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Rock N Roll Racing - Game Flashback


Lá vamos nós com mais um clássico dos anos 90. Rock n'Roll Racing é o tipo de jogo que não cansa mesmo depois de horas ou anos jogando. A dinâmica do jogo era extremamente inovadora, simples e cativante. Alie isso a uma trilha sonora escolhida com perfeição e você tem a receita de um dos melhores games de corrida já feitos na história dos videogames. Mostrarei tudo sobre ele aqui, inclusive um hack e um remake 3D. 




O Jogo


Quer entender rápido? É um jogo centrado em um campeonato interplanetário de corrida de carros no qual vale tudo, desde jogar os outros carros para fora da pista até atirar neles até que explodam. Promissor, né? Foi lançado em 1993 para Super Nintendo (nesse post estou usando todas as imagens e a maioria das informações da versão de SNES) e um ano depois para Mega Drive, e veio para ser um jogo eterno nos corações dos gamers. Entrou no mercado graças a Interplay e Silicon & Synapse, antigo nome da nossa querida Blizzard, dois anos depois de RPM Racing (uma espécie de jogo piloto, um experimento RnR foi até mesmo chamado de RPM que precedeu Rock n'Roll Racing. Aliás, RnR chegou a ser chamado de RPM Racing II por um curto tempo).

Acredite, eu não estou romantizando nadinha, esse game de corrida é muito completo e extremamente divertido, mesmo nos split screens do modo multiplayer. Na verdade, não era um castigo quando aquele seu priminho pequeno pedia para jogar com você. Em RnR, é possível explodir o seu priminho os carros que competem com você pelo primeiro lugar, e isso é até incentivado pelo jogo: explodir os outros dá um bônus gordo em dinheiro. Em alguns casos, dependendo (claro) da sua habilidade com os mísseis e bombas, pode valer mais a pena parar e esperar os outros para explodir tudo do que simplesmente correr e terminar em primeiro. A parte divertida é que não tem lenga-lenga nenhuma. É basicamente só partir pra diversão.


Rock n'Roll Racing é basicamente correr, sobreviver e vencer ao longo de planetas, ganhando dinheiro pontos para prosseguir viagem. Como o game se caracteriza pela guerra entre carros, então é claro que mexer no carro é necessário. É possível comprar itens para melhorar seu desempenho, tanto na corrida quanto na destruição, ou seja, motor, pneu, amortecedores, nitros, tiros, saltos, placas de proteção, bombinhas para deixar no campo para quem vier atrás... varia de acordo com cada carro (e eu vou mostrar isso mais pra frente =]). Além disso, existem coisas pré-colocadas na pista para ajudar ou atrapalhar, como caixas de remédio, de dinheiro, taxinhas que tiram energia e poças de água, óleo, neve, lava... depende do planeta.


"The stage is set, the green flag drops!"
"Let the carnage begin!"
"Rip is about to blow!"
"Holy Toledo!"

Não entedeu? Essas são algumas das frases que o nosso marcante narrador de RnR, Larry (Larry "SuperMouth" Huffman), diz ao longo do jogo. Elas vão ser ouvidas perfeitamente na cabeça de quem jogava, e já ajudam a dar uma ideia pra quem nunca jogou. Rock n' Roll Racing é mais que um simples jogo de corrida, é um jogo de estratégia e explosão. As pistas variam do simples ao mais complexo, cheio de curvas e caminhos cruzados (as dos planetas finais, especialmente o gelado planeta Nho, podem ser muito desagradáveis). Ele é bem simples de entender, mas pode ser muito desafiador para quem joga nas dificuldades mais altas. 






A melhor trilha sonora da história!

O jogo não tem esse nome por nada, né? Confira aqui a lista das músicas para as duas versões:



SNES
George Thorogood - Bad To The Bone
Black Sabbath - Paranoid
Henry Mancini - Peter Gun
Deep Purples - Highway Star
SteppenWolf - Born To Be Wild

Mega Drive
George Thorogood - Bad To The Bone
Black Sabbath - Paranoid
Henry Mancini - Peter Gun
Deep Purples - Highway Star
SteppenWolf - Born To Be Wild
Golden Earring - Radar Love  (exclusiva do Mega Drive)



Eu não gostava muito do som do MG (ouça a versão dele de Highway Star e compare com a de Snes), achava que o Super Nintendo era mais honesto com as músicas... seja como for, esse vídeo aí mostra um gameplay desde o comecinho. Dá pra ter uma noção de como a música é importante e especial (e nunca cansativa) nesse jogo.



