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Dishonored (PC/PS3/X360) - Game de Ponta







Em tempos de Assassin'sCreed 3 e Call ofDuty: Black Ops 2, alguns bons jogos acabam passando batido pelo público. E isso é algo normal; afinal, títulos da força desses dois acabam por eclipsar boa parte dos lançamentos que chegam em datas próximas aos seus. E ainda que boa parte dessas vezes os títulos deixados de lado são medianos, nada originais ou ruins mesmo, e nada ou pouca coisa se perde ao ignorá-los, isso nem sempre é o caso. E é nessa última categoria que podemos encaixar Dishonored. O novo jogo da Arkane Studios (que já havia entrado no radar do gamers em com Dark Messiah of Mightand Magic), lançado no dia 09 de outubro para PS3, X-Box 360 e PC, que acabou gerando expectativas um tanto aquéns do que deveria, pelo menos entre os players brasileiros – coisa que ficou bem evidente no estande do jogo na Brasil Game Show que, apesar de contar com 4 consoles com o game, estava quase sempre vazio -, ainda que estivesse sendo lançado pela sempre competente Bethesda. E também, principalmente, porque promete ser um dos melhores jogos do ano e grande candidato a qualquer título de GOTY, mesmo com o tio Connor e o tio Desmond na disputa.




O jogo


Dishonored é um jogo de ação stealth com perspectiva em primeira pessoa. O jogo segue o esquema de mundo aberto, mas de um modo diferente do convencional: ao invés de fornecer um grande mapa com várias side-quests e uma missão principal, onde se há a liberdade de se explorar qualquer lugar como bem entender (como acontece nos últimos jogos das duas maiores franquias da Bethesda, Elder Scrolls e Fallout), a questão da liberdade aqui se dá de modo diferente: ao invés de liberdade de exploração, Dishonored oferece ao jogador uma total liberdade de execução. Ao invés do mundo aberto com diversas missões que consistem sempre em ir até um determinado ponto do mapa, matar todo mundo e recuperar certo item, as fases de Dishonored são “caixas fechadas” que podem ser acessados em apenas determinados momentos, e onde há apenas uma única missão: assassinar alguém. Mas o modo que isso será feito é totalmente à escolha do jogador, que pode sair como uma verdadeira máquina de guerra matando todos que apareçam à sua frente, ser uma assassino silencioso ou mesmo ser um cara legal e não matar ninguém, sendo Dishonored o único jogo de ação, talvez em todos os tempos, que fornece a possibilidade de finalizar sua história sem derramar uma única gota de sangue.



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Esse tipo de liberdade fica bem evidente já na primeira missão, em que seu personagem está encarregado de matar o cardeal da cidade. Apenas para essa parte em específica, você pode escolher arrombar a porta da mansão dele e sair dilacerando todos os guardas, abrindo caminho até que consiga encurralá-lo em sua salinha secreta, entrar na mansão escondido e cortar a garganta dele sem que ninguém perceba sua presença, envenenar o copo de vinho que ele tomará ao sair do quarto, ou mesmo invadir seus aposentos, conseguir provas de que ele está deturpando as leis da Igreja e destituí-lo de seu cargo, tirando-o de seu caminho sem a necessidade de matá-lo. Isso sem contar as outras possibilidades possíveis, usando poderes e elementos do cenário, oferecendo uma gama de modos para se completar uma missão tão grande quanto a imaginação de que joga.

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Assim como nos RPGs modernos, as ações de seu personagem também passam por um certo sistema de julgamento. Só que, ao invés do tradicional sistema de moralidade que divide em “ações boas” e “ações más” (como em Mass Effect, por exemplo), o que rege a consequência de suas ações é um sistema baseado no caos que elas causam, fazendo com que a morte de muitos inimigos aumente o número de guardas, ratos e pessoas contaminadas nas ruas e, ao mesmo tempo, não matar ninguém pode fazer com que alguns NPCs comecem a desconfiar de sua lealdade ao grupo rebelde. Esse sistema – que faz com que não só o mundo como também o modo com que os NPCs te tratam mudem – é o que define qual dos dois finais disponíveis será exibido ao completar a história.

