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Metal Gear Rising: Revengeance - Game de Ponta

Existem duas formas de olhar para Revengeance: como um beat'em'up desalmado ou como mais um título da série Metal Gear. Para a minha surpresa, a Platinum Games acertou em cheio, criando um jogo de ação absurdo, mas que continua fiel à herança que a franquia Metal Gear Solid deixou. Ah é, e você também pode cortar um pobre soldado em algumas centenas de pedaços, o que já é por si só bem divertido.


Gameplay


Vamos falar um pouco sobre a mecânica principal de Metal Gear Rising: cortar tudo em pedaços, tudo mesmo, desde inimigos até pontes, carros e arvores (gatos não, é pecado). No geral, o gameplay é simples: um botão é responsável por ataques leves e outro por ataques fortes, e um último botão ativa o "Blade Mode", que permite ao jogador controlar os cortes com mais precisão. Agora vamos para as complicações: não existe um botão de defesa. Rising usa um sistema de parry que basicamente pede pra você usar um botão de ataque enquanto aponta o analógico na direção de onde o ataque inimigo vem. Parece complicado, mas o combate é tão rápido que muitas vezes você vai se defender sem nem perceber.

Outra parte interessante é o sistema "Zandatsu", que significa "Cortar e Pegar". A ideia é que o corpo robótico de Raiden precisa recuperar energia de tempo em tempo para poder usar o Blade Mode, e como você recupera suas forças? Bem, você deixa seus inimigos atordoados, usa o Blade Mode para cortar os pobre coitados no meio e pega a "bateria" deles. Quando você se acostuma com o sistema, você aprende uma das lições mais importantes de Metal Gear Rising: seus inimigos são pacotes de vida ambulantes, e você vai rezar para eles aparecerem nas lutas contra chefes.


Falando em chefes, os de Revengeance são geniais, Raiden tem que enfrentar 4 generais em sua jornada: Mistral, Monsoon, Sundowner e Jetstream Sam. Cada um com táticas e armas que vão testar a habilidade do jogador para se defender e usar o Blade Mode. Alguns gamers talvez fiquem felizes em saber que Sam, o samurai do bando, é brasileiro, mas não se preocupem com como a Platinum representou nosso querido país no jogo: a história de Sam é tratada bem por cima, e a situação do Brasil no universo de Metal Gear continua um mistério. Alguns chefes vão deixar suas armas especiais como um brinde para Raiden, gerando algumas experiências novas ao longo do jogo.

Não é possível descrever quão perfeito é o combate de MGR; os controles tem uma resposta incrível, e os movimentos de Raiden são tão absurdo que é impossível não sorrir enquanto você picota os adversários. Não acredita? Baixe o demo disponível na PSN ou na Xbox Live, e teste você mesmo.

O Não Gameplay


Revengeance começa quatro anos depois dos eventos de Metal Gear Solid 4, com Raiden trabalhando para um grupo de segurança particular. Encarregado de proteger um presidente africano de insurgentes locais, são atacados subitamente por outro grupo paramilitar particular: Desperado Enforcement, os vilões do jogo. O presidente morre, e Raiden perde um olho e um braço. O corpo de ciborgue do herói recebe alguns upgrades e vira basicamente um super ciborgue, e ele então decide destruir os homens que o atacaram pelas atrocidades que eles cometeram e não porque arrancaram um olho e um braço dele, lógico. Algumas conspirações são reveladas, laboratórios são revirados e surpresas aguardam o jogador a quase todo momento.

Os personagens apresentados durante a jornada são extremamente interessantes, mas Raiden com certeza é o mais interessante de todos. Ainda lutando contra alguns fantasmas do passado, ele acaba encontrando um lado escondido de sua personalidade, mas paro por aqui para não dar spoilers, descubram vocês mesmos!

Fãs de Metal Gear Solid, não se preocupem: apesar de ser de um gênero completamente diferente, Metal Gear Rising consegue não destruir o universo tão bem criado com os títulos passados. Na verdade, a história é surpreendentemente interessante: conspirações, exércitos particulares, nanomáquinas, todos aqueles elementos que conhecemos e amamos continuam aqui, muito bem utilizados. Todas as informações essenciais são dadas por meio de cutscenes ou diálogos no meio do combate, mas o jogador também pode se comunicar com os ajudantes de Raiden pelo bom e velho CODEC. Essas conversas opcionais dão uma profundidade inesperada para a história de quase todos os personagens, sem falar que as interações entre eles chegam a ser bastante cômicas.

Além de toda a história e o blablabla dos CODEC's existem MUITOS Easter Eggs a serem descobertos: missões de treinamento extras, inimigos escondidos, upgrades e algumas referências muito engraçadas aqui e ali, tudo no espirito de Metal Gear. Ah é, um dos seus colegas, Doktor, vai pedir que Raiden corte o braço esquerdo de alguns inimigos, fique atento.


Sim ou Não?

Você gosta de videogames? Gosta? Então você se deve o favor de jogar Metal Gear Rising: Revengeance, seja pela história intrigante, pelo combate perfeito, ou simplesmente pelo fato ridículo de que você pode cortar um inimigo em mil pedacinhos diferentes. Nada é mais incrível do que arremessar um robô gigante em um prédio, e Rising me deu essa incrível oportunidade. Ainda assim não espere muitas horas de ação: o jogo  é curto, e sem muitos incentivos para se jogar tudo de novo.

E você? O que achou de Metal Gear Rising? Esperava mais? Esperava um Metal Gear Solid? Esperava que o Kojima parasse de achar que o Raiden é melhor que o Snake porque ele é? Deixe suas opiniões nos comentários e fique esperto para mais detalhes no Mundo Gamer dessa semana!

