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Rock N Roll Racing - Game Flashback


Lá vamos nós com mais um clássico dos anos 90. Rock n'Roll Racing é o tipo de jogo que não cansa mesmo depois de horas ou anos jogando. A dinâmica do jogo era extremamente inovadora, simples e cativante. Alie isso a uma trilha sonora escolhida com perfeição e você tem a receita de um dos melhores games de corrida já feitos na história dos videogames. Mostrarei tudo sobre ele aqui, inclusive um hack e um remake 3D. 




O Jogo


Quer entender rápido? É um jogo centrado em um campeonato interplanetário de corrida de carros no qual vale tudo, desde jogar os outros carros para fora da pista até atirar neles até que explodam. Promissor, né? Foi lançado em 1993 para Super Nintendo (nesse post estou usando todas as imagens e a maioria das informações da versão de SNES) e um ano depois para Mega Drive, e veio para ser um jogo eterno nos corações dos gamers. Entrou no mercado graças a Interplay e Silicon & Synapse, antigo nome da nossa querida Blizzard, dois anos depois de RPM Racing (uma espécie de jogo piloto, um experimento RnR foi até mesmo chamado de RPM que precedeu Rock n'Roll Racing. Aliás, RnR chegou a ser chamado de RPM Racing II por um curto tempo).

Acredite, eu não estou romantizando nadinha, esse game de corrida é muito completo e extremamente divertido, mesmo nos split screens do modo multiplayer. Na verdade, não era um castigo quando aquele seu priminho pequeno pedia para jogar com você. Em RnR, é possível explodir o seu priminho os carros que competem com você pelo primeiro lugar, e isso é até incentivado pelo jogo: explodir os outros dá um bônus gordo em dinheiro. Em alguns casos, dependendo (claro) da sua habilidade com os mísseis e bombas, pode valer mais a pena parar e esperar os outros para explodir tudo do que simplesmente correr e terminar em primeiro. A parte divertida é que não tem lenga-lenga nenhuma. É basicamente só partir pra diversão.


Rock n'Roll Racing é basicamente correr, sobreviver e vencer ao longo de planetas, ganhando dinheiro pontos para prosseguir viagem. Como o game se caracteriza pela guerra entre carros, então é claro que mexer no carro é necessário. É possível comprar itens para melhorar seu desempenho, tanto na corrida quanto na destruição, ou seja, motor, pneu, amortecedores, nitros, tiros, saltos, placas de proteção, bombinhas para deixar no campo para quem vier atrás... varia de acordo com cada carro (e eu vou mostrar isso mais pra frente =]). Além disso, existem coisas pré-colocadas na pista para ajudar ou atrapalhar, como caixas de remédio, de dinheiro, taxinhas que tiram energia e poças de água, óleo, neve, lava... depende do planeta.


"The stage is set, the green flag drops!"
"Let the carnage begin!"
"Rip is about to blow!"
"Holy Toledo!"

Não entedeu? Essas são algumas das frases que o nosso marcante narrador de RnR, Larry (Larry "SuperMouth" Huffman), diz ao longo do jogo. Elas vão ser ouvidas perfeitamente na cabeça de quem jogava, e já ajudam a dar uma ideia pra quem nunca jogou. Rock n' Roll Racing é mais que um simples jogo de corrida, é um jogo de estratégia e explosão. As pistas variam do simples ao mais complexo, cheio de curvas e caminhos cruzados (as dos planetas finais, especialmente o gelado planeta Nho, podem ser muito desagradáveis). Ele é bem simples de entender, mas pode ser muito desafiador para quem joga nas dificuldades mais altas. 






A melhor trilha sonora da história!

O jogo não tem esse nome por nada, né? Confira aqui a lista das músicas para as duas versões:



SNES
George Thorogood - Bad To The Bone
Black Sabbath - Paranoid
Henry Mancini - Peter Gun
Deep Purples - Highway Star
SteppenWolf - Born To Be Wild

Mega Drive
George Thorogood - Bad To The Bone
Black Sabbath - Paranoid
Henry Mancini - Peter Gun
Deep Purples - Highway Star
SteppenWolf - Born To Be Wild
Golden Earring - Radar Love  (exclusiva do Mega Drive)



Eu não gostava muito do som do MG (ouça a versão dele de Highway Star e compare com a de Snes), achava que o Super Nintendo era mais honesto com as músicas... seja como for, esse vídeo aí mostra um gameplay desde o comecinho. Dá pra ter uma noção de como a música é importante e especial (e nunca cansativa) nesse jogo.



