudar sua forma de combate.

O jogo mudou muito fora do combate também. Espere muitos trechos de plataforma: você vai correr, se balançar, puxar o cenário e voar por boa parte do jogo, mas não espere por muitos puzzles; eles quase não existem e, quando aparecem, acabam quebrando o ritmo do jogo.

Uma das minhas maiores surpresas com DmC foi Limbo, a versão demoníaca do mundo, onde a maior parte da ação acontece. O cenário se contorce e se destrói, enquanto palavras surgem pelas paredes e Dante avança por fábricas, parques de diversão e cidades controladas por demônios. A criatividade que a Ninja Theory colocou em cada uma dessas fases é impressionante, não tem como não parar por um segundo e observar o mundo caótico a sua volta.

Sim ou Não?

DmC é um jogo sensacional, poucos beat'em'ups dão um sentimento de satisfação tão grande; cortar, socar e atirar em demônios nunca fica chato, e as seções de exploração do Limbo entre as lutas são tão fantásticas quanto o combate. No geral, o jogo é uma ótima porta de entrada para a franquia de DmC, mas ele pode desapontar alguns amantes da dificuldade do original. Vale lembrar também que a versão de console roda a 30fps, nada que seja muito perceptível, mas a versão de PC (que roda em 60 frames) é claramente superior. Em poucas palavras? Sim.

Você é fã e não quer se desapontar? Finja que o nome de Dante é Epaminondas e que DmC significa "Demônios Mágicos Cascudos" e você vai ter umas boas 8 horas de diversão.

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The Walking Dead (PC, PS3, X360) - Game de Ponta



por Bruno Marise


A série de games The Walking Dead da desenvolvedora Telltale Games, foi escolhida como melhor jogo do ano na VGA (Videogame Awards). Uma surpresa para muitos, já que o título competia com nomes de peso como Assassin's Creed III, Dishonored e outros. O jogo foi dividido em cinco capítulos, lançados ao longo do ano, sendo eles A New Day, Starved For Help, Long Road Ahead, Around Every Corner e No Time Left. Mesclando liberdade e uma história extremamente profunda, The Walking Dead é totalmente merecedor de melhor jogo do ano, e já pode ser considerado um clássico. O sucesso fez com que a Telltale confirmasse mais cinco episódios para 2013. Enquanto esperamos, vamos aprender mais um pouco sobre esse jogaço.



História




Vamos começar por um dos pontos fortes de The Walking Dead: A história. Inspirado na série de sucesso e nos quadrinhos criados por Robert Kirmkman, o jogo conta a história de Lee Everett, um professor universitário que foi acusado de assassinar o amante de sua mulher e no começo do jogo está em uma viatura a caminho da prisão quando a epidemia zumbi eclode. Durante o percurso, o policial atropela um "walker" na pista e o carro capota. Lee acorda em meio a um bosque preso dentro da viatura, com a perna arrebentada, o policial morto e um zumbi se aproximando. Para não dar mais spoilers, a partir daí é que o jogador assume o controle da situação e deve sobreviver em meio ao apocalipse zumbi. Como? é o que vamos ver no próximo tópico.


Mais um shooter zumbi?


Com o sucesso da série The Walking Dead e a "onda" zumbi que toma conta do mundo do entretenimento, era questão de tempo até termos uma adaptação para os videogames. E quando ouvimos falar em "jogo de The Walking Dead", automaticamente pensamos em mais um shooter. Mas quem conhece a Telltale sabe que aqui o negócio ia ser diferente. A empresa é famosa pelos games de Back to The Future e Jurassic Park e passa longe dos shooters. The Walking Dead assim como os outros jogos da empresa é um point and click. Isso mesmo, daquele estilão Monkey Island e Full Throttle, onde você tem que resolver puzzles e combinar objetos para avançar. O fato é que o game conseguiu capturar bem a essência da história original de Robert Kirkman, e ele mesmo afirma que sua obra não foi criada para meter medo em ninguém ou para ser mais uma pérola do terror. O foco não são os zumbis e sim os sobreviventes. Explorar as relações entre eles e como cada um lida com situações extremas, até que limite podem chegar para sobreviverem. E isso é o que acho louvável na série e nos quadrinhos. Kirkman conseguiu captar bem o que George Romero começou lá em 1968 com A Noite dos Mortos Vivos. Mas isso é história pra outro post. De volta ao game, apesar de ser um point and click, The Walking Dead está mais focado nas decisões que o jogador deve tomar do que nos puzzles. Eles estão presentes sim, mas são muito mais fáceis do que por exemplo decidir quem você deve salvar e quem será devorado pelos walkers. A trama é tão bem construída e a imersão é tão grande, que quando alguém morre você fica realmente chateado. E o mais legal de tudo isso é que a história é moldada de acordo com suas escolhas. Uma decisão tomada no primeiro capítulo, pode fazer diferença lá no desfecho de tudo. E não pense que The Walking Dead é um jogo "bonitinho". Algumas partes são realmente doentis e capazes de enojar qualquer um de estômago fraco e as decisões que você deve tomar não serão nada fáceis.


