Oi

Bem vindos ao mundo ETC ETC ETC ETC
Marcadores: , , , , , , , ,

Confira a cobertura completa da conferência da Microsoft na E3






Aconteceu às duas horas da tarde (horário de Brasília) dessa segunda-feira a conferência da Microsoft, que abriu a temporada de apresentações da E3 2012. Ela teve início com a subida de Don Mattrick ao palco, Presidente do setor de Entretenimento Interativo da Microsoft, fazendo a fala de abertura e apresentando o trailer-gameplay de Halo 4, título que é um dos carros-chefe da empresa.


Logo em seguida à exibição de Halo 4, outro trailer-gameplay foi exibido, pegando todos de surpresa: um novo jogo para a série de games de espionagem de Tom Clancy. Splinter Cell: Blacklistvem para dar um novo gás para a formula já batida dos games de espionagem. Nesse novo título, além do sistema de cobertura que já é praticamente obrigatório nos jogos em terceira pessoa, é aliado à liberdade de movimentos e interação com o cenário típicos de Assassins Creed. Agora o espião da CIA pode subir muros, pular entre prédios e atacar inimigos desprevenidos pelo alto, sem chamar a atenção. Splinte Cell: Blacklistfoi uma grata surpresa e mostrou que vem para ser um dos jogos mais esperados do ano.


Outro game que chamou a atenção de todos os presentes foi o trailer-gameplay do remake de Tomb Raider. Um dos jogos mais aguardados pelos gamers de todo mundo desde que foi anunciado, o novo título da heroína cheia de curvas Lara Croft, pelo que se pode ver na E3, não irá decepcionar em nada os fãs. Visualmente muito mais bonito que seus antecessores, Tomb Raider mostrou uma jogabilidade totalmente modificada, muito mais próxima da série Uncharted.Além disso, o trailernos mostrou que explorará bem um ponto que ainda não havia sido usado pela série: a tensão. Não só uma caça ao tesouro, TombRaiderserá também uma luta pela sobrevivência; em vários momentos a heroína parece “sair da fogueira pra cair na frigideira”, saindo de uma armadilha pra cair em outra, com uma sorte digna de Isaac Clark (da série DeadSpace). Facilmente será um dos grandes jogos de 2013.


Mas o grande astro do evento foram mesmo os comedores de cérebro: o tão aguardado trailerde ResidentEvil6conseguiu aquilo que se espera da série, deixar todos simplesmente de queixo caído. Depois de vários títulos com zumbis que correm, pulam e usam lança-mísseis e baterias anti-aéreas, ResidentEvil6volta à suas origens. Novamente em Racoon City. Novamente com zumbis famintos e sem cérebro aos montes, mas que assustam muito mais pela quantidade do que pela habilidade. Novamente teremos a dupla Leon e Ada como protagonistas. O jogo também mostrou um gameplaymuito mais solto; agora será possível rolar para se esquivar de ataques, além de matar zumbis na porrada, para o caso de não se ter munição. Além disso, as sequências de filme serão cheias de minigames de apertar botões, o que parece ser uma tendência dos jogos de ação e aventura. Apenas aumentando todas as expectativas que sempre cercaram seu lançamento, ResidentEvil6parece ter tudo para ser o mlehor jogo da série.



Além desses, outros jogos de menor impacto também foram anunciados, como o RPG/ação Ascend:NewGods,o de corridaForzaHorizon,o puzzle Matter,e Lococycle,que não mostrou nada além de uma moto que parece ser uma prima da Supermáquina. Outros títulos que merecem um certo destaque foi o trailer do novo GearsofWar:Judgment,que parece ser um sucessor digno para a franquia; um novo jogo da série Fable,mas dessa vez para ser jogado no Kinect, Fable:TheJourney;Wreckateer,que é uma espécie de AngryBirdspara Kinect, só que com castelos e balistas; e SouthPark:TheStickofTruth,um RPG bem tradicional com os personagens do desenho SouthPark,e que pareceu tão genial que muita gente deve ter se perguntado “sério, como ninguém nunca havia pensado nisso antes?”
Além dos novos games, outras novidades apresentadas na conferência foram os anúncios das séries Madden NFL e Fifa com suporte ao Kinect, fazendo com que os times obedeçam à comandos de voz dados pelo jogador, dando uma experiência bem próxima à de um técnico à beira do gramado. Outra novidade é a melhoria do sistema bingvoicesearch,que terá agora mais comandos para reconhecimento, além de outras 18 línguas além do inglês para o qual ele irá funcionar. A microsoft anunciou também o X-BoxSmartGlass,equipamento que permitirá a interação entre os vários produtos da empresa, como iniciar a visualização de um filme no celular e, com apenas um toque, passá-lo para o X-Box e continuar assistindo na TV do mesmo ponto em que parou. Além disso, também foi anunciada o lançamento do browser InternetExplorerpara X-Box, com plataforma para Kinect. Além desse lançamentos da Microsoft, também foi anunciada uma parceria com a empresa Digital Sports, que resultará no KinectTraining,um software que funcionará como um verdadeiro personaltrainerdigital, apresentando estatísticas e feedbackem tempo real das atividades praticadas pelo jogador.