Personagens

São 6 personagens jogáveis e um secreto. Três personagens neutros e 8 vilões. Parece muito? 


Os personagens jogáveis são Snake Sanders (Terra), Tarquinn (Aurora), Jake Badlands (Xeno Prime), Katarina Lyons (Panteros V), Ivanzypher (Fleagull), e Cyberhawk (Serpentis). Cada um deles tem dois pontos de bônus em diferentes habilidades de corrida para o jogador escolher conforme se estilo de jogo.

Existem 6 planetas nos quais você corre, e em cada um deles tem um residente que vai te desafiar. Esses corredores são Viper Mackay do venenoso Chem Vi, Grinder 2X19 do demoníaco Drakonis, Ragewortt do pantanoso planeta Bogmire, Roadkill Kelly do planeta prisão New Mojave, Butcher Icebone do gelado Nho e J.B. Slash, o capeta do planeta Inferno.

Como cada corrida tem sempre 4 participantes, criaram R.I.P. e Shred (os gêmeos de cabelo verde e vermelho) para completar o grid. Em modos multiplayer, o segundo controle toma o lugar de Shred. Você pode ver todos eles e seus detalhes nessa minigaleria, clicando nos nomes ali embaixo.


Principal  - Snake - Cyberhawk - Ivanzypher - Katarina - Jake - Tarquinn - Olaf - Viper Mackay - Grinder 2X19 - Ragewortt - Roadkill Kelly - Butcher Icebone - J.B. Slash

Os personagens neutros são aquele castor do dente de ouro com cara de quem está te enganando, o Geléia de chifres e o rapaz que é a cara do Kurt Russel como Snake Plissken. Eles são (na ordem) Fast Eddie, o cara que vende os carros; Gordo, o vendedor de itens para os carros; e Braddock, que vai te levar para todos os planetas se você tiver o número suficiente de pontos.



Olaf is about to blow!


Olaf, da série The Lost Vikings, também da Blizzard, é o nosso personagem secreto do jogo. Originalmente, é um viking que tem habilidade de proteger os companheiros com seu escudo, e também de planar no ar com ele, mas não é capaz de atacar ou pular. Calma, isso no Lost Vikings! O Olaf de Rock n' Roll Racing é o melhor jogador dentre os possíveis de se escolher. Isso porque ele tem três atributos especiais (aceleração, velocidade e curvas), um a mais que todos os personagens normais. Ele é uma boa pedida para enfrentar a dificuldade mais alta do jogo. Eu, que jogava The Lost Vikings II (ainda faço um flashback sobre ele, prometo), achava especialmente sensacional jogar com esse cara, porque era o viking mais sem noção de todos. O cheat para escolher Olaf está mais abaixo.


As máquinas do jogo - Carros de batalha

Rock N'Roll Racing conta com 5 tipos diferentes de carros que você pode comprar ao longo das viagens pelos planetas. (Estão amarelinhos porque eu sempre sou o amarelo =D) Todos eles tem possibilidade de melhoria. Conforme você vai ganhando seu explodido dinheirinho, pode ir comprando todos os upgrades pra deixar seu carro mais resistente, rápido e com mais poder de ataque. As coisas que dá pra comprar em cada carro podem mudar, e quando você troca de carro, seu investimento pode ser perdido. Por isso, é muito importante escolher bem o que e quando comprar.

Commando 
É um dos primeiros que dá pra comprar com os 20 mil que o o jogo te dá no começo. 
Para atacar, tem um canhão de dois tiros verdes a por disparo, deixa umas taxinhas estranhas que desviam a direção do qualquer carro com pneus que passar por cima delas e dá um saltinho tosco ao invés de soltar nitros. 



Dirt Devil 
É igualzinho ao Commando, mas com um visual mais invocado. Não é um carro muito bom, na minha opinião, por isso não vale a pena gastar dinheiro equipando ele ou seu companheiro similar. O melhor mesmo é juntar logo de cara pra comprar o próximo carro, porque o que ele tem faz muita diferença em relação a esses caras aqui.



