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Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero - Game Trashback


Como a maioria dos gamers já sabe, a Midway dominou grande fatia do mercado durante toda a década de 90. A razão para tal feito tem duas palavras: Mortal Kombat. O intenso game de luta, fruto de uma tentativa de concorrer com o todo-poderoso da época, Street Fighter II, inovava ao fazer uso de digitalização de atores reais para compor seus personagens, o que lhe garantiu um estilo visual único. Também diferia de Street Fighter por não mascarar a violência no produto, indo exatamente na direção contrária, com o sangue e a brutalidade tornando-se marcas registradas do jogo.

O sucesso continuou com duas sequências diretas, de 93 e 95, que consolidaram o nome da série. Em 1997, às vésperas do lançamento da quarta edição (que viria a ser o primeiro fracasso da franquia), a Midway decidiu promover o futuro jogo com um produto paralelo. O resultado é Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero.



O que tem de bom

Lançado para PlayStation e Nintendo 64, Mythologies foi o primeiro título da série direcionado exclusivamente aos consoles, ficando fora dos arcades. Isto tem relação com a principal alteração na mecânica do game: não mais um jogo de luta tradicional, mas sim um jogo de ação em plataforma bidimensional, ao estilo de Prince of Persia e tantos outros, embora continue visualmente semelhante aos antecessores.  

Desta vez, ao invés de contar com um vasto elenco de personagens para escolher, o jogador assume o papel de um combatente específico, Sub-Zero. No enredo, que se passa antes do primeiro Mortal Kombat, o ninja com poderes congelantes favorito dos apelões é contratado por um feiticeiro maligno para resgatar um artefato das mãos de bandidos. No desenrolar da história, Sub-Zero percebe que está sendo manipulado para ajudar a libertar Shinnok, um demônio ancestral, e rebela-se contra o plano.

Os estágios são extensos e permitem uma imersão no universo da série. Nas batalhas contra chefes, temos participações de conhecidos da saga como Quan Chi e Scorpion. Outro destaque é que o sistema de controle foi mantido em sua quase totalidade o que significa que os apelões de Sub-Zero estão em casa, garantindo horas e horas de castigo no joystick com combinações de botões.

A porrada comendo pra cima dos monges
Ainda sobre os golpes, Mythologies implementa um interessante elemento de progressão do personagem, permitindo o destravamento de novas habilidades no decorrer do jogo. Sub-Zero começa o jogo fraco e vai, aos poucos, adquirindo novas capacidades. Diferente dos Mortal Kombat anteriores, aqui os poderes são limitados por uma barra de "gelo" localizada na tela.

Mythologies: Sub-Zerotem sólidas virtudes e oferece ao jogador a oportunidade de dar uma voltinha no universo de MK sob outra perspectiva. Infelizmente, a coisa não tem só lado bom.



O que tem de (muito) ruim

As falhas de desenvolvimento e de conceitos da Midway foram várias. A primeira e mais chamativa está na dificuldade extrema do jogo. Claro que estamos falando de outra era em desafio nos games, mas em Mythologies chega a ser covardia. Mesmo os inimigos mais básicos podem causar muito dano e as armadilhas são insanas, transformando a experiência em uma constante repetição de morte e tentativa, morte e tentativa, até que você memorize a posição dos elementos na plataforma. Bem chato.


Sub-Zero surpreende ao subir em uma corda sem usar a
metade inferior do corpo
Os inimigos também são repetitivos e você vai passar cinco dos oito estágios lutando contra monges Shaolin que flutuam, teleportam-se, atacam com raios e só podem ser mortos depois de congelados. As batalhas contra os chefes, como já foi mencionado, são legais por envolverem personagens consagrados da franquia, mas não se sustentam na prática por serem desafiadoras demais ou pouco imaginativas. Alguns dos oponentes impressionam de tão absurdos, como alguns cyborgs e um ninja montado em um dinossauro (!!!).

O próximo problema está nos controles. Curiosamente, não existe um botão para pular, sendo esta habilidade ativada pelo direcional ou analógico. Pra completar, também existe um botão para virar-se do outro lado (o que normalmente seria acionado pelo direcional). Assim, muitas vezes você  vai encontrar-se rodeado de inimigos e simplesmente se esquecendo do que precisa apertar para olhar pra outra direção. Morte certa.

Por fim, a dublagem dos personagens é de péssima categoria. Forçando nas emoções e sentimentos, as vozes chegam a ser risíveis. Além disso, as cutscenes com atores reais em fundo verde não impressionam e até pioram o nível geral.


Sim ou não?

A melhor pergunta é: você é muito fã de Mortal Kombat? Se sim, talvez seja uma boa tentar. Caso contrário, é preciso dizer que as frustrações superarão a diversão com facilidade. As várias falhas no design e ideias demonstram que os produtores trabalharam apressadamente, sem muita preocupação com o resultado final e, portanto, com os consumidores. Uma verdadeira pena, ainda mais por envolver um nome tão consagrado no mundo dos jogos. Importante ressaltar que, por pior que Mythologies tenha se saído, ainda supera com folga a atrocidade Special Forces.

Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero é um experimento e tem seus méritos. No entanto, acabou entrando mesmo pra história como o primeiro sinal de cansaço da franquia, que pouco mais tarde viria a decair consideravelmente, ficando perto do esquecimento por quase uma década. Mas essa história é longa e merece outro post.


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Mega Man - Game Flashback

Mega Man é uma espécie de clássico que não ficou esquecido. O game Flashback orgulhosamente apresenta cada versão da série e os destaques de cada uma. Ainda vou mostrar algumas dicas e truques pra ser um jogador esperto com esse game histórico (inclusive indicar lugares onde ver ordem de chefes, como fazer Hadouken, ficar dourado...essas coisas.). Por que Mega Man? Bom, 25 anos depois daquela primeira imagem de cover horrível versão para Nintendo, o robozinho azul volta às origens em um novo game gratuito com cara de 8 bits. Hoje, vou desde o primeiro jogo da série até o novíssimo Street Fighter X Mega Man! (que está imperdível, diga-se de passagem)


Nos idos de 1987, a Capcom lançou o primeiro jogo desse rapazinho. O sucesso da série é incontestável, foram mais de 50 jogos lançados desde então, para muitos consoles diferentes, portáteis e PC, o que faz de Mega Man (Rockman no Japão) a série mais produtiva dentre todas as da Capcom, superando títulos como Street Fighter, Final Fight e Resident Evil (e de longe). Apesar disso, o mais vendido entre os Mega Mans é apenas o 21º na lista de best sellers da empresa. Talvez por isso a série tenha ficado um pouco abandonada (parece que a Capcom nem liga pro menino, coitado. Ele andava super sumido, cancelaram jogos dele e nem nos crossovers tipo Marvel x Capcom ele apareceu mais...), mas aparentemente está voltando à vida, e no seu primeiro formato: os 8 bits.

Bom, não vamos enrolar mais, né? Feliz aniversário, Mega Man!






História

Na verdade, cada Mega Man tem sua história específica (jura?), mas pra entender no geral, é mais ou menos assim: dois cientistas super bonzões da robótica, Dr Thomas Light e Dr Albert Wily (claras referências a Thomas Edison e Albert Einstein)
Light, criador de Megaman, e Willy, maluco dominador mundial
eram amigos e estavam criando uma nova geração de robôs. Dr Wily achou que os robôs poderiam ser uma arma muito poderosa para quem os controlasse. Ele basicamente resolve dominar o mundo e conta para seu amigo Light, mas eles não concordam (good guy Light). Wily, então, rouba o projeto no qual Light estava trabalhando, o Protoman (Blues na versão Japonesa) e foge. Dr Light deixa quieto e constrói Rock e Roll (hahahaha!), um para ajudar no laboratório e outro para ajudar com tarefas domésticas. Quando Dr Wily põe em prática seus planos de dominação mundial com seus robôs, Rock pede para ser transformado em robô de batalha para detê-lo, e assim surge Rockman, o nosso Mega Man. O resto é Wily tentando dominar o mundo e você, Mega Man, impedindo a cada jogo da série. Muitos robôs aparecem ao longo dos games, alguns deles marcantes, como Zero (o robô muito mais forte e legal que apareceu pela primeira vez na série X, e ganhou seu próprio game em Mega Man Zero), Bass (Forte no original japonês, é um robô com as mesmas habilidades de Mega Man, só que melhor e ao invés de um cachorrinho vermelho fofo, ele tem um lobo roxo como companheiro) e o próprio Protoman, claro.



O Jogo

Mega Man é uma série majoritariamente em 2D (o de Nintendo 64 era 3D), tipo plataforma mesmo. Um arcade daqueles mate todos na tela e siga em frente até o chefe da fase, como um beat them up, mas com tiros, robôs e um nível de dificuldade absurdo, dependendo do game, claro. Nos games, você é o robô azul que dá nome à série, que tem um canhão no braço direito e tem a habilidade de absorver o poder dos chefes que vence. adquirindo um tipo diferente de tiro. A movimentação é simples nos primeiros games, apenas andar e pular, mas vai evoluindo, ganha uma espécie de escorregadinha pra frente (no terceiro jogo para Nintendinho), a possibilidade de usar um robô cachorro chamado Rush em forma de jet para voar, usá-lo como nova armadura e poder dar uma espécie de segundo pulo com um foguetinho, dar um pequeno dash pra frente, escorregar pelas paredes... tudo depende do game em questão, mas a lógica universal é única. Mega Man ganhou várias séries diferentes, nas quais tinha poderes diferentes também, que variavam desde encontrar um novo tipo de armadura em cabines até a adquirir a habilidade de usar a espada de Zero, mas continuava sendo um game de aventura com um nível de dificuldade maior do que o pessoal gosta hoje em dia.