Felipe Navarro


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Os 10 jogos mais difíceis das nossas vidas

Sabe aquele jogo que fazia você ter vontade de atirar o videogame na parede, morder o controle e estraçalhar a fita com uma marreta? Aqueeeeele jogo que exigia que você fosse uma espécie de Chuck Norris super sayajin do inferno pra conseguir terminar só com duas vidas, ou sem cair em buracos enormes, ou matando caras muito maiores que você sem nem poder encostar neles? Pois é! Eles estão meio raros hoje em dia, mas nós separamos uma listinha de top 10 pra relembrar essas pérolas de fúria gamer.



Tentei listar os jogos mais difíceis da história, dando destaque para alguns deles e citando outros que merecem espaço também (pode falar se eu tiver esquecido o seu favorito [: ) Só não me peça para os colocar em ordem, isso é sacanagem. Muita gente arrebentava em um jogo e não passava da segunda fase do outro. É a vida, né? Você vai notar que a maioria deles é velho, especialmente de fliperama ou Nintendinho (já que nessa época era o que tinha pra jogar), mas vamos parar de enrolação. Aos jogos!



X-men (Mega Drive, 1993)

Esse era um beat 'em up misturado com plataforma daqueles que a gente adorava quando era pequeno. Então era só escolher seu mutante favorito e ir pro pau, certo? ERRADO. Primeiro apenas Wolverine, Ciclope, Noturno e Gambit eram selecionáveis como personagem primário (tinha como chamar outros pra dar uma mãozinha durante as fases, mas nada além disso). Imagine inimigos posicionados de um jeito injusto, chefes difíceis, pulos extremamente chatos complicados... mas a parte mais legal ainda está por vir. Esse jogo tinha a maior sacanagem que eu já vi no mundo dos videogames. Quando você chegasse à quinta fase e derrotasse o chefe, chegaria até um local onde tinha um computador e te diziam "reset the computer", e você precisava fazer isso antes que tudo acabasse (você perderia se o tempo acabasse, claro). O problema é que não tinha nenhuma alavanca, o computador não era quebrável e não tinha onde interagir. Não tinha o que fazer mesmo, porque o que o jogo estava dizendo era pra você literalmente resetar o videogame. Exato, era preciso resetar o videogame pra passar de fase. A merda é que se você apertasse o botão reset por muito tempo ou com muita força, o jogo realmente resetava e aí, meu amigo, era começar láááááá do início. Bem legaus, né? Esse vídeo aqui dá uma deia do game e mostra a fase chata pra cacete, o chefe e o local onde precisava resetar. 




Contra (Arcade, NES 1987)

Como quase todo bom jogo de fliperama, Contra tinha um nível de dificuldade mais alto para realmente desafiar os jogadores e roubar todas as suas fichas. Ter o seu nominho anotado na tela era motivo de orgulho, porque poucos eram capazes de zerar um jogo sem morrer na pobreza. No caso de Contra não era muito diferente. Esse é um game tipo shoot 'em up, um plataformão bem simples mesmo, com tiros vindo de todos os lados ao longo das 10 fases, com chefes chatos e muita injustiça. Sem save point, sem password, sem checkpoint e sem choradeira. O jogo mais realista que já vi: tomou um tiro, morreu, camarada. E ainda por cima, quando morre, você perde qualquer upgrade ou arma melhorzinha que tenha conseguido pegar. A parte boa é que tem munição infinita (pelo menos isso, né?). Fora as fases apinhadas de inimigos, ainda tinha a parte em que você entrava em umas bases e tinha que andar por vários corredores meio labirínticos (com tempo, obviamente) até chegar ao coração delas, e isso era numa tentativa de 3D que ficou bem esquisitinho, mas quem ligava, né? A versão de NES era diferente e tinha uma coisinha que podia ajudar. Um dos primeiros cheat codes dos videogames, o famigerado Konami Code. Aqui, se executada corretamente, essa pequena trapaça te dava umas 30 vidas pra você tentar terminar o jogo. Tentar. A franquia teve várias sequências, todas com nível de dificuldade mais elevado, mas anda sumida há um tempão.




Castlevania (NES, 1987)

Um clássico daqueles que sobreviveram ao mundo da tecnologia. Castlevania se tornou uma franquia muito querida e com vários games lançados, mas vou me ater a esse, o primeirão. Arcade de controles simples, é basicamente usar o chicote e arma secundária à sua escolha pra derrotar os bichinhos e chefes. Parece simples, certo? Imagine agora que os corações não recuperam a sua vida (são tiros pra arma secundária...), que os inimigos são colocados em lugares malditos, prontos pra te jogar na água ou no buraco, e quase sempre são mais rápidos que você, e que só sendo vidente pra adivinhar as pedras secretas que escondiam itens. Além de tudo, esse jogo tem um dos bichinhos mais filhos da puta, desgraçados, ah, como eu odiava esses caras malditos de todos os tempos: as cabeças voadoras de medusa. Essas faziam qualquer monge budista chutar o videogame. Fora isso, a dificuldade de sempre de saber quando correr e quando matar os bichinhos, conseguir pular sem cair nos buracos e matar os chefes difíceis sem ficar morrendo. Morrer era luxo nessa época... Era um jogo limitado, mas muito frustrante divertido. O cover do jogo também é legalzinho pra época diferente de Contra. Você pode ver um gameplay aqui e jogar online aqui, se quiser tentar sem compromisso. Vai ver onde tudo começou e perceber que aquela nova versão de Xbox360 e Play3 é bem tranquila perto da fragilidade dos personagens antigos que não tinham save point.