Marauder                                                        Esse sim é um que vale a pena investir mais, porque você vai passar uns bons três planetas com ele. O Marauder atira mísseis mais fortes que os tiros de plasma, deixa minas azuis que só explodem se passarem nelas (mas também podem te prejudicar) e usa nitros, além de ser muito mais legal que os outros =D


Battle Trak
Esse só vai poder ser comprado em New Mojave. Mantém as qualidades do Marauder, mas é mais estável, não usa pneus (por isso não é afetado por poças ou taxinhas) e ao invés das minas azuis, deixa bolinhas explosivas vermelhas que se multiplicam explodem, podendo destruir o carro inimigo de uma vez só (mas só dão bônus se ele explodir antes desse efeito Jesus).


Havak
O último carro geralmente só é encontrado no inferno. Não exige pneus nem amortecedores, já que é um hovercraft. Os tiros dele também mudam, são bolinhas vermelhas que seguem o inimigo por um tempo determinado. Particularmente, prefiro o carrinho anterior, mas sempre acabo comprando ele, já que ele corre mais macio ainda que o tanque.



O Carro escorpião
Hein???
É, meus amigos gamers, houve uma época em que tentaram nos fazer acreditar que  existia um carro secreto em Rock n'Roll Racing. A imagem desse carro aí deixou muitos jogadores babando de vontade de descobrir o que era preciso fazer para jogar com essa belezinha. A cruel e triste verdade é que ele não existe, nunca existiu. Eu confesso que adoraria jogar com ele, mas fazer o quê?


Cheats

Não sou de ficar dando essas colheres de chá, mas resolvi que esse jogo merecia. As manhas são diferentes para Snes e Mega Drive, dá uma olhadinha.


SUPER NINTENDO

Como jogar com Olaf
Na tela de seleção dos personagens, segure L + R + SELECT e vá colocando para a direita. Ele deve aparecer depois de Tarquinn.

Como escolher Olaf para os dois players
Na tela de password, coloque para dois players, digite para os dois a sequência "DQMR RSTX WS6M" e comece um novo jogo no nível Warrior.

Como jogar no Inferno no versus mode
Alguns cartuchos não permitiam isso. A dica é a mesma do Olaf, na tela de seleção dos planetas (MUNDOS), segure L + R + SELECT e vá colocando para o lado até achar o Inferno.


MEGA-DRIVE

Como jogar com OLAF 
Na tela de password, digite: 8V18 RST1 5WJ! 
Ou então, na tela de personagem faça a seguinte sequência: Para Cima, Direita, Para Cima, Direita, Para Baixo, Esquerda, Para Baixo, Esquerda e Direita. e também teremos o OLAF.

Ver final do jogo
Na tela de password digite: RG1Y 5HP1 2F!!

Ganhar $250,000 sem esforço
No menu principal do jogo faça a seguinte sequência: Para Cima, Direita, Para Baixo, Esquerda, Para Cima, Esquerda, Para Baixo, Direita, Para Cima. Vai tocar um sonzinho e você terá $250,000 de graça.

Muniçãos e Nitros infinitos
Faça a seguinte sequência na tela de compra de equipamento: Para Baixo, Para Baixo, Para Baixo, Para Cima, Para Baixo, Esquerda, Direita, Esquerda, Para Baixo. O mesmo som da manha do dinheiro toca e voilà!



Outras versões de Rock N'Roll Racing



Infelizmente, ao contrário do que esse jogo aí  pode fazer parecer, Rock n' Roll Racing não tem continuação. Ele foi cruelmente abandonado e não ganhou nem uma parte dois oficial ruim pra gente xingar. Essa versão, por exemplo, foi uma tentativa de Interplay de aproveitar a fama desse game  pra divulgar seu projeto solo, mas na verdade, apesar da capa às vezes dizer que era RnR2, o jogo se chamava apenas Red Asphalt em seu próprio menu e era bem fraquinho... eu fui enganada por esse cover mentiroso, foi bem decepcionante. O que existe em termos de novidade sobre Rock n' Roll Racing é puramente projeto de fãs (mas bem que a Blizzard podia perceber esse público órfão e montar uma coisinha pra gente, né?), desde remakes a hacks engraçados com mil coisas novas. Olha aí.