Para terminar a conferência, houve o anúncio da nova série de games de dança da empresa, DanceCentral3,utilizando uma apresentação do rapperUsher para promover o novo jogo. Após o número musical, o evento foi finalizado com a apresentação do trailer-gameplayde CallofDuty:BlackOps2,que, pelo que foi apresentado, está longe de ser tão empolgante quanto o seu antecessor.

Os vídeos dos games apresentados na conferência:

Halo 4





Splinter Cell: Blacklist




Fable: The Journey




Gears of War: Judgement




Forza Horizon




Tomb Raider




Ascend: New Gods




Lococycle




Matter




Resident Evil 6




Wreckateer




South Park: The Stick of Truth



Dance Central 3 (com apresentação ao vivo de Usher)




Call of Duty: Black Ops 2


Parte 1



Reveja as conferências que rolaram no dia 4, na E3

04/06 – 14h – Microsoft - veja a conferência completa clicando aqui.

04/06 – 17h – Electrocic Arts - veja a conferência completa clicando aqui.

04/06 – 19h – Ubisoft - veja a conferência completa clicando aqui.

04/06 – 22h – Sony - veja a conferência completa clicando aqui.

05/06 – 13h - Nintendo - veja a conferência completa clicando aqui.


Marcadores: , , , ,

Veja o que rolou na conferência da Ubisoft




Hoje é o dia das conferências na E3. Enquanto nosso correspondente Felipe Navarro se preparava para a conferência da Sony, ficamos de olho no que rolou na Microsoft, EA e principalmente na Ubisoft. A empresa vem despontando como uma das mais inovadoras do mercado e trouxe novidades excitantes como Far Cry 3, Assassins Creed 3 e a grande surpresa positiva: Watch Dog. Veja abaixo o resumo do que rolou na conferência da Ubisoft.

Clique aqui para rever a conferência na íntegra

Just Dance 4: Belas mulheres e um rapper excêntrico


Mulheres bonitas dançando várias músicas animadas e um rapper (Flo.rida, ou algo assim) com seu microfone dourado espalhafatoso cantando ao vivo. Agitou o público ansioso pelo anúncio dos outros games mais aguardados, e oficializou o lançamento do quarto título da série de games de dança mais bem sucedida do mundo. 
Depois de um primeiro jogo muito criticado, o título emplacou em 2010 com Just Dance 2, que vendeu 9 milhões de unidades no mundo. Já o Just Dance 3 surgiu em 2011 e continuou agradando o público, surpreendendo nas vendas do Wii, com 5 milhões de vendas contra 2 milhões na concorrente Microsoft (do todo poderoso Kinect) e dos fracos 200mil do PlayStation3. Uma sequencia sem grandes novidades, mas que renova uma franquia de sucesso na área.

Far Cry 3: Mundo aberto, gráficos lindos, jogabilidade animadora e peitinhos


E o primeiro jogo "hardcore" apresentado é o game que havia sido anunciado na e3 2011: Far Cry 3. É demonstrado o gameplay do jogo, com gráficos muito sólidos, em primeira pessoa, com a imersão em um mundo aberto tropical. Segundo anunciado, não serão uma ou duas ilhas, mas sim um arquipélago inteiro para se explorar. Depois de ver o vídeo, dá pra perceber que o jogo promete muita diversão e gráficos de primeira linha. E tudo isso com um trailer que começa com peitinhos, para os punheteiros de plantão apreciadores da beleza feminina.



Splinter Cell Blacklist: Muito stealth e ação


O jogo já era "pauta fria" na hora da conferência da Ubisoft, já que já tinha sido recém-anunciado na conferência da Microsoft, poucas horas antes. Mas ainda assim causou bastante comoção em um trailer cheia de infiltração stalker altamente sincronizada com explosões e apretrechos de última tecnologia espiã contra terroristas árabes maus e perversos. Parece Divertido.



Avengers Battle for the earth: O futuro do Kinect é Marvel?