Sim ou não?


The Walking Dead é recomendadíssimo não só pra quem gosta de videogames, zumbis, da série ou da HQ. É recomendado pra qualquer um que goste de uma boa história. E até quem não é fã de videogames pode se dar bem com o jogo pois os controles são simples e não requerem habilidade nenhuma de experiência gamer. Agora se você está procurando mais um jogo de ação pra passar horas matando zumbis, passe longe. Com gráficos cartunizados, animações simples e uma jogabilidade sem sustos, The Walking Dead se afirma pelo seu enredo sensacional e o atrativo de dar ao jogador opções e escolhas, que na maioria das vezes devem ser feitas sob pressão. Em meio a tantos títulos mais hardcore, TWD se destaca por exigir nada mais que a intuição, consciência e compaixão de quem joga. 

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Hitman: Absolution (PC/PS3/X360) - Game de Ponta




Desenvolvido pela IO Interactive e distribuído pela Square Enix, um dos títulos mais aguardados do ano, o quinto game da série do Assassino 47 chegou às lojas no final de novembro, e não decepcionou. Fãs de ação e stealth vão vibrar com Hitman: Absolution e o Comando Login vai te dar todos os detalhes desse jogaço.


História




O game inicia com um prólogo que também serve de tutorial para aprender os comandos e se familiarizar com a jogabilidade. O Agente 47 deve se infiltrar em uma mansão para dar cabo de Diana, uma ex-funcionária da Agência de Contratos, para a qual o protagonista ainda trabalha. Após matá-la, ela pede para que o assassino cuide de sua filha Victoria. A partir daí, o careca vai se desvencilhar da agência e tentar salvar Victoria, e ao longo do caminho vai descobrindo uma gigantesca e suja conspiração.

Instinto Assassino




Quem já conhece a série não terá grandes dificuldades com a jogabilidade. Para os iniciados, o tutorial no começo do jogo se encarregará de ensinar os comandos do game. O esquema é o mesmo de sempre: Você deve cumprir as missões com o mínimo de notoriedade e alarde possível, e assassinar os alvos marcados de cada fase. Para isso deve usar desde as clássicas armas do Agente 47, como o garrote e as pistolas com silenciador até objetos do próprio mapa, como facas de cozinha, martelos, extintores, chaves de fenda, bombas, ou se precisar, até as próprias mãos. Cada fase proporciona diversas maneiras para dar cabo de seus alvos. Cabe ao jogador escolher a maneira que acha mais adequada: Criando armadilhas usando o próprio ambiente, ou apenas esperar que o inimigo se afaste, e matá-lo sem maiores preocupações. Os disfarces também são importantes para que você se infiltre em áreas restritas, e são inúmeros: cozinheiro, vendedor, policial, barbeiro, segurança, mecânico, encanador, cientista, padre e por aí vai. Mas devem ser usados com cuidado: Se alguém com o mesmo uniforme que você chegar muito perto, pode tudo ir por água abaixo.



A maior novidade dessa edição de Hitman é o chamado Instinto do Assassino, uma habilidade em que é possível detectar a quantidade de inimigos de cada ambiente e "prever" a rota de cada um deles. O instinto também destaca alguns objetos importantes para a missão. Além disso, esse recurso permite que o protagonista passe despercebido quando começam a desconfiar de seu disfarce. E nas últimas consequências, ele também pode ser usado para atirar em vários inimigos ao mesmo tempo.

