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Disk Pizza ep 2 - Game of Thrones



O segundo episódio do Disk Pizza é sobre Game of Thrones. A série que estreia sua terceira temporada este domingo, dia 31 de março, é apresentado por Monique Nascimento e alvo de comentários de Pedro Zambon, Rafael Nóia e das convidadas especiais Mariana Bonfim, colaboradora do Na Calçada - Podcast e curadora do Westeros-Teco, e Thaiza Lessa, fã da obra de George R. R. Martin. Aperte o play, pegue um pedaço e divirta-se!

Links comentados nesse episódio

III Westeros Teco SP

Novos personagens da terceira temporada

12 perguntas para a terceira temporada

Como apresentar Game of Thrones em diferentes situações

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Trailer da Terceira Temporada





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Quadrinhos, homossexualidade e polêmicas (des)necessárias


Há vários dias na imprensa saiu a imagem do x-men Wolverine beijando Hércules em uma HQ da Marvel Comics. Logo, todo o facebook, portais de notícias e sites que abordam o mundo dos quadrinhos (ou não) aqui do Brasil publicaram notícias, opiniões e criaram certo circo em torno do acontecimento.

Para quem ainda não está ligado no caso, o fatídico beijo acontece na edição #10 de “X-MEN X-TREME”. A cena se passa na Grécia Antiga em uma realidade alternativa. Tão alternativa que o Wolverine por lá é chamado de coronel James Howlett (seu verdadeiro nome). Ou seja, esse não é exatamente o Wolverine “oficial” que você provavelmente conhece, ele é uma outra versão, sacou?

Para quem tem uma memória decente, é fácil se lembrar de uma polêmica um pouco maior, que aconteceu no ano passado envolvendo o personagem Alan Scott, o Lanterna Verde (um de vários, sejamos claros e não o Ryan Reynolds), da DC Comics. Houve também o casamento do personagem Estrela Polar, da Marvel, com seu namorado Kyle Jinadu. Aqui vale ressaltar que Estrela Polar já era gay assumido desde a década de 1990.

Foi uma longa, e até proveitosa, discussão acerca de uma possível quebra de estereótipos nos quadrinhos (que são cheios deles). Muita gente deu opiniões muito boas e muita gente...não, como sempre. A exemplo disso temos esta pérola, que foi exibida no Fantástico ano passado. Assista e "do the facepalm" você também.




Mó galera concorda 
Esse pseudo-jornalismo, pra não dizer coisa pior, enfureceu muita gente. As gafes começam pela trilha sonora e texto debochado, a falta de apuração decente (que levou ao erro de colocar imagens de Hal Jordan, interpretado por Ryan Reynolds na adaptação cinematográfica, no lugar de Alan Scott) e por aí vai.

A questão aqui é: já passamos por essa discussão antes. Será que é necessário tanto barulho? Ok, o Wolverine é um personagem amplamente conhecido, principalmente depois das adaptações para o cinema, tido como um “símbolo de masculinidade” (ele anda de moto, é marrento, fuma charuto, pegou um monte de x-men-gatinhas etc, etc) e “mudar” sua orientação sexual, mesmo que em um universo paralelo, pode ser um pouco atordoante. Mas vá lá, você pode viver com isso, né? NÉ?!

O grande debate sobre personagens homossexuais tendo mais espaço nos quadrinhos já foi feito, apesar de ser saudável manter a discussão aberta a novas situações. Mas o que eu vi até agora sobre o assunto foram opiniões vazias, ou pior, opiniões cheias de preconceito, disfarçado ou não. Onde está o debate e a troca de informações e opiniões realmente relevantes?

Além disso, como que para confirmar a falta de importância da polêmica, os principais sites de quadrinhos aqui do Brasil não ficaram feito mosca no lixo acerca do assunto. Noticiaram e ponto. E isso já quer dizer muita coisa.

O que bastante gente também não sabe (ou não quer saber mesmo) é que a coisa vem de antes do Wolverine, de antes do Lanterna Verde e que não envolve apenas personagens masculinos, mas também femininos.