Com recordes de bilheteria e futuro promissor a franquia Avengers não ficaria fora dos consoles por muito tempo. E esse game é uma das promessas. Com um trailer empolgante de lutas entre Wolverine e Venom; Homem Aranha e Magneto, surgem todas as potencialidades dos heróis Marvel. Só uma coisa que pode colocar um pé atrás nessa empreitada: o detalhe de ser Kinect/Wii U, ou seja, com controles não tradicionais. Para quem não acredita ainda em jogos hardcore para esse tipo de plataforma, pode ser desanimador - mas para os entusiastas está aí um título que pode ir além dos jogos casuais e realmente envolver o usuário mais tradicional. Tudo depende da jogabilidade, vamos aguardar... 


Rayman Legends: Wii U Mote a última potência


Sabe aqueles joguinhos que você compraria pro seu filho ou sobrinho mas é você acaba se viciando e jogando mais do que o mini-petiz? Então, esse é Rayman Legends, que surge com muitas funcionalidades para Wii U. O joguinho mostra possibilidade para vários players e a parte mais legal foi uma fase onde a música sincroniza perfeitamente com a jogabilidade, causando um efeito divertido e bem legal.



Zombi U: Nintendo hardcore


Quem ainda acha que o Wii U vai pecar, assim como seu antecessor, na falta de títulos maduros e sólidos vai mudar de opinião depois de ver esse jogo. Essa onda de fim de mundo, 2012, apocalipse zumbi...não poderia haver tema melhor pra lançar um jogo. E não poderiam ter feito trailer mais animador. O jogo pode até se tornar uma bomba, mas o trailer de anúncio já vale a aposta. 


Assassins Creed 3: O astro da noite


Parem as máquinas. Liguem os holofotes. O jogo mais esperado da conferência: Assassins Creed 3 libera mais informações sobre a história, jogabilidade, gráficos... Um trailer de anúncio é divulgado e a sensação de que 31 de Outubro (data de lançamento do game) está dolorosamente distante. Os fãs - ou pelo menos esse fã que vos fala - não ficaram decepcionados com mais essa dose de um dos games mais esperados do ano.




Watch Dogs: A mítica surpresa


A grande surpresa. Um jogo espetacular está por vir. Em um mundo futurista onde tudo está conectado à rede, você está lá, o super hacker da vida real podendo acessar a vida das pessoas a sua volta em um ambiente orgânico e lindo, que lembra um pouco GTA, só que mais realista. Com recursos de jogabilidade absolutamente inovadores, temos diante de nossos olhos uma das maiores promessas de 2013 - ou não, já que a data de lançamento não foi anunciada. Mas todos rezam pra que isso esteja em nossos consoles o quanto antes...


Reveja as conferências que rolaram no dia 4, na E3

04/06 – 14h – Microsoft - veja a conferência completa clicando aqui.

04/06 – 17h – Electrocic Arts - veja a conferência completa clicando aqui.

04/06 – 19h – Ubisoft - veja a conferência completa clicando aqui.

04/06 – 22h – Sony - veja a conferência completa clicando aqui.

05/06 – 13h - Nintendo - veja a conferência completa clicando aqui.


Marcadores: , ,

Preparem-se para a E3 com cobertura exclusiva do Comando Login



Felipe Navarro, rindo à toa por estar na E3
O dia mais esperado do ano para os gamers. Um evento único, onde as principais fabricantes se reúnem para fazer os anúncios mais esperados. Os murmúrios de rumores se erguem, a cortina está fechada, mas amanhã, ela vai cair. Hoje, 4 de Junho começam as conferências da E3 2012, e o Comando Login - representado pelo repórter Felipe Navarro - estará lá, pronto para trazer cada detalhe. Mas antes que vocês achem que vamos furar a grande mídia, trazer informações exclusivas antes de todo mundo, saiba: prometemos uma cobertura diferente, com aquilo que não se vê nas manchetes dos grandes sites, fotos exclusivas, vídeos e tudo que conseguirmos trazer para vocês!

A Eletronic Entretainment Expo, a E3, é a maior feira de games do mundo, reunindo as maiores empresas do mercado como a Microsoft, Sony e Nintendo, além de grandes produtoras como Activision, Eletronic Arts, Ubisoft, Namco, Capcom entre outras. Nos três dias de evento, realizado em Los Angeles, as companhias trazem tudo o que é novidade no mercado para 2013. Já hoje, dia 4, são realizadas as conferências. Felipe já tem presença confirmada na Sony e Nintendo. Fiquem ligados!

Marcadores: , , , ,

Game de Ponta - Company Of Heroes (PC)




Sou um grande fã do gênero RTS (Real Time Strategy ou Estratégia Em Tempo Real), desde a primeira vez que tive contato o demo de Age Of Empires. A série foi talvez a que mais joguei a minha vida toda. E infelizmente foi muito tarde que conheci Company Of Heroes, desenvolvido pela Relic Entertainment e distribuído pela THQ, lançado para PC há 6 anos atrás, e que só fui descobrir há alguns meses.