Ikaruga (Arcade, Dreamcast, Gamecube, XboxLiveArcade, 2001)



Não podia faltar um representante dos grandes jogos de navinha, certo? Eram muitas as opções, já que esse tipo de jogo é naturalmente apelão, mas resolvi colocar Ikaruga pra mostrar que nem só de velharia vive o ódio nos videogames (sim, existem mais difíceis que esse, nos quais não é permitido tomar tiros nunca). A dinâmica do jogo é a seguinte: existem duas polaridades de tiro e você só é afetado se tomar tiros da polaridade (a corzinha, cara) diferente do seu escudo. Claro que dá pra mudar essa polaridade de escudo e tiros de acordo com a sua necessidade ao longo da fase. Atirar com a polaridade oposta do inimigo tira o dobro de energia dele e se atirarem em você com a mesma polaridade do escudo que você está usando, esses tiros carregam o poder especial. Ou seja, é uma escolha constante entre se defender e atacar. Complicado e bastante epiléptico. Sabendo desse pequeno pulo do gato, dá pra jogar bem. Só que não. Algumas fases são uma confusão tão grande que você não sabe se atira, se troca de escudo ou se desiste e baba diante de tantas faíscas coloridas bonitas... 





Punch-Out!! (NES, 1987)

(Engraçado como 87 teve jogo sugador, né?) 
Esportes! Esse foi relançado para Wii em 2007 e para DS em 2012. Talvez o mais difícil e o mais legal jogo de luta no estilo. Punch-Out coloca você como o garoto Little Mac (sim, é uma alusão ao lanche Big Mac), um pugilista baixinho (tática encontrada pela Nintendo para que fosse mais fácil ver o adversário sem sobrecarregar a capacidade limitadíssima do pobre nintendinho) que quer fazer carreira e ser um grande campeão. Ao longo do game, você passa por vários campeonatos, lutando contra pugilistas fictícios e, se vencer, claro, realiza o sonho do menino. O jogo por si só já não é dos mais fáceis, já que sempre o adversário é mais forte que você. Precisa sobrar técnica, observação e paciência para aprender os padrões e fraquezas de cada lutador (Bald Bull, por exemplo, dava uns pulinhos seguidos de um super soco que derrubava de cara, mas era fraco na barriga, se você pegasse o tempo e desse o soco na barriga dele antes de ele te acertar com esses pulinhos, era ele que beijava a lona). A jogabilidade combina com
o personagem, Mac só pode dar jabs (entenda vendo os golpes do boxe aqui) de direita e esquerda, se esquivar ou tentar defender, mas não pode bater pra sempre (precisa ter coraçõezinhos pra isso, que só ganha de volta escapando de golpes). Se você for bem, até pode conseguir estrelinhas, que servem pra dar uma espécie de cruzado mais forte (Little Mac até pula pra dar esse soco...) no adversário. É foda. A maioria dos adversários tem golpes apelões que exigem atenção. Aliás, por falar em apelão,  adivinhem quem é o último chefe...





Ele mesmo, Mike Tyson, o grande nome dos pesos pesados, talvez o maior da geração dessa época de Punch-Out!! (no mínimo o mais conhecido, né?). Derrotar o tio Mike era uma coisa absurdamente complicada porque um único soco desse vagabundo podia te mandar pro espaço. Pra ajudar, você podia prestar atenção nas piscadinhas dele, mas era tudo muito rápido. Imagine não poder errar a esquivada de um único soco. Dureza viu?


Sim, o juiz é o Mario.


F-Zero GX (Game Cube, 2003)

Esse é um jogo de corrida futurista em alta velocidade com um grau de dificuldade daqueles que faz escorrer uma lágrima solitária de rancor. É o quinto da série F-Zero, com 20 pistas de corrida cheias de curvas injustas e retas engana-trouxa (você vai no talo da velocidade pra acabar caindo no buraco e se ferrando grandão), 30 personagens e um story mode bem desafiador. Esse malditinho exigia um reflexo e uma agilidade grandes pra terminar as corridas bem colocado. Memorizar os padrões das pistas podia ajudar também, mas mesmo decorando tudo, não dá pra se dar bem com certeza, porque esse jogo impõe uma familiarização e uma dedicação para ser realmente dominado. É bem difícil de controlar, acredite. E não é qualquer joguinho, foi considerado o melhor jogo de corrida do Gamecube, recebeu um monte de prêmios e é muito bem avaliado na maioria dos sites de referência em games. Sem contar que ficou super bonito nessa versão, daquele jeito também epiléptico coloridão que confunde absurdamente o jogador, que já está sofrendo para manter o carrinho reto na pista. É genial. O vídeo ai embaixo dá a impressão de que o cara é ruim, mas não é exatamente culpa dele, coitado.







Prince of Persia (NES, PC, Mac, SNES, Mega Drive)

O pessoal mais novo pode ter perdido a dimensão do quanto Prince of Persia pode ser um cu de jogo. O primeirão veio em 1989 pra Apple II, e os que vieram depois para essa cambada de console listado aí em cima seguiram basicamente a mesma lógica. Pra começar, o jogo tem tempo, mas não a cada stage como se tornou popular para nós que gostamos de videogame. Você tem uma hora pra terminar tudo! A versão de Super Nintendo tinha 20 fases (VINTE!) e essa porcaria é extremamente labiríntica, dá o que fazer pra descobrir o caminho certo. Tem aqueles chãozinhos que desabam, pulos difíceis com espinhos mortais esperando lá embaixo, portas que se fecham na sua cara e homenzinhos/esqueletinhos que querem te matar na espadada. Aliás, a jogabilidade é de dar até coceira. O rapazinho que você controla fica lerdo com a espada desembainhada e é bem ruim de luta, mas isso é o de menos. Controlar a velocidade dele para não cair em lugares errados ou pular tarde demais sempre foi um desafio. Aliás, passar aquelas fases de calabouços e ruínas, presente em todas essas versões antigas, sempre foi um grande e obscuro cu. Eu, particularmente, perdia a paciência logo na segunda fase com a falta de coordenação motora do personagem principal nameless desse jogo. Se você quiser ver qualé, dá uma olhada nesse vídeo aqui.