A bonitona acima é a batwoman Kate Kane (não confunda com Kathy Kane criada nos anos 1950), assumidamente lésbica desde sua criação em 2006. A personagem já ganhou prêmios importantes, incluindo um prêmio da GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation). Isso pouca gente fala por aqui. O que me leva a crer que muitas das notícias não estão interessadas nas novidades da indústria dos quadrinhos ou em um debate saudável sobre a aceitação de personagens homossexuais e a quebra de estereótipos, e sim em falar que “fulano é gay”. Até porque, duas mulheres “se pegando” é algo visto como bonito, sensual e é aprovado e encorajado nos quadrinhos por uma massa de punheteiros por aí.

Veja bem, a DC tem tanto direito de fazer Kate se relacionar com mulheres na trama, quanto tem de fazer o mesmo com Alan Scott. O que quero apontar é: por que com ela não há notícias, postagens, status de facebook xingando a editora, e com Wolverine e os demais há?

Mais uma coisa!



Eu vi muitos argumentos falando “até onde a editora vai pra vender? Que absurdo”, “isso é só pra criar polêmica e vender mais”. Ok, argumento válido... Mas depende. Por que a galera não sai às ruas quando as editoras matam um personagem importante, só pra depois trazê-lo de volta com uma desculpa esfarrapada? Por que quando fazem reboots loucos e de qualidade duvidosa não se ouve alarde desse tanto de gente? Por quê? POR QUÊ?! Porque, na verdade, a maioria das pessoas não liga para a sede de vendas das editoras e suas decisões baseadas no dinheiro, mas sim para mudarem a orientação sexual de um personagem, seja em universo paralelo, universo principal, fanfiction rua, chuva, fazenda, casinha de sapê.

Vamos pensar nisso. Mas acima de tudo vamos tentar fazer algo melhor. Realmente ler as histórias antes de tirar conclusões, entender o contexto daquela história e personagem e dar uma chance à um novo modo de pensar e fazer quadrinhos.

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Disk Pizza ep 1 - And the Oscar goes to...




Nesse domingo, dia 24, acontece o Oscar, o tão prestigiada premiação do cinema de Hollywood. Para explicar como funciona o Oscar, o que é a misteriosa Academia e comentar as principais categorias dessa que é a 85ª edição do Academy Awards, sai do forno o primeiro Disk Pizza, seu delivery do que há de mais saboroso no mundo da cultura pop. Quem são os favoritos? Quem foi injustiçado? Cadê "O hobbit"? Aperte o play, pegue um pedaço e divirta-se!

Nessa edição contamos com a participação especial de Felipe de Oliveira Mateus (Pinguim), Tainá Goulart (Tãina) e Vitor Moura (Cicatriz), além dos loginers Luís Morais (Bóvis), Monique Nascimento (Lina) e Pedro Zambon (Lennon). A lista completa de indicados e os trailers dos concorrentes ao prêmio de Melhor Filme você confere aí embaixo.


Filme
"Indomável sonhadora" - trailer
"O lado bom da vida" - trailer
"A hora mais escura" - trailer
"Lincoln" - trailer 
"Os Miseráveis" - trailer
"As aventuras de Pi" - trailer
"Amor" - trailer
"Django livre" - trailer
"Argo" - trailer

Diretor
Michael Haneke ("Amor")
Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
Ang Lee ("As aventuras de Pi")
Steven Spielberg ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida)

Ator
Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
Denzel Washington ("Voo")
Hugh Jackman ("Os miseráveis")
Bradley Cooper ("O lado bom da vida")
Joaquin Phoenix ("O mestre")

Atriz
Naomi Watts ("O impossível")
Jessica Chastain ("A hora mais escura")
Jennifer Lawrence ("O lado bom da vida")
Emmanuelle Riva ("Amor")
Quvenzhané Wallis ("Indomável sonhadora")

