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segunda-feira, 20 de maio de 2013
PEEEEEEGGGUUUEEE o controle, aperte start que está no ar mais um Mundo Gamer. Wagner Alves (o Shakira), Rafael Rodrigues (o Noia) e Bruno Marise (o Fronha) discutem sobre todas as notícias que deram o que falar nessa semana.
E que tal aprender mais sobre o desenvolvimento de games? Depois do sucesso do ep.34, novamente trouxemos para o programa um desenvolvedor de games nacional. E dessa vez falamos com Raul Fukunaga, produtor e designer na Cool Times, que vai nos falar mais sobre o mercado brasileiro de games e as dificuldades de se produzir para ele. Simplesmente imperdível!
Gostou do programa? Não gostou? Tá tentando vender a sogra? Não se acanhe! Deixe sua opinião nos comentários.
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sexta-feira, 8 de março de 2013
O contexto do mercado de games em 1996 e 97 orbitava, em grande parte, ao redor do sucesso de um título estrondoso que redefiniu conceitos e gerou tendências: Tomb Raider. Lançando os jogadores no papel da arqueóloga aventureira gostosa Lara Croft, o jogo da Eidos Interactive fazia uso inteligente da perspectiva em terceira pessoa e de cenários tridimensionais, inspirando uma leva de produtos que o seguiram. Entre tantos influenciados, existem os que utilizaram as ideias como suporte para evoluir o gênero e os que simplesmente repetiram a fórmula sem muitas alterações (alguns sendo clones descarados). É mais perto da segunda parcela que encontramos o Trashback de hoje, Excalibur 2555 A.D.
O game é de 1997 e foi produzido pela Telstar Studios para Playstation 1 e PC. Como em Tomb Raider, o personagem é controlado por meio de uma visão em terceira pessoa, que possibilita grande interação com os arredores, além de grande diversidade de posições de câmera por vezes angustiantes como em Resident Evil. As verdadeiras diferenças entre Tomb Raider e Excalibur estão na qualidade geral e no cuidado com os detalhes.
Viagem temporal na maionese
Beth faria qualquer coisa por Excalibur, inclusive negociar com bandidos
A trama do jogo vai longe e consegue combinar ficção científica pós-apocalíptica com a lenda britânica do Rei Arthur, uma mistura complexa e um tanto difícil de digerir. Em resumo, a história começa no ano de 2555, num futuro ameaçador e desolado. A superfície da Terra está inabitável, forçando os habitantes a rumar para enormes metrópoles subterrâneas. Pra completar, o mundo é tomado por uma constante e impiedosa batalha entre facções. Um fanático líder espiritual e mago (e você achando que ia se livrar de referências fantásticas), Delevar, coloca em ação um plano infalível de dominação mundial. Utilizando uma máquina de viagem no tempo, volta ao século V e rouba a espada Excalibur do Rei Arthur (é, a coisa é feia).
Preocupado com o roubo e com o consequente colapso da paz no reino, o famoso mago Merlin decide contra-atacar enviando sua sobrinha, a pobre coitada Beth, ao futuro com a missão de recuperar a espada mística. É no meio dessa salada toda que o jogador aterrisa, assumindo o controle da sobrinha do mago em sua aventura no futuro distópico, enfrentando monstros, marginais e robôs.
Croft e Beth
Pode-se dizer que Lara Croft tornou famoso um modelo de personagem carismático e que rouba a cena em todos os momentos do jogo. Tudo girava em torno de suas habilidades e possibilidades no cenário. Em Excalibur, a tentativa foi de fazer algo parecidocom Beth. Digo tentativa pois Beth é um apanhado de pixels destoantes em formato de guerreira. É óbvio que as limitações da computação gráfica também contribuem, mas basta comparar Croft com Beth para ter uma noção das disparidades no cuidado com o design.