Mesmo sendo um jogo de 2006, COH está longe de ser ultrapassado. Os gráficos são surpreendentemente realistas para a época em que foram produzidos e os entusiastas da Segunda Guerra como este que vos fala, vão encher os olhos: As representações de veículos, armas, uniformes e ambientes são completamente fiéis. O trabalho visual é tão bem feito, que mesmo aproximando a câmera ao máximo, os detalhes e qualidade da imagem permanecem. A jogabilidade está entre as melhores do gênero e os efeitos sonoros são de primeira. Mas vamos por partes.

COH se passa na Segunda Guerra Mundial, e é possível jogar com o exército americano e alemão (a poderosa Wehrmacht). Porém, a campanha só é jogável com os ianques, que reproduz a missão de libertação da França, a famosa operação Overlord. A primeira expansão lançada, Opposing Fronts adiciona a facção inglesa, e uma campanha jogável com os alemães. 



Quem já está familiarizado com RTS's não vai ter grandes problemas pra entender os comandos do jogo. Caso contrário, o tutorial deixa tudo bastante esclarecido. O sistema básico do jogo é o de produção de três recursos básicos: munição, poderio humano e combustível, que podem ser obtidos através da capturas de pontos, que também vão se tornar parte do seu "território" no mapa. Com recursos suficientes, é hora de começar a construir seu exército. Tomemos como exemplo a facção americana: Você inicia com um QG, da onde podem ser produzidos Engenheiros, a unidade básica de cada facção, que seriam os similares aos aldeões no Age Of Empires, por exemplo. Os engenheiros podem construir tanto defesas como sacos de areia, armadilhas anti-tanques, minas e ninhos de metralhadora, quanto edifícios que irão produzir outras unidades como Barracks e Motor Pool. A partir dessas construções, se tiver recursos suficientes, você pode começar a produzir suas unidades que vão desde soldados de infantaria, snipers, times de morteiro e times de metralhadora até jipes para reconhecimentos e tanques. Outra ferramenta bastante interessante de COH, são os "Advantage Points" que são adquiridos conforme o jogador vai causando derrotas aos adversários. Você pode trocá-los por benefícios que vão te auxiliar no campo de batalha e são inúmeros: Suporte de artilharia, reconhecimento aéreo, bombardeio aéreo, melhoria de veículos, reforços de pára-quedistas, infantaria pesada etc. Esse recurso é essencial para o sucesso de sua campanha e pode ser extremamente útil caso esteja perdendo ou em uma situação complicada.



Pra muita gente, jogo de estratégia é sinônimo de jogo chato. COH está longe disso, é divertidíssimo! Se você não gosta do genêro, ao menos vai se entreter por horas explodindo inimigos com o brutal canhão Howitzer e ver seus corpos voando pelo mapa, ou destroçar tudo com um tanque. A mecânica de destruição completa do ambiente dá um brilho especial ao realismo do jogo: Basta mandar seu tanque de guerra em direção a um muro que você o verá destruído em pedaços, ou dar a ordem de fogo em direção a  uma casa para vê-la desmoronar. Mas isso não significa que tudo se resume a mandar todo seu contigente atacar na maior tática Rambo. A estratégia é um fator essencial se quiser ir longe no game. Deve-se ter paciência, coletar recursos, saber a hora de recuar e de atacar, acertar o equilíbrio entre infantaria, blindados e artilharia, tudo isso são pontos chave do esquema de COH. Por isso aconselho que inciantes joguem todas as missões para pegar bastante prática e aprender todos os macetes do game antes de enfrentar o Skirmish que não é nada fácil tanto online quanto contra a máquina.



Mesmo tendo sido lançado há um tempo considerável, Company Of Heroes está longe de ser um jogo datado e se estabelece como a experiência definitiva de game de estratégia com temática na Segunda Guerra Mundial (que teve seus primórdios em Commandos) e está sem dúvida entre os melhores RTS de todos os tempos. O jogo continua em alta no modo Multiplayer, com inúmeros jogadores espalhados e uma base considerável de fãs no Brasil. Se você, leitor, é fã de RTS, ou fã da WWII (ou dos dois como eu), compre, baixe, roube, dê um jeito, mas TENHA ESSE JOGO.

COH tem duas expansões oficiais: Opposing Fronts (recomendo) lançada em 2007, e Tales of Valor, de 2009, muito criticada por não adicionar nada de novo além de 3 novas campanhas, o que poderia ter lançado como DLC e não expansão. Para delírio dos entusiastas, a Relic anunciou há algumas semanas a tão ansiosamente aguardada sequência. Company Of Heroes II está previsto para 2013 e será dedicada a campanha soviética, onde a neve será um dos grandes desafios do jogador.