O hack v14 para emuladores de Mega Drive (Donwload de ROM aqui)

Pra começar, acho que mesmo para os mais preciosistas pode valer a pena dar uma olhadinha nesse hack aí.  É MUITO mais difícil que a versão de Snes e de Mega Drive. Na verdade, a dificuldade Rokie já tá tensinha, e eles ainda adicionaram uma nova categoria além do difícil (omg). Fora isso, vááárias outras mudanças que eu vou apresentar listadinhas pra facilitar a vida. 



- Seis carros ao invés de quatro na corrida (isso é enlouquecedor no nível super difícil)
- 120 novas pistas (nada muito anormal, mas ainda assim divertido)
- Novos personagens (Vinnie dos ratos de Marte, Baleog de Lost Vikings e Rash de Battletoads)
- Habilita boss select (achei divertido poder jogar com os caras maus também...)
- Novos bônus de personagem  (além de cornering, speed, jump e acceleration, agora tem armor e weapon)
- Cinco novos planetas  (o último só abre nas dificuldades maiores)
- Novos vilões (achei estranho o Earthworm Jim aparecer como vilão, mas gostei da homenagem)
- Quatro novos carros e uma nova arma. (até que gostei deles, mas faltou criar a arte que vai no Gordo pros carros novos, mas tuuuudo bem)
- Uma música nova!!!  (Spiderman & Venom - Maximum Carnage, cinco estrelinhas douradas pra quem pensou nisso).
- Várias cores novas para os carros (meio confuso, mas tudo bem)
- Novo power up na pista (além de $ e remédio, agora dão um weapon pack também. Acho digno)




Esse vídeo dá uma ideia bem boa do que é esse hack e como ele mudou a versão original de Rock n' Roll Racing. Sinceramente, eu gosto muito do original e sempre vou preferir ele a qualquer hack, mas não abominei o que fizeram nesse. Foi bem divertido, na verdade.



Já fizeram a v15 desse hack com mais coisa ainda (outro planeta, mais um carrinho, correção de bugs etc. etc. etc...) que funciona no mesmo tipo de emulador que a v14 (pode baixar o que eu esto usando nesse link, é o Gens). Aqui tem um vídeo com as novidades da v15, e aqui o link para baixar essa outra versão. 


Remake 3D 




Em suma, é uma iniciativa da Yard Team: 4 russos malucos que desde 2005 se esforçam para fazer remakes de jogos abandonados por seus desenvolvedores), e o projeto deles desde 2009 é justamente Rock n' Roll Racing. Ainda não joguei ele, até porque até hoje (5/11/12) não foi lançado, mas está prometido pra esse ano. O site dos caras é esse aqui (já em inglês =]) e o link que dará acesso ao download pro jogo é esse. Enquanto ele não sai, só nos resta viver de vídeos e screenshots...






Só pra constar, é uma versão só pra PC, que tem esses requisitos mínimos:


Recomendado: CPU 2,6 GHz, RAM 512 mb, Geforce 8800 GT 256 mb video,
Mínimo: CPU 1,5 GHz, RAM 256 mb, Geforce 6200 128 mb and drivers nvidia Physx 8.09.04 (Incluídos no download do jogo =])


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Game Flashback - Aladdin



Esse é um daqueles jogos que só de ouvir a musiquinha a gente já fica doido pra jogar. Aliás, é um dos maiores despertadores de "Tô de próximo" e "Depois sou eu" nos arredores que eu conheço (experiência própria ¬¬).  Isso não é difícil de enteder, afinal, o filme venceu duas estatuetas no Oscar só com a trilha sonora... Mas a grande questão em torno desse game é como ele pode ser tão querido pelas pessoas que jogavam sendo que não tem exatamente nada de muito especial videogamisticamente falando. Ou será que tem? Bom, vejamos...

Origem no filme

Nos anos 90 era muito comum que, sempre que a Disney lançasse um novo filme, logo logo tivesse um novo game nas lojas com o tema do longa. Foi assim com "A Bela e a Fera", também com "O Rei Leão", "Pinocchio", "Peter Pan" etc. etc. etc. ... não seria diferente com Aladdin, certo? No caso dele, o jogo segue bem fielmente a história feita pela Disney para as telonas. A única parte que foge ao roteiro original é a que Abu, o macaquinho de Aladdin, aparentemente se perde em uma pirâmide e você tem que descer lá para resgatar o bichinho antes de retornar a Agrabah. Fora essa, tudo normal, quase as mesmas músicas, mesma história, mesmos personagens. Apesar disso, pra quem não viu o longa também é um bom jogo. Infelizmente não encontrei o filme disponível pra assistir sem baixar, mas quem quer ver outra vez encontra fácil fácil. Ah! Quase me esqueço, o filme também deu origem a uma série animada que passava no CRUJ!! divertida que eu particularmente adorava. Encontrei vários episódios dela no youtube, e resolvi disponibilizar um deles aí. Nem é o mais legal, não tem a musiquinha d"as noites na Arááááááááábiaaaa e os dias tambéééééééém..." mas até que dá pra matar a saudade.