As séries






Mega Man

Essa é a original e a mais querida entre a população mundial que teve um Nintendinho. A história é basicamente a que eu contei lá em cima, com Dr. Wily sendo o vilão (que pode ter esquecido as levantadinhas de sobrancelha que ele dava quando chegava pra te comer na porrada). Vou falar carinhosamente sobre elas mais pra baixo, uma por uma, até porque elas merecem mais amor (8 bits é só com amor mesmo, né?). Pra ter uma noção, nos dois primeiros jogos dessa série, os dois botões do contole de NES foram levados muito a sério: Mega Man só pula e atira. Mais nada. A simplicidade, apesar disso, não é uma coisa ruim e não tornava o jogo fácil, muito pelo contrário, ele é dos mais complicados de zerar, principalmente se você não tem as malícias dele. Mega Man tem uma característica clássica que perdura em todas as séries dele: quando se mata um chefe de fase, o poder dele é absorvido. Mega Man ganha um novo tipo de tiro que será mais forte contra alguns personagens e chefes do jogo. Do primeiro ao sexto, foram feitos em 8 bits para Nintendo, o sétimo título veio para Super Nintendo, mas manteve a jogabilidade simples, apesar de ter muito mais recursos. Mega Man 8 era de Playstation, e tinha gráficos bem mais coloridos, mas eu não gostava muito, particularmente. Depois disso, acreditem se quiserem, o visual 8 bits voltou nas versões seguintes e ficou. Quem quiser saber detalhes sobre cada game dessa série, pode dar um pulo no nosso outro post, os 10 jogos originais de Mega Man :D





Mega Man X

A série X se passar muito tempo depois da original, Dr. Light e Dr. Wily já morreram, os vilões são os Mavericks, robôs que começaram a causar o caos. Para controlar a situação, um grupo de robôs super bonzões é criado (entre eles o nosso Zero) e seu líder é Sigma. Com o tempo, Sigma se desvia de sua meta e se torna um Maverick. Quem tem que derrotar esse cara? Você, claro. Mega Man X tem 11 games e é a série em que as coisas começam a ficar feias. Antes, eles deixavam os E Tanks em pontos da fase que dava pra ver, pelo menos, agora resolveram esconder tudo. Aqui, você controla X, o robô super poderoso que Dr. Light fez quando ainda era vivo. Quando criou essa versão de Mega Man, o velhinho achou que ele era forte demais e encerrou o poder dele em uma cabine. E essa coisa de cabines está muito presente no jogo. Existe uma armadura especial para X, dividida em cabeça, corpo, braços e pés, que está escondida nas fases. Aqui, Rush não aparece mais, os carregadores substituíram os E Tanks (são 4 e se enchem sempre que você pega uma energia quando a sua está cheia), e a escorregadinha é substituída por um dash muito útil. Mega Man agora também escala paredes, porque é capaz de escorregar por elas. Além disso tudo, pode aumentar sua energia se encontrar os "corações" escondidos pelas fases e também consegue dar tiros carregados dos poderes que adquire nos chefes (quando tem a parte da mãozinha da armadura especial).



Nessa série, também existiam cabines escondidas que davam poderes especiais, como soltar um Hadouken, um Shoryuken, ter armadura durada, negra, coisas assim... E era bem difícil descobrir tudo isso na raça. Para se ter uma noção, o Hadouken de Mega Man X se conseguia assim: se você tem todos os power ups e derrotou todos os chefes, deve entrar na fase do Armored Armadillo e usar o último carrinho da mina (o terceiro) para saltar para a morte em uma plataforma elevada em cima da portinha do chefe, onde tem uma energia, e logo em seguida sair da fase. Repita o processo 3 vezes e aparece a cabine com Dr. Light vestido de Ryu. Dureza, né? O legal é que o Hadouken matava qualquer inimigo de cara, mas só dava pra usar com a barra de vida cheia. Nesse link aqui, dá pra ver onde e como fazer essas coisas em vários games da série X. Não vou colocar aqui hoje porque o destaque é para a série original, mas quem sabe em outro dia, né?


Mega Man Zero


É a terceira parte da história que começou no Nintendinho e continuou na série X. Foi lançada em 2002 para Gameboy Advance. Separei ela dos jogos pra portáteis (estão logo abaixo da maior pérola
trash de Mega Man, scroll down se você for curiosíssimo.) por um motivo: é o jogo que coroa o grande desejo de 90% dos gamers Mega Maníacos do mundo. Finalmente fazem um jogo cujo personagem principal é o nosso amado Zero! Se você é algum tipo de alien e não sabe (tudo bem, mas conheça e ame ele agora), Zero é um robô como Mega Man, só que muito mais forte ,bonito e legal. Ele aparece na série X, sendo personagem jogável (mas não o tempo todo) à partir de Mega Man X3. O legal do Zero é que ele tinha uma espada verde que matava com muito menos suor, mas os tiros de canhão dele (enquanto ainda existiam, porque em alguns jogos da série X ele passa a usar só a espada) também são uma boa pedida. Em Mega Man Zero, a história deeeee novo se passa muito tempo depois da série X. Aqui, Zero acorda muitos anos depois de ter derrotado Sigma com seu amigo X e se depara com um mundo diferente (ah vá). A paz foi alcançada, mas a um custo alto: existem campos de concentração e extermínio de reploids (os robôs, você já sabe), que são acusados injustamente de rebelião contra os humanos. E não é só isso, o grande chefe desse extermínio é o clone do nosso Mega Man, o Copy X! A missão de Zero é juntar-se à resistência e lutar contra o.. robocídio [?] para finalmente estabelecer a paz. O enredo desse game é bem mais adulto, bem amarrado mesmo. Parece bem legal, eu até fiquei com vontade de zerar as três versões de Mega Man Zero. Como essa série é particular e promissora, deixo aqui um vídeo do gameplay também (tem as continuações!). E se você ficou com vontade, pode clicar aqui e jogar essa versão online sem compromisso pra tirar um pouco da água na boca.