Se não estiver afim de esperar, é possível jogar o MOD (muito bem) feito por fãs, Eastern Front, que pode ser baixado de graça no site: http://www.moddb.com/mods/coheastern-front

Se quiser sentir um pouco da atmosfera de Company of Heroes, dá uma checada nesse gameplay: 



Marcadores: , ,

Conecte-se - Lonely Planet




Muita gente já esqueceu as agências de viagens e planeja suas aventuras pelo mundo pela internet. Para facilitar o processo, o Conecte-se dessa semana lhes apresenta o Lonely Planet, uma verdadeira enciclopédia sobre qualquer canto do mundo!
A ideia começou com o casal Tony e Maureen Wheeler, que decidiram atravessar a Europa, Ásia e Austrália na lua-de-mel. O trajeto demorou meses e levou todo o dinheiro dos recém-casados embora – mas, como resultado, eles conseguiram publicar seu primeiro guia de viagens.


Hoje, mais de 30 anos depois, a companhia é administrada pela BBC e possui mais de 450 funcionários, além de escritórios em Melbourne, Londres e Oakland. A venda foi efetuada em 2007, quando o casal finalmente encontrou uma empresa em quem confiassem para manter a marca consolidada. Já as resenhas são feitas por jornalistas e escritores profissionais, que buscam trazer as peculiaridades de cada local para o guia online. No total, são cerca de 200 colaboradores.

Com uma plataforma bem clean e funcional, o Lonely Planet oferece desde informações sobre o clima e a história de cada país até promoções de voos e hotéis. Também é possível se registrar no fórum e compartilhar dicas e dúvidas sobre qualquer destino, ou então comprar um dos quinhentos livros oferecidos na loja online do Lonely Planet. E se você virar muito fã do site, dá até pra baixar um dos aplicativos para iPhone, Android ou Nokia para te salvar durante a viagem.


O único problema do Lonely Planet é que, infelizmente, nem todos os países possuem o guia completo. Se você visitar os Estados Unidos ou a Europa, por exemplo, com certeza vai achar informações até sobre o restaurante da esquina; se vier para o Brasil, nem tudo vai estar listado com detalhes. Apesar disso, o site ainda vale uma visita, nem que seja como base para o seu planejamento. Na pior das hipóteses, você vai perder um pouco do seu tempo vendo fotos e vídeos maravilhosos, ou então se divertindo com as listas mais criativas sobre turismo. Acesse já e boa viagem!

Marcadores: , , , ,

Marcas de tecnologia são as mais valiosas no top 100 BrandZ



“Nós somos apaixonados por marcas”. É assim que começa a descrição da companhia de pesquisas de mercado Millward Brown em seu site. E somos obrigados a concordar: todos nós temos aquele nomezinho que nos encanta e que pode estar tanto costurado na cós de uma calça jeans quanto estampado em uma embalagem de hambúrguer. Portanto, somos nós, os consumidores, e a Millward, os responsáveis pelo estudo BrandZ, relatório anual da companhia lançado na terça-feira passada com o top 100 das marcas mais valiosas do mundo.

Em seu sétimo ano, o relatório BrandZ traz 100 gigantes que juntas possuem o valor de U$S 2,4 trilhões. Uma em cada cinco marcas é proveniente de país emergente, mas o Brasil está representado apenas pela Petrobras na posição 75ª com o valor de U$S 10,5 bilhões. O primeiro lugar vai, assim como no ano passado, para a Apple, que registrou aumento de 19% em sua cotação e ficou com a posição de destaque do pódio com U$S 183 bilhões.

As empresas de tecnologia foram as grandes estrelas do BrandZ 2012. Das cinco primeiras colocações, quatro são marcas do ramo. Seguindo a Apple, está a IBM, com o valor de U$S 116 bilhões. O terceiro lugar é da Google e seus U$S 108 bilhões. O McDonald’s aparece em quarto lugar, quebrando o monopólio das empresas de tecnologia. A cadeia de restaurantes de fast food vale U$S 95 bilhões segundo o estudo. Em quinto lugar, mais uma marca ligada ao ramo tecnológico: a Microsoft, com o valor de U$S 76,6 bilhões.

No total, 44% do top 100 são representados por empresas de tecnologia e telecomunicações. Outras fatias relevantes são marcas de luxo e fast food (15%) e vestuário (14%). O estudo também aponta os aspectos decisivos para construção do valor de cada marca, como a renovação, a relevância, a capacidade de se reinventar, a reputação, a tecnologia e o caráter digital e a força do próprio nome da marca, desconsiderando fatores financeiros.

