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Shaq-Fu - Game Trashback




Plataforma: Mega Drive, Super Nintendo, Game Gear, Game Boy e Amiga
Desenvolvedoras: Delphine Software International (Mega Drive e SNES), Tiertex (Game Gear), Unexpected Development (Game Boy) e The Dome (Amiga)
Ano: 1994


O início da década de 90 foi um período em que podíamos esperar por qualquer coisa. Garotas fazendo danças sensuais embaixo do chuveiro com um top branco e microssaia enquanto Zezé de Camargo & Luciano tocavam o seu mais recente sucesso? Check. Kreator tocando sem playbackna TV aberta às três da tarde? Check. A maior estrela do rock mundial se matar com um tiro de escopeta porque não sabia se divertir? Check. Descobrir que o maior craque em atividade do futebol era, na verdade, um aspirador de pó? Check. Mas algumas coisas conseguiam ultrapassar até mesmo as barreiras de bizarrice – muito elevadas, diga-se de passagem – da época. E uma dessas coisas, sem dúvida nenhuma, foi Shaq-Fu.



Shaq quem?

Se você é um daqueles manés nerds que não se interessam por qualquer coisa que se assemelhe a exercício físico, deixe-me explicar algo pra vocês: já falei que vocês são manés? no distante mundo da década de 90, existia um esporte que estava em plena ascensão no mundo todo, chamado basquete, aqui eu poderia fazer uma piada muito ruim com boquete mas, se vocês não sabem o que é um, também não devem fazer ideia do que é o outro e vão continuar sem entender nada, então deixa quieto que era levado para os mais longínquos cantos do mundo na esteira do sucesso de Michael Jordan, não só o maior jogador de todos os tempos da modalidade como também o primeiro que soube atrelar o marketing pessoal à habilidade, e que ajudou a tornar a NBA a liga bilionária e galáctica que é hoje. Mas não apenas Jordan e os Bulls faziam a alegria do pessoal da costa leste; a terra do Mickey também proporcionava bons espetáculos dentro de quadra, com um Orlando Magic comandado pelo recém draftado (pra quem não sabe, o draft é uma espécie de seleção que há no começo de cada temporada da NBA, onde as equipes profissionais escolhem os garotos que acabaram de sair da universidade para jogar profissionalmente, normalmente com os times de piores rendimentos da liga podendo fazer as primeiras escolhas, pegando para si atletas promissores e fazendo o que podem para aumentar a força dos times com um salário mais baixo, o que talvez possam fazer com que esses times mais fracos possam lutar de igual para igual com as grandes franquias cheias de estrelas) Shaquille O'Neal, o central que, em suas duas primeiras temporadas na NBA, conseguiu alcançar médias de 26.4 pontos, 13.6 rebotes e 3.5 bloqueios por jogo, levando o time de Orlando para os playoffs pela primeira vez na história da franquia e se tornando uma verdadeira estrela do basquete americano com apenas 21 anos. Um estrelismo tão grande que fez com que alguns desenvolvedores achassem que ele tinha carisma suficiente para estrelar um jogo de videogame próprio.


Habemus Shaq-fu!

E como é fácil de notar, Shaq-Fu tem esse nome por causa de Saquille O'Neal. Mas de onde vem o fu? Será que...ahã, vem de lá mesmo. Como frisei bem no começo desse texto, o início da década de 90 primava por suas bizarrices em cada esquina, então, por que no mundo dos games isso seria diferente? Como era muito fácil fazer um jogo de basquete estrelando Shaquille O'Neal (apesar dele já ter aparecido para a versão arcade de NBA Jam), e até mesmo o estilo ainda não estava consolidado como algo que agradasse a todos os jogadores, chegou-se à brilhante conclusão de “por que não fazer um jogo em que Shaq luta kung-fu em um mundo paralelo?” SIM! POR QUE NÃO??!!! E foi dessa brilhante conclusão que surgiu Shaq-Fu, um dos jogos de luta mais brilhantes que o mundo já viu.


MAS, POR QUE???!!!!