Mega Man Legends / Mega Man 64

Esse foi lançado para Playstation em 1997 no Japão e 1998 nos EUA; depois em 2000 para Nintendo 64 com o nome de Mega Man 64. A série teve apenas dois jogos (a terceira parte seria lançada para DS, mas foi cancelada para desespero dos fãs). Foi a primeira edição de Mega Man totalmente em 3D, com aquele jeitão poligonal bizarro que nós amávamos e achávamos super tecnológico. Imaginem que os controles de playstation ainda não tinha a versão dual shock (o analógico que sua mãe não queria comprar pra você), por isso, para fazer o personagem virar, você tinha que usar os botões de ombro L e R, difícil de acostumar e bem frustrante, mas mesmo assim foi um jogo bem recebido por ter efetuado o salto para as três dimensões. A jogabilidade era parecida com a de Legend of Zelda: Ocarina of Time, jeitão de RPG, com Mega Man andando por cidades, ruínas e cavernas e acumulando a moeda local para comprar power ups de armas de sua irmã Roll. Esse Mega Man usa seu canhão Mega Buster e outras armas também, o que é curioso. Aqui também tem o fator vestimenta: as armaduras e capacetes oferecem proteções em níveis diferentes. Reza a lenda que é uma experiência legal...






Mega Man X: Command Mission


Já pensou em Mega Man numa versão RPG de turnos? Parece meio maluco, mas é exatamente a proposta desse game de Playstation 2 e Gamecube. A história é aquela coisa repetitiva de sempre.
Num mundo futurista (aqui é o século XXIII), descobrem um novo metal pra melhorar os reploids (tipo de humano-máquina, como o Mega Man), e os Mavericks (robôs desviados da série X) tentam pegar esse novo metal, mas os Maverick Hunters, entre eles, Zero, X e Axl (que estão na capa do jogo) é que vão resolver essa parada. Esse game tira toda a característica básica de Mega Man, na verdade. A cronologia da história obriga o jogador a seguir uma ordem nas stages, algo que nunca tinha acontecido, além disso, os inimigos aparecem randomicamente, diferente das posições marcadas que a gente decorava nos Mega Mans clássicos. Ele tem tudo de RPGs e muito pouco de Mega Man, o que faz dele muito mais um RPG com Mega Man do que um jogo de Mega Man em forma de RPG. Deu pra entender? É um jogo muito mal avaliado e não foi bem recebido pelo público ou seja, uma bosta.


Mega Man diferente



Essa é definitivamente a coisa mais maluca que a Capcom fez com essa série. Imagine que os robôs malvados resolveram dominar o futebol e Mega Man precisa salvar o mundo da bola também... forçaram a barra, né? Mas é isso mesmo. Nesse game de Super Nintendo que não fez o menor sucesso, você tem Mega Man, Protoman e mais 18 outros robôs memoráveis da série clássica (fora o Dr. Wily secreto), todos jogando futebol. Dava pra escolher formação, e dava pra usar um tiro ao gol especial que era único (mas limitado) para cada tipo de robô, que servia pra fazer gols de um jeito fácil. O legal é que sim, eles tinham fraquezas como no jogo. Se você pusesse Enker no gol, o único poder especial que passaria por ele era o do Protoman. A jogabilidade no quesito futebol era sofrível, quase tão desenvolta quanto um jogo de NES seria, mas eu confesso que aluguei bastante esse na locadora perto de casa quando era pequena.



Versões para Portáteis





Não me atrevo a falar muito dessas séries, especialmente porque não as joguei como se deve para falar. Nessa divisão temos Mega Man ZX, que foi lançado em 2006 pra Nintendo DS, não tem muito a ver com o estilo de Mega Man e Mega Man X no visual, mas a jogabilidade é até que semelhante, ele se passa 200 anos após a versão Zero; Mega Man Battle Network, para Gameboy Advance, é a primera versão do jogo num formato RPG (com dois campos quadriculados, turnos e estratégia e os inimigos são vírus de computador. Nada a ver com a versão original do game), no qual a história se passa em uma dimensão diferente, com um menino chamado Lan Hikari como protagonista ao lado do MegaMan.exe (que estão na capa do jogo, logo ali); Mega Man Star Force, também de DS, se passa 200 anos depois da Battle Network e dá uma viajada boa na história, misturando tudo com aliens e um garoto órfão com medo de socializar. O jogo é meio esquisitinho perto dos na série original, tem meio que cara de Pokémon, não parece Mega Man de jeito nenhum; e Mega Man Xtreme para Game Boy Color está situado na história entre Mega Man X e X2, lembra bastante os dois mesmo. Na verdade, a primeira fase do primeiro Mega Man Xtreme é exatamente a primeira fase de Mega Man X. Compare esse vídeo (malz pelo americano mala...) e esse e você verá. Esse até deu vontade de jogar  porque os outros são cagados. 