Como bom assassino, sua arma principal é uma espada – que possui um dispositivo de lâmina retrátil, fazendo com que o personagem aparente carregar algo inofensivo em sua mão. Mas outras armas secundárias também podem ser usadas, como uma besta-de-mão, uma garrucha e armadilhas diversas. Além desses aparatos tecnológicos, o jogador também poderá contar com a boa e velha magia – e é isso que dará a maior vantagem sobre seus inimigos. Essas magias podem ser tanto ativas – como se teleportar para um determinado local ou conjurar hordas de ratos para atacar os inimigos – quanto habilidades passivas – uma vitalidade maior ou o fato de os inimigos mortos virarem pó, não deixando um rastro de corpos pelo caminho. Além disso, há ainda várias amuletos pelo jogo que fornecem alguns poderes sobrenaturais, como não ter a velocidade diminuída ao correr armado ou aumentar a quantidade de tempo que se consegue ficar debaixo d'água.

Os controles, incrivelmente, são bem fáceis. E olha que quem está dizendo isso é alguém que, depois de uma experiência malfadada com Morrowind, nunca conseguiu achar graça em jogos de espada com visão em primeira pessoa. Então, nesse quesito, Dishonored é uma ótima surpresa. Os comandos são simples e fornecem respostas rápidas, e a câmera não cria vida própria enquanto você tenta atacar e correr ao mesmo tempo. Tudo funciona de modo muito simples – um botão ataca, outro defende, outro solta magia ou usa a arma secundária – e, seja com teclado e mouse ou com joystick, em coisa de cinco minutos você já se encontra apto para passar sem problemas por qualquer ponto do jogo. E, ao contrário de muitos jogos em primeira pessoa, o sistema de stealth realmente funciona! Você consegue se desvencilhar de inimigos usando sombras e outros elementos do cenário, além de que uma tentativa de roubar algum guarda desapercebido não vai fazer com que ele magicamente perceba sua presença – afinal, você não é um guerreiro desengonçado e armado até os dentes fingindo que é silencioso, mas um verdadeiro assassino que sabe que o silêncio e a delicadeza são suas maiores armas. Outra coisa bem interessante é o sistema de alerta dos inimigos: caso você seja avistado, eles imediatamente se comunicarão com todos os outros da fase, fazendo com que eles passem a te procurar e se torne mais difícil se esgueirar sem ser visto, mais ou menos como o sistema que fez tanto sucesso na franquia Metal Gear.




A história



Você é Corvo Attano, guarda-costas pessoal da Imperatriz Jessamine e chefe da guarda da cidade de Dunwall. O jogo tem início com Corvo retornando de viagem, retornando da missão de buscar ajuda em outros reinos para conter a praga que vem assolando a cidade. Ao entregar seu relatório para a Imperatriz, um grupo de assassinos se teleporta para o lugar onde eles estão, usando de poderes mágicos para paralisar Corvo, matar a Imperatriz e sequestrar a herdeira do trono. Ao se ver novamente livre, Corvo corre para amparar sua soberana, que, em suas últimas palavras, pede para que ele resgate sua filha. Chegando no local e vendo o guarda-costas debruçado sobre o corpo morto da Imperatriz, Hiram Burrows, chefe de espionagem do reino, o acusa de assassinato e faz com que os guardas o arrastem para a prisão. Após seis meses largado na cela e sofrendo torturas constantes, Burrows, agora Lorde Regente na cidade, aparece em sua cela e revela que fora ele que arquitetou o plano de matar a Imperatriz e tomar o domínio da cidade e que, apesar de não que você estivesse presente no momento, acabou sendo algo bom, pois ele tinha alguém para culpar, e anuncia que você será enforcado no dia seguinte. Então, depois da confissão do vilão, alguém disposto a te ajudar aparece, você foge de sua cela e parte em busca de vingança e da salvação do mundo. Assim começa mais uma história de James Bond Dishonored.