Ator coadjuvante
Christoph Waltz ("Django livre")
Philip Seymour-Hoffman ("O mestre")
Robert De Niro ("O lado bom da vida")
Tommy Lee Jones ("Lincoln")
Alan Arkin ("Argo")

Atriz coadjuvante
Sally Field ("Lincoln")
Anne Hathaway ("Os miseráveis")
Jacki Weaver ("O lado bom da vida")
Helen Hunt ("The sessions")
Amy Adams ("O mestre")

Filme estrangeiro
"Amor" (Áustria)
"No" (Chile)
"War witch" (Canadá)
"O amante da rainha" (Dinamarca)
"Kon-tiki" (Noruega)

Roteiro original
Michael Haneke ("Amor")
Quentin Tarantino ("Django livre")
John Gatins ("Voo")
Wes Anderson e Roman Coppola ("Moonrise kingdom")
Mark Boal ("A hora mais escura")

Roteiro adaptado
Chris Terrio ("Argo")
Lucy Alibar e Benh Zeitlin ("Indomável sonhadora")
David Magee ("As aventuras de Pi")
Tony Kushner ("Lincoln")
David O. Russell ("O lado bom da vida")

Animação
"Valente"
"Frankenweenie"
"ParaNorman"
"Piratas pirados!"
"Detona Ralph"

Documentário em longa-metragem
"5 broken cameras"
"The gatekeepers"
"How to survive a plague"
"The invisible war"
"Searching for a sugar man"

Documentário em curta-metragem
"Inocente"
"Kings point"
"Mondays at Racine"
"Open heart"
"Redemption"

Fotografia
"Anna Karenina"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"
"Lincoln"
"007 – Operação Skyfall"

Edição
"Argo"
"A vida de Pi"
"Lincoln"
"A hora mais escura"
"O lado bom da vida"

Trilha sonora original
Dario Marianelli ("Anna Karenina")
Alexandre Desplat ("Argo")
Mychael Danna ("As aventuras de Pi")
John Williams ("Lincoln")
Thomas Newman ("007 – Operação Skyfall")

Canção original
"Before my time", de "Chasing ice" – J. Ralph (música e letra)
"Everybody needs a best friend", de "Ted" – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)
"Pi's lullaby", de "As aventuras de Pi" – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)
"Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" – Adele (música e letra)
"Suddenly", de "Os miseráveis" – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

Efeitos visuais
"O hobbit: Uma jornada inesperada"
"As aventuras de Pi"
"Os vingadores"
"Prometheus"
"Branca de Neve e o caçador"

Edição de som
"Argo"
"Django livre"
"As aventuras de Pi"
"A hora mais escura"
"007 – Operação Skyfall"

Mixagem de som
"Argo"
"Os miseráveis"
"As aventuras de Pi"
"Lincoln"
"007 – Operação Skyfall"

Melhor curta-metragem
"Asad"
"Buzkashi boys"
"Curfew"
"Death of a shadow (doos van een schaduw)"
"Henry"

Curta-metragem de animação
"Adam and dog"
"Fresh guacamole"
"Head over heels"
"Maggie Simpson in 'The Longest Daycare'"
"Paperman"

Figurino
"Anna Karenina"
"Os miseráveis"
"Lincoln"
"Espelho, espelho meu"
"Branca de Neve e o caçador"

Design de produção
"Anna Karenina"
"O hobbit: Uma jornada inesperada"
"Os miseráveis"
"A vida de Pi"
"Lincoln"

Maquiagem e cabelo
"Hitchcock"
"Os miseráveis"
"O hobbit: Uma jornada inesperada"

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Excelsior! 90 anos de Stan Lee