Chega de assistir, vamos ao que interessa, videogame! Velharia! 2D!


O Jogo


Lançado em 1992 para Super Nintendo, esse lindo joguinho era praticamente um precursor com muito menos recursos do novo estilo de Prince of Persia (por que será que os desenvolvedores de games tem essa mania de achar que esses povos do médio oriente gostam de Parkour?), apesar de a versão antiga desse jogo já existir. Como ladrão nato, Aladdin é perito em movimentação e esse personagem no game para SNES é um verdadeiro saltador nato.
Na verdade a única ação possível no jogo além de correr é pular, e é assim que se mata quase todos os inimigos (vasos, escorpiões, morcegos e demais inimigos pequenos morrem com maçãs também). Usando as habilidades do menino de Agrabah, era possível ir praticamente de ponta a ponta em uma fase sem precisar tocar o chão, apenas saltando pelos parapeitos, balançando em estacas de madeira e planando com sua toalha branca (item encontrado nas fases, mas que era perdido toda vez que um continue fosse usado). Apesar da pouca variação de botões, o jogo tem alguns charmes como as expressões do macaco Abu, do Gênio, as participações do Tapete Mágico a derrapadinha que Aladdin dá quando está correndo e muda drasticamente de direção... detalhes que fazem a gente se sentir querido pela equipe técnica do jogo.



Um dos grandes pontos fracos do jogo é a quase ausência de chefes que mudem a mecânica da coisa. A passagem de Aladdin pelas fases é impedida apenas por guardas do sultão e pequenos bichos, nada que um pulinho na cabeça não resolva. O único ser que dificulta a vida do menino é o vendedor de frutas do mercado, que está ameaçando a princesa Jasmine, disfarçada de plebe. Como bom herói, você vai salvar a menina, e o cidadão já vem pra cima de você com um espadão enoooorme uma cimitarra. Reza a lenda que se você segurar R, e apertar Select, A, B, Y, esse chefe... ahhhmmm... (tirem as crianças da sala!)... bom...




Wait for it...




Peida. É, eu sei, parece hilário, ainda que existam outros jogos em que o personagem peida absurdamente com um simples botão (prometo mostrar isso aqui, fiquem calmas, crianças) MAAAAAAAAAS por ironia do destino, não consegui fazer isso. Não tenho certeza se os comandos são assim ou se é o emulador que não aceita, vai saber... Se alguém conseguir, por favor, me conte. POR FAVOR!



Curiosamente, algumas coisas aparecem muito pouco no jogo, como o item que dá um coração a mais, ou o frango assado que enche completamente sua energia. Talvez por serem itens muito bons, vai entender... às vezes parece que o time da Capcom esqueceu completamente de espalhar mais deles pelo mundo. O que eles não esqueceram foi dos diamantes, que tem pra todo lado nas fases desse jogo. Pra quem achava que
que eles não serviam pra nada e continuava correndo feito louco para terminar logo o jogo, sinto informar que eles tinham função sim, senhoritos. Juntar essas valiosas porcarias dava vidas! A cada 100 coletados, sendo que os verdes valem um e os vermelhos três, você levava o seu 1up. "Mas os vermelhos eram listados no fim da fase, eles serviam só pra isso?", eu sempre me perguntei isso. A resposta é não. Se, ao virar o contador de diamantes para 100, você pegar um vermelho, além da vida, aumenta um coração nas suas energias. Além disso, são 70 no total, mas quem pega mais de 51 vermelhos já pode ver um final alternativo! Na verdade meu caminho foi ao contrário do das pessoas normais. Eu sempre pegava o máximo possível, por isso sempre vi o final especial ao invés do final normal. Seja como for, não guarde muitas expectativas a respeito disso. A diferença é basicamente durante os créditos, fazer isso é mais uma questão de honra do que de fato por valer a pena ver um fim diferente.