Ok, o plot base não é lá tão original assim, mas vários elementos o tornam interessante. Primeiramente, Dunwall foi inspirada nas Londres e Edimburgo do final do século XIX, onde conviviam lado a lado motores a vapor, armas de fogo e a fuligem e sujeira trazidas pela Revolução Industrial e a monarquia aristocrática inglesa, com suas famílias tradicionais vivendo em palácios e mansões de três séculos atrás, pertencendo a ordens de cavalaria e portando espadas como peças importantes do vestuário. Assim como a Londres de final de século, Dunwall também é um misto do novo com o velho mundo, onde a tecnologia convive lado a lado com as tradições medievais. Outra referência histórica fica pelo clima em que a cidade é encontrada, o desespero que dá o teor dramático e não-clichê ao jogo. Para esse clima, os programadores se inspiraram na Londres do século XVII, mais precisamente na Londres do ano de 1666. Essa escolha é apontado por Harvey Smith, um dos nomes responsáveis por todo o designdo game, como sendo uma escolha óbvia, já que 1666 foi o ano do Grande Incêndio de Londres, que acabou de vez com a praga que assolava a cidade, ao custo da incineração total dos bairros mais pobres. Mesmo a peste que vimos em Dunwall é inspirada nessa época: transmitida por ratos e matando aqueles que a contraiam em poucos dias, a peste de Dunwall é muito parecido com a peste bubônica – ou Peste Negra – que assolou a Europa durante todo os século XIV, XV, XVI, XVII e XVIII. Em Londres, a maior epidemia dessa Peste ocorreu entre os anos de 1665 e 1666, e foi contida apenas pelo incêndio que se iniciou numa padaria e transformou mais da metade da cidade em cinzas. Apesar de ter consumido 13200 casas, 87 igrejas, a Catedral de São Paulo, além de um incontável número de barracões e cortiços nos bairros mais pobres, deixando cerca de 80.000 pessoas desabrigadas da noite para o dia, curiosamente, foram contabilizadas apenas seis mortes ao Grande Incêndio de Londres. A razão para isso é explicada como sendo que as mortes dos habitantes de menor influência na cidade (classe média e pobres e miseráveis no geral) não eram documentadas, e também de que, pelo calor das chamas, muitos corpos acabaram cremados e não sobrou nada para ser documentado. E tudo isso só adiciona ao cenário steampunk que o jogo apresenta desde o início, e que poucas vezes consegue ser usado sem parecer caricato (como o foi em Fable III, apesar de, nesse caso, a caricaturização ser proposital).



Além disso, o sistema de caos é algo bem legal, e dá pra ser visto não só nas mudanças do mundo, mas mesmo no andamento da história. OK, você encontra um cara que te dá poderes mágicos pra salvar o mundo. Mas, ao contrário do que acontece na maior parte dos jogos, esse cara não é bonzinho. E, os mesmos poderes que ele deu a você, também ofereceu a seus inimigos; basicamente, o cara que ver “Dunwall pegar fogo!” sacaram a piada com o Grande Incêndio? Hã? Pegar fogo? Hahaha eu sou mesmo hilário e não assumir nenhum lado, fazendo do caos parte importante não só do gameplay como também do plot da história.

Personagens Principais


Corvo Attano – personagem jogável e protagonista do game. Corvo é guarda-costas pessoal da Imperatriz, e é injustamente acusado de matá-la e sumir com sua filha. O desejo de vingança e o senso de dever é o que o faz se aliar aos Loyalists (grupo que pretende tirar o Lorde Regente do poder e voltar a colocar uma Imperatriz no trono) e ajudá-los a tomar o poder de volta, assassinando ou tirando de cena figuras chaves da política da cidade.
Corvo é também o único personagem do jogo que não é dublado por ninguém, numa tentativa dos produtores de, ao não dar voz ao personagem, fazer o jogador se sentir como sendo sua própria voz falando ali, numa tentativa de deixá-lo ainda mais imerso no mundo do jogo.


The Outsider – uma entidade espiritual “meio anjo, meio demônio”, com vários seguidores ao redor do mundo. É ele o responsável por toda a magia de Dishonored, aparecendo para pessoas que ele julga serem interessantes e concedendo-lhes poderes mágicos ao marcá-las. Além de Corvo, vários outros personagens do jogo também receberam visitas do Outsider. Apesar de estar ciente do mundo dos humanos, e achar tudo muito interessante, ele não escolhe lados, se mantendo sempre neutro e fornecendo auxílio para aqueles que julga merecerem, independente de quais sejam suas ambições.
The Outsider é dublado pelo ator Billy Lush, conhecido pelo personagem Chris Cawsey de Sob o Domínio do Medo, e pelas variadas participações em série para TV, como CSI: New York, Castle e Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Esse é seu primeiro trabalho em um jogo de videogame, onde também está escalado para dublar um dos personagens de Hitman: Absolution.