Ele é o avô que gostaríamos de ter, ele é o não-ator que faz as participações mais legais em filmes da Marvel, ele é o velhinho mais amado da indústria dos quadrinhos, ele é Stan “Tha Man” Lee e está fazendo 90 anos hoje! Aqui você vai ver grandes momentos da carreira desse paladino dos quadrinhos e algumas de suas mais famosas criações.
Stanley Martin Lieber nasceu em 28 de dezembro de 1922 em Manhattan, Nova York, e no começo da carreira não se interessava muito por uma carreira nos quadrinhos. A ideia de usar o nome Stan Lee veio porque ele queria ser escritor e fazer um romance de grande sucesso, logo não queria que seu nome real fosse relacionado com quadrinhos, que não eram muito bem vistos na época. Quem diria?
Stan veio de uma família de imigrantes romenos que passou por dificuldades, principalmente na época da Grande Depressão. Ele começou a trabalhar bem cedo fazendo bicos, como office-boy e entregador de sanduíches por exemplo, mas não demorou muito para o marido de sua prima, Martin Goodman, publisher da Timely Comics, o chamar para trabalhar na editora.


Na Casa das Ideias

Acontece que a Timely Comics era nada mais nada menos que o embrião da empresa conhecida hoje como Marvel Comics. Se engana quem achou que Stan Lee já chegou arregaçando na editora, uma de suas primeiras funções na Timely foi encher os tinteiros para os artistas (naquela época a coisa funcionava molhando a caneta na tinta). Ele também buscava os almoço da galera, fazia a revisão e apagava as marcas de lápis das páginas finalizadas.

Sua primeira história publicada foi “A Vingança do Traidor” que saiu na Captain America Comics  #3, como tapa-buraco. Já aos 19 anos, Lee foi promovido à editor interino por Goodman, mostrando grande talento para os negócios e garantindo sua posição na editora.

Na década de 1950 foi criado a Comics Code Authority, uma associação que censurava as revistas em quadrinhos e proibiam tudo o que é legal certos temas nas histórias. Nessa época os heróis saíram um pouco de moda e Stan passou a escrever tramas com temas mais variados como western, ficção científica, aventuras medievais, horror e até romances. Descontente com o rumo que sua carreira estava tomando, nosso herói pensava em largar os quadrinhos (NOOOOOO!).

No início da década de 1960, a DC Comics estava fazendo sucesso com a recente criação da Liga da Justiça e dominava o mercado das HQ’s. Martin Goodman deu a Lee a tarefa de criar um grupo de super-heróis para concorrer com a Liga da DC e, em parceria com Jack Kirby, ele criou o Quarteto Fantástico. Grande parte do sucesso da criação se deu à esposa de Stan Lee (sua linda!) que encorajou o maridão a experimentar o que ele quisesse, já que ele não se importava muito em ser demitido ou não.

A ideia de trazer quatro super-heróis que não usavam máscaras e não tinham identidades secretas, algo novo para a época, foi bem aceita. O Quarteto Fantástico, que trazia um casal de noivos, Reed Richards (Sr. Fantástico) e Sue Storm (Garota Invisível), o irmão mais novo de Sue, Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (Coisa). Esses personagens traziam uma dose de realidade, não era idealizados como se costumava ver na época.



E foi justamente aí que teve início a revolução da Marvel. Nosso aniversariante foi um dos responsáveis por dar aos personagens das histórias em quadrinhos sentimentos mais humanos e conflituosos, criando histórias com temas mais sérios, dando profundidade à fórmula de “herói bonzinho derrota vilão e salva o dia”, e trazendo aos leitores algo que a então toda-poderosa Distinta Concorrência, DC Comics, não oferecia na época.

Essa revolução no modo de fazer quadrinhos foi além das histórias e se estendeu à relação que os artistas e a editora tinham com os fãs. Ele passou a creditar o letrista e o responsável pela arte final e também passou a publicar notícias sobre o staff da editora, de um jeito descontraído e amigável. Ele também manteve durante a década de 1960 a “Stan Soapbox”, uma coluna mensal. Foi nela que o bordão “Excelsior” foi introduzido.