Antes que vocês me perguntem “cara, quem foi o gênio que teve a ideia brilhante de colocar jogadores de basquete lutando kung-fu?”, irei lhes responder logo que o cara foi o Bruce Lee. Uns 20 anos antes. Em 1972, Bruce Lee já havia filmado algumas cenas de Jogo da Morte, um filme que foi lançado postumamente apenas em 1978, pensado por Lee para mostrar todas as vantagens da arte marcial que ele havia criado, o Jeet Kune Do. E, entre os tantos atores que o mestre chinês chamou para seu filme, estava Kareem Abdul-Jabbar, um de seus discípulos de Jeet Kune Do que, por coincidência, também era uma estrela da NBA e se tornou o maior cestinha da história da liga (chegando à por enquanto imbatível marca de 38.387 pontos. Para se ter uma ideia, o único jogador ainda em atividade que está nessa lista é Kobe Bryant, que é o quarto maior pontuador, com 31.434 pontos e 34 anos). Ou seja, como já podíamos esperar, esse é mais um trashback que copiou um monte de coisa tosca pra lançar um produto ainda pior que os originais.



Finalmente, a história

Shaq-Fu não é apenas sobre Shaquille O'Neal lutando kung-fu, mas sobre Shaquille O'Neal lutando kung-fu para salvar o mundo! A história se passa em Tóquio – lógico, porque Tóquio é o lugar onde estão as coisas toscas que todo mundo gosta, tipo o Godzillae o japonês de cabelo pixaim que atende pelo nome de Jaspion, ou mesmo o Jiban, aquele Robocop com
senso de humor. E também porque se fizessem o jogo em Orlando a Disney provavelmente iria querer uma parte do orçamento – onde Shaq está concentrado para um jogo que irá levantar fundos para a caridade. E então, passeando um pouco pela cidade, ele acaba entrando numa casinha super estranha que na verdade é um dojo de kung-fu – agora, o porquê de um astro da NBA em visita à Tóquio, com tantos lugares turísticos para se ir, resolve entrar num pequeno dojo caindo aos pedaços numa rua deserta? Não me pergunte. Mas o fato é que ele entra e, não só dá trela pra um velho que fala que ele é o escolhido, como ainda o convida para entrar num portal que leva a outro mundo e resgatar o menino Nezu. E SHAQ ACEITA! Claro, por que não aceitar né? Não como se ele tivesse um All-Star games pra jogar e tudo o mais. Mas, quem é Nezu? Ora, pra que saber disso? Um menino está em perigo, e não temos laranjas! SHAQ PARA O RESGATE!!!!!

Gameplay

Qualquer semelhança com Mortal Kombaté pura cópia mesmo. Como podem perceber, não só a história da estrela do basquete que luta kung-fu, como a do portal para salvar alguém em outra dimensão é toda retirada de outros títulos de sucesso. Mas não podemos dizer a mesma coisa sobre o gameplay. Bem diferente dos títulos de sucesso da época – leia-se Street Fighter e Mortal Kombat – o jogo possui um esquema de lutas que mistura um pouco de cada um desses dois jogos – a diferenciação entre golpe fraco e forte de Mortal Kombat e o botão específico para provocação de Street Fighter estão presentes – mas o esquema de luta é bem diferente de ambos. Enquanto as batalhas em si lembram muito mais o World Heroes de Mega Drive, mas que possui um mapa bem mais parecido com um RPG: você controla Shaq por uma várias ilhas, e precisa visitar os lugares e vencer todos os adversários delas para conseguir o acesso para a próxima ilha, e onde deve-se continuar fazendo a mesma coisa até finalizar o jogo. Vários inimigos se opõe ao herói, como um príncipe árabe com espadas (numa clara referência à Prince of Persia), uma mulher meio pantera (a Cheetah da Liga da Justiça), ou mesmo no vilão final do jogo, Sett-Ra (uma espécie de Mumm-Ra dos Thundercats com a armadura do Destruidor das Tartarugas Ninja), podemos perceber que não há um pingo de originalidade nesse jogo, o que mostra que não é porque algo é totalmente diferente de qualquer coisa que já foi produzida que ele necessariamente precisa ser novo.



