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Trending Topic - Hashtags

Imagem: http://www.teachthought.com


O Trending Topic dessa semana volta às suas origens: o Twitter. Muito presentes nos TTs da rede social, as  hashtags nada mais são do que uma palavra ou frase-chave antecedida por um # (símbolo conhecido em muitos países por hash) e usadas em algumas redes sociais para agrupar postagens sobre um mesmo assunto, categorizando-as e reunindo ideias de uma maneira bem simples e livre. 
Através do uso das hashtags, diferentes internautas dos mais variados países podem interagir. Por exemplo: se você tentar clicar em uma determinada hashtag usada num tweet, você será direcionado para uma lista de posts onde esta mesma hashtag foi utilizada. Elas ainda são usadas para que o público interaja ao vivo durante eventos, como conferências, programas de TV, eventos políticos etc.
As hashtags mais populares do Twitter são:
#Comofas 
Porém, criar uma tag não é tão simples assim, existem alguns critérios que devem ser seguidos. Segundo o site hashtags.org as limitações são as seguintes:

  1. Tamanho - Você só precisa adicionar um # antes de uma palavra para transformá-la numa hashtag. Entretanto, devido ao limite do Twitter de 140 caracteres por tweet, as melhores hashtags são aquelas compostas por uma única palavra os algumas poucas letras. Os "experts" do Twitter recomendam que elas tenham em média 6 caracteres.
  2. Nada de espaços - Hashtags com espaço não são reconhecidas pelos mecanismo das redes sociais. Então, se você for usar mais de uma palavra esqueça do espaço! Por exemplo: #comandologin.
  3. Nada de caracteres "especiais" - Use somente números e letras em suas palavras chaves. Você até pode usar o underline ( _ ), mas evite por motivos estéticos. Hifens e travessões não funcionarão. Como o próprio nome já indica, hashtags só funcionam com o #. Caracteres "especiais" como “!, $, %, ^, &, *, +, .” não funcionam. O Twitter reconhece o "jogo da velha" e então converte a hashtag em um link.
  4. Não inicie com números e nem use-os sozinhos - Hashtags como #123 não funcionam, então não use somente números. Da mesma forma, #123yo não funciona. Mas números são ótimos para identificar eventos, como #BGS2012 ou #welcome2013.
  5. Tome cuidado com gírias - Gírias podem ter significados diferentes de acordo com os países onde são empregadas, então seja muito cuidadoso com as palavras que você usa. Hashtags úteis são aquelas que são concisas, diretas e universais.

Além desses cuidados, para que as hashtags sirvam a seu propósito é importante que não usem-nas em exagero (viu, usuário do Instagram?). O uso exagerado de hashtags é irritante e vai contra a etiqueta virtual.
Abusos no uso das hashtags não são incomuns mas podem ser evitados com alguns cuidados. O próprio  Twitter fez uma declaração oficial sobre o assunto:
“Os seguintes comportamentos e outros semelhantes podem ocasionar a exclusão de sua conta dos mecanismos de busca e até mesmo a suspensão da mesma:
  • Uso de uma ou mais hashtags em um tweet não relacionado com o assunto para ganhar atenção nos mecanismos de busca.
  • Twittar repetidamente sobre um mesmo tópico sem adicionar nada, numa tentativa de levar o assunto aos trending topics.
  • Twittar sobre cada um dos trending topic em turnos para direcionar tráfego para seu perfil, especialmente quando relacionado com propaganda.
  • Listar os trending topics num só tweet para conseguir seguidores.
  • Twittar sobre um trending topic e adicionar um link não relacionado com o assunto."
Senta que lá vem história

Depois desse monte de informações, você deve estar se perguntando: "Mas peraí, como foi que isso começou?". Tudo começou com um simples tweet a alguns post no blog de um dos primeiros usuários do Twitter, Chris Messina (@chrismessina). 