4 Dicas para nunca ser enganado por Mega Man


Essa é a posição do item EXIT em Mega Man 7, na fase de gelo, pode cavar lá que acha.

Não me atrevo a querer dar dicas pra todos esses jogos. Acredite, é coisa pra caramba, Mega Man é uma série daquele tipo que tem coisas escondidas em cada canto, até embaixo da terra. (é sério, tem como cavar...). Como fica muito complicado (e mais longo do que já está =]) falar onde está tudo em todos eles, ao invés de dar o peixe controle, vou ensinar a jogar. E você, enfezadinho do oceano que quer todas as respostas prontas, fique calmo. Se você não quiser achar os segredos por conta própria, olhe aqui nesse site que ele te conta onde e como se faz tudo. Eu acho muito mais legal e sangue no zóio procurar, mas é sua escolha.


O jogo difícil pode ficar muito fácil


Essa é uma dica para iniciantes MUITO no começo. Todo mundo que jogava essa série sabe que, se você seguir a ordem correta de fases, fica tudo muito mais fácil. O chefes de cada stage são sempre vulneráveis a um poder específico conseguido em outro chefe. A dica aqui é começar (o primeiro tem que ser na raça mesmo) no que seja mais fácil com seu tirinho normal e depois ir de chefe em chefe sempre usando a arma que é seu ponto fraco. Na minha época (não sou tão velha assim, ok?), você precisava descobrir isso na raça mesmo. Como eu sou muito legal, contei a ordem dos chefes em cada Mega Man lá em cima, mas quem quiser ver a ordem de outros games da série (ou ver as fraquezas dos chefões) pode procurar aqui, ó.


Buracos nem sempre são sinônimo de morte



A gente nunca sabe quando vai ter uma maracutaia dessas. Nos jogos que é possível descer escorregando pelas paredes com os pés, sempre que tiver um buraco mais alto, tente descer um pouco para ver se tem alguma coisa. A câmera acompanha o seu movimento se o buraco for desses filhos da p traquinas que tem coisas boas escondidas. Nos Mega Man que ele apenas escorrega, a lógica é parecida. Isso sem contar que à partir das versões de Super Nintendo, ficou muito comum a existência de paredes falsas e que quebram, queimam ou mudam de lugar...


Parede do alto suspeita? Challenge Accepted!


Mesmo que pareça que não dá, muitas vezes dá. Em vários Mega Mans (especialmente os da série X) tem updates de armadura escondidos pelas fases, carregadores de energia, enfim, itens que facilitam a sua vida. Alguns desses itens podem ajudar a pular mais alto, ou correr, saltar à frente, dar um impulso no ar... esses clichês que a gente adora nos videogames. A dica aqui é ficar de olho em todos os cantinhos que estejam diferentes. No caso dessa imagem de Mega Man X (SNES), esse cantinho da parede de cima, à esquerda, é feito de blocos que são destruídos quando você escorrega por eles usando as botinhas da armadura especial (conseguida nas cabines espalhadas pelas fases). Para conseguir pular ali é meio sofrido, dá pra pular na raça com dash, mas ajuda se você já tiver a parte do braço da armadura (que deixa carregar os poderes conseguidos nos chefes) e o poder de fogo (que você consegue derrotando o Mamute, chefe dessa mesma fase).












Essa parte de cima é outro caso, o de pular com tudo para encontrar uma parede que tinha potencial de ter coisas, mas não te deixava subir no nível dela. Muitas vezes é um faith jump meeeesmo, principalmente em na série X, que não tem o cão robô Rush em forma de Jet pra salvar a pátria.


Munição de Megaman = Bombril




O trocadilho é meio ruim, mas é verdade. A maioria das armas especiais é mais versátil do que parece. Muitas vezes, além de ajudarem com os chefes, elas podem ter efeitos sobre o cenário que te levam a lugares com coisas boas. Tiros de gelo congelam lava (ah vá), bumerangues podem pegar coisas que parecem inalcançáveis, fogo pode incendiar coisas, mísseis podem explodir ou carregar o Mega Man pelo ar, e tiros elétricos, como o da imagem acima, de Mega Man 7, podem ligar coisas ou iluminar o caminho. Usar a lógica pode ajudar muito nesses casos, e tentar nunca é demais em Mega Man.

Essa o Protoman conta que dá pra fazer, mas antes, você precisa ter encontrado ele, claro...


Pra finalizar com os Mega Mans e adicionar um imperdível e um fácil de jogar (mesmo pra quem não tem consoles, portáteis ou um PC bom), aí vão as duas cerejas desse bolo.