A influência

Apesar de tudo, Shaq-Fu ainda influênciou as gerações futuras e o mundo externo. Como? Ou, POR QUEEEE???!!!!! Novamente, isso é algo que eu não consigo explicar. Mas uma parte dessa influência pode ser vista nesses exemplos:









Shaq-fu.com

Um fansite? Desde quando um fansite é algo que vale menção? Calma, shaqfu.com não é um fansite. Na verdade, é o exato oposto. A missão do site é justamente convencer as pessoas que possuem uma cópia do game a vendê-los em pontos especializados para que essas cópias sejam DESTRUÍDAS! Entre as razões para fazer isso, eles afirmam que essa destruição é importante para “prevenir as próximas gerações de serem corrompidas pelo mau inerente do jogo” e que “tirá-lo das mãos de outra pessoa sumirá com toda a vergonha que ela possa sentir por possuí-lo [o jogo Shaq-Fu]”. Apesar da inciativa ser tão original quanto o game – já que a Atari já fez isso com ET – o que a torna válida, como defensor de jogos ruins peço para que qualquer leitor que possua uma cópia de Shaq-Fu em casa não entre em contato com esses monstros sem nenhum bom gosto.

Shaq UFC

A possibilidade de Shaquille O'Neal ser um lutador foi levada tão à sério que ele foi colocado como um lutador secreto no clássico do MMA UFC Undisputed 2010. Para habilitar o mestre das enterradas e calar a boca do Anderson Silva, tudo o que o jogador precisa fazer é, na tela título, apertar DIREITA, CIMA, ESQUERDA, DIREITA, BAIXO, ESQUERDA, CIMA, DIREITA, BAIXO, ESQUERDA, X, Y, Y, X e START para habilitar o macho man das quadras. Sim, não é DLC, é CÓDIGO NA TELA DE ÍNICIO, o tipo de coisa trOoOo que é digno de nosso lutador (?) predileto.


Sim ou não?

Como você tem coragem de me perguntar isso?! É UM JOGO DE LUTA COM O SHAQUILLE O'NEAL!!!!! Esse é o tipo de coisa que você simplesmente não pode deixar de jogar.



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Microtransações: a história do menino que gastou R$ 5 mil em um jogo de zumbis



Zombies vs Ninja parecia inofensivo para Greg Kitchen quando seu filho, Danny, lhe pediu para baixar o jogo para Ipad. Preocupado, Greg fez uma breve pesquisa e viu que o game era gratuito. Ao menos, o download.
Após 10 minutos, Danny já havia gasto 66 libras com as microtransações, o equivalente a perto de 200 reais. Com apenas cinco anos de idade, o garoto não percebeu estava pagando para fazer a compra de novas passwords. De fato o jogo era gratuito, mas pedia o pagamento de microtransações, pequenas cobranças para destravar itens e fases. Ao todo, naquela noite, a conta do iTunes fechou em 1.600 libras, ou seja, quase 5 mil reais.  A mãe do garoto só percebeu as compras no outro dia, quando recebeu 19 e-mails da Apple com os comprovantes.
O Greg conta que liberou a senha do Ipad para que o filho se mantivesse quieto. “Me preocupou quando ele me pediu o password, mas eu dei uma olhada no jogo, cuja descrição dizia que era de graça então pensei que não teria problemas”, conta o pai ao jornal Mail Online.
Após as matérias sobre o assunto que pipocaram nos jornais locais, a Apple anunciou que vai devolver todo dinheiro gasto. De acordo com a empresa, ela não é obrigada a devolver o montante, mas ficou claro que houve um desentendimento por parte do usuário, no caso, o garoto.



Outros casos
A Apple pagou 100 milhões de dólares por conta de usos indevidos de microtransações pelos usuários nos Estados Unidos. Isso por conta de uma garota de nove anos de idade que gastou perto de 200 dólares com três jogos ditos gratuitos. O pai da menina moveu uma ação contra a Apple alegando que os jogos são viciantes e que estimulam as crianças a gastar. De acordo com a própria Apple, cerca de 23 milhões de pessoas nos Estados Unidos fazemcompras sem perceber em aplicativos.

Microtransações
Diante desse problema, Sharon, mãe de Danny, resolveu levantar uma campanha para alertar mães em relação às microtransações. Tais jogos são projetados para serem gratuitos e estimular pequenos pagamentos para conseguir novos itens, fases e afins. Em alguns casos, o pagamento se torna primordial para se chegar ao fim do game. Por esse motivo, tais jogos ficaram conhecidos como “Bait Apps”, ou seja, aplicativos isca para pequenos pagamentos. Se você quiser saber mais sobre o tema, escute o episódio 28 de MundoGamer em que discutimos sobre microtransações.