Personagens

São 6 personagens jogáveis e um secreto. Três personagens neutros e 8 vilões. Parece muito? 


Os personagens jogáveis são Snake Sanders (Terra), Tarquinn (Aurora), Jake Badlands (Xeno Prime), Katarina Lyons (Panteros V), Ivanzypher (Fleagull), e Cyberhawk (Serpentis). Cada um deles tem dois pontos de bônus em diferentes habilidades de corrida para o jogador escolher conforme se estilo de jogo.

Existem 6 planetas nos quais você corre, e em cada um deles tem um residente que vai te desafiar. Esses corredores são Viper Mackay do venenoso Chem Vi, Grinder 2X19 do demoníaco Drakonis, Ragewortt do pantanoso planeta Bogmire, Roadkill Kelly do planeta prisão New Mojave, Butcher Icebone do gelado Nho e J.B. Slash, o capeta do planeta Inferno.

Como cada corrida tem sempre 4 participantes, criaram R.I.P. e Shred (os gêmeos de cabelo verde e vermelho) para completar o grid. Em modos multiplayer, o segundo controle toma o lugar de Shred. Você pode ver todos eles e seus detalhes nessa minigaleria, clicando nos nomes ali embaixo.


Principal  - Snake - Cyberhawk - Ivanzypher - Katarina - Jake - Tarquinn - Olaf - Viper Mackay - Grinder 2X19 - Ragewortt - Roadkill Kelly - Butcher Icebone - J.B. Slash

Os personagens neutros são aquele castor do dente de ouro com cara de quem está te enganando, o Geléia de chifres e o rapaz que é a cara do Kurt Russel como Snake Plissken. Eles são (na ordem) Fast Eddie, o cara que vende os carros; Gordo, o vendedor de itens para os carros; e Braddock, que vai te levar para todos os planetas se você tiver o número suficiente de pontos.



Olaf is about to blow!


Olaf, da série The Lost Vikings, também da Blizzard, é o nosso personagem secreto do jogo. Originalmente, é um viking que tem habilidade de proteger os companheiros com seu escudo, e também de planar no ar com ele, mas não é capaz de atacar ou pular. Calma, isso no Lost Vikings! O Olaf de Rock n' Roll Racing é o melhor jogador dentre os possíveis de se escolher. Isso porque ele tem três atributos especiais (aceleração, velocidade e curvas), um a mais que todos os personagens normais. Ele é uma boa pedida para enfrentar a dificuldade mais alta do jogo. Eu, que jogava The Lost Vikings II (ainda faço um flashback sobre ele, prometo), achava especialmente sensacional jogar com esse cara, porque era o viking mais sem noção de todos. O cheat para escolher Olaf está mais abaixo.


As máquinas do jogo - Carros de batalha

Rock N'Roll Racing conta com 5 tipos diferentes de carros que você pode comprar ao longo das viagens pelos planetas. (Estão amarelinhos porque eu sempre sou o amarelo =D) Todos eles tem possibilidade de melhoria. Conforme você vai ganhando seu explodido dinheirinho, pode ir comprando todos os upgrades pra deixar seu carro mais resistente, rápido e com mais poder de ataque. As coisas que dá pra comprar em cada carro podem mudar, e quando você troca de carro, seu investimento pode ser perdido. Por isso, é muito importante escolher bem o que e quando comprar.

Commando 
É um dos primeiros que dá pra comprar com os 20 mil que o o jogo te dá no começo. 
Para atacar, tem um canhão de dois tiros verdes a por disparo, deixa umas taxinhas estranhas que desviam a direção do qualquer carro com pneus que passar por cima delas e dá um saltinho tosco ao invés de soltar nitros. 