Jessamine Kaldwin – Imperatriz de Dunwall, cuja morte é o estopim para o início da história. Acredita-se que, além de guarda-costas, Corvo era na verdade seu amante, e Emily seria fruto do amor dos dois.
Jessamine Kaldwin é dublada por April Stewart, que já tem em seu curriculum uma infinidade de trabalhos em games, entre os quais se encontram The Elder Scrolls V: Skyrim, Fallout: New Vegas, God of War III, Dragon Age: Origins e Mass Effect.





Emily Kaldwin – filha da Imperatriz Jessamine e herdeira do trono de Dunwall, viu a mãe ser morta e foi raptada por seus assassinos, sendo tirada de cena para que Burrows pudesse dominar a cidade. Acredita-se que seja filha de um romance entre Corvo e a Imperatriz.
Emily Kaldwin é dublada pela atriz Chloë Grace Moretz, famosa por ter feito a Hit Girl no filme Kick-Ass e a menina Isabelle em A Invenção de Hugo Cabret. Ela já havia trabalhado com videogames em 2010, ao dublar a Hit Girl para Kick-Ass: The Game.




Hiram Burrows – antigo chefe de espionagem de Dunwall, se tornou Lorde Regente após a morte da Imperatriz e o sumiço de sua filha. Foi ele o responsável por todos esses eventos, e também por jogar toda a culpa nas costas de Corvo.
Hiram Burrows é dublado por Kristoffer Tabori que, entre seus trabalhos em videogames, estão Ninja Gaiden 3, Star Wars: The Old Republic, Star Wars: The Force Unleashed – Ultimate Sith Edition, Alpha Protocol e Star Wars: Knights of the Old Republic.





Farley Havelock – antigo almirante da Marinha de Gristol (país de onde Dunwall é a capital), Havelock se recusou a navegar sob o comando do Lorde Regente Burrows, e é o responsável pela criação dos Loyalists, grupo que tem por objetivo tirar o Lorde Regente do poder. É ele o responsável pelo plano de recrutar Corvo para o grupo.
Farley Havelock é dublado por John Slattery, mais conhecido por fazer o personagem “Roger Sterling” na série Mad Men, e o pai de Tony Stark em Homem de Ferro 2. Esse é o primeiro trabalho do ator para um jogo de videogame.




Granny Rags – um velhinha cega e gagá que vive pelas ruas escuras de Dunwall, que em sua juventude já foi uma bela aristocrata pretendida por até mesmo por reis. Ela é umas das personagens aos quais The Outsider concedeu poderes mágicos.
Granny Rags é dublada por Susan Sarandon, conhecida por ter participado de verdadeiros clássicos do cinema, como Thelma & Louise, Os Últimos Passos de um Homem (filme pelo qual levou o Oscar de melhor atriz), O Óleo de Lorenzo e The Rocky Horror Picture Show, e é considerada uma das atrizes mais influentes em Hollywood. Esse é o primeiro trabalho dela na indústria de videogames.


O veredito?


Se você ainda não jogou Dishonored, jogue! Se está em dúvida se deve ou não comprá-lo, compre! Dishonored é um dos melhores jogos dos últimos anos, e forte candidato a Game of the Yearde 2012. E, sem sombra de dúvidas, se ganhar, será com todos os méritos.



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Brasil Game Show - PS All-Stars Battle Royale

Quem não gosta de um bom crossover? A mania já é velha, mas ainda faz sucesso. Seja em Marvel vs Capcom ou Super Smash Bros, os fãs adoram ver seus personagens favoritos em uma batalha até a morte. E é por isso que a Sony decidiu investir no amor dos fãs por suas franquias com o lançamento de Playstation All-Stars Battle Royale. Então, é hora de saber tudo sobre esse mash-up e se preparar para seu lançamento em Novembro!