Uma verdadeira pintura


A parte gráfica é sem dúvida  um dos pontos altos em Hitman: Absolution. A movimentação dos personagens e objetos, e os efeitos de iluminação dão uma atmosfera real e belíssima ao jogo, tornando-o tecnicamente quase perfeito. Alguns pequenos detalhes deveriam ter recebido mais atenção para dar ainda mais fidelidade ao game, como nas animações em que o assassino coloca um disfarce, com a roupa apenas "brotando" no corpo do protagonista. Ou na hora de guardar a arma, em que ela simplesmente some das mãos do careca. São detalhes que não atrapalham em nada a jogatina, mas em título tão bem executado tecnicamente poderiam ter recebido mais cuidado.

Instigando o assassino em cada um de nós





Como já foi dito, cada missão proporciona diversas maneiras diferentes de executar os inimigos, e apesar de essas ações parecerem um pouco lineares as vezes, não tiram nenhum pouco a diversão de jogar a mesma missão repetidas vezes para termina-lá de maneiras diferentes. É você que decide se vai assassinar o alvo com uma facada no pescoço, ou eletrocutando-o através da própria urina. E para os que reclamam que os jogos atuais são fáceis, Absolution vai ser um alento: O game é bastante difícil e desafiador, mesmo nos níveis mais baixos de dificuldade. Você pode até ficar de saco cheio de dar restart checkpoint e terminar a missão de qualquer jeito, chegando no seu objetivo na maior tática Rambo, mas isso implicará na pontuação final, que serve para desbloquear novas habilidades do Agente 47. Então vale a pena ter um pouco de paciência e estudar quais os melhores caminhos e alternativas para realizar sua missão da maneira mais silenciosa possível.



Hitman: Absolution mostra um salto de qualidade gigantesco em relação ao título anterior, Hitman: Blood Money, e se consagra como o melhor título da série. A jogabilidade simples, as mortes criativas e a liberdade proporcionada instigam o jogador a usar a criatividade de mapa pra mapa e tornam o game um forte concorrente a Game of The Year. E se você gosta de um bom desafio, Absolution vai  te fazer quebrar a cabeça e perder várias horas na mesma missão. Mais do que recomendado!
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Bruno Marise 
Viciado em música e discos, doente por Ramones e entusiasta de jogos insanos. Gamer desde os cinco anos de idade .
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Assassin's Creed 3 - Game de Ponta (PC/PS3/X360)




Já se passaram 5 anos desde o lançamento do primeiro Assassin's Creed e, quase que como uma comemoração, a Ubisoft traz aos fãs da série o Assassin's Creed 3, com uma engine reformulada, um novo protagonista e uma nova ambientação. Somando essas novidades à já famosa fórmula da série, o jogo tenta se assegurar como um dos grandes destaques no ano e, mesmo conseguindo atingir um sucesso técnico impressionante, AC 3 peca em detalhes em que seus antecessores brilharam. Esse review se concentra apenas no modo Single-Player do jogo e se você está preocupado com spoilers fique tranquilo, não darei muitos detalhes sobre a história.


Protagonistas

Depois de três jogos controlando Ezio, a troca de personagem é no mínimo refrescante - e olha que Connor não é exatamente um personagem atrativo. Com sangue meio indígena, meio britânico, o novo assassino tem muito espaço para drama e motivação pessoal, mas sua personalidade é um tanto quanto irritante. Sempre precipitado, Connor se enfia em confusões sem motivo. Mas isso é fácil de se entender, afinal Ezio já tinha anos experiência como assassino, sua calma e paciência permitiam a criação de planos mais complexos. Connor, ainda em treinamento, investe quase sempre em táticas perigosas e agressivas, suas ações coincidem com sua personalidade, mas falta o sentimento de que Connor está evoluindo, aprendendo lentamente a arte de seu clã.
O herói americano não é o único personagem jogável, Desmond está mais presente do que nunca, seja explorando o templo deixado pelas civilizações ancestrais, seja explorando outras localidades pelo globo; o tempo "presente" tem muito mais destaque, sendo até mais interessante que a história principal em alguns momentos.