Além das colocações, o estudo traz uma série de informações sobre mercado e investimentos, inclusive com análises sobre os países do BRICS. Na seção que fala sobre o Brasil, o relatório compara nosso mercado com o mundial e com os de nossos parceiros de grupo, Rússia, China, Índia e África do Sul. Outras informações são dicas de como implantar uma marca no país, como estar preparado para competição, utilizar ferramentas digitais e apelar para o lado emocional.

Outros destaques foram o Facebook, que ficou na posição 19ª e foi a marca que mais subiu no ranking de um ano pra cá: a rede social pulou 16 posições e saiu no relatório com o valor de U$S 33,2 bilhões. E a sul-africana MTN, primeira marca da África a aparecer no top 100. Com U$S 8,2 bilhões, a empresa ficou com na posição 88ª.

Marcadores: , ,

A polêmica do final de Mass Effect 3: um cala-boca nos críticos de botequim




Antes que qualquer chato venha dizer “cara, eu ainda não fechei o jogo! Você não vai dar spoiler né?” eu já digo: VAZA! NÃO SABE LER NÃO? O ARTIGO É UM SPOILER!

Enfim, voltando ao assunto: o fatídico final da série Mass Effect. Ou, como a grande maioria dos players por aí gostam de dizer, entortando a cabeça para o lado e numa voz misto de desapontamento e vocês-só-podem-estar-de-brincadeira, “é só isso mesmo?”

Não é novidade para ninguém que, quanto maior o sucesso de um game, maior é a expectativa do público para seu sucessor. E o sucesso dos dois primeiros Mass Effect foi GIGANTESCO. Mass Effect 3 figurou durante todo 2011 como um dos jogos mais aguardados para esse 2012, e isso num ano que traria novidades bombásticas e aguardadíssimas de franquias muito mais tradicionais, como Diablo e Max Payne.

O fato é que, em pouco mais de três anos, a Bioware conseguiu introduzir e popularizar um novo conceito de jogo, uma inovadora mistura de shooter com RPG (no que talvez tenha sido a primeira vez na HISTÓRIA que uma desenvolvedora tenta misturar conceitos tão distintos e alcança um resultado altamente viciante, ao invés de um tipo de frankenstein que tenta ser duas coisas mas acaba não sendo nenhuma, trazendo muito mais raiva do que prazer a quem joga), além de muito provavelmente ser a única franquia de jogos de temática espacial que deu certo sem carregar o nome Star Wars carimbado na embalagem. Pelo menos é o único bom jogo que eu me lembro de temática espacial que não tem Star Wars no nome, e como estou longe de ser um gamer hipster considerarei o fato de não conseguir me lembrar de nenhum outro como sinônimo de sucesso.
Mas, aí, veio a EA. Uma boa parte do gamers, pelo menos do Brasil (até porque já chega ouvir chorôrô de gamer criado pela vó à leite-com-pera em português, não tenho a menor vontade de ficar fuçando a internet pra ficar ouvindo nhenhenhém em 15 línguas diferentes), fica se perguntado o que a EA está fazendo no mercado de jogos, e alguns chegam até a pensar em conspirações do tipo de que ela foi criada apenas e com o único propósito de destruir seus sonhos. O fato é que a empresa continua aí, cada vez mais forte e atuante no mercado, porque é uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. E isso porque, mais do que com a recepção dos usuários, se preocupa em criar ações de marketing, já que sabe que, no fundo, nós gamers pagamos de revolucionários mas somos consumistas compulsivos pra caramba. Uma boa prova disso é que, por mais que se reclame da empresa, a cada trailer novo lançado e jogo anunciado é um “Deus nos acuda!” de mensagens em fóruns da vida sobre como “esse jogo vai ser muuuuuito loucooooo!!!!!”. Porque nada como um videozinho de um minuto e meio com tiros, explosões e frases de efeito para fazer com que esqueçamos todas as convicções de luta e discursos ideológicos de revolução para voltarmos a ser os patetas que sempre fomos desde o berço.

Mas falemos do problema que esse artigo tenta abordar: Mass Effect 3. Ou, melhor dizendo, o final de Mass Effect 3. Porque acredito que não seja só eu que acha que não há o que reclamar do jogo em si. Em praticamente todos os aspectos, Mass Effect 3 cumpre aquilo que promete: ser um jogo à altura da franquia, senão superior aos seus antecessores. O último título da trilogia já se inicia com uma belíssima cena de ação, que se mantém ininterrupta durante todo o decorrer do game. Além disso, a enginegráfica foi melhorada, deixando o jogo muito mais leve de se processar, me proporcionando a surpresa de conseguir finalizá-lo sem lag num pc que não roda nem Fifa Manager sem dar lag.