Jogo, não é legal ser chato...

Dark Souls (PS3, Xbox360, PC, 2011)

Mais um da nova safra, alías, nóvíssima safra, antes que vocês me acusem de bairrismo extremista flashbackiano. Dark Souls definitivamente é um inferno. O jogo é lindo, tooooodo pimpão com seus gráficos poderosos da geração de ponta dos consoles mais badalados e PCs caríssimos gamer. Quem ainda não jogou e curte um tipo RPG medieval com mundo aberto (evolução de personagens, armaduras, aquelas coisas que a gente adora), tem que correr atrás desse pra jogar. Por quê? Porque esse é um dos jogos mais sensacionais e desafiadores da nova geração. Antes de qualquer coisa, é um game de sobrevivência: qualquer inimigo bostinha é capaz de te matar(e o jogo dá penalidades malvadas pra quem morre. tipo ficar feio com cara de zumbi). É sério. Imagine agora que esses inimigos são posicionados de maneira cruel com o jogador, que têm uma inteligência artificial quase mágica para ataques em grupo e sempre voltam à vida quando o jogador descansa em pontos  estratégicos (umas fogueiras que salvam o jogo, mas apagam se usadas demais) para se recuperar. Itens são raros, principalmente os bons (como as "humanidades", que tornam o jogador literalmente humano depois de morrer e ressuscitar. Coisa necessária em vários momentos do game e que ajuda a encontrar mais itens bons, mas quem disse que é fácil conseguir essa merda esse negócio?). Não bastasse tudo isso, os chefes são apelões, muito apelões, exigindo às vezes que você seja um covardão e fique por horas rodeando os adversários e matando bem de longe, na flechinha. (Vale lembrar que Demons Souls, que veio antes desse, também é uma bosta de difícil)


Esqueletinhos não são os personagens mais cu desse tipo de jogo?
Aqui tem um vídeo de gameplay, mas pule direto pra dois minutos e corte a lenga lenga. Dá pra ver essa coisa de humanidade na fogueirinha e um pouco da pancadaria  necessariamente covarde que o jogo permite.


Ghosts and Goblins (Arcade, NES 1985) 

Esse aqui se transformou em franquia (e mudou de nome pra Ghouls and Ghosts), uma das franquias mais filhas da puta malditas do inferno difíceis de todos os tempos. É um 2D de aventura que já tem um nível de dificuldade elevado considerando os inimigos (zumbis, esqueletos, bruxas, morte, coisas macabras nesse estilo), que sempre aparecem do nada, e os chefes, que são bem chatinhos. A movimentação só complica, já que não existe a possibilidade de mudar de direção ou se mexer depois que você pula (a não ser pra atirar. Nas versões mais evoluidinhas do game, pra 16bits, dava pra dar um segundo pulinho salvador). Existem várias armas, cada uma com sua característica de tiro, e Arthur, nosso cavaleiro (que não tem nada a ver com o da távola redonda), não aguenta quase nada de pancada. Na realidade, ao ter qualquer contato com um dos bichinhos na tela, a armadura dele já quebra (e ele fica de cuecas!) e qualquer segundo toque já mata o coitado do cara. Dava pra conseguir armaduras mais legais e com poderes especiais, mas era extremamente difícil de achar (e elas se quebravam com a mesma única pancada, apesar de ajudarem no poder de ataque). Não bastasse a todas as injustiças do jogo, a maldade maior só era descoberta no final. Sabe aquela tela clássica do Toad falando  pra você que a princesa não está naquele castelo? Então, é o mesmo. Quando você tiver derrotado o último chefe (que só dava pra matar se você tivesse usando a cruz como arma) depois da suadeira enorme que era isso tudo, o jogo te avisa que não valeu e você vai ter que começar tudo de novo em uma dificuldade maior ainda para conseguir salvar a princesa. Aí, colega, "vai o cão arrependido com suas orelhas tão fartas, com seu osso roído e com o rabo entre as patas" (CHAVES, 1973) pra Stage 1. Dava vontade de jogar uma bigorna da Acme na máquina do fliperama.

Bela cueca, Sir Arthur!

Esse vídeo compara as versões do jogo, é bem legal pra ter uma ideia das mudanças e do jeitão do game.



Battletoads (NES, 1991)

Possivelmente o jogo mais desestimulante do universo, tamanha sua dificuldade. Qualquer ser humano que tenha jogado isso na vida provavelmente diz que é o pior de todos. Mas Battletoads era sensacional, ainda que completamente desumano e virou franquia (cheia de jogos difíceis...). Imagine um jogo tipo side scrolling + beat 'em up, que aproveita ao máximo a capacidade do seu videogame (que era bom nessa época, ok?!), no qual você é uma espécie de sapo alien humanóide. Parece bom? Esse sapo doido do espaço tem seus membros (pernas e braços, não seja maldoso!) imensamente aumentados quando dão porradas especiais (geralmente a pancada final é dessas gigantes). É DEMAIS. Você vai, todo serelepe, jogar essa coisa fofa. A primeira fase vai suave, talvez com algumas mortes bobas, os carinhas apelam, fazem rodinha, mas vai sem grandes percalços. A segunda já fede um pouco, dá raiva, mas você é esperto e passa. Aí chega a terceira fase, e... Game Over. Por quê? Bom, a terceira fase não é única no jogo que acontece em cima de um veículo em alta velocidade que precisa escapar de trilhões de obstáculos mortais já no primeiro toque; maaaaaaaaaaaas é a primeira assim, e provavelmente a última do jogo que muitas pessoas chegaram a conhecer (dentre as 13 que ele tinha). Se você sofria com essa e já desistiu há anos de passar isso na habilidade, deixe-me ser seu grande amor pro resto da vida: existe um cheat. Ele só pode ser usado na tela inicial ou na de Game Over (bom, né?), mas te dá cinco vidas novinhas em folha pra você tentar passar dessas fases malas. Tente apertar Pra Baixo + A + B enquanto aperta Start nessas telas. É mágico. Pra quem não conhece, pus um gameplay aí embaixo. Have fun!