História

Como já disse não vou tratar de detalhes muito além dos já conhecidos. Abandonando a Renascença de Assassin's Creed 2, a época da vez é a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Connor se vê no meio de uma série de conflitos. Seja entre os Assassinos e os Templários, seja entre Britânicos e Americanos ou entre qualquer um e sua aldeia indígena, o espaço para conflito é grande, e momentos históricos memoráveis sempre acontecem aqui e ali. Figuras históricas também estão presentes: Benjamin Franklin e George Washington estão ali, assim como algumas outras figurinhas que habitam os livros de história norte-americanos.
Aqui não há lugar para decepção, a série já assegurou seu lugar entre os melhores jogos contadores de história e esse episódio não é nem um pouco diferente, expandindo cada vez mais a história de Desmond e dos assassinos. Surpresas estão presentes, e logo nas primeiras horas já se tem um grande choque, daqueles de se jogar o controle longe e parar para absorver a informação.

Gameplay

Apesar de ter a mesma premissa de sempre, os controles  foram simplificados e modificados em alguns aspectos, um exemplo é o Free-Run que agora só precisa de um botão para ser ativado. O combate está bem diferente: os combos continuam funcionando da mesma forma, mas bloquear e contra atacar ficou mais fluído e cinemático: primeiro se aperta um botão para bloquear o ataque no momento certo, nesse momento o tempo fica mais devagar e um leque de opções se abre -arremessar o inimigo, contra atacar ou quebrar sua defesa. Tudo se torna simples e intuitivo depois dos primeiros encontros e logo você está enfiando machadinhos em crânios e mosquetes em estômagos com uma facilidade absurda. 
Quando comecei a jogar tinha minhas dúvidas do quão interessante seria explorar a América Colonial, afinal, depois de passar por Roma, Veneza e Turquia algumas casinhas e igrejas não seriam impressionantes, certo? Eu não podia estar mais errado. O importante aqui não são as cidades, mas o campo e as florestas. A engine Anvil Next permite escalar árvores e rochas com a mesma facilidade que escalamos o Coliseu pela primeira vez. Escalar árvores é com certeza um dos pontos altos do jogo, nada se iguala a atirar uma flecha em um soldado britânico com Connor empoleirado em um galho.

Existe outra novidade importante, se não a melhor: as batalhas marítimas. Connor vira capitão de um navio e acreditem, não se trata de uma única missão ou um minigame bobinho, é quase uma campanha a parte, com batalhas contra fortes e navios ingleses. Elas são ótimas para quebrar o ritmo das missões normais que em alguns momentos se tornam monótonas e repetitivas. Cansado de violência gratuita? Assassin's Creed oferece agora um ótimo simulador de batalha naval e caminhadas pela floresta.

Os Erros

Vamos fazer uma viagem de volta ao primeiro Assassin's Creed. Uma das principais críticas era a falta de imaginação das missões, erro que foi não só corrigido, mas completamente erradicado nas continuações. A variedade presente nas aventuras de Ezio era impressionante -  lembram das Máquinas de Guerra de Da Vinci? Elas mudavam completamente o ritmo de jogo, traziam novidades e em alguns momentos eram mais interessantes do que as repetidas facadas em italianos despercebidos.  Assassin's Creed 3 é uma regressão, o mapa pode não ser vazio e despovoado como o do primeiro jogo, as sidequests estão presentes em um número absurdo, mas pecam na qualidade: ouça uma conversa aqui, corra atrás do alvo, facada nas costas. Enxague e repita. 

Não estou dizendo que o processo não é divertido, mas as missões principais também são repetitivas e constantemente interrompidas por cutscenes nos momentos mais emocionantes, a única coisa a ser feita é ignorar as missões extras, que como já disse, são muitas: recrutar assassinos, ajudar camponeses e afiliá-los a suas propriedades, entregar cartas, pegar páginas do almanaque de Benjamin Franklin e as batalhas marítimas (Aaaah as batalhas marítimas).