Break Time


Como todo bom jogo velharia, Aladdin tem entre seus clichês a boa e fiel fase bônus para ajudar o jogador. No caso desse game, funciona como uma roda da fortuna dos desejos (como você pode ver ali em cima), na qual o apertar de um botão define qual será seu prêmio. Entre os possíveis, estão vidas, continues (a estrela), encher a energia (o coração, mas se minha memória não falha, ele também dá um a mais se sua energia estiver completa) e ganhar corações a mais (que é a função que gênio sempre fez pra mim, mas caso você já tenha todos os corações possíveis, ele te dá 3 vidas como compensação).


Piscadinha vital


Essa é uma dica valiosa para os caidores profissionais em abismos, grandes morredores de plantão e para aqueles que odeiam perder a toalha de planar usando continues. Em Aladdin, as piscadelas desse azulzinho aí davam dicas para você conseguir vidas fáceis. Durante o Bônus, se você for rápido e apertar o botão pra parar a roda logo que o Gênio pisca, suas chances de conseguir uma ou duas vidas são muto grandes. Além disso, existe uma lenda urbana de que durante a fase em que você voa com Jasmine pelo mundo, durante a aparição do gênio, apertar B quando ele pisca pode dar uma ou duas vidas assim mesmo, de graça.


Dificuldade?

"ABU, NOOOOO!!!!"

 Te lembra alguma coisa? A mim lembra um dos maiores pesadelos da infância depois da pedra rolando atrás de mim no jogo do Indiana Jones e de matar o velho do bastão em Super Punch Out. A maldita fase em que você precisa fugir da caverna voando no tapete com lava correndo atrás. Claro que hoje em dia, após anos de experiência acumulada eu já não xingo mais essa porra de fase maldita do quinto dos infernos! Aaahhh!!! Que ódio!!! Desgraça!!!!! peno mais para passar por ela. Claro...


Fora essa fase, o mais complicado que podia aparecer era a parte do Gênio em que ele conjurava nuvens, balões com uma argola ou cartas para que você passasse por um caminho sem chão ou apoio. Quando ele conjurava apenas nuvens fofas era fácil, mas as outras possibilidades podiam complicar um pouco a vida do 
Aladdin, já que a configuração de movimento para elas não era de chão normal, bonitinho, de pisar e ficar até que apareça o próximo, mas sim de salto constante ou de se balançar e pular. Cair e morrer aqui era fácil, fácil. Uma das clássicas partes em que o controle roda por todos os que estão "de próximo" em volta do videogame. Apesar de qualquer ressentimento com o Gênio por não nos dar sempre nuvens, o mundo dele, como um todo, era um dos mais legais, com a música tema do Gênio tocando enquanto você passa por tudo. Essa parte não é exatamente fiel ao filme, afinal, enquanto o nosso amigo azul canta sua música, não acontece nenhuma dessas maluquices do game com Aladdin, mas a adaptação é bem aceitável. Não chega a dar raiva nos fãs do filme.




Depois de passar pelo mundo do Gênio, vinha a traquilidade infinita de voar na boa com Jasmine no tapete mágico. Quer dizer, na boa em termos, né? Não tinha nenhum inimigo ameaçando, nem saltos super malucos pra fazer, muito menos um rio de lava correndo atrás. Na verdade a única coisa que se faz nessa parte é controlar a direção do tapete, mas a tensão de pegar todos os diamantes vermelhos e às vezes passar a um cabelinho de distância de pegar um deles não era assim muito aprazível.


Depois de tanta moleza, vem finalmente o último chefe, Jafar. O rabudo tem duas fases. Primeiro ele vem como feiticeiro conjurando inimigos e jogando o cajado em você. Quando o cajado cai, você precisa pular para escapar dos raios que ele solta (ALARME DE CLICHÊ!!!), apoiando sobre o próprio cajado, você
alcança a altura necessária para acertar a cabeça dele, mas também dá pra dar migué e fazer isso usando os bichos que ele conjura, por exemplo. Algumas pancadas mais tarde, ele vai fingir que morreu a lá Doutor Willy (veja a partir do minuto 16 =D) e volta em forma de cobra do inferno, com direito a fogo no chão e tudo mais, cuspindo ovos (?!) e dando bote para acabar com a felicidade do jogador. Sinceramente, acho que a primeira parte dele é bem mais problemática que a segunda, mas gosto é gosto, né? Não tem muito segredo, derrotar o Jafar não é nem de perto traumático como a fase de lava, maldita! Maldita!!.