O Amigão da Vizinhança

Em agosto de 1962 era publicada a criação mais popular de Stan Lee, Steve Ditko e Jack Kirby. O Homem-Aranha nascia no auge da Era de Prata dos quadrinhos. Stan era o editor-chefe e principal escritor da Casa das Ideias e já havia apresentado o Aranha para Martin Goodman, que não gostou muito do herói lançador de teias. Para ele um personagem inspirado em uma aranha não faria sucesso, pois as pessoas odeiam aranhas. E se a criação do Quarteto Fantástico já foi algo fora dos padrões, a de um adolescente franzino e problemático que morava com os velhos tios era ainda mais. O que Goodman não percebeu na época era que a ideia de Stan era de criar um personagem com o qual o publico da Marvel, em geral crianças e adolescentes, pudessem se identificar. Apesar da rejeição de Goodman, a lábia de Stan Lee era boa e em
Amazing Fantasy #15 o Homem-Aranha veio a público. No ínico como uma tentativa de salvar a revista, que ia mal das pernas, mas não demorou muito para que o Amigão da Vizinhança ganhasse uma publicação própria (Amazing Spider-Man #1 foi publicada em março de 1963) e se tornasse um sucesso de vendas e o símbolo da Marvel.
Curiosidade que vale a pena saber: em 1971, uma história publicada em Amazing Spider-Man #96-98 ajudou a reformar o Comics Code Authority (que eu já citei lá cima). Stan criou uma trama em que Harry Osborn se torna viciado em drogas, a pedido do Departamento de Saúde, Educação e Bem Estar dos Estados Unidos, que havia pedido à Marvel uma história sobre os perigos das drogas para alertar os jovens. Mesmo assim o Comics Code Authority não quis conceder o selo pelo fato de serem chatos pra caralho as histórias mostrarem o uso dos entorpecentes (eu fico aqui me perguntando, como falar dos males do uso de dorgas, se você não mostra o uso de dorgas...vai entender). Diante da situação, Lee, com o apoio de Martin Goodman, mandou o Comics Code à merda passear e publicou a história mesmo assim. Resultado, as edições venderam bem e a Marvel foi elogiada pela ação social de conscientização. Após o episódio, o Comics Code Authority passou a dar mais liberdade criativa às histórias em quadrinhos. Ponto pro Stan.

Além do Quarteto Fantástico e do Homem-Aranha, estão entre as grandes criações de Stan Lee os X-men, Hulk, Thor, Demolidor, Homem de Ferro entre muitos outros. Os principais parceiros Jack Kirby e Steve Ditko estiveram presentes em muitas concepções desses e outros heróis e também de vilões. De fato, os créditos desses dois desenhistas e roteiristas são muitas vezes deixados de lado e os louros vão unicamente para Stan, que por vezes também “esquece” de creditar os dois. E eles não são os únicos, vale salientar que apesar de Lee ter criado os X-men, Wolverine foi obra de Len Wein, mas pouca gente lembra disso.

Polêmicas à parte, Stan fez parte da gênesis de diversos personagens da Casa das Ideias, como a Marvel é conhecida, mas o grande feito de Stan Lee foi ter levado a Marvel Comics de uma pequena editora para uma grande corporação multimídia, que hoje em dia invade a televisão, o cinema, os games, estampas de camisetas, lancheiras e até decoração de festinhas infantis, e ter feito de si mesmo, uma marca, talvez até a personificação da Marvel (exagero meu?).




Stan Lee também é muito lembrado por suas participações em filmes da Marvel. Duas das minhas preferidas são a de “Homem de Ferro”, em que ele interpreta Hugh Hefner, fundador da Playboy, com direito a coelhinhas e tudo, e a de “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”, na qual ele interpreta...ele mesmo! Veja o vídeo, pois relembrar é viver!




Esse ano Stan nos deu um sustinho de leve. Ele teve passou por uma cirurgia para implantar um marcapasso. Bem-humorado, ele afirmou que agora se parece mais com um de seus personagens, o Homem de Ferro. Esse foi o comunicado que ele soltou após o ocorrido:

“Atenção, tropas!
Este é um despacho enviado do amado Generalíssimo, diretamente a partir do centro da zona de combate de Hollywood!
Agora ouçais isso! Seu líder não vós abandonaste! Em um esforço para ser mais parecido com o meu companheiro Vingador, Tony Stark, eu tive um marcapasso eletrônico implantado perto de meu coração para certificar que eu seja capaz de liderar por mais 90 anos.
Mas não tenhais medo, meus valentes guerreiros. Estou em contato constante com os nossos comandantes em campo e a vitória logo será nossa. Agora tenho que terminar esta expedição e me unir às minhas tropas, porque um exército sem um líder é como um dia sem uma participação especial em um filme!”