Gameplay

A jogabilidade de All-Stars é o que você imagina em qualquer brawler, mas pode esquecer a barrinha de vida e coisas assim. Como Super Smash Bros, o jogo conta com um sistema diferenciado para eliminar seus adversários. Enquanto a pancadaria come solta, uma barra de especial cresce e o único jeito de derrotar seus concorrentes é usando um dos três níveis de especial. Bem no estilo de Smash, as mortes contam pontos, que só são revelados no fim da partida, o que deixa todos com aquela esperança e expectativa de "Será que ganhei? Ou será que foi o maldito do Kratos naqueles últimos dois segundos?". Admito que minhas primeiras partidas foram meio decepcionantes, os controles pareciam meio travados e acabei levando uma sova na maioria das partidas. Com o tempo fiquei acostumado com o sistema e até me apeguei a alguns personagens (Radec e Sir Daniel, estou falando de vocês).



Vita ou PS3?

Playstation All-Stars vai sair para Playstation 3 e para o Playstation Vita simultaneamente, mas não se preocupe em gastar dinheiro. Na compra da versão de PS3, você ganha, na faixa, a versão para o portátil. Outra mecânica interessante é o Cross-Play, a habilidade de usar o Vita como um segundo controle para a versão de PS3. Mas qual a melhor versão? Sendo sincero, eu preferi jogar em uma tela grande, a confusão nesse tipo de jogo é grande e fica difícil entender o que você faz em uma tela menor como a do Vita. Sem contar que algumas ações como pegar um item são comandadas pela tela de Touch do portátil, o que não é nada confortável.

Personagens

Querendo ou não, esse é sempre o assunto mais importante quando pensamos em games desse gênero. Mas fiquem tranqüilos, a Superbot Entertainment caprichou no line-up de personagens, incluindo  personagens que não são exclusivos da Sony como Big Daddy, de Bioshock e Dante, do novo Devil May Cry. Confira a lista completa dos personagens presentes no jogo: Kratos (God of War), Colonel Radec (Killzone), Evil Cole e Cole McGrath (inFamous), Spike (Ape Escape), Sackboy (LittleBig Planet), Nariko (Heavenly Sword), Sir Daniel Fortesque (MediEvil), Ratchet e Clank (Ratchet & Clank), Sly Cooper (Sly), Jak e Daxter (Jak & Daxter), Fat Princess (Fat Princess), Nathan Drake (Uncharted), Parappa (Parappa the Rapper), Sweet Tooth (Twisted Metal), Big Daddy (Bioshock), Dante (DmC), Raiden (Metal Gear Solid), Heihachi (Tekken) e Toro (Mascote da Sony japonesa). Impressionante, não? Qual seu favorito? Quem faltou? Deixe a sua opinião aqui nos comentários!

Impressões Gerais


Todo o tempo que passei com Battle Royale foi divertido, mesmo sofrendo com os controles. Só a oportunidade de jogar um Big Daddy em uma luta contra Kratos já me deixou contente. Os personagens tem estilos bem diferenciados. Radec de Killzone, por exemplo, luta mais de longe com suas armas e bugigangas, enquanto Sly Cooper fica invisível e surpreende os adversários. Até os cenários são diferenciados, com crossovers interessantes: o submundo de God of War com Patapons ou um cenário que vai sendo criado como em LittleBig Planet e tem um quiz da série Buzz durante a partida. O estúdio responsável pelo jogo, Superbot Entertainment, foi "incubado" só pra fazer esse jogo e conta com grandes nomes da indústria de jogos de luta como Seth Killian (co-fundador do campeonato EVO de jogos de luta) e Omar Kendall (série UFC).

Quem não pôde ir ao Brasil Game Show não precisa se desesperar. A Sony inaugurou o Beta Aberto para Vita e PS3! É só entrar na Playstation Store e baixar, mas corra, serão só duas semanas para testar os servidores do jogo antes do lançamento oficial.


Felipe Navarro

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Game Flashback de Ponta - Street Fighter II, do começo ao HD Remix

Na onda da cobertura da Brasil Game Show, o Game Flashback dessa semana deu uma pisadinha no Game de Ponta e trouxe Street Fighter II. Por que de Ponta também? Chega mais que eu explico =]




Pra quem não sabia, agora existe uma nova versão em HD para esse game clássico, para ser jogada em XBox 360 e Playstation 3. Vamos mostrar as diferenças e semelhanças entre as duas versões de um dos maiores sucessos da série Street Fighter. Claro que não resisti e tive que montar uma pequena explicação sobre cada jogo da série além de explicar as nuances lindas do nosso astro da noite, Street Fighter II Super Turbo em  sua versão HD Remix. Vou começar com a velharia em nome da ordem cronológica. Quem quiser ver só a novidade, desça até o finalzinho.