Mas o grande (talvez único) problema do jogo se encontraria, justamente, no tão esperado clímax: a sequência final. Ou naquilo ser justamente o que os fãs não esperavam: um anticlímax. Aposto que não fui o único que resolveu dar uma de malandro, carregar o save de antes de entrar no coração da Citadel e escolher a outra opção (matar Anderson/Illusive Man, dominar/destruir os Reapers, ou qualquer que seja a combinação diferente daquela que se escolheu na primeira vez) e se espantou com o fato de, independente das escolhas, o final era praticamente o mesmo. Que, com a exceção de algumas minúsculas mudanças, TODOS os finais do jogo eram iguais.

Tenho certeza que não fui o único a se sentir frustrado.

Mas aposto que fui o único a começar a gargalhar na frente do monitor, e apontar para ele com aquela expressão de “I see what you did there”.
Pelos comentários que rolam solto na internet, acredito que eu fui o único a entender a piada. Uma piada que, em certo ponto, serviu para comprovar duas teorias sobre games que já pairavam em minha cabeça há pelo menos uns 5 anos: de que os roteiristas de games na verdade são romancistas frustrados, e de que os jogadores de videogames não entendem nenhuma referência cultural que não faça parte do universo dos animes e/ou filmes pornôs.


Explico: todo o último jogo da série Mass Effect foi calcado numa das teorias de narração mais antigas que existem, e remete à história de Édipo.

Explico 2: como Édipo não é nenhum personagem de anime e nem uma atriz pornô de seios gigantes e olhos puxados, me sinto obrigado a explicar melhor isso, para não parecer que estou falando grego. O que é um tanto irônico, pois é exatamente isso que estou fazendo. Édipo é um dos personagens chave da mitologia grega, e que ficou mais conhecido no ocidente como “o cara que matou o pai pra comer a mãe” graças aquele bigodudo alemão que não batia muito bem da cabeça chamado (não, não se chamava Mario) Freud. Mas, por trás dessas atitudes chocantes do personagem, há toda uma teoria mais profunda: a de que o destino é algo único, previamente traçado e que, não importa o quanto lutemos, nunca será mudado.

Explico 3: porque eu vou ser obrigado a contar a historinha toda, senão vocês vão continuar sem entender nada do que estou dizendo. E, mais do que isso, porque tenho certeza que vocês seriam preguiçosos demais pra ir na wikipedia procurar a história de Édipo e, provavelmente, achariam que eu estou falando merda, parariam de ler e voltariam a jogar My Little Poney. Édipo era filho de Laio e Jocasta, governantes da cidade de Tebas. Segundo a lenda, ao fazer uma visita ao Oráculo de Delfos, Laio escutou a seguinte profecia: de que seu próprio filho o mataria e depois desposaria a própria mãe. Disposto a cortar o mal pela raiz e evitar que a profecia se concretizasse, após o nascimento do menino, Laio o leva até o monte Citerão e lá o abandona, pregando seus pés no chão para que não tentasse fugir (como se um bebê fosse ir muito longe. Mas, ei! Aqui é a Grécia Antiga! O único lugar do mundo onde bebês matam cobras antes mesmo de aprenderem a falar).
O menino é encontrado então por um pastor que por ali passava, que lhe dá o nome de Edipodos (“o de pés furados”), e o leva pra a cidade de Corinto, onde é adotado pelo rei de lá. Ao chegar à idade adulta, como é costume dos jovens príncipes, Édipo resolve ir ao Oráculo de Delfos para ter uma previsão de como será seu futuro. Assim como há alguns anos atrás, o Oráculo repete a profecia: Édipo irá matar seu pai e se casar com sua mãe. Acreditando que o Oráculo falava de seus pais adotivos (que ele acreditava serem biológicos), Édipo resolve fugir, se afastando o máximo que podia da cidade de Corinto e da presença de seus pais.
No meio do caminho acaba entrando em confusão com um outro cavaleiro, que vinha na mesma trilha estreita em que ele estava, mas seguindo na direção oposta, e que não queria lhe dar passagem. Nervoso com o acontecido, Édipo mata o cavaleiro e toda sua comitiva (viram? Não é de hoje que briga no trânsito termina em morte) e continua seguindo viagem. A estrada o leva até os portões de Tebas, onde um horrível monstro chamado Esfinge propunha um desafio a todos os viajantes que tentavam passar: deviam responder um enigma, ou então seriam devorados.
O enigma já deixou há muito tempo de ser referência literária e entrou na categoria de “Piada velha e ruim”; todo mundo um dia já foi uma criança “esperta” e já fez aquela pergunta cretina de “o que anda em quatro pernas de manhã, duas à tarde e três à noite”, ainda que não fizesse ideia de quem fosse Édipo, Sófocles ou a Esfinge. O fato é que Édipo respondeu a pergunta e matou o monstro, o que deixou a população tão feliz e em dívida com o moço que ofereceu a ele em casamento a rainha da cidade, que já era considerada viúva desde que o rei havia partido em viagem e nunca mais dera notícias. Édipo desposou Jocasta, virou rei de Tebas e os dois tiveram quatro filhos, um garoto e três garotas.
Então, num certo dia, a peste se abateu sobre a cidade: os rios secaram, as colheitas apodreceram, as pessoas morriam aos poucos em todos os cantos. Um sacerdote disse que aquilo era uma vingança do deuses, que se sentiram ofendidos com algum ato hediondo praticado na cidade, e Édipo, na maior boa vontade, pediu para que o capitão de sua guarda investigasse que crime foi esse. E foi então que ele descobriu toda a história e a contou para seu rei: que o casal que o havia criado não eram seus pais de verdade, e que seus verdadeiro pai era aquele homem que ele havia matado numa briga de estrada, e sua mãe a mulher com quem se casara e tivera quatro filhos. Chocados com a notícia, Jocasta se matou enfiando uma faca no peito, e Édipo arrancou os próprios olhos e saiu vagando sem rumo através da Grécia. Fim.