Veredicto

Assassin's Creed 3 com certeza abriu os olhos para como será a franquia na próxima geração, tudo é absolutamente lindo e o gameplay está completamente refinado e polido. Mas o produto final não é exatamente um concorrente a Game of the Year como o esperado, certamente não é um Dishonored ou um Borderlands 2. Comparado a seus antecessores, ele inova pouco nas missões e fica preso na mesmice. Os fãs com certeza vão ter um prato cheio com Connor e Desmond, mas quem começar a jogar a franquia agora terá que superar o tédio da campanha para aproveitar tudo que a brilhante história dos assassinos pode contar.

Felipe Navarro

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Dishonored (PC/PS3/X360) - Game de Ponta







Em tempos de Assassin'sCreed 3 e Call ofDuty: Black Ops 2, alguns bons jogos acabam passando batido pelo público. E isso é algo normal; afinal, títulos da força desses dois acabam por eclipsar boa parte dos lançamentos que chegam em datas próximas aos seus. E ainda que boa parte dessas vezes os títulos deixados de lado são medianos, nada originais ou ruins mesmo, e nada ou pouca coisa se perde ao ignorá-los, isso nem sempre é o caso. E é nessa última categoria que podemos encaixar Dishonored. O novo jogo da Arkane Studios (que já havia entrado no radar do gamers em com Dark Messiah of Mightand Magic), lançado no dia 09 de outubro para PS3, X-Box 360 e PC, que acabou gerando expectativas um tanto aquéns do que deveria, pelo menos entre os players brasileiros – coisa que ficou bem evidente no estande do jogo na Brasil Game Show que, apesar de contar com 4 consoles com o game, estava quase sempre vazio -, ainda que estivesse sendo lançado pela sempre competente Bethesda. E também, principalmente, porque promete ser um dos melhores jogos do ano e grande candidato a qualquer título de GOTY, mesmo com o tio Connor e o tio Desmond na disputa.




O jogo


Dishonored é um jogo de ação stealth com perspectiva em primeira pessoa. O jogo segue o esquema de mundo aberto, mas de um modo diferente do convencional: ao invés de fornecer um grande mapa com várias side-quests e uma missão principal, onde se há a liberdade de se explorar qualquer lugar como bem entender (como acontece nos últimos jogos das duas maiores franquias da Bethesda, Elder Scrolls e Fallout), a questão da liberdade aqui se dá de modo diferente: ao invés de liberdade de exploração, Dishonored oferece ao jogador uma total liberdade de execução. Ao invés do mundo aberto com diversas missões que consistem sempre em ir até um determinado ponto do mapa, matar todo mundo e recuperar certo item, as fases de Dishonored são “caixas fechadas” que podem ser acessados em apenas determinados momentos, e onde há apenas uma única missão: assassinar alguém. Mas o modo que isso será feito é totalmente à escolha do jogador, que pode sair como uma verdadeira máquina de guerra matando todos que apareçam à sua frente, ser uma assassino silencioso ou mesmo ser um cara legal e não matar ninguém, sendo Dishonored o único jogo de ação, talvez em todos os tempos, que fornece a possibilidade de finalizar sua história sem derramar uma única gota de sangue.



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Esse tipo de liberdade fica bem evidente já na primeira missão, em que seu personagem está encarregado de matar o cardeal da cidade. Apenas para essa parte em específica, você pode escolher arrombar a porta da mansão dele e sair dilacerando todos os guardas, abrindo caminho até que consiga encurralá-lo em sua salinha secreta, entrar na mansão escondido e cortar a garganta dele sem que ninguém perceba sua presença, envenenar o copo de vinho que ele tomará ao sair do quarto, ou mesmo invadir seus aposentos, conseguir provas de que ele está deturpando as leis da Igreja e destituí-lo de seu cargo, tirando-o de seu caminho sem a necessidade de matá-lo. Isso sem contar as outras possibilidades possíveis, usando poderes e elementos do cenário, oferecendo uma gama de modos para se completar uma missão tão grande quanto a imaginação de que joga.