Street Turbo Super qualquer coisa... tá, e daí?

Lançada em 1994 pela Capcom, essa Super Turbo foi a versão final de Street Fighter II. É exatamente por esse motivo que ela tem tantos "a mais" no nome (aliás, no Japão é ainda pior. Lá, esse game se chama "Super Street Fighter II X — Grand Master Challenge"). Para que fique mais fácil entender por que raios ela é tão importante, vamos fazer uma breve retrospectiva do que está acontecendo aqui, sim?




Street Fighter II - 1991
A continuação de Street Fighter, o primeirão de 1987, é o jogo que mais vendeu na história dos Street Fighters em todos os tempos. Acredite. Ele era bem limitado em relação ao que se tornou, mas na época foi revolucionário e abriu espaço para muitos jogos do gênero. Personagens jogáveis aqui eram apenas os já existentes Ryu e Ken, mais os novos Blanka, Guile, Chun-Li e Dhalsin (Sagat, o último chefe da primeira versão, aparecia, mas não era jogável. Tampouco podia escolher os novos chefes Balrog, Vega e M. Bison), não havia

nenhum tipo de super especial além dos golpes especiais padrão (Sonic Boom, Hadouken, Shoryuken e tal...). Tinha versões para Arcade, Snes, Genesis e também foi adaptado para o Master System, da brasileira TecToy. Detalhe, não era possível escolher o mesmo personagem no player 1 e no 2. Parece engraçado, mas só tiveram a ideia da cor diferente de roupa um ano mais tarde...



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(Párã párã parãm pãammm)

HERE COMES A NEW CHALLENGER!
Interrompo a cronologia nesse momento para esclarecer uma pequena confusão com os nomes dos vilões. Balrog, Vega e M. Bison. Não é lá muita novidade, maaaas...

Os nomes originais (Japoneses) dos personagens malvados tiveram que ser alterados. Reza a lenda que Mike Bison  foi inspirado em um atleta real (note a semelhança com Myke Tison), e com a possibilidade de ser processada ao levar o game para os EUA, e com a alegação que Vega não era um nome sonoro para o último chefe do jogo, a Capcom fez uma tremenda salada com os nomes desses três. Só Sagat saiu ileso dessa dança das cadeiras... Só pra constar, estou usando a nomenclatura americana ao longo de toda a postagem, sim?
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Street Fighter II - Champion Edition - 1992
E você achando que jogo só ficava ultrapassado rápido hoje em dia... Um ano depois, a Capcom solta uma versão com vários bugs corrigidos, algumas poucas modificações gráficas. O grande ganho de quem comprou esse ao invés da versão anterior é que, desta vez, os quatro personagens "chefe" da edição passada estão abertos para escolher. Aqui, finalmente possibilitam lutas entre personagens iguais, e, pra isso, aparecem as roupas (e até mesmo cor da pele, dependendo do personagem) em cores diferentes das originais.





Street Fighter Turbo (Hyper Fighting) - 1992
Cês tão de sacanagem... no mesmo ano??? Esse não muda muita coisa em relação ao Champion Edition. Aqui a velocidade de jogo aumenta um pouco, coisa que os fãs pediram, e alguns novos golpes são incluídos, como o Kikoken (aquela tentativa fail de hadouken) da Chun Li. Esse mundo de versões de SFII foi a alegria dos donos de fliperama e a tristeza suprema de quem comprava os cartuchos.





Super Street Fighert II - The New Chalengers - 1993
Aqui a coisa ficou bonita mesmo. A nova abertura com Ryu preparando um Hadouken já dá uma noção da melhoria que esse SUPER trouxe. Um processador muito mais poderoso (hahahahahaha! Ai, ai) foi implantado aqui, o que permitiu que o som ficasse melhor, que vários personagens fossem modificados (uns pra melhor, outros pra pior), o que deixou o jogo mais equilibrado e mais emocionante. A estética também mudou bastante (para a que se manteve na versão Super Turbo), com vários rostos redesenhados, como o de Ken, que ficou com a cara de garotão que ficou para sempre com ele depois disso, e seis cores diferentes para cada jogador (dizem que a sétima aparece quando você segura os três socos ou os três chutes, mas nunca deu certo comigo). Introduziram novos modos de jogo, como o Survival e o Tournament. A inteligência artificial também melhorou e matar o Bison ficou chato pra porra muito, o que deixou o jogo mais difícil. Dizem as más línguas que o lançamento dele foi apressado para que saísse antes do novíssimo game do estilo, Mortal Kombat, e por isso tinha vários bugs. O que me parece bastante ofuscado pelo fato de o jogo ter incluído, além de tudo que eu já disse, quatro novos personagens: o jamaicano Dee Jay, o honkonguês inspirado em Bruce Lee, Fei Long, a britânica Cammy e o índio americano gigante T. Hawk. (veja eles todos aqui).