Street Fighter X Megaman



Essa coisa mais linda do mundo foi lançada no dia 17 de dezembro e está disponível para download gratuito no site da Capcom-Unity. Foi desenvolvido por um fã de Singapura (onde?), e oficialmente disponibilizada para download para comemorar os 25 anos de Mega Man. Não tem segredo nenhum, é exatamente o que parece: Mega Man lutando contra os personagens de Street Fighter, mas não em estilo joguinho de luta, em estilo Mega Man 8 bits do Nintendinho. Uma fase difícil, cheia de bichinhos, espinhos, buracões e segredinhos precede a luta contra o chefe. Olha aí embaixo quem eles escolheram para ser os representantes do jogo de luta mais vendido do universo. Chun Li, Crimson
Viper, Dhalsim, Blanka, Rose, Rolento, Urien, e Ryu são os chefes de cada fase, e se completa o time de adversários como esperado, com Balrog, Vega e M. Bison. Além deles, também tem Dan, que não é um personagem jogável (ele aparece para você testar seus novos poderes, haha!) Senti falta do Sagat, mas não dá pra reclamar. O jogo ficou bem legal, super a cara de Mega Man mesmo, mas sem trair as tradições de Street Fighter. Os chefes têm duas barras de energia, a de vida e a de especial [!!], conforme você bate no chefe, ele acumula energia e pode soltar o especial em você a qualquer momento, tornando o jogo ainda mais especial. Além desse povo todo, tem um HERE COMES A NEW CHALLENGER possível também, que, obviamente, é o Akuma (veja a participação dele nesse vídeo). Pra jogar contra Akuma, não pode usar nenhum continue, ter pelo menos 4 perfects contra os chefes e derrotar Bison, mas Akuma começa com o poder especial carregado (que é o Shun Goku Satsu, claro).


Nunca achei que teria ataques de fofura olhando pro Dan...

A ordem dos chefes é fácil, é exatamente a que eu disse ali em cima, o chutinho que Mega Man ganha de Chun Li serve para acabar com C. Viper, o laser dela facilita derrotar o Dhalsin, derrotando o mestre indiano, você ganha o Yoga Inferno ali de cima, que serve pra queimar o Blanka, do nosso representante brasileiro você ganha uma melancia. É, então, seu canhão cospe uma melancia que pode ser empurrada, chutada ou ajudar a dar um pulão alto. De melanciadas se mata Rose, que dá um poder que deixa duas bolinhas de energia circundando Mega Man, e podem ser atiradas também. Elas servem pra destruir Rolento, que dá granadas para matar Urien, e com os poderes do nosso
peladinho de Street Fighter III, você pega Ryu. Por fim, o hadouken ajuda com Chun Li. Eu comecei tanto pelo Ryu, quanto pela Chun Li. Achei mais fácil derrotar o Ryu com o tiro inicial, mas dá pra começar por outros também. Vai de você. Os tiros especiais ajudam nos chefões maiores também. Balrog usei as Rolento's grenades, pro Vega distribuí os chutinhos que aprendi ao derrotar a Chun li e no M. Bison, usei o laser da C. Viper. Aliás, o laser dela é bem útil nas fases também. Ele mata os bichinhos bem rápido. Pra quem se interessou, é bem levinho e fácil de baixar, não precisa instalar, funciona sim com aquele seu joystick pra PC e é bem divertido. Quem ainda está e dúvida, dá uma olhada nesse trailer esperto aí embaixo.





Super Mario X Over


Mario? Mas não era Mega Man? É, é, calma. Esse game é uma coisinha boba em flash que eu encontrei e achei muito divertida. Perdi um bom tempo brincando disso. É remake com cross over cuja base é em Super Mario Bros do Nintendinho. Ou seja, um jogo que deixa você escolher personagens diferentes do Mario pra jogar e passar as fases, e um deles é o Megaman! O game permite que você escolha se quer jogar com um personagem, com todos randomicamente e deixa salvar. Além disso, pode escolher o console que quer simular. Os personagens são Bill Rizer, da série Contra; Link, de Legend of Zelda; Mario e Luigi (derh), Mega Man e BassRyu Hayabusa, de Ninja Gaiden; Samus Aran de Metroid; Simon Belmont, de Castlevania e SOPHIA III, de Blaster Master. Todos eles com suas habilidades e limitações originais respeitadas. Vocês não imaginam como é legal atirar em um Goomba! Pra quem quiser jogar, o link está aqui.




Só pra finalizar, deixo mais dois últimos presentes pra quem gosta de papercraft e quem gosta do visual Mega Man aplicado a outras cosas, como foi com o Street Fighter. Isso é tudo, pessoal :D







Abra isso bem grande e tenha um ataque de amor com tanta gente em forma de megaman 8 bits



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Game Flashback de Ponta - Street Fighter II, do começo ao HD Remix

Na onda da cobertura da Brasil Game Show, o Game Flashback dessa semana deu uma pisadinha no Game de Ponta e trouxe Street Fighter II. Por que de Ponta também? Chega mais que eu explico =]




Pra quem não sabia, agora existe uma nova versão em HD para esse game clássico, para ser jogada em XBox 360 e Playstation 3. Vamos mostrar as diferenças e semelhanças entre as duas versões de um dos maiores sucessos da série Street Fighter. Claro que não resisti e tive que montar uma pequena explicação sobre cada jogo da série além de explicar as nuances lindas do nosso astro da noite, Street Fighter II Super Turbo em  sua versão HD Remix. Vou começar com a velharia em nome da ordem cronológica. Quem quiser ver só a novidade, desça até o finalzinho.