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Assim como nos RPGs modernos, as ações de seu personagem também passam por um certo sistema de julgamento. Só que, ao invés do tradicional sistema de moralidade que divide em “ações boas” e “ações más” (como em Mass Effect, por exemplo), o que rege a consequência de suas ações é um sistema baseado no caos que elas causam, fazendo com que a morte de muitos inimigos aumente o número de guardas, ratos e pessoas contaminadas nas ruas e, ao mesmo tempo, não matar ninguém pode fazer com que alguns NPCs comecem a desconfiar de sua lealdade ao grupo rebelde. Esse sistema – que faz com que não só o mundo como também o modo com que os NPCs te tratam mudem – é o que define qual dos dois finais disponíveis será exibido ao completar a história.

Como bom assassino, sua arma principal é uma espada – que possui um dispositivo de lâmina retrátil, fazendo com que o personagem aparente carregar algo inofensivo em sua mão. Mas outras armas secundárias também podem ser usadas, como uma besta-de-mão, uma garrucha e armadilhas diversas. Além desses aparatos tecnológicos, o jogador também poderá contar com a boa e velha magia – e é isso que dará a maior vantagem sobre seus inimigos. Essas magias podem ser tanto ativas – como se teleportar para um determinado local ou conjurar hordas de ratos para atacar os inimigos – quanto habilidades passivas – uma vitalidade maior ou o fato de os inimigos mortos virarem pó, não deixando um rastro de corpos pelo caminho. Além disso, há ainda várias amuletos pelo jogo que fornecem alguns poderes sobrenaturais, como não ter a velocidade diminuída ao correr armado ou aumentar a quantidade de tempo que se consegue ficar debaixo d'água.

Os controles, incrivelmente, são bem fáceis. E olha que quem está dizendo isso é alguém que, depois de uma experiência malfadada com Morrowind, nunca conseguiu achar graça em jogos de espada com visão em primeira pessoa. Então, nesse quesito, Dishonored é uma ótima surpresa. Os comandos são simples e fornecem respostas rápidas, e a câmera não cria vida própria enquanto você tenta atacar e correr ao mesmo tempo. Tudo funciona de modo muito simples – um botão ataca, outro defende, outro solta magia ou usa a arma secundária – e, seja com teclado e mouse ou com joystick, em coisa de cinco minutos você já se encontra apto para passar sem problemas por qualquer ponto do jogo. E, ao contrário de muitos jogos em primeira pessoa, o sistema de stealth realmente funciona! Você consegue se desvencilhar de inimigos usando sombras e outros elementos do cenário, além de que uma tentativa de roubar algum guarda desapercebido não vai fazer com que ele magicamente perceba sua presença – afinal, você não é um guerreiro desengonçado e armado até os dentes fingindo que é silencioso, mas um verdadeiro assassino que sabe que o silêncio e a delicadeza são suas maiores armas. Outra coisa bem interessante é o sistema de alerta dos inimigos: caso você seja avistado, eles imediatamente se comunicarão com todos os outros da fase, fazendo com que eles passem a te procurar e se torne mais difícil se esgueirar sem ser visto, mais ou menos como o sistema que fez tanto sucesso na franquia Metal Gear.




A história



Você é Corvo Attano, guarda-costas pessoal da Imperatriz Jessamine e chefe da guarda da cidade de Dunwall. O jogo tem início com Corvo retornando de viagem, retornando da missão de buscar ajuda em outros reinos para conter a praga que vem assolando a cidade. Ao entregar seu relatório para a Imperatriz, um grupo de assassinos se teleporta para o lugar onde eles estão, usando de poderes mágicos para paralisar Corvo, matar a Imperatriz e sequestrar a herdeira do trono. Ao se ver novamente livre, Corvo corre para amparar sua soberana, que, em suas últimas palavras, pede para que ele resgate sua filha. Chegando no local e vendo o guarda-costas debruçado sobre o corpo morto da Imperatriz, Hiram Burrows, chefe de espionagem do reino, o acusa de assassinato e faz com que os guardas o arrastem para a prisão. Após seis meses largado na cela e sofrendo torturas constantes, Burrows, agora Lorde Regente na cidade, aparece em sua cela e revela que fora ele que arquitetou o plano de matar a Imperatriz e tomar o domínio da cidade e que, apesar de não que você estivesse presente no momento, acabou sendo algo bom, pois ele tinha alguém para culpar, e anuncia que você será enforcado no dia seguinte. Então, depois da confissão do vilão, alguém disposto a te ajudar aparece, você foge de sua cela e parte em busca de vingança e da salvação do mundo. Assim começa mais uma história de James Bond Dishonored.