Menções Honrosas


Alguns outros títulos que ficaram de fora dessa lista (nada pessoal, eu juro) merecem ser citados como a série Ninja Gaiden (vários consoles, série longa e majoritariamente difícil) Jet Set Willie (PC, 1984, arcaico e extremamente desagradável), Toki (1989, Arcade, NES, Mega Drive... nada como ser um macaco lerdo que morre com qualquer coisa, né? ), Street Fighter I (que começou em 1987, no Arcade, e foi pra todos os consoles imagináveis depois, o primeiro jogo dessa série é simplesmente um saco. Foi muito inovador e o embrião do verdadeiro SF, mas tente matar o Sagat aqui...), Shinobi (jogo divertido, mas trabalhoso, lançado em 2002 para Playstation 2), Darius Gaiden e Radiant Silvergun (os dois de navinha para Sega Saturno, dois cus) e Jurassic Park (SNES... esse é pessoal, era um inferno na terra porque ficava tudo longe, portas trancadas, poucas indicações do caminho a seguir, dinossauros malditos e, eventualmente, aquela esquema 3D muito mal feito no estilo Doom). Tentei fazer o melhor, mas vou adorar que você me xingue e diga o que não podia ter faltado aqui, tá? Feel free :]





Bonus Stage!

Kaizo Mario (SNES)




Kaizo Mario é um jogo que, apesar de ser ridículo de tão difícil, não tem o direito de entrar nessa lista por ser um hack de Super Mario World, mas também merece ser mencionado. Esse jogo é absurdo, feito para que apenas uma movimentação perfeita  permita que você avance nas fases. Por mais ridículo que pareça, em Kaizo Mario às vezes é melhor fugir de cogumelos e ficar pequeno mesmo. Não tem muito como explicar, dê uma olhada no vídeo aí embaixo e se apavore.



Quem quiser jogar isso, pode dar uma olhada no fim desse post aqui.



Retro Game Challenge (DS)

Esse aqui é uma pérola pros dias de hoje, uma verdadeira homenagem. Lançado em 2007 no Japão (2009 nos EUA), é um jogo diferente. Nele, um apresentador japonês famoso de um programa de games que não gostava muito dos jogos novos, inexplicavelmente se transporta pra rede da Nintendo e passa a escolher (e aterrorizar) jogadores para desafiar com jogos antigos, de Nintendinho. Ele sequestra o jogador para dentro do mundo do DS, especificamente para a sua época de criança gamer (1984) e só permite que o jogador desafiado volte a seu mundo se ele cumprir os desafios. Os jogos presentes aqui são fictícios (aaahhh =/), mas com estética, som e jeito de jogo do NES. Alguns deles tem relação direta com jogos clássicos mesmo, e outros fazem algumas referências (o japonês maluco me lembrou muito o Andross de Star Fox quando vira uma cabeça digital bizarra...). Tem um vídeo aqui se você ficou curioso pra ver isso tudo. Fica a dica pra quem tem DS e topa um desafio à moda antiga. 




O jogo (que se autointitula) mais difícil do mundo




Não tem muito o que explicar nesse caso. A imagem ajuda a entender, é basicamente levar o quadrado vermelho pelo trajeto sem encostar nas bolinhas azuis (que se mexem bem rápido), pegando todas as bolinhas amarelas. Tem até check point ali, nas áreas verdes. Parece fácil? Jogue aqui e passe raiva, então.

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O que esperar de GTA V? (Artigo)




Desde o seu anúncio pela Rockstar, GTA V já é um dos jogos mais aguardados dos últimos anos. Com apenas um trailer, muitos rumores e mistérios no ar, na última semana a empresa liberou mais informações   do novo game da série. O Comando Login resumiu todas elas pra você, e ainda demos a nossa opinião sobre o que devemos esperar da nova menina dos olhos da Rockstar. 


Personagens

GTA V se passará em Los Santos, cidade já conhecida dos fãs, cenário de GTA San Andreas. Mas quem esperava que CJ voltasse, pode esquecer: A Rockstar não irá resgatar nenhum personagem antigo da série.  Mas dessa vez, teremos TRÊS protagonistas. Será possível trocar de bandido a qualquer hora do game, sem que isso interfira na interação dos outros dois protagonistas com a cidade. Vamos conhecer um pouco de cada um deles.


Michael

O narrador do primeiro trailer liberado de GTA V, é um ex-ladrão de bancos que após fazer um acordo como FIB (versão da Rockstar para o FBI), vive uma vida mansa na região mais rica de Los Santos. Mas os problemas familiares e outros fatores vão acabar levando Michael de volta ao mundo do crime.



Trevor

Trevor será o mais violento dos três protagonistas: um sujeito perigoso que é resultado da mistura de abuso de drogas e problema psiquiátricos e que vive na área mais pobre da cidade. 





Franklin

Franklin é o personagem mais jovem e talvez o mais "normal" do trio. É um ladrão de carros profissional que ira usar suas habilidades em busca de dinheiro.






Cenário

Com os "heróis" devidamente apresentados vamos aos outros detalhes do jogo. O cenário de GTA voltará a ser a cidade de Los Santos, mas dessa vez MUITO maior do que em San Andreas. Segundo a Rockstar, a réplica virtual de Los Angeles será maior que os mapas de GTA IV, San Andreas e Red Dead Redemption JUNTOS. Ou seja um mapa absurdamente grande vem por aí. Mas ao contrário dos games anteriores, não haverão outras cidades para explorar. Los Santos será o único cenário do jogo (e que cenário).




