Street Turbo Super qualquer coisa... tá, e daí?

Lançada em 1994 pela Capcom, essa Super Turbo foi a versão final de Street Fighter II. É exatamente por esse motivo que ela tem tantos "a mais" no nome (aliás, no Japão é ainda pior. Lá, esse game se chama "Super Street Fighter II X — Grand Master Challenge"). Para que fique mais fácil entender por que raios ela é tão importante, vamos fazer uma breve retrospectiva do que está acontecendo aqui, sim?




Street Fighter II - 1991
A continuação de Street Fighter, o primeirão de 1987, é o jogo que mais vendeu na história dos Street Fighters em todos os tempos. Acredite. Ele era bem limitado em relação ao que se tornou, mas na época foi revolucionário e abriu espaço para muitos jogos do gênero. Personagens jogáveis aqui eram apenas os já existentes Ryu e Ken, mais os novos Blanka, Guile, Chun-Li e Dhalsin (Sagat, o último chefe da primeira versão, aparecia, mas não era jogável. Tampouco podia escolher os novos chefes Balrog, Vega e M. Bison), não havia

nenhum tipo de super especial além dos golpes especiais padrão (Sonic Boom, Hadouken, Shoryuken e tal...). Tinha versões para Arcade, Snes, Genesis e também foi adaptado para o Master System, da brasileira TecToy. Detalhe, não era possível escolher o mesmo personagem no player 1 e no 2. Parece engraçado, mas só tiveram a ideia da cor diferente de roupa um ano mais tarde...



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(Párã párã parãm pãammm)

HERE COMES A NEW CHALLENGER!
Interrompo a cronologia nesse momento para esclarecer uma pequena confusão com os nomes dos vilões. Balrog, Vega e M. Bison. Não é lá muita novidade, maaaas...

Os nomes originais (Japoneses) dos personagens malvados tiveram que ser alterados. Reza a lenda que Mike Bison  foi inspirado em um atleta real (note a semelhança com Myke Tison), e com a possibilidade de ser processada ao levar o game para os EUA, e com a alegação que Vega não era um nome sonoro para o último chefe do jogo, a Capcom fez uma tremenda salada com os nomes desses três. Só Sagat saiu ileso dessa dança das cadeiras... Só pra constar, estou usando a nomenclatura americana ao longo de toda a postagem, sim?
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Street Fighter II - Champion Edition - 1992
E você achando que jogo só ficava ultrapassado rápido hoje em dia... Um ano depois, a Capcom solta uma versão com vários bugs corrigidos, algumas poucas modificações gráficas. O grande ganho de quem comprou esse ao invés da versão anterior é que, desta vez, os quatro personagens "chefe" da edição passada estão abertos para escolher. Aqui, finalmente possibilitam lutas entre personagens iguais, e, pra isso, aparecem as roupas (e até mesmo cor da pele, dependendo do personagem) em cores diferentes das originais.





Street Fighter Turbo (Hyper Fighting) - 1992
Cês tão de sacanagem... no mesmo ano??? Esse não muda muita coisa em relação ao Champion Edition. Aqui a velocidade de jogo aumenta um pouco, coisa que os fãs pediram, e alguns novos golpes são incluídos, como o Kikoken (aquela tentativa fail de hadouken) da Chun Li. Esse mundo de versões de SFII foi a alegria dos donos de fliperama e a tristeza suprema de quem comprava os cartuchos.





Super Street Fighert II - The New Chalengers - 1993
Aqui a coisa ficou bonita mesmo. A nova abertura com Ryu preparando um Hadouken já dá uma noção da melhoria que esse SUPER trouxe. Um processador muito mais poderoso (hahahahahaha! Ai, ai) foi implantado aqui, o que permitiu que o som ficasse melhor, que vários personagens fossem modificados (uns pra melhor, outros pra pior), o que deixou o jogo mais equilibrado e mais emocionante. A estética também mudou bastante (para a que se manteve na versão Super Turbo), com vários rostos redesenhados, como o de Ken, que ficou com a cara de garotão que ficou para sempre com ele depois disso, e seis cores diferentes para cada jogador (dizem que a sétima aparece quando você segura os três socos ou os três chutes, mas nunca deu certo comigo). Introduziram novos modos de jogo, como o Survival e o Tournament. A inteligência artificial também melhorou e matar o Bison ficou chato pra porra muito, o que deixou o jogo mais difícil. Dizem as más línguas que o lançamento dele foi apressado para que saísse antes do novíssimo game do estilo, Mortal Kombat, e por isso tinha vários bugs. O que me parece bastante ofuscado pelo fato de o jogo ter incluído, além de tudo que eu já disse, quatro novos personagens: o jamaicano Dee Jay, o honkonguês inspirado em Bruce Lee, Fei Long, a britânica Cammy e o índio americano gigante T. Hawk. (veja eles todos aqui).

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BONUS STAGE!