E como pano de fundo dessa história está uma das teorias mais antigas da narração e que é a utilizada em toda a concepção de Mass Effect 3: a de que, não importa sua ações, seu destino já está traçado. Por mais que se lute desesperadamente contra ele, o próprio fato de tentar evitá-lo será aquilo que tornará possível sua concretização. O destino de Édipo já estava definido desde o começo: ele seria um príncipe, mataria seu pai e casaria com sua mãe. E assim foi: Édipo, mesmo sendo abandonado, se tornou um príncipe (porque só tendo mesmo o cu virado pra lua pra ser abandonado no meio da nada e acabar adotado pelos reis de uma das maiores cidades-estado do mundo grego) e foi o fato de tentar fugir de seu destino que o levou em direção à briga que o faria matar seu pai, e aos eventos que o fariam se casar com sua mãe. Édipo tinha escolhas. Mas, não importava quais ele fizesse: seu destino já estava definido desde o começo.

Pois é assim que trabalha a história de Mass Effect 3.

Nós temos escolhas. Muitas escolhas. Centenas de escolhas durante o jogo, que influenciam diretamente no modo que as coisas acontecem. Mas não no final. E é aí que está a grande sacada da EA: eles nos avisam disso. O tempo todo! A cada cinco minutos alguém vem nos falar, seja Anderson, seja Hackett, seja o Illusive Man ou qualquer outro personagem aleatório que cruze nosso caminho, que não adianta lutar, que aquilo é um ciclo que se repete, que nenhum de nossos esforços mudará alguma coisa. E nós, um Sheppard tão turrão quanto foi Édipo e Laio, dizemos que não, que vamos lutar até o fim, que não aceitamos esse destino e que iremos mudá-lo de qualquer jeito. E, então, os programadores vem e nos dão o golpe final: justamente naquele que seria o momento de apoteose, onde as milhares de escolhas que foram feitas durante os três jogos da série deveriam influenciar numa gama gigantesca de finais épicos, somos presenteados com algo que ninguém esperava, um final único, que finge ser múltiplo, mas que praticamente não sofre alterações. E essa sacada é simplesmente genial! É algo que ninguém esperava. Afinal, estamos todos acostumados à perspectiva moderna, pós-nietzschiana, de mundo, onde acreditamos que nossas escolhas tem um sentido, e que controlamos as rédeas de nossas vidas. Confrontar as pessoas criadas nesse mundo e que só possuem essa perspectiva de vida com a visão clássica da Fortuna, de um destino pré-definido e imutável, é uma ótima sacada pois, mesmo que, de modo geral, ninguém entenda e se sinta frustrado, ao menos é uma forma de tirar essas pessoas de sua zona de conforto e mostrar que há, sim, modos de pensar além do espaço entre o teclado e a cadeira.

E o roteiro de Mass Effect 3 nos joga essa concepção na cara a todo momento, mas toda uma geração de games que seguem sempre os mesmos moldes nos tornaram arrogantes, o suficiente a ponto de acharmos que podemos prever o andamento de uma história por si só, e delegar os diálogos e toda contextualização de seu roteiro para mero preenchimento de horas de jogo. E vem a EA, justamente a destruidora de sonhos EA, e nos lembra o quanto estamos errados.

Você pode até não gostar do resultado final. Pode achar que seria muito mais legal se o jogo oferecesse 157 finais totalmente diferentes e distintos entre si. Você pode achar isso, é seu direito e deve ser respeitado. Mas não pode nunca falar que os roteiristas de Mass Effect 3 “cagaram no pau” e destruíram a série.

E se foram geniais e nós que fomos burros demais pra perceber isso?