Missões



Outro fator interessante é que o foco da campanha de GTA V será os assaltos a banco. A Rockstar decidiu explorar mais essa característica após a boa recepção da missão Three Leaf Clover, do game anterior. Para realizar as missões de maneira bem sucedida, o jogador vai ter que aprender a trabalhar em equipe, utilizando as habilidades de cada personagem.

Voando por Los Santos


Para a alegria dos fãs, será possível voar pela cidade durante boa parte do game, com a disponibilidade de vários aviões e helicópteros.

Sem customização e encontros



Quem esperava que a customização plena de San Andreas voltasse a dar as caras pode ir se acostumando: A Rockstar não vai permitir que o jogador altere totalmente a aparência física dos personagens como era possível no game da última geração. Ainda existirá a possiblidade de alterar algumas coisas, mas não no mesmo nível de San Andreas.

Um dos pontos mais criticados de GTA IV, as "namoradas" que ficavam ligando para marcar um encontro ou reclamar, não estará presente no novo jogo, para alívio dos fãs.



A Rockstar Games anunciou que GTA V será uma revolução tão grande quanto GTA III foi na época e deve definir o conceito de jogos em equipe.

Agora que já sabemos todos esses detalhes, o que devemos esperar de GTA V?

Primeiramente, é bom que a Rockstar tenha decidido não ressuscitar personagens antigos e investir na criação de novos "heróis". A possibilidade de jogar com três protagonistas anima bastante, e deve dividir de maneira mais clara e realista os tipos de personalidade, que antes ficavam em um personagem só.

A megalomania de fazer uma cidade gigantesca é perigosa e pode ser um tiro na pé, caso a ideia não seja bem acabada. Um mapa grandioso mal feito pode significar muitos bugs. Mas pela tradição e qualidade que a Rockstar sempre mostra, isso dificilmente deve acontecer.

O que mais agradou em tudo isso foi a possibilidade de trabalhar em equipe na campanha e as missões focadas em assaltos a banco. Esse estilo de missão é dificilmente encontrado nos games de mundo aberto e crime, e deve ser uma experiência bastante divertida, especialmente se a Rockstar adicionar elementos estratégicos na hora de planejar os assaltos.

Um ponto que é essencial e espera-se muito que a Rockstar invista, é no combate. Essa parte sempre foi a mais fraca em todos os GTA's e que tirava a diversão na hora de enfrentar os inimigos ou realizar missões de confronto. Com o elemento dos assaltos a banco, é provável que essa mudança aconteça, principalmente nos sistemas de mira e cobertura, já que o combate será ponto chave em missões desse tipo.

O mais importante de tudo é que a produtora continue trabalhando para inovar a franquia e não só dar uma nova roupagem a antigos elementos que fizeram sucesso. Se tudo isso for pensado, GTA V tem tudo pra ser um dos grandes jogos da história, assim como os anteriores foram importantíssimos e inovadores.

O lançamento de GTA V está previsto para o segundo trimestre de 2013. Para os que não aguentam esperar, a pré-venda já está disponível no site da Rockstar.





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Mundo Gamer 25-10

Foto: Alex Benito

Pegue o seu controle, aperte o start. Está no ar mais um Mundo Gamer, agora totalmente remodelado e com meia hora de duração. Novas vinhetas, novo formato e um novo quadro: Rádio GTA, para lembrar as melhores trilhas sonoras desse mito dos games. No programa dessa semana:

- Sony lança nova versão de software do PS3

- Lançamento de SimCity é adiado

- Empresa de ex-funcionários da Ubisoft promete game de terror psicológico para 2013

- Quinta edição da Brasil Game Show é a maior de todos os tempos

- Bruno Marise traz o melhor das artes marciais mistas no Game de Ponta
- Toda a polêmica do patch de Medal of Honor: Warfighter

- Minigame: Knights of pen and paper

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Dê o play abaixo para ouvir ao programa e baixe aqui.


Essa é uma produção do Núcleo de Jornalismo da Rádio Unesp Virtual, do Comando Login com parceria do Portal Gameshow.

Textos e comentários de Felipe Navarro, Rafael Nóia e Bruno Marise
Apresentação de Wagner Alves
Edição técnica de Tiago Gaeta

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UFC Undisputed 3 (PS3/X360) - Game de Ponta


por Bruno Marise

O MMA hoje ocupa o lugar que foi do boxe por muitos anos, como a principal competição esportiva de luta do mundo. O UFC, maior evento que representa a modalidade em questão é uma verdadeira febre, e conquista cada vez mais seguidores. Não param de surgir camisetas, bonés, blogs e sites especializados, DVDs etc. Nos games não podia ser diferente. Com o primeiro game, UFC Undisputed 2009, produzido pela THQ, os fãs da pancadaria puderam comemorar finalmente um título de peso baseado nos combates do octógono. Com UFC Undisputed 3, a franquia hoje se firma como a experiência definitiva de MMA nos videogames.



Ladies and gentlemen, IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIT'S TIIIIIIIIIIIIIIIIIIME!

O realismo e a produção cuidadosa permitem uma total imersão do jogador no universo do game. Os ambientes e momentos são recriados com perfeição: as entradas dos lutadores, os juízes, a narração, as propagandas e até o showman locutor oficial do octógono, mister Bruce Buffer. Os gráficos reproduzem fielmente cada lutador, em seus mínimos detalhes e características próprias: desde as tatuagens de Brock Lesnar até a enorme cicatriz de Minotauro. A movimentação e outros elementos como sangue, suor e ferimentos também são pontos altos.