Por ser um game praticamente sem segredo, bastante instintivo, Aladdin ganha pontos consideráveis. Qualquer criança é capaz de levar o garoto até o fim das primeiras fases sem muitas dificuldades. Juntando isso ao apoio do sucesso do filme, esse jogo vendeu mais de um milhão e meio de fitas pelo mundo. Eu não tinha uma, mas a locadora perto de casa tinha, e era um dos jogos mais difíceis de achar, tamanha a procura. Era diversão certa sempre, mesmo jogando as mesmas fases. Como o jogo é muito curto e não tem exatamente muitos obstáculos, é muito rápido de terminar. Vendo de novo hoje em dia, mesmo com a consciência das limitações dele,  não me importo em perder tempo jogando Aladdin. Vale pela nostalgia.



E pra você nos amar infinitamente mais, trouxemos a lista dos passwords de cada mundo. Assim como em Rei Leão, Aladdin tem um cheatzinho para escolher exatamente a fase que você quer jogar, o que é ótimo quando você está com preguiça de passar aquela parte chata pra jogar a sua favorita. Como essa manha é meio chata (envolve usar o segundo controle e apertar vários botões no Options mode...), apelaremos para o bom e velho password. É a vida...





A versão de Mega Drive



Aí temos a versão de Aladdin para os megadrivistas não quererem meu pescoço. Sou mais que obrigada a citar, né? Bom, a versão para o Mega era bem diferente da de SNES. Na verdade, não tem nada a ver mesmo, nem nas fases, nem nas historinhas, tampouco as músicas escolhidas ou a jogabilidade. Só pra começo de conversa, quem fez o jogo para o console da Sega foi a Virgin (a mesma de Rei Leão e Earthworm Jim). O nosso ladrãozinho de Agrabah aparece com gráficos bem bonitinhos, e ele tem uma espada. É divertido, claro, todo mundo gosta de ter uma espada, só que a mobilidade desse Aladdin é bem menos... hmmm... parkourística, elástica, como queiram. Ele é mais durinho na movimentação ui e as fases seguem menos o roteiro do filme em relação ao de SNES - a música da primeira fase, por exemplo, é a que o Gênio canta quando transforma Aladdin em príncipe com o primeiro desejo, logo depois de escapar da caverna onde a lâmpada estava, quase no meio do filme! Eu achava isso estranho

O jogo como um todo parece mais difícil no Mega Drive, A fase bônus com o Abu é bem mais ativa e complicada do que a roda do gênio apresentada pela Capcom, e o da boca do Gênio também é mais interativo. Minha sensação geral é de que ele é menos instintivo e mais complicado de assimilar, com tantos recursos de pular e voar e tantas bases diferentes onde pisar, ficava meio perdida nessas fases que me pareciam verdadeiros labirintos  verticais. Em compensação, a fase da corrida de tapete na lava não parecia tão agoniante quando a de SNES. Lembra muito a corrida de avestruz na segunda fase do Rei Leão... O estilo todo é meio parecido  com os outros games da Virgin, na verdade. Enfim, pra quem não conhece ou adorava e queria rever, aí embaixo tem o gameplay completinho de Disney's Aladdin pra Mega Drive.


Arriscando ser atirada aos cães raivosos pelos fãs de Mega Drive, me arrisco a dizer que o final da versão para este console é bastante decepcionante. Nem uma conversinha? Nem um filminho? Que preguiça, hein, Virgin?


Seja como for, não vou entrar no mérito de qual delas é melhor, não seria justo com todos os jogadores de Super Nintendo e Mega Drive, já que essa discussão é deles e cada qual sempre defenderá seu console favorito. Quer saber qual é melhor? Jogue as duas! Fica a dica para quem quer jogar que existem versões online que, apesar de não terem o mesmo gostinho, servem pra dar uma ideia do jogo. Quem quer baixar  Aladdin para Megadrive e para Super Nintendo para jogar em emulador ou passar pra algum cartucho velho, os links para download estão aí.