Bloqueando Compras
Para evitar esse tipo de acontecimento, a própria Apple desenvolveu um menu que inativa quaisquer transações bancárias em celulares e tablets. Para desabilitar essa opção basta ir em ‘ajustes’ -> ‘Geral’ -> ‘Restrições’  -> ‘Ativar Restrições’ (colocar o número PIN) -> desabilitar o item ‘Compras em Aplicativos’



E você o que acha de microtransações? Vale tudo para conseguir dinheiro com jogos? Deixe seu comentário nesse post. 

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Bioshock Infinite - Game de Ponta




Plataforma: PC/PS3/X360
Desenvolvedora: Irrational Games
Ano: 2013



Não posso começar esse review sem mencionar uma coisa: na minha mente Bioshock é o melhor jogo dessa geração inteira, uma franquia nova, original e que mostrou como um jogo pode criar uma narrativa espetacular sem perder absolutamente nada em gameplay. Passados seis anos, Bioshock Infinite chega aos nossos consoles e mais uma vez dá uma lição à indústria com uma história sensacional e um gameplay rápido e variado.




Booker e Elizabeth

O jogador entrará na pele de Booker DeWitt, um soldado cheio de dívidas à procura de redenção. Ele é contactado por um homem misterioso e recebe uma tarefa simples: "Pegue a garota e limpe sua dívida". A garota no caso é Elizabeth, sua companheira por grande parte do jogo. Aqui começa uma das primeiras novidades de Bioshock Infinite: Booker fala. Pode parecer pouca coisa, mas é ótimo ver como a interação entre os dois personagens evolui enquanto eles exploram a cidade, e a dublagem de ambos é, no minimo, brilhante.


Jogadores preocupados em ter que proteger uma garota indefesa por horas não precisam se desesperar: Elizabeth nunca vai entrar em grandes perigos no meio do combate. Na verdade, ela ajuda muito o jogador, dando munição e energia a ele no meio do combate. O fato da personagem ser útil durante o gameplay acaba ajudando muito na maneira como você vê a garota durante o jogo; ela não vai te irritar e você realmente vai sentir sua falta quando ela for raptada ou algo do gênero. Um exemplo simples de como usar o gameplay para melhorar a narrativa como um todo.


Columbia, um novo paraíso

Rapture, a cidade no fundo do mar, sempre foi considerada uma das partes mais importantes de Bioshock; era quase como se a cidade fosse um personagem que levava toda a trama para a frente. Columbia não é nem um pouco diferente: boa parte do charme de Infinite está em conhecer esse mundo curioso, então vamos falar um pouco sobre ele, sem spoilers claro.

Quando entramos em Rapture pela primeira vez, a cidade estava em ruínas: vazamentos, explosões psicopatas e tudo que existe de ruim no mundo já haviam passado por ali; só sabíamos da grandeza daquela obra pelos relatos de personagens e explorando a cidade em si. Columbia é diferente: ela ainda é magnífica e grandiosa. Claro que tem seus defeitos e problemas: assim como em toda a série Bioshock, a população da cidade tem sérios problemas culturais, e a estrela da vez é o fanatismo religioso e o racismo. O fundador decidiu lançar a cidade aos céus justamente para "se afastar da Sodoma lá de baixo" e chegou até a lançar "um ataque dos céus" sobre Pequim para acabar com os asiáticos. Mais uma vez, sérios problemas culturais.


Eu com certeza não sou um especialista em história, mas definitivamente me senti como se estivesse em uma cidade americana em 1912, tirando pela parte em que ela voa, claro. Isso se deve ao fato de que a ambientação de Infinite é tão bem pensada quanto a de seus antecessores: propagandas, lojas, músicas, tudo ajuda o jogador a imergir nessa cidade fantástica.


A História

Sem spoilers, eu prometo. Mas ainda assim, se você quiser uma experiência completamente nova, pule esse parágrafo. Como já disse antes, Booker DeWitt chega a Columbia com o intuito de resgatar Elizabeth, a filha e protegida do grande profeta e fundador da cidade, Comstock. O Profeta é um personagem interessante: ele aparece poucas vezes, mas a adoração da cidade por ele é clara. Estátuas e bustos de Comstock estão espalhados por todo o lugar, e os habitantes de Columbia acreditam fielmente que ele é um enviado de Deus e que suas profecias serão a salvação da humanidade.