Sangue, cortes, inchaço, olho roxo: O realismo dos ferimentos deixa tudo ainda mais fiel e divertido

Vista as luvas e entre no octógono

A jogabilidade é um tanto quanto complicada, mas nada que algum tempo de jogo e uma olhada nos tutoriais (totalmente em português) não resolva. A variedade e combinação de golpes, agarrões (ui!) e derrubadas demanda que os controles sejam um pouco mais complexos e no fim das contas o resultado é satisfatório. A intesidade das porradas também é um fator vital: cada soco dado ou tomado é "sentido" pelo jogador. Quando se está numa situação complicada, levando bordoadas de tudo que é lado é difícil não se desesperar e apertar um monte de botões pra tentar sair dali e não perder a luta.

O sistema de submissão foi remodelado, e agora para finalizar o adversário com uma guilhotina, triângulo ou armlock, você deve estar em uma posição certa e pressionar o analógico direito, que dará início a uma espécie de minigame, onde cada jogador é uma faixa de cor diferente e o lutador que iniciou a submissão deve "prender" o adversário e não deixá-lo escapar até que a sua vida se esgote. Deu pra entender? Não? Então dá uma olhada no vídeo aqui embaixo que vai ficar mais fácil:



Choose your destiny!

UFC Undisputed 3 disponibiliza mais de 150 lutadores de todas as categorias de peso existentes: Peso Mosca, Peso Galo, Peso Pena, Peso Leve, Meio-Médio, Médio, Meio Pesado, Peso Pesado. Dentre todos é possível escolher desde as lendas da pancadaria Chuck Liddell, Dan Severn, Tito Ortiz, Royce Gracie e Mirko Cro Cop até as novas estrelas como Anderson Silva, Jon Jones, Georges St. Pierre e Júnior Cigano.

Cada lutador tem uma combinação de habilidades (força de nocaute, velocidade, submissões, garra etc) que o torna único, vamos aprender sobre alguns dos estilos de luta presentes no jogo.

Jiu-Jitsu
O Jiu-Jitsu é uma das artes marciais com o maior número de especialistas dentro do MMA. O lutador dessa modalidade tem como forte as derrubadas e a luta no chão. Com o adversário na lona, o especialista em Jiu-Jitsu tentará usar sua habilidade nas reversões, transições de posição e principalmente submissões para dar um fim ao combate.

Principais representantes: Antônio Rodrigo "Minotauro" Nogueira, Frank Mir, BJ Penn, Royce Gracie, Demian Maia.


Kickboxing 
O Kickboxing é uma modalidade que engloba várias artes marciais como Savate e Muay Thay, e tem como foco os chutes, caneladas e joelhadas. É um estilo bastante agressivo e também um dos mais praticados pelos lutadores de MMA. 

Principais Representantes: Mirko "Cro Cop" Filipovic, Anderson Silva, Pat Barry, Thiago Alves, Maurício "Shogun" Rua, Wanderlei Silva.



Wrestling
Os wrestlers são extremamente fortes e vão usar derrubadas e arremessos para enfraquecer o adversário. A prática do Ground And Pound (jogar o adversário no chão e bater nele de uma posição superior), inventada por Mark Coleman é a principal  arma desses lutadores.

Principais representantes: Mark Coleman, Brock Lesnar, Cain Velasquez, Dan Severn, Jon Jones.


Boxe
O boxe tem crescido bastante entre os praticantes de MMA. A combinação de resistência, esquivas, agilidade e sequência de socos são os pontos fortes dos boxeadores.

Principais representantes: Júnior "Cigano" dos Santos, Vitor Belfort, Dan Henderson.





Essas são as modalidades mais comuns presentes nas artes marciais mistas, mas temos outros exemplos como Karatê, representado pelo brasileiro Lyoto Machida e o Savate de Cheick Kongo. Isso não significa que os lutadores ficam restritos a alguns estilos. Anderson Silva, por exemplo, tem especialidade em Muay Thay, mas também possui um jiu-jitsu forte. Jon Jones é wrestler, mas tem uma velocidade impressionante para um lutador desse estilo, além de também ser especialista em Muay Thay.

Agrando aos saudosistas


Entrar na pele do mito destruidor croata Mirko Cro Cop e arrebentar os adversários com suas caneladas mortais já valem o jogo


Além das melhoras nos controles e jogabilidade, Undisputed 3 também traz uma novidade pra agradar os fãs de MMA mais antigos: o modo Pride. Nele é possível reviver as batalhas do extinto torneio japonês (comprado e incorporado por Dana White), e assumir o papel das lendas da competição como Mirko Cro Cop, Mark Coleman, Royce Gracie, Kevin Randleman, Gary Gooldridge, Rampage Jackson entre outros. Para quem não entende as diferenças, lá vai: O Pride acontecia quase sempre no Japão e em vez do Octógono era disputado em um ringue comum. O primeiro round tinha dez minutos, diferente do UFC, que possui rounds de cinco minutos. As regras eram menos rigorosas e permitiam joelhadas na cabeça do adversário caído e o famoso Tiro de Meta, um chute contra a cabeça do lutador apoiado no chão. A única ressalva é que o Pride só pode ser jogado no modo exibição e modo torneio, impedindo que se tenha mais horas de jogo nessa modalidade. Também senti falta de alguns lutadores mitológicos do evento como Fedor Emilianenko e Kazushi Sakuraba. Mas fora isso o modo Pride é bastante divertido e serve como alternativa se você estiver afim de um combate mais violento.

Se quiser ver com os próprios olhos como é o tiro de meta, dá uma olhada aqui:


Várias possiblidades

Os dois principais modos de jogo, além do "Exibição" são o modo Carreira e o Modo Título, vamos entender um pouco deles.