Agora me diz se é possível não amar um véio lindo desses!

Sabemos que mais noventa anos de reinado não é uma coisa muito viabilizável, mas espero que nosso bom e velho Stan fique por aqui bastante tempo ainda já que até Oscar Niemeyer já bateu as botas...

Feliz aniversário Stan! Excelsior!


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Apocalipse: Logincast dos Sobreviventes



E chegamos ao dia 22! O mundo não acabou! Uhuuu!!!!!!

Ou não.

Deve ter muita gente que ficou frustrada por acordar e não ver os céus em chamas, zumbis andando pelas ruas ou Testemunhas de Jeová alienígenas tocando a campainha com um mensagem especial de Chtulhu. Mas não se desesperem! O Comando Login está aqui para lembrá-los de como poderia ser o Apocalipse. E é isso que vocês encontrarão no nosso Logincast especial sobre apocalipses: zumbi, alien, nuclear, corinthiano...todos os apocalipses imagináveis são comentados com muito mau bom humor por Pedro Zambon, Bruno Marise, Damaris Rota, Felipe Navarro: o Bagaço, Gabriela Brandão, Monique Nascimento e Rafael Nóia, mostrando que, ainda que ele não tenha zumbis correndo pela rua e aliens atirando lasers em nossas casas, não é motivo para não se divertir com o Fim dos Dias.

Então, aproveitem o tédio de mais um sábado comum e curtam nosso Logincast Especial: Apocalipse.


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Apocalipse: 5 quadrinhos em universos pós-apocalípticos

E se a humanidade, ou parte dela, sobreviver ao apocalipse? Essas cinco HQ’s trazem mundos assolados por diferentes tipos de apocalipses e mostram como ficou a população do planeta depois deles. Leia e aprenda como sobreviver em mundos pós-apocalipticos ou apenas mate o tédio até o dia 21 chegar.


Sweet Tooth – Depois do Apocalipse



O primeiro volume foi lançado agora no final de 2012 pela Panini e já arrancou elogios gringos como aposta da Vertigo. Considerada como um “Mad Max combinado com Bambi”, Sweeth Tooth conta a história de Gus, um menino de 9 anos que tem características físicas de humano misturadas com a de um veado (me refiro ao animal, seu animal). O menino vivia com seu pai em uma floresta, isolado do mundo, e era sempre advertido de que nunca deve deixar o lugar por causa dos perigos do mundo lá fora. Como nem tudo são flores, o pai de Gus bate as botas. Logo após a morte de seu pai, Gus conhece um velho mal-humorado chamado Jeppard, que promete levá-lo à “Reserva”, um lugar seguro para os híbridos e a jornada dos dois tem início.
No mundo pós-apocalíptico de Gus, grande parte da população foi dizimada por uma doença misteriosa e o que restou está morrendo aos poucos. As únicas pessoas que não são infectadas pelo vírus-maldito-do-apocalipse são crianças como Gus, metade humanas e metade animais, que começaram a nascer após o aparecimento do vírus, há 7 anos. Eis aí um dos muitos mistérios da história, Gus aparentemente nasceu antes desses acontecimentos. As crianças híbridas são caçadas tanto por suas características estranhas, quanto por, talvez, trazerem em si a cura para o vírus.
Sweet Tooth traz à tona boas doses de sensibilidade, mas sem pieguice, e a ingenuidade de Gus faz um bom contraponto com a brutalidade de Jepperd, que adora explodir um crânio por aí.