Lara Croft e Beth: disputa acirrada em termos de estética desagradável
Quanto à mecânica, Excalibur 2555 A.D. prioriza um sistema de exploração e coleta de itens que permite a progressão no jogo. Quase tudo funciona com trocas de materiais ou favores e você acaba percorrendo os 11 níveis do jogo pra arranjar algo pra trocar com alguém. Nem preciso dizer que, com o tempo, o processo torna-se exaustivo e maçante.
Vale a pena?
A lista de inconsistências técnicas e de design de Excalibur 2555 A.D. é extensa. Exemplos não faltam:
o jogo não possibilita salvamento, apoiando-se num atrasado recurso de passwords que faz o jogador recomeçar sem nenhum item que tinha guardado;
o sistema de combate é lento e a resposta ao joystick/teclado é ineficiente, muitas vezes frustrando as tentativas de ataque e fazendo você levar dano do inimigo enquanto tenta levantar sua espada;
a ambientação é confusa e a trama se perde já no começo. Você acaba se acostumando com a ideia de procurar e trocar itens para progredir e matar o vilão, sem grande profundidade ou envolvimento com a história;
bugs povoam todos os cenários, com direito a inimigos imortais que resistem a todos os golpes e forçam o jogador a sair correndo.
Jogar Excalibur 2555 A.D. de cabo a rabo pode mostrar-se um desafio à paciência e disposição de qualquer gamer bem-intencionado. Porém, seria injusto ignorar as (poucas) virtudes do jogo. Apesar de tentar aproveitar-se do sucesso de Tomb Raider, Excalibur pode agradar os fãs de ação em terceira-pessoa e interessar àqueles que gostariam de entender melhor a evolução do gênero, partindo de suas origens.
Entre seus atributos positivos, destaco um sistema de mapas muito funcional e boas dublagens dos personagens, algo raro em jogos até os dias de hoje.
Em linhas gerais, Excalibur 2555 A.D. é um produto instável e que oferece entretenimento relativo, por vezes frustrando mais do que divertindo.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Aconteceu às duas horas da tarde (horário de Brasília) dessa segunda-feira a conferência da Microsoft, que abriu a temporada de apresentações da E3 2012. Ela teve início com a subida de Don Mattrick ao palco, Presidente do setor de Entretenimento Interativo da Microsoft, fazendo a fala de abertura e apresentando o trailer-gameplay de Halo4,título que éum dos carros-chefe da empresa.
Logo em seguida à exibição de Halo4,outro trailer-gameplayfoi exibido, pegando todos de surpresa: um novo jogo para a série de games de espionagem de Tom Clancy. SplinterCell:Blacklistvem para dar um novo gás para a formula já batida dos games de espionagem. Nesse novo título, além do sistema de cobertura que já é praticamente obrigatório nos jogos em terceira pessoa, é aliado à liberdade de movimentos e interação com o cenário típicos de AssassinsCreed.Agora o espião da CIA pode subir muros, pular entre prédios e atacar inimigos desprevenidos pelo alto, sem chamar a atenção. SplinteCell:Blacklistfoi uma grata surpresa e mostrou que vem para ser um dos jogos mais esperados do ano.
Outro game que chamou a atenção de todos os presentes foi o trailer-gameplaydo remake de TombRaider.Um dos jogos mais aguardados pelos gamers de todo mundo desde que foi anunciado, o novo título da heroína cheia de curvas Lara Croft, pelo que se pode ver na E3, não irá decepcionar em nada os fãs. Visualmente muito mais bonito que seus antecessores, TombRaidermostrou uma jogabilidade totalmente modificada, muito mais próxima da série Uncharted.Além disso, o trailernos mostrou que explorará bem um ponto que ainda não havia sido usado pela série: a tensão. Não só uma caça ao tesouro, TombRaiderserá também uma luta pela sobrevivência; em vários momentos a heroína parece “sair da fogueira pra cair na frigideira”, saindo de uma armadilha pra cair em outra, com uma sorte digna de Isaac Clark (da série DeadSpace). Facilmente será um dos grandes jogos de 2013.