Modo Carreira: Você pode escolher entre criar um lutador a seu gosto e guiá-lo desde as ligas amadoras até a conquista do cinturão ou pegar um lutador real e refazer sua trajetória no mundo do MMA.

Modo Título: Escolha um lutador, e vá batalhando até se tornar o campeão dentro de uma categoria. Quando conseguir conquistar o cinturão, é desbloqueado o modo "Defesa do Título", auto-explicativo, né?

O modo carreira é bastante completo e mescla os combates com uma certa dose de estratégia, onde você deve gerenciar os valores de patrocínio, editar roupas, coordenar treinos, etc.



Como já foi dito no começo desse post, UFC Undisputed 3 é o título definitivo de MMA nos videogames. A série conseguiu atingir um nível de realidade e fidelidade impressionantes, sem atrapalhar a jogabilidade e a diversão, e podem agradar até quem não gosta de luta. A franquia, até agora produzida pela THQ foi repassada para a EA Sports, da gigante Electronic Arts, que agora é a responsável pelo game oficial do UFC. O anúncio foi feito na E3 desse ano, com direito a participação do chefão Dana White. Os fãs ficaram com o pé atrás, já que o jogo de MMA lançado pela EA, decepcionou. Nos resta esperar que o game continue na mesma linha e que o alto nível da série seja mantido.

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Brasil Game Show - PS All-Stars Battle Royale

Quem não gosta de um bom crossover? A mania já é velha, mas ainda faz sucesso. Seja em Marvel vs Capcom ou Super Smash Bros, os fãs adoram ver seus personagens favoritos em uma batalha até a morte. E é por isso que a Sony decidiu investir no amor dos fãs por suas franquias com o lançamento de Playstation All-Stars Battle Royale. Então, é hora de saber tudo sobre esse mash-up e se preparar para seu lançamento em Novembro!


Gameplay

A jogabilidade de All-Stars é o que você imagina em qualquer brawler, mas pode esquecer a barrinha de vida e coisas assim. Como Super Smash Bros, o jogo conta com um sistema diferenciado para eliminar seus adversários. Enquanto a pancadaria come solta, uma barra de especial cresce e o único jeito de derrotar seus concorrentes é usando um dos três níveis de especial. Bem no estilo de Smash, as mortes contam pontos, que só são revelados no fim da partida, o que deixa todos com aquela esperança e expectativa de "Será que ganhei? Ou será que foi o maldito do Kratos naqueles últimos dois segundos?". Admito que minhas primeiras partidas foram meio decepcionantes, os controles pareciam meio travados e acabei levando uma sova na maioria das partidas. Com o tempo fiquei acostumado com o sistema e até me apeguei a alguns personagens (Radec e Sir Daniel, estou falando de vocês).



Vita ou PS3?

Playstation All-Stars vai sair para Playstation 3 e para o Playstation Vita simultaneamente, mas não se preocupe em gastar dinheiro. Na compra da versão de PS3, você ganha, na faixa, a versão para o portátil. Outra mecânica interessante é o Cross-Play, a habilidade de usar o Vita como um segundo controle para a versão de PS3. Mas qual a melhor versão? Sendo sincero, eu preferi jogar em uma tela grande, a confusão nesse tipo de jogo é grande e fica difícil entender o que você faz em uma tela menor como a do Vita. Sem contar que algumas ações como pegar um item são comandadas pela tela de Touch do portátil, o que não é nada confortável.

Personagens

Querendo ou não, esse é sempre o assunto mais importante quando pensamos em games desse gênero. Mas fiquem tranqüilos, a Superbot Entertainment caprichou no line-up de personagens, incluindo  personagens que não são exclusivos da Sony como Big Daddy, de Bioshock e Dante, do novo Devil May Cry. Confira a lista completa dos personagens presentes no jogo: Kratos (God of War), Colonel Radec (Killzone), Evil Cole e Cole McGrath (inFamous), Spike (Ape Escape), Sackboy (LittleBig Planet), Nariko (Heavenly Sword), Sir Daniel Fortesque (MediEvil), Ratchet e Clank (Ratchet & Clank), Sly Cooper (Sly), Jak e Daxter (Jak & Daxter), Fat Princess (Fat Princess), Nathan Drake (Uncharted), Parappa (Parappa the Rapper), Sweet Tooth (Twisted Metal), Big Daddy (Bioshock), Dante (DmC), Raiden (Metal Gear Solid), Heihachi (Tekken) e Toro (Mascote da Sony japonesa). Impressionante, não? Qual seu favorito? Quem faltou? Deixe a sua opinião aqui nos comentários!

Impressões Gerais


Todo o tempo que passei com Battle Royale foi divertido, mesmo sofrendo com os controles. Só a oportunidade de jogar um Big Daddy em uma luta contra Kratos já me deixou contente. Os personagens tem estilos bem diferenciados. Radec de Killzone, por exemplo, luta mais de longe com suas armas e bugigangas, enquanto Sly Cooper fica invisível e surpreende os adversários. Até os cenários são diferenciados, com crossovers interessantes: o submundo de God of War com Patapons ou um cenário que vai sendo criado como em LittleBig Planet e tem um quiz da série Buzz durante a partida. O estúdio responsável pelo jogo, Superbot Entertainment, foi "incubado" só pra fazer esse jogo e conta com grandes nomes da indústria de jogos de luta como Seth Killian (co-fundador do campeonato EVO de jogos de luta) e Omar Kendall (série UFC).

Quem não pôde ir ao Brasil Game Show não precisa se desesperar. A Sony inaugurou o Beta Aberto para Vita e PS3! É só entrar na Playstation Store e baixar, mas corra, serão só duas semanas para testar os servidores do jogo antes do lançamento oficial.


Felipe Navarro