Dois dias depois desse tweet inovador, Messina escreveu dois posts em seu blog (Factoryjoe.com) expandindo sua ideia de criar um “whisper circle” (círculo de sussuros, na tradução literal) para trocar pequenas mensagens (em 2007 os tweets eram comumente conhecidos como "sussuros"). A ideia de Chris era que o # fosse usados como forma de reunir  e organizar mensagens de um determinado grupo. Desde então elas vêm sendo usados por usuários do mundo todo como uma maneira de classificar o grande fluxo de informações e pensamentos disseminados nas redes sociais.
Em seu primeiro post em 25 de agosto de 2007, intitulado “Whispering Tweets,” Messina propôs a criação de uma "panelinha" no Twitter, permitindo que os usuários restringissem seus post a uma "pequena, e mais selecionada, audiência". Ele sugere que os posts direcionados aos membros da "panelinha" de um determinado usuário sejam precedidos por um simples símbolo, como um ponto de exclamação (!).
No seu segundo post, Messina detalha o uso do símbolo # para definir uma audiência, como um prefixo nos tweets para facilitar a vida de seus usuários. Ele diz que o uso de uma tag numa atualização de status permite que seus usuários tenham acesso a um determinado conteúdo, assim como desenvolvam a habilidade de acessar casualmente um canal, participando à sua vontade.
É importante ressaltar que Messina é um usuário qualquer do Twitter que tropeçou numa hashtag por acaso. Em 2007, ele e sua namorada Tara Hunt fundaram uma empresa de consultoria chamada Citizen Agency, focada no uso das mídias sociais relacionadas à plataformas de fonte aberta. Um ano antes, em 2006, o jornal San Francisco Chronicle havia identificado Messina e Hunt como um casal de  “Digital Utopians” (utópicos digitais) na Web 2.0.
Acompanhando o desenvolvimento do conceito de hashtag no Twitter, Cody Marx Bailey e Aaron Farnham lançaram um novo site chamado Hashtags.org em dezembro de 2007. Este site popular se tornou uma autoridade indiscutível no rastreamente de hashtags no Twitter, afirmando ser "o padrão para informações sobre hashtag". Bailey e Farnham se separaram mais tarde, e o domínio Hashtags.org foi vendido no início de 2011 ao atual proprietário e novo empresário de mídia Michael Cyger.
Atualmente, o uso de hashtags no Twitter continua evoluindo e crescendo da mesma forma como se iniciou: através dos usuários dessa rede social, que exploram os usos dessa ferramenta e coletivamente controlam seu futuro.
Essa história é um bom exemplo de como os usuários podem ajudar a aprimorar um produto. Hashtags mais populares podem fazer o usuário bombar seu número de seguidores, enquanto as hashtags impopulares ou  twetters que se utilizam do mecanismo como uma forma de spam são rapidamente expulsos da rede virtual.

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Detona Ralph - Sobre games para gamers



Não é Marvel vs Capcom, Super Smash Bros ou Playstation Battle Royale, mas é um dos maiores encontros de personagens de games que o cinema já viu. Esqueça filmes como Street Fighter e Super Mário Bros, estamos falando de um filme que respeita o gamer oldschool: Detona Ralph (ou Wreck-it Ralph na versão ininglix).

Apesar de não ser um filme sobre um jogo específico, é um dos melhores filmes sobre vídeo-games já criado. Isso porque as referências são muitas. Calma, a gente chega lá. 

Detona Ralph (sim, Detona faz parte do nome do fera) é um vilão que, cansado de ser derrotado toda vez em seu jogo, cai em uma profunda crise de identidade: afinal, é bom ser mal? (Trocadilho que rola durante o filme todo). Seu objetivo no jogo é destruir o prédio para que o grande herói Conserta Félix Jr. (Fix-it Felix Junior) arrume, derrube o grandalhão Ralph do terraço e faça crianças diariamente felizes. Sem o reconhecimento de seu trabalho, acaba dividindo suas tristezas no encontro do Vilões Anônimos. Aqui, a festa de referências começa. Na roda, tomando um cafezinho que mal lhe cabe nas mãos está Bowser, ao lado de Zanguief, o fantasminha de Pac-Man e vários outros.

Olha a macacada reunida, conhece todos?
Detona Ralph é um filme sobre aceitação, ou melhor, sobre ser aceito. Alguém conhece um nerd gamer esperando que a sociedade o convide para o convívio social? Não é coincidência.