Mas é claro que existem insurgentes: os Vox Populi, um grupo de rebeldes que discorda das profecias e do controle de Comstock sobre Columbia e, obviamente, se revoltam contra a força do líder. Outras personalidades surgirão durante a trama, mas já paro por aqui. Não quero estragar nem um minuto dessa história.


Gameplay

Bioshock Infinite é um jogo de tiro em primeira pessoa, isso é fato, mas, assim como seus antecessores, alguns elementos transformam uma fórmula cansada e desgastada em uma experiência que se renova a todo instante, com novos poderes, habilidades e novas oportunidades para explorar cada uma dessas mudanças.



Vamos então fazer um pequeno tour pelas mecânicas de combate presentes no jogo. 

Além das armas típicas de qualquer shooter, Infinite traz de volta os poderes especiais pelos quais a franquia é famosa, os antigos Plasmids, agora renomeados Vigors. Temos também o Skyhook, um gancho que utiliza de trilhos aéreos espalhados pelo cenário para fazer uma espécie de "montanha russa"ao redor do campo de batalha. Booker também pode pedir a ajuda de Elizabeth para trazer objetos de outras dimensões para o combate, sejam eles Autômatos, novas armas ou kits de primeiros socorros.

Somando tudo isso algumas coisas interessantes acontecem: está cercado e com pouca vida? Use o skyhook e fuja dos inimigos por um tempo, ou crie uma fenda para pegar kits de vida. Não consegue achar os inimigos? Chame um autômato voador para ajudar na caça aos pobres coitados. Está entediado? Use seus poderes de água para tentar matar todos os inimigos empurrando eles para fora da cidade. Infinite não só dá ao jogador diferentes ferramentas, como também incentiva o uso de todas elas.

Ritmo


Não, não, você não vai ter que ligar uma guitarra de plástico no seu console em nenhum momento, muito menos ter que apertar botões no ritmo de alguma música para abrir portas; o ritmo que menciono aqui é o de gameplay. Sabe quando um jogo é ativo o tempo todo, aumentando cada vez mais a velocidade de suas ações, chegando ao ponto em que você nem liga mais para o que está fazendo? Quando as coisas simplesmente ficam repetitivas demais? Isso normalmente acontece quando o ritmo de um jogo não é variado, sempre ação, ação e ação e o jogador acaba ficando sufocado no meio de toda essa confusão.

Infinite não faz isso. Pelo contrário, em alguns momentos Booker simplesmente vai abaixar sua arma e o jogador acaba explorando o cenário inconscientemente. É um truque um tanto quanto impressionante, sim, você pode levantar sua arma e tentar atirar em vasos e outros objetos decorativos, mas o jogo prende o jogador de uma maneira tão grande que você acaba agindo como se Booker fosse uma pessoa normal, não um maníaco psicopata que consome todas as garrafas de álcool do cenário e atira em candelabros. O jogo te dá toda a liberdade do mundo, mas você ainda assim acaba seguindo o roteiro que a Irrational Games tinha na cabeça. É algo assustador.


Sim ou Não?

A resposta curta é... sim, com certeza. Seis anos atrás Bioshock, de certa forma, definiu um novo rumo para a indústria, um rumo em que a narrativa é tão importante quanto a jogabilidade. Hoje, nas portas de uma nova geração de consoles, a Irrational faz um resumo de toda a evolução que os games sofreram nesses anos. Bioshock Infinite, assim como seu predecessor é mais que um jogo, mais que uma história; é uma obra de arte.


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Casamento Igualitário - Trending Topic





Depois da onda de fotos verdes nos perfis do Facebook, você deve ter visto alguém na sua timeline usando o símbolo de igual como foto do perfil e se perguntado: qual será a causa da vez? 

A resposta é bem simples: o símbolo matemático de igual em vermelho está sendo usado na campanha pelo casamento igualitário, que estava sendo discutido nos Estados Unidos na última semana. A bandeira do movimento é que pessoas de todas as orientações sexuais tenham os mesmos direitos civis em relação ao casamento, aposentadoria, compartilhamento de bens e criação de filhos, dentre outros tópicos.



Os apoiadores do movimento nos EUA e em outras partes do mundo substituiram sua própria foto do Facebook, Twitter e outras redes sociais pelo símbolo. A campanha é uma iniciativa da organização Human Rights Campaign.