Neon Genesis Evangelion



Esse mangá é o que mais se aproxima de um apocalipse religioso nessa lista. Mas antes começarmos, vale ressaltar que o mangá e o anime possuem diferenças importantes. Mesmo o mangá tendo sido publicado antes, o anime foi concebido primeiro. Além disso o mangá tem um ritmo de publicação leeeeeeento, está sendo publicado desde 1995. Agora voltemos à programação normal.
A história de Evangelion gira em torno da história de Shinji Ikari, um moleque de 14 anos meio tímido e medroso. Ele cresceu sem conhecer a mãe e tem sérios problemas de relacionamento com o pai, Gendo Ikari. Esse por sua vez é o comandante supremo da NERV, uma organização paramilitar criada para combater os Anjos, seres monstruosamente gigantesco que costumam espalhar o caos e a destruição quando aparecem. Para combater esses seres, são criados os EVAs, mechas pilotados por crianças. Shinji é uma dessas crianças e o único capaz de pilotar a unidade 01. O apocalipse do universo de Evangelion ficou conhecido como Segundo Impacto e dizimou quase todo o hemisfério sul da população mundial, tá bom ou quer mais?
Evangelion, além de mostrar um dos cenários pós-apocalipticos mais fodas que eu já vi, traz uma grande profundidade na história e nas relações entre os personagens.

Marvel Zombies



E se seus super heróis favoritos virassem zumbis? A Marvel respondeu essa pergunta lançando Marvel Zombies, uma saga na qual Capitão América, Homem Aranha e cia não pensam em outra coisa a não ser em carne humana.
Marvel Zombies apareceu pela primeira vez numa história curtinha do Ultimate Fantastic Four, onde Reed Richards encontra uma dimensão cheias de zumbis. Mas tudo começa com uma versão infectada do Sentinela aparecendo em clarão no céu. Obviamente os Vingadores são chamados para averiguar a situação e, é claro, todos são infectados também, transformando-se em comedores de cérebro. Como se não bastasse outros heróis são infectados pelos Vingadores e aí, vocês já sabem, apocalipse zumbi.
Após acabar com toda a fonte de alimento na Terra, os super-zumbis partem rumo a outros planetas para um banquete alienígena. E como eles conseguem isso? Devorando Galactus, o Devorador de Mundos (tu dum tss), e absorvendo seus poderes, é claro!
Em Marvel Zombies a situação de epidemia vai tão ao extremo que todos os heróis são transformados em zumbis, não restando ninguém para deter a situação e salvar a humanidade.
Uma curiosidade legal é que todas as capas da série fazem uma homenagem à capas clássicas da Marvel, só que em versão zumbificada.


Y: O último homem



Esse apocalipse é um pouco diferente (mas não menos divertido). Em Y: O Último Homem, todos os seres vivos da terra portadores do cromossomo Y, ou seja, todos os espécimes machos morrem...e as mulheres dominam o mundo, fim da história! Só que não. Yorick e seu macaco de estimação, Ampersand, conseguem sobreviver e são os dois últimos machos restantes desse planeta azul-calcinha. Você deve estar pensando “cara de sorte, tem todas as mulheres do mundo só pra ele, vai comer geral”, mas não é bem assim. Yorick sofre bastante entre tentativas de sedução e assassinato, vira um objeto de desejo nos mais diversos sentidos da palavra.
As mulheres, sem seus entes queridos e em meio ao caos, têm que assumir tarefas antes designadas aos homens e muitas passam a rever a mentalidade feminista. Outras ainda acreditam que a extinção dos homens foi uma vontade divina.
Não há zumbis, asteróides ou cavaleiros do apocalipse, mas o autor Brian K. Vaughan nos mostra que dizimar (quase) todos os homens do planeta pode ter um efeito um tanto apocalíptico na humanidade.