Mais uma vez, é um longa que respeita o gamer. E de vários modos. Primeiro na construção gráfica. Se estamos dentro de um jogo antigo em 8 bits, os ambientes (mesmo em 3D) respeitam isso. Por exemplo, quando Ralph (num rola de chamar o cara de Detona) quebra uma parede o contorno dela fica  pixelizado como em jogos 8 bits. Detalhes que fazem a diferença para os que gostam. 

O enredo também tem essa preocupação em transmitir uma determinada lógica e verossimilhança ao mundo virtual. Para que os jogos possam se encontrar, todas as máquinas são ligadas a um mesmo filtro de linha, transformados no filme na central de games. Uma saída criativa para interligar todos os mundos. 

Olha a casa pixelizada ali no fundo que foda
Se você está se perguntando se já jogou (ou seu pai jogou) Detona Ralph em algum fliperama, não se iluda, o game é fictício, mas tem uma carinha de "já te vi". Isso por que ele foi baseado no arcade de Donkey Kong, aquele em que ele era um vilão e jogava barris num certo encanador que tentava salvar uma princesa. Viu alguma semelhança entre os braços longos e o jeitão meio donkey dos dois? E quando o DK deixou de ser o vilão para virar o herói de seu próprio game? Isso são apenas algumas das "coincidências" do longa. 
Ainda tem uma clara mistura entre Halo e Call of Duty no jogo - também fictício - Missão de Herói (Hero Duty na versão original), o qual Ralph invade em busca de uma medalha. 

Com o enredo muito bem trançado entre os vários personagens, alguns trocadilhos e piadas geniais, o longa prende fortemente na poltrona do cinema.

Senta que lá vem história, spoiler e easter eggs

Mas a sensação que Detona Ralph traz do fundo da alma é a nostalgia. Difícil segurar a voz quando aparece essa ou aquela referência a um jogo. Aqui vão alguns easter eggs bobinhos: 

Na passagem dos anos, nas máquinas de fliperama é possível ver vários clássicos de arcade como Space Invaders e Frogger. 
No bar, Ryu tomando uma cerveja. 
Quando somos apresentados à Central de Jogos, Kammi e Chun Li andando juntas ao fundo. 

Easter Egg Bônus Mindfuck
Para quem não percebeu, quando o Rei Doce vai até o controle de NES para entrar no código do jogo aperta a sequência:




Conhece? É a manha mais famosa para muito dos jogos da Konami (aquela para todos os cheats de Mortal Kombat 3). Mindfuck!!!

Jogo Hero Duty, uma referência forte a Call of Duty e Halo
Vale a pena??

Sim. Se você é um gamer de carteirinha, esse é um filme que não pode faltar no seu repertório. Disney mandando muito bem no desenho, enredo e no final que .... bemmm ... só digo que é surpreendente. Reza a lenda que a versão original (ininglix) tem piadinhas que se perdem na dublagem. Assisti ao filme somente dublado e no 3D. Duas considerações aqui: palmas para a "atuação" de Marimoon (sim, é ela) na voz da pequena Venellope e de Rafael Cortez como Felix na versão brasileira Herbert Richards.

Quer saber quais personagens estão no filme, dá uma olhada nesse post do Cinesplendor, tá bem bacana.

Nota: 9 Pac-Mans


BÔNUS - Félix e Ralph pixelizados e em 3D






E o trailler pra fechar

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Bastion - Minigame


Nome: Bastion  
Plataformas: PC, iOS, XBOX 360, Google Chrome
Preço: R$ 24,99 na Steam, USD 4,99 no iTunes, 0800 no G Chrome (não garanto que seja a versão inteira)
Recomendado para: Gamer hardcore e RPG lovers
Resumo: RPG que sabe unir todos os pontos que um RPG deve ter


O mundo de Caelondia sofreu uma calamidade, chamada de Calamidade (Calamity) que fez o chão se resumir a pequenas plataformas flutuantes e com que todas as pessoas virassem cinzas. Menos algumas delas: um garoto, chamado de O Garoto (The Kid), e Rucks um senhorzinho simpático, que, além disso, é também o narrador do game. Aqui começa a genialidade de tudo. 
O jogo é um Action RPG, mas é também uma história contada por Rucks de uma forma toda poética. Por exemplo, quando você chega à colina onde era sua casa, você escuta em uma voz MUITO bem dublada (obviamente que é ininglish): 




"E, então, O Garoto chegou à colina onde outrora fora sua casa, onde viviam seus amigos, sua família, sua felicidade, agora transformados em cinzas como seus sonhos". 