O movimento surgiu numa semana decisiva para os norte-americanos, já que iniciaram-se os debates sobre união homoafetiva na Suprema Corte dos Estados Unidos. Desde o lançamento da campanha, na última segunda-feira (25), o símbolo se espalhou com rapidez pelas redes sociais, sendo adotado até mesmo por famosos como a apresentadora Ellen Degeneres, que é lésbica e uma das maiores apoiadoras do movimento gay nos EUA há algumas décadas.


Entretanto, o símbolo de igual em vermelho não é a única representação da campanha. Além da imagem original divulgada pelo Human Rights Campaign, muitas outras inspiradas nela apareceram nas redes sociais. 



E você, é a favor da igualdade de direitos?

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Mundo Gamer ep 37 - Civilization, Ducktales e League of Legend




PEEEEEEGGGUUUEEE o controle, aperte start que está no ar mais um Mundo Gamer. Wagner Alves (o Shakira),  Rafael Rodrigues (o Nóia), Bruno Marise (o Fronha) e Felipe Navarro (o Bagaço) discutem sobre todas as notícias que deram o que falar nessa semana.

E hoje temos polêmica no Mundo Gamer! Depois de 36 programas só xingando e humilhando League of Legends e seus jogadores, resolvemos abrir nosso espaço de discussão para que os virgens pudessem falar e nos explicar o porquê ele é um dos jogos de maior sucesso da história. E para isso trouxemos José Benedito Júnior, o JB, Bruno Oliveira, dois amantes do MOBA mais jogado do Brasil, que vieram ao programa tentar nos explicar porque tanta gente gosta desse jogo e, claro, receber bullying. Tá imperdível!

Ainda, nesse programa, PROMOÇÃO. Quer ganhar dois games na facilidade? Responda a pergunta no post aqui.

Gostou do programa? Não gostou? Precisa de ajuda pra bater uma laje? Não se acanhe! Deixe sua opinião nos comentários.

Trailer de Dungeons & Dragon: Chronicles of Mystara
http://www.youtube.com/watch?v=F59vAZn00as

Trailer de DuckTales Remastered
http://www.youtube.com/watch?v=vVvpkNMnWcs

Final do Campeonato Mundial de League of Legends - 2012
http://www.youtube.com/watch?v=w0Z-j-94KKQ

PatoPapao falando sobre os problemas na comunidade de LoL
http://www.youtube.com/watch?v=5saouUt1ews


Assine nosso Feed em 
http://www.spreaker.com/user/4817184/episodes/feed

Para ouvir o programa dessa semana, clique no player abaixo ou baixe aqui



Para falar com a gente é:
pela página do Feice 
- pelo Twitter: @comandologin
- pelo e-mail: comandologin@gmail.com 

Ilustração de capa por Alex Benito

Promoção Comando Login - Game é Cultura Por Quê?



O Comando Login vai dar dois jogaços de presente! Tá afim de ganhar uma cópia de The Darkness II e Limbo? Mamata. Responda à pergunta "Game pra mim é cultura porque...", nos comentários desse post e não se esqueça de curtir a página do Comando Login no Facebook e nos seguir no Twitter. As duas melhores frases ganharão uma cópia do game The Darkness II (Primeiro lugar) e Limbo (Segundo Lugar). Os ganhadores também terão seus nomes e respostas divulgados no site e no Mundo Gamer. Tá tão fácil de ganhar que até a sua mãe vai querer participar! Mas corra, que só vão valer as frases postadas até o dia 15 de abril!!!!! Só lembrando que os jogos serão disponibilizados apenas pela Steam, e que quem não curtir a página do Facebook e nem nos seguir no twitter estará automaticamente desclassificado. Então, prepare seu PC que o Login vai lhe usar, sortudão!

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Dragon View - Game Trashback




Plataforma: Super Nintendo
Desenvolvedora: Atari Europe S.A.S.U.
Ano: 1994


Quando pensamos em RPGs para o Super Nintendo, é comum lembrarmos de títulos como Chrono Trigger, Final Fantasy e Zelda ou, se você for um aficionado pelo gênero, pode até mesmo se lembrar de algum Lufia, Dragon Quest, Secret of Mana ou Tales of Phantasia. Mas, de qualquer jeito, dificilmente alguém irá citar Dragon View como um exemplo do gênero. O que, realmente, é uma pena. Sucessor do clássico Drakken e até lançado no Japão como Drakken II, Dragon View em nada lembra o primeiro jogo da série – o que, de certo modo, é o que o torna tão interessante. Como a própria caixa já dizia, é "um RPG como você nunca viu antes". E, pelo menos dessa vez, essa constatação era uma verdade, e não apenas uma frase de marketing pra vender o produto.