Dirt Devil 
É igualzinho ao Commando, mas com um visual mais invocado. Não é um carro muito bom, na minha opinião, por isso não vale a pena gastar dinheiro equipando ele ou seu companheiro similar. O melhor mesmo é juntar logo de cara pra comprar o próximo carro, porque o que ele tem faz muita diferença em relação a esses caras aqui.



Marauder                                                        Esse sim é um que vale a pena investir mais, porque você vai passar uns bons três planetas com ele. O Marauder atira mísseis mais fortes que os tiros de plasma, deixa minas azuis que só explodem se passarem nelas (mas também podem te prejudicar) e usa nitros, além de ser muito mais legal que os outros =D


Battle Trak
Esse só vai poder ser comprado em New Mojave. Mantém as qualidades do Marauder, mas é mais estável, não usa pneus (por isso não é afetado por poças ou taxinhas) e ao invés das minas azuis, deixa bolinhas explosivas vermelhas que se multiplicam explodem, podendo destruir o carro inimigo de uma vez só (mas só dão bônus se ele explodir antes desse efeito Jesus).


Havak
O último carro geralmente só é encontrado no inferno. Não exige pneus nem amortecedores, já que é um hovercraft. Os tiros dele também mudam, são bolinhas vermelhas que seguem o inimigo por um tempo determinado. Particularmente, prefiro o carrinho anterior, mas sempre acabo comprando ele, já que ele corre mais macio ainda que o tanque.



O Carro escorpião
Hein???
É, meus amigos gamers, houve uma época em que tentaram nos fazer acreditar que  existia um carro secreto em Rock n'Roll Racing. A imagem desse carro aí deixou muitos jogadores babando de vontade de descobrir o que era preciso fazer para jogar com essa belezinha. A cruel e triste verdade é que ele não existe, nunca existiu. Eu confesso que adoraria jogar com ele, mas fazer o quê?


Cheats

Não sou de ficar dando essas colheres de chá, mas resolvi que esse jogo merecia. As manhas são diferentes para Snes e Mega Drive, dá uma olhadinha.


SUPER NINTENDO

Como jogar com Olaf
Na tela de seleção dos personagens, segure L + R + SELECT e vá colocando para a direita. Ele deve aparecer depois de Tarquinn.

Como escolher Olaf para os dois players
Na tela de password, coloque para dois players, digite para os dois a sequência "DQMR RSTX WS6M" e comece um novo jogo no nível Warrior.

Como jogar no Inferno no versus mode
Alguns cartuchos não permitiam isso. A dica é a mesma do Olaf, na tela de seleção dos planetas (MUNDOS), segure L + R + SELECT e vá colocando para o lado até achar o Inferno.


MEGA-DRIVE

Como jogar com OLAF 
Na tela de password, digite: 8V18 RST1 5WJ! 
Ou então, na tela de personagem faça a seguinte sequência: Para Cima, Direita, Para Cima, Direita, Para Baixo, Esquerda, Para Baixo, Esquerda e Direita. e também teremos o OLAF.

Ver final do jogo
Na tela de password digite: RG1Y 5HP1 2F!!

Ganhar $250,000 sem esforço
No menu principal do jogo faça a seguinte sequência: Para Cima, Direita, Para Baixo, Esquerda, Para Cima, Esquerda, Para Baixo, Direita, Para Cima. Vai tocar um sonzinho e você terá $250,000 de graça.

Muniçãos e Nitros infinitos
Faça a seguinte sequência na tela de compra de equipamento: Para Baixo, Para Baixo, Para Baixo, Para Cima, Para Baixo, Esquerda, Direita, Esquerda, Para Baixo. O mesmo som da manha do dinheiro toca e voilà!



Outras versões de Rock N'Roll Racing



Infelizmente, ao contrário do que esse jogo aí  pode fazer parecer, Rock n' Roll Racing não tem continuação. Ele foi cruelmente abandonado e não ganhou nem uma parte dois oficial ruim pra gente xingar. Essa versão, por exemplo, foi uma tentativa de Interplay de aproveitar a fama desse game  pra divulgar seu projeto solo, mas na verdade, apesar da capa às vezes dizer que era RnR2, o jogo se chamava apenas Red Asphalt em seu próprio menu e