É de arrepiar. Essa mescla de uma ótima narração, com uma trilha sonora fodástica (com créditos de Darren Korb), quebra a monotonia da solidão do Kid e a falta de diálogos. Soma-se a isso uma boa dose de ação nas lutas. O esquema é simples e eficiente, sem utilizar esquema de turnos (por isso um ACTION RPG), mas em que o próprio player tem que descer a porrada na galera - o que deixa tudo mais divertido. Quanto à armas, uma gama limitada, porém muito interessante de opções e golpes especiais entre um machadão gigante, duas pistolinhas de faroeste até um arco pra brincar de Legolas

Outro diferencial desse game foi a direção artística de Jen Zee. Maluco, que jogo bonito, estilizado e bem desenhado a mão. Pode parecer que os inimigos são infantis, mas durante a narrativa eles amadurecem e mais uma vez a narração faz o ambiente. Quando Rucks fala em uma das fases:

"E, então, O Garoto não sabia que estava para entrar em um lugar chamado O Inferno"

Não há héteros quando ele fala isso, geral treme nas bases. Então sem essa de dizer que o jogo é pra criança por conta do desenho; não é. Para quem está se perguntando porque o jogo chama Bastion, uma explicação rápida e simples: Bastion é o nome do único lugar que sobreviveu à Calamidade e que, supostamente, será o reinício de tudo. 


Descrição técnica

Bastion é um Action RPG semi indie, isso porque foi desenvolvido pela Supergiant Games (uma produtora independente) e depois distribuída pela Warner Games. Foi lançado em julho de 2011 para X-Box 360 (calma você revoltado que tá achando que o jogo é velho já), mas chegou ao iPad só no final de 2012 (entendeu agora o porquê do post?). Produzido por SETE pessoas, foi dirigido por Amir Rao (ex-funcionário da EA) e a voz com tanta rasgação de seda nesse post é de Logan (não é o Wolverine) Cunningham. 
Bastion já foi muito premiado - inclusive na E3 - e adivinhem só em quê? Melhor Narrativa. Não é para menos. 

Altas pancadarias com esse arco e flecha


Opiniões de merda do autor

Bastion é um dos melhores RPG em visão isométrica (sabe aquela câmera tipo Super Mario RPG?) que joguei nos últimos tempos. A mistura de trilha sonora, narração, desenho e jogabilidade criam um ambiente de imersão poucas vezes tão bem trançados anteriormente. Isso faz com que você perceba reações de tristeza, felicidade, medo e angústia muito fortes em um personagem que não se expressa muito e nem mesmo fala. Ponto para o jogo! Vale com todas as forças a compra. Detalhe, só testei a versão para iPad. 

Nota: 9.7 Pac-mans


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Logincast Ep 5 - Retrospectiva 2012 (Parte 2)



Finalmente o Logincast voltou com a segunda parte da nossa retrospectiva gamer de 2012. Já estamos em 2013, mas enquanto não saem os títulos novos, aproveite pra conferir os nossos comentários sobre os jogos lançados na segunda metade do ano que passou. Também fizemos o CLA (Comando Login Awards) onde listamos nossos games preferidos de 2012.


Você também pode participar dando sua opinião através do www.facebook.com/comandologin e também do nosso twitter @comandologin. 

Boa audição!

Apresentação e Edição: Bruno Marise (Fronha)

Comentários: Gabriela Brandão (Terd), Pedro Zambon (Lennon), Felipe Navarro (Bagaço), Rafael Rodrigues (Nóia) e Bruno Marise (Fronha).