Inovação? É de comer?
Não parece, mas Dragon View é um RPG inovador

Podemos dizer que Dragon View traz uma visão inovadora do que deve ser um RPG mas, de todo modo, ela definitivamente não está no roteiro. Tão clichê quanto um RPG pode se esforçar para ser, o plot já não ajuda muito para nos fazer continuar na história: enquanto você se ausenta da cidade, um mago do mal rapta a sua namorada – e filha do chefe da vila em que você mora – e você deve sair pelo mundo para resgatá-la. Zelda? Shining Force? Uma cópia porca de tudo isso, já que toda essa ação acontece em coisa de cinco minutos e sem alguma explicação que faça sentido – afinal, porque um poderoso mago do mal perderia tempo em, com tantas princesas pelo mundo, raptar justo sua namorada garçonete de taverna? Mas, somente após assumirmos o controle e realmente começarmos o jogo que percebemos o quanto Dragon View é diferente de tudo o que já vimos no gênero.

Beat'em'all!!!

Primeiro RPG que ser um craque dos fliperamas
é sinônimo de sucesso. Maravilha!
Dragon View possui duas jogabilidades distintas: a de quando estamos no mapa e a de quando estamos numa cidade, dungeon ou em batalha. Ao andarmos pelo mapa, temos aquela visão em primeira pessoa de clássicos como Doomou Eye of the Beholder. Mas apenas quando entramos numa luta que o jogo nos mostra o porquê é tão diferente dos demais: virando uma espécie de action RPG com botão de ataque e de usar itens – mais ou menos como é Tales of Phantasia – Dragon View inova por inserir também o elemento da profundidade na tela, tornando suas batalhas uma espécie de Final Fight medieval com XP. Ou seja, diversão garantida!



Mas ainda é um RPG...

Barrinha de XP, HP, MP, level e donzelas indefesas, tudo
numa única foto pra calar a boca de quem duvida que
Dragon View seja um RPG de verdade. 
Apesar dar batalhas mais parecidas com um beat'em up, não há dúvidas de que Dragon View é, ainda, um RPG. E, fora o roteiro clichê, vemos nele todos os elementos básicos do gênero: tela de menu com inventário, itens específicos para conseguir resolver puzzlesespecíficos, pontos de experiência ao matar o inimigo e um sistema de level up. E aqui temos algumas diferenças com a grande maioria dos jogos do gênero: o level up não aumenta a sua quantidade de HP, apenas o seu nível de ataque e de defesa; para aumentar o HP, é necessário encontrar itens com a forma de um coração cinza – mais ou menos como em Zelda – ou comprá-los de algum dos mercadores misteriosos que existem em praticamente toda cidade. Outra diferença é que os equipamentos do personagem não podem ser mudados: o herói de Dragon View conta com duas armas (uma espada e uma hauza, uma espécie de chakram estilizado), uma armadura e três anéis de magia e, ao invés de trocá-los por uma armadura melhor ou uma espada melhor, encontramos itens de upgrades ao longo da história que melhoram a força de cada uma dessas armas – upgrades esses que seguem a mesma lógica do HP: uma espada cinza aumenta a força da espada, uma armadura cinza a da armadura, etc e tal. Há também uma barra de MP simbolizada por estrelinhas aos invés da tradicional barra azul, o que dá um ar mais gay único ao jogo.

Sim ou não?

Estranhamente, sim! Dragon View é um dos melhores RPGs desconhecidos para o 16 bits da Nintendo, e tem um sistema de luta tão interessante que não nos faz sentir nenhuma falta daqueles menuzinhos chatos. Quanto a história, bem, quem gosta de RPGs assim como eu, já está acostumado a engolir esses clichês, então, o que é mais um, não é mesmo? De qualquer jeito, nunca diga pra alguém que você é um amante dos velhos RPGs de SNES se nunca jogou Dragon View. Sério. Vai pegar mal.