Ok, o plot base não é lá tão original assim, mas vários elementos o tornam interessante. Primeiramente, Dunwall foi inspirada nas Londres e Edimburgo do final do século XIX, onde conviviam lado a lado motores a vapor, armas de fogo e a fuligem e sujeira trazidas pela Revolução Industrial e a monarquia aristocrática inglesa, com suas famílias tradicionais vivendo em palácios e mansões de três séculos atrás, pertencendo a ordens de cavalaria e portando espadas como peças importantes do vestuário. Assim como a Londres de final de século, Dunwall também é um misto do novo com o velho mundo, onde a tecnologia convive lado a lado com as tradições medievais. Outra referência histórica fica pelo clima em que a cidade é encontrada, o desespero que dá o teor dramático e não-clichê ao jogo. Para esse clima, os programadores se inspiraram na Londres do século XVII, mais precisamente na Londres do ano de 1666. Essa escolha é apontado por Harvey Smith, um dos nomes responsáveis por todo o designdo game, como sendo uma escolha óbvia, já que 1666 foi o ano do Grande Incêndio de Londres, que acabou de vez com a praga que assolava a cidade, ao custo da incineração total dos bairros mais pobres. Mesmo a peste que vimos em Dunwall é inspirada nessa época: transmitida por ratos e matando aqueles que a contraiam em poucos dias, a peste de Dunwall é muito parecido com a peste bubônica – ou Peste Negra – que assolou a Europa durante todo os século XIV, XV, XVI, XVII e XVIII. Em Londres, a maior epidemia dessa Peste ocorreu entre os anos de 1665 e 1666, e foi contida apenas pelo incêndio que se iniciou numa padaria e transformou mais da metade da cidade em cinzas. Apesar de ter consumido 13200 casas, 87 igrejas, a Catedral de São Paulo, além de um incontável número de barracões e cortiços nos bairros mais pobres, deixando cerca de 80.000 pessoas desabrigadas da noite para o dia, curiosamente, foram contabilizadas apenas seis mortes ao Grande Incêndio de Londres. A razão para isso é explicada como sendo que as mortes dos habitantes de menor influência na cidade (classe média e pobres e miseráveis no geral) não eram documentadas, e também de que, pelo calor das chamas, muitos corpos acabaram cremados e não sobrou nada para ser documentado. E tudo isso só adiciona ao cenário steampunk que o jogo apresenta desde o início, e que poucas vezes consegue ser usado sem parecer caricato (como o foi em Fable III, apesar de, nesse caso, a caricaturização ser proposital).



Além disso, o sistema de caos é algo bem legal, e dá pra ser visto não só nas mudanças do mundo, mas mesmo no andamento da história. OK, você encontra um cara que te dá poderes mágicos pra salvar o mundo. Mas, ao contrário do que acontece na maior parte dos jogos, esse cara não é bonzinho. E, os mesmos poderes que ele deu a você, também ofereceu a seus inimigos; basicamente, o cara que ver “Dunwall pegar fogo!” sacaram a piada com o Grande Incêndio? Hã? Pegar fogo? Hahaha eu sou mesmo hilário e não assumir nenhum lado, fazendo do caos parte importante não só do gameplay como também do plot da história.

Personagens Principais


Corvo Attano – personagem jogável e protagonista do game. Corvo é guarda-costas pessoal da Imperatriz, e é injustamente acusado de matá-la e sumir com sua filha. O desejo de vingança e o senso de dever é o que o faz se aliar aos Loyalists (grupo que pretende tirar o Lorde Regente do poder e voltar a colocar uma Imperatriz no trono) e ajudá-los a tomar o poder de volta, assassinando ou tirando de cena figuras chaves da política da cidade.
Corvo é também o único personagem do jogo que não é dublado por ninguém, numa tentativa dos produtores de, ao não dar voz ao personagem, fazer o jogador se sentir como sendo sua própria voz falando ali, numa tentativa de deixá-lo ainda mais imerso no mundo do jogo.