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Shadow Warrior - Game Trashback




Todo fã de carteirinha de jogos de tiro em primeira pessoa conhece pelo menos um game feito com a engine Build. Desenvolvido por Ken Silverman, o motor gráfico tornou-se famoso na metade final dos anos 90 e apostava em novos recursos para o gênero, como a possibilidade de adicionar efeitos de altura nas animações e andares nos mapas, criando uma impressão tridimensional em um mundo basicamente 2D. Entre os jogos mais famosos que usaram a Build estão os que compõem a "santa tríade" da engine: Duke Nukem 3D (1996), Blood (1997) e Shadow Warrior (1997).  

Sim...é uma cabeça decepada
Pretendo cobrir toda a tríade com algumas análises por aqui no Comando Login, mas o nosso assunto de hoje é justamente Shadow Warrior. Criado pela prolífica 3D Realms (também responsável por Duke Nukem e pela própria engine Build), o game chama atenção por suas excentricidades. A trama inicial fala por si só: o protagonista é Lo Wang, um verdadeiro amontoado de estereótipos orientais, uma mistura de samurai, assassino e piadista. Sua missão é vencer o tirânico proprietário do maior conglomerado industrial do universo, Master Zilla e sua Zilla Corporation. Pronto para atrapalhar este objetivo, um verdadeiro exército infernal de monstros, demônios, robôs psicóticos e necromantes ensandecidos. E ainda não chegamos nem na metade. 

O grande diferencial do jogo está no uso intenso de humor e sarcasmo. Por exemplo, é comum que, no meio de uma carnificina, Wang demonstre sua concentração fazendo piadas ou cantando (pérolas como "Sayonara, idiota" e "gosto de armas nucleares", confira uma relação completa). Existe espaço até para referências a filmes cult e a outros jogos, como o súbito encontro com a carcaça de Duke Nukem presa em uma corrente no teto em um dos níveis. Pra aumentar ainda mais o grau de polêmica, a 3D Realms também colocou no jogo conteúdo sexual considerável (visto em garotas que parodiam os hentai japoneses). 

A espada é diversão garantida!
Mesmo o arsenal disponível para Wang é hilário. Começando por uma afiadkatana - fatiar inimigos é uma diversão à parte - e passando por shurikens, submetralhadoras e lançadores de granadas, todos os artefatos garantem imenso poderio para encarar as hordas do Master Zilla. Merecem destaque três, em especial: uma bazooka que pode gerar uma pequena hecatombe nuclear, um coração ainda batendo e uma cabeça, retirados de um infeliz inimigo, que ainda conservam alguns poderes mágicos agressivos. 

Mas não se deixe enganar, perspicaz gamer. Shadow Warrior é muito mais do que uma junção de "piadinhas de japonês". Os níveis oferecem bons desafios e muito tiroteio. Os fãs de shooters não me deixam mentir: poucas coisas são tão prazerosas quanto atravessar cenários repletos de monstros e ameaças hostis, descendo o chumbo em qualquer coisa que se mova.  

Além de tudo, Shadow Warrior ainda foi ambicioso ao lançar mão de recursos que eram usados de maneira primitiva e experimental, até então. O grande exemplo é a possibilidade de encontrar veículos e os pilotar livremente em certas fases (incluída aqui uma magnífica empilhadeira, pra acabar com a graça dos demônios). Também presentes estão os iniciantes tiros secundários, conferindo ampla variedade ao arsenal já citado. Por último, as famigeradas escadas "escaláveis", adicionando profundidade aos ambientes 2D. 





Em resumo, Shadow Warrior é um abandonware que recomendo fortemente. Você pode garantir uma cópia para download no GOG.com, com todos os patches pra rodar nas máquinas modernas, ou mesmo abocanhar a versão para iOS, se mobile é sua praia. O game reserva horas e horas de entretenimento brutal e barato, expressando claramente um momento de transição na indústria de jogos. Pavimentando uma estrada que começara com Wolfenstein e Dooma 3D Realms ajudou a aprimorar o conceito de shooters, um gênero que passaria, a partir dali, por diversas revoluções. Mas essa é outra conversa.