Planeta Morto



Uma coisa em comum sobre todos os outros quadrinhos dessa lista é que nenhum se passa no Brasil. Sim, Planeta Morto não apenas é uma HQ nacional, ela se passa inicialmente na cidade de São Paulo, uma metrópole, que na minha opinião, combina bem com zumbis. Depois outros lugares serão abordados (estou ansiosa para ver zumbis na caatinga, num clima meio Bando de Dois, do Danilo Beyruth).
Outra coisa legal sobre Planeta Morto é que o roteiro foi escolhido através de uma campanha promovida pelo site brasileiro de The Walking Dead e pelo desenhista Celso Ludgero. O roteiro escolhido foi o da estudante Fernando Oz e parece promissor. A protagonista é a estudante de biomedicina Elisa, que decide não virar snack de zumbi e junta forças com seus amigos Eric e Carlos e os irmãos Jorge e Ricardo.
Mais uma coisa legal: o lançamento de Planeta Morto é no próximo dia 21 (ah, vá!), online e gratuitamente. Por enquanto já dá pra ir tendo uma noção de como vai ficar na página da HQ no facebook. Sempre vale a pena dar uma força para o quadrinho nacional.


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Crônica de uma game-espectadora


Por Monique Nascimento


Tem gente que não pode ver alguém jogando videogame e já quer jogar também. Pede pra jogar um pouco ou por uma partida. Eu vou na contramão. Gosto de assistir. Coisa de noob, eu sei, e sou mesmo, mas gosto de assistir. O mundo dos games esteve presente na minha vida desde bem pequena. Lembro-me que sentava ao lado do meu irmão mais velho e o via jogar. 

Achava o máximo! Ele era o herói que acabava com todos os inimigos, como se ele mesmo estivesse dentro do jogo e não apenas controlando o personagem. Não me recordo qual foi o primeiro console dele, mas o Super Nintendo para mim é inesquecível. Foi mais ou menos nessa fase que comecei, bem timidamente, a me aventurar e jogar também. Mas sempre que ele se aproximava, eu passava o controle para ele. Não porque ele fazia o tipo “irmão mais velho chato” (OK, talvez um pouco), mas porque queria ver todas as coisas que ele conseguia fazer e eu não, e aprender a jogar melhor, a jogar como ele jogava. Como passar aquela fase que queimava meus neurônios infantis? Como destruir aquele vilão que parecia ser feito de adamantium? E, é claro, torcer para o meu irmãozão.

Lembro-me também que já cocei o nariz dele em alguns momentos críticos de fases finais. Sabe aquela maldita coceira que aparece bem na hora H? E se você der pause, perde todo o embalo? Pois é. Eu era como uma fiel escudeira. Vez ou outra, ele me servia de mestre/ treinador, “faz assim”, “vai por lá”. Ao contrário da maioria, eu não me irritava com isso. Era como um mestre Jedi ensinando um jovem padawan.

Depois do Super Nintendo veio o Nintendo 64. E eu continuava assistindo demais e jogando de menos. Quando o Playstation chegou, eu já tinha perdido o hábito. Nem lembro direito por que, para falar a verdade.

Hoje em dia meu irmão, casado, já não mora mais em casa. Mas a esposa o divide com o XBOX, que ele comprou para si e para o enteado.

Curiosamente, depois de tanto tempo, achei que os games não retornariam à minha vida. Mas hoje, na casa que divido com três garotas, um XBOX faz parte da decoração da sala. Sinto muito desapontá-los ao dizer que o máximo que joguei nele foram algumas partidas de Guitar Hero (sou noob lembram?). Ele pertence à minha amiga e roommate Márcia (sim, a mesma Márcia Tiemi que é editora desse Comando Login). É a ela jogando que eu assisto agora. Acompanhei a saga de Altair e Ezio, e senti tanto quanto ela o final de Revelations. Me animei, como quem fosse comprar o jogo, quando vi Connor pela primeira vez no trailler. Agora a Márcia está jogando Skyrim e eu, do meu jeito, jogo um pouco junto (“Mata aquele cara ali!”). Acho que quem assiste acaba jogando um pouco junto por tabela mesmo.

Pois é, games, bem-vindos de volta à minha vida, ainda que como game-espectadora apenas.