The Outsider – uma entidade espiritual “meio anjo, meio demônio”, com vários seguidores ao redor do mundo. É ele o responsável por toda a magia de Dishonored, aparecendo para pessoas que ele julga serem interessantes e concedendo-lhes poderes mágicos ao marcá-las. Além de Corvo, vários outros personagens do jogo também receberam visitas do Outsider. Apesar de estar ciente do mundo dos humanos, e achar tudo muito interessante, ele não escolhe lados, se mantendo sempre neutro e fornecendo auxílio para aqueles que julga merecerem, independente de quais sejam suas ambições.
The Outsider é dublado pelo ator Billy Lush, conhecido pelo personagem Chris Cawsey de Sob o Domínio do Medo, e pelas variadas participações em série para TV, como CSI: New York, Castle e Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Esse é seu primeiro trabalho em um jogo de videogame, onde também está escalado para dublar um dos personagens de Hitman: Absolution.


Jessamine Kaldwin – Imperatriz de Dunwall, cuja morte é o estopim para o início da história. Acredita-se que, além de guarda-costas, Corvo era na verdade seu amante, e Emily seria fruto do amor dos dois.
Jessamine Kaldwin é dublada por April Stewart, que já tem em seu curriculum uma infinidade de trabalhos em games, entre os quais se encontram The Elder Scrolls V: Skyrim, Fallout: New Vegas, God of War III, Dragon Age: Origins e Mass Effect.





Emily Kaldwin – filha da Imperatriz Jessamine e herdeira do trono de Dunwall, viu a mãe ser morta e foi raptada por seus assassinos, sendo tirada de cena para que Burrows pudesse dominar a cidade. Acredita-se que seja filha de um romance entre Corvo e a Imperatriz.
Emily Kaldwin é dublada pela atriz Chloë Grace Moretz, famosa por ter feito a Hit Girl no filme Kick-Ass e a menina Isabelle em A Invenção de Hugo Cabret. Ela já havia trabalhado com videogames em 2010, ao dublar a Hit Girl para Kick-Ass: The Game.




Hiram Burrows – antigo chefe de espionagem de Dunwall, se tornou Lorde Regente após a morte da Imperatriz e o sumiço de sua filha. Foi ele o responsável por todos esses eventos, e também por jogar toda a culpa nas costas de Corvo.
Hiram Burrows é dublado por Kristoffer Tabori que, entre seus trabalhos em videogames, estão Ninja Gaiden 3, Star Wars: The Old Republic, Star Wars: The Force Unleashed – Ultimate Sith Edition, Alpha Protocol e Star Wars: Knights of the Old Republic.





Farley Havelock – antigo almirante da Marinha de Gristol (país de onde Dunwall é a capital), Havelock se recusou a navegar sob o comando do Lorde Regente Burrows, e é o responsável pela criação dos Loyalists, grupo que tem por objetivo tirar o Lorde Regente do poder. É ele o responsável pelo plano de recrutar Corvo para o grupo.
Farley Havelock é dublado por John Slattery, mais conhecido por fazer o personagem “Roger Sterling” na série Mad Men, e o pai de Tony Stark em Homem de Ferro 2. Esse é o primeiro trabalho do ator para um jogo de videogame.




Granny Rags – um velhinha cega e gagá que vive pelas ruas escuras de Dunwall, que em sua juventude já foi uma bela aristocrata pretendida por até mesmo por reis. Ela é umas das personagens aos quais The Outsider concedeu poderes mágicos.
Granny Rags é dublada por Susan Sarandon, conhecida por ter participado de verdadeiros clássicos do cinema, como Thelma & Louise, Os Últimos Passos de um Homem (filme pelo qual levou o Oscar de melhor atriz), O Óleo de Lorenzo e The Rocky Horror Picture Show, e é considerada uma das atrizes mais influentes em Hollywood. Esse é o primeiro trabalho dela na indústria de videogames.


O veredito?


Se você ainda não jogou Dishonored, jogue! Se está em dúvida se deve ou não comprá-lo, compre! Dishonored é um dos melhores jogos dos últimos anos, e forte candidato a Game of the Yearde 2012. E, sem sombra de dúvidas, se ganhar, será com todos os méritos.