Antes de postar aqui, fiz todos os finais dessa versão do jogo e tirei mil prints. Pra não saturar muito mais a postagem, upei todas essas imagens aqui no meu twitpic. Quem quiser ver, corre lá =]



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Finalmente o 2 Turbo

Depois de tuuuuuuuuudo isso, em 1994, a Capcom lança a versão definitiva para SFII, o Super Street Fighter Turbo, o mais difícil da série. Esse, como eu disse antes, a estética da versão anterior, New Chalengers, foi mantida, mas muita coisa mudou na jogabilidade. Os personagens ficaram ainda mais balanceados e um personagem secreto foi incluído. Akuma (ou Gouki, como era no Japão), lutador com o mesmo estilo de Ryu e Ken, mas MUITO mais forte, aparecia caso sua campanha fosse acima da média (sem perder nenhum round, sem usar continues, usando muitos golpes especiais... tipo isso). Sem nome ou foto, o cara aparecia pra dar um cacete no Bison e vinha pra cima de você. (também é possível jogar com Akuma usando cheat, mas  o Akuma
jogável é violentamente mais fraco em relação ao que aparece para enfrentar o jogador que provoca sua aparição). Ali embaixo tem um vídeo pra vocês verem como esse personagem secreto que caiu nas graças do público é apelão. Aliás, esse foi um dos primeiros games a usar personagens secretos e lançou moda. Além disso, foi o pioneiro também com os Super Combos, uma série de movimentos especiais que só podiam ser usados em determinados momentos e podiam (ainda podem) decidir uma partida.




Com esse game, a Capcom consolidou pra sempre a série de luta mais famosa (me perdoem, fãs de KOF, Mortal Kombat, Tekken e afins) de todos os tempos. Street Fighter ainda teve muitas outras continuações (não percam a mais incrível versão: Street Fighter de Rodoviária), inclusive fora da ordem cronológica original da história, mas como estamos falando de Street II hoje, resolvi trazer uma grata surpresa que tive na Brasil Game Show desse ano: o remake (FINALMENTE) em 2D que fizeram pra última versão de SFII. Curtam as diferenças.





Super Street Fighter II HD Remix 



O que mudou?

Basicamente, o jogo foi redesenhado para melhorar os gráficos, mas sem desrespeitar as características clássicas da versão original de 1994. A UDON Entertainment fez a repaginação dos personagens, dos cenários, dos movimentos, golpes, especiais e tudo a que nós temos direito (inclusive dá pra jogar em modo HD, na tela gigante tamanha a qualidade =D), enquanto a OverClocked ReMix deu uma nova cara para as músicas tema do game. Sinceramente estranhei um pouco as músicas, especialmente a do Guile (que era assim e ficou assim). Não que tenha ficado ruim, mas a batida de algumas delas nos 16bits ficaram muito eternizadas, fica difícil pensar diferente... (a voz dele, em compensação, melhorou um trilhão por cento.)
O jogo também incluiu algumas cores novas para as roupas além das que já estavam disponíveis antes, até porque usamos mais botões hoje em dia, e ficou bem legal. Consertaram a dificuldade também. Pra quem não se lembra, Super SFII Turbo era muito difícil em qualquer dificuldade. Derrotar o primeiro oponente já era difícil, o terceiro então, nem se fala! Na nova versão, fácil é fácil, normal é normal e assim por diante. Akuma também está presente e pode ser selecionado pelo jogador, mas não de graça, tem que saber as manhas Quem compra essa versão de ponta, leva pra casa a versão original também. Dá pra alternar entre uma e outra sem prejuízo. Os produtores foram muito legais, porque dá pra jogar online e eles resolveram um dos grandes problemas para os jogadores mais sérios: não dá pra ver quem o outro escolheu antes de você ter escolhido, por isso, não precisa ficar parado esperando o adversário decidir para tentar tirar vantagem disso, o que gera uma luta mais justa. Ah! E redesenharam os finais de cada personagem também. Não cheguei a terminar nem uma vezinha quando joguei na Brasil Game Show porque sempre aparecia alguém pra me desafiar, mas não tenho dúvida de que ficou bom. Se essa abertura (o remake da abertura clássica de SSFII) foi descartada, imaginem o que foi usado...





Pra dar um gostinho do novo layout, vai olhando o que eu fiz especialmente para o post:

Como era:


E como ficou:




Pode falar, ficou lindo demais, né? Esse jogo é tão cativante que, mesmo tendo à disposição outros além dele, como o 3rd Stike Online Edition e o Street X Tekken, as pessoas que passaram  lá no estande da Capcom na BGS preferiam jogar esse remix de Street Fighter II. Numa feira enorme, cheia de gente diferente e com várias televisões enormes pra jogar SF, só se via telas com essa versão linda. Desculpa, gente, eu me apaixonei mesmo. Há anos esperava ansiosa pelo dia em que voltariam a valorizar os gráficos em 2D sem frescura e pisca-pisca, afinal, não gostei nem um pouco da nova cara que deram à série em Street Fighter IV... Enfim, dá uma olhada no gameplay e me dê razão, por favor.



Quem quiser comprar o download dessa belezinha, pode dar uma olhada aqui para Playstation3 e aqui para Xbox360. Já adianto que vale cada centavo investido. Tá lindo mesmo.