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BONUS STAGE!

Antes de postar aqui, fiz todos os finais dessa versão do jogo e tirei mil prints. Pra não saturar muito mais a postagem, upei todas essas imagens aqui no meu twitpic. Quem quiser ver, corre lá =]



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Finalmente o 2 Turbo

Depois de tuuuuuuuuudo isso, em 1994, a Capcom lança a versão definitiva para SFII, o Super Street Fighter Turbo, o mais difícil da série. Esse, como eu disse antes, a estética da versão anterior, New Chalengers, foi mantida, mas muita coisa mudou na jogabilidade. Os personagens ficaram ainda mais balanceados e um personagem secreto foi incluído. Akuma (ou Gouki, como era no Japão), lutador com o mesmo estilo de Ryu e Ken, mas MUITO mais forte, aparecia caso sua campanha fosse acima da média (sem perder nenhum round, sem usar continues, usando muitos golpes especiais... tipo isso). Sem nome ou foto, o cara aparecia pra dar um cacete no Bison e vinha pra cima de você. (também é possível jogar com Akuma usando cheat, mas  o Akuma
jogável é violentamente mais fraco em relação ao que aparece para enfrentar o jogador que provoca sua aparição). Ali embaixo tem um vídeo pra vocês verem como esse personagem secreto que caiu nas graças do público é apelão. Aliás, esse foi um dos primeiros games a usar personagens secretos e lançou moda. Além disso, foi o pioneiro também com os Super Combos, uma série de movimentos especiais que só podiam ser usados em determinados momentos e podiam (ainda podem) decidir uma partida.




Com esse game, a Capcom consolidou pra sempre a série de luta mais famosa (me perdoem, fãs de KOF, Mortal Kombat, Tekken e afins) de todos os tempos. Street Fighter ainda teve muitas outras continuações (não percam a mais incrível versão: Street Fighter de Rodoviária), inclusive fora da ordem cronológica original da história, mas como estamos falando de Street II hoje, resolvi trazer uma grata surpresa que tive na Brasil Game Show desse ano: o remake (FINALMENTE) em 2D que fizeram pra última versão de SFII. Curtam as diferenças.





Super Street Fighter II HD Remix 



O que mudou?

Basicamente, o jogo foi redesenhado para melhorar os gráficos, mas sem desrespeitar as características clássicas da versão original de 1994. A UDON Entertainment fez a repaginação dos personagens, dos cenários, dos movimentos, golpes, especiais e tudo a que nós temos direito (inclusive dá pra jogar em modo HD, na tela gigante tamanha a qualidade =D), enquanto a OverClocked ReMix deu uma nova cara para as músicas tema do game. Sinceramente estranhei um pouco as músicas, especialmente a do Guile (que era assim e ficou assim). Não que tenha ficado ruim, mas a batida de algumas delas nos 16bits ficaram muito eternizadas, fica difícil pensar diferente... (a voz dele, em compensação, melhorou um trilhão por cento.)
O jogo também incluiu algumas cores novas para as roupas além das que já estavam disponíveis antes, até porque usamos mais botões hoje em dia, e ficou bem legal. Consertaram a dificuldade também. Pra quem não se lembra, Super SFII Turbo era muito difícil em qualquer dificuldade. Derrotar o primeiro oponente já era difícil, o terceiro então, nem se fala! Na nova versão, fácil é fácil, normal é normal e assim por diante. Akuma também está presente e pode ser selecionado pelo jogador, mas não de graça, tem que saber as manhas Quem compra essa versão de ponta, leva pra casa a versão original também. Dá pra alternar entre uma e outra sem prejuízo. Os produtores foram muito legais, porque dá pra jogar online e eles resolveram um dos grandes problemas para os jogadores mais sérios: não dá pra ver quem o outro escolheu antes de você ter escolhido, por isso, não precisa ficar parado esperando o adversário decidir para tentar tirar vantagem disso, o que gera uma luta mais justa. Ah! E redesenharam os finais de cada personagem também. Não cheguei a terminar nem uma vezinha quando joguei na Brasil Game Show porque sempre aparecia alguém pra me desafiar, mas não tenho dúvida de que ficou bom. Se essa abertura (o remake da abertura clássica de SSFII) foi descartada, imaginem o que foi usado...