Mas o grande astro do evento foram mesmo os comedores de cérebro: o tão aguardado trailerde ResidentEvil6conseguiu aquilo que se espera da série, deixar todos simplesmente de queixo caído. Depois de vários títulos com zumbis que correm, pulam e usam lança-mísseis e baterias anti-aéreas, ResidentEvil6volta à suas origens. Novamente em Racoon City. Novamente com zumbis famintos e sem cérebro aos montes, mas que assustam muito mais pela quantidade do que pela habilidade. Novamente teremos a dupla Leon e Ada como protagonistas. O jogo também mostrou um gameplaymuito mais solto; agora será possível rolar para se esquivar de ataques, além de matar zumbis na porrada, para o caso de não se ter munição. Além disso, as sequências de filme serão cheias de minigames de apertar botões, o que parece ser uma tendência dos jogos de ação e aventura. Apenas aumentando todas as expectativas que sempre cercaram seu lançamento, ResidentEvil6parece ter tudo para ser o mlehor jogo da série.
Além desses, outros jogos de menor impacto também foram anunciados, como o RPG/ação Ascend:NewGods,o de corridaForzaHorizon,o puzzle Matter,e Lococycle,que não mostrou nada além de uma moto que parece ser uma prima da Supermáquina. Outros títulos que merecem um certo destaque foi o trailer do novo GearsofWar:Judgment,que parece ser um sucessor digno para a franquia; um novo jogo da série Fable,mas dessa vez para ser jogado no Kinect, Fable:TheJourney;Wreckateer,que é uma espécie de AngryBirdspara Kinect, só que com castelos e balistas; e SouthPark:TheStickofTruth,um RPG bem tradicional com os personagens do desenho SouthPark,e que pareceu tão genial que muita gente deve ter se perguntado “sério, como ninguém nunca havia pensado nisso antes?”
Além dos novos games, outras novidades apresentadas na conferência foram os anúncios das séries Madden NFL e Fifa com suporte ao Kinect, fazendo com que os times obedeçam à comandos de voz dados pelo jogador, dando uma experiência bem próxima à de um técnico à beira do gramado. Outra novidade é a melhoria do sistema bingvoicesearch,que terá agora mais comandos para reconhecimento, além de outras 18 línguas além do inglês para o qual ele irá funcionar. A microsoft anunciou também o X-BoxSmartGlass,equipamento que permitirá a interação entre os vários produtos da empresa, como iniciar a visualização de um filme no celular e, com apenas um toque, passá-lo para o X-Box e continuar assistindo na TV do mesmo ponto em que parou. Além disso, também foi anunciada o lançamento do browser InternetExplorerpara X-Box, com plataforma para Kinect. Além desse lançamentos da Microsoft, também foi anunciada uma parceria com a empresa Digital Sports, que resultará no KinectTraining,um software que funcionará como um verdadeiro personaltrainerdigital, apresentando estatísticas e feedbackem tempo real das atividades praticadas pelo jogador.
Para terminar a conferência, houve o anúncio da nova série de games de dança da empresa, DanceCentral3,utilizando uma apresentação do rapperUsher para promover o novo jogo. Após o número musical, o evento foi finalizado com a apresentação do trailer-gameplayde CallofDuty:BlackOps2,que, pelo que foi apresentado, está longe de ser tão empolgante quanto o seu antecessor.
Os vídeos dos games apresentados na conferência:
Halo 4
Splinter Cell: Blacklist
Fable: The Journey
Gears of War: Judgement
Forza Horizon
Tomb Raider
Ascend: New Gods
Lococycle
Matter
Resident Evil 6
Wreckateer
South Park: The Stick of Truth
Dance Central 3 (com apresentação ao vivo de Usher)
Call of Duty: Black Ops 2
Parte 1
Reveja as conferências que rolaram no dia 4, na E3
04/06 – 14h – Microsoft - veja a conferência completa clicando aqui.
04/06 – 17h – Electrocic Arts - veja a conferência completa clicando aqui.