Pra dar um gostinho do novo layout, vai olhando o que eu fiz especialmente para o post:

Como era:


E como ficou:




Pode falar, ficou lindo demais, né? Esse jogo é tão cativante que, mesmo tendo à disposição outros além dele, como o 3rd Stike Online Edition e o Street X Tekken, as pessoas que passaram  lá no estande da Capcom na BGS preferiam jogar esse remix de Street Fighter II. Numa feira enorme, cheia de gente diferente e com várias televisões enormes pra jogar SF, só se via telas com essa versão linda. Desculpa, gente, eu me apaixonei mesmo. Há anos esperava ansiosa pelo dia em que voltariam a valorizar os gráficos em 2D sem frescura e pisca-pisca, afinal, não gostei nem um pouco da nova cara que deram à série em Street Fighter IV... Enfim, dá uma olhada no gameplay e me dê razão, por favor.



Quem quiser comprar o download dessa belezinha, pode dar uma olhada aqui para Playstation3 e aqui para Xbox360. Já adianto que vale cada centavo investido. Tá lindo mesmo.


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[Atualizado] Entrevista exclusiva: Philippe Ducharme, produtor executivo do Assassin’s Creed 3


Philippe Ducharme, produtor executivo do Assassin’s Creed 3, falou com o Comando Login sobre o mercado do game no Brasil e mais.

A cena é a seguinte. Brasil Game Show, stand da Ubisoft. O assessor de imprensa avisa: “Philippe Ducharme está aqui, querem falar com ele?”. Foi dessa forma inesperada que o Comando Login conseguiu uma entrevista exclusiva com um dos homens mais concorridos da BGS.
Ducharme é simplesmente o responsável por gerenciar basicamente tudo sobre o Assassin’s Creed 3. Olha a lista: produção de áudio,efeitos sonoros, música, personagens, legenda, efeitos gráficos, efeitos de menu. Mas prefere se intitular apenas produtor executivo do game e da Ubisoft.

Ele aponta que o mercado de games para o Brasil nos últimos anos tem crescido muito e a paixão do brasileiro pelo jogo cresceu com ela, o que fez a Ubisoft trazer o AC3 para BGS. “A página do Facebook do AC3 para o Brasil tem mais de um milhão de fãs e é a maior fanpage do mundo. E nós viemos aqui para retribuir, para mostrar que a gente tá reconhecendo esse mercado aqui”, conta o produtor.
Ducharme afirmou que as legendas e áudios em Português (lembrando que o novo AC terá um patch dublado em portuga) é um reflexo desse bom mercado em que o Brasil se transformou. “Nós queremos agradecer os fãs, por isso colocamos as legendas e áudio, para devolver um pouco para os nossos fãs”, explica.
Ele não quis revelar muitas coisas sobre o novo game, além do que já foi divulgado, para “manter a expectativa” dos fãs. Aparentemente, o produtor executivo não gosta muito de spoiles. Mas afirma: “nós vamos surpreender vocês quando pegarem o jogo”. Mas já deixa no ar que há muitas coisas que unem Connor e Desmond nessa nova história.
Quanto a um possível Assassin’s Creed 4 já em produção, Ducharme afirma que prefere não dar certeza, mas que se as coisas continuarem com esse sucesso global, a Ubisoft com certeza continuará a franquia.
Sobre se rolaria um AC com história tupiniquim, ele afirmou que “o Brasil tem uma ótima cultura, uma ótima história”. Quem sabe, não?
A entrevista completa na Brasil Game Show você pode no link abaixo, aqui no Comando Login e Game Show. Para as legendas em português, basta ativá-las no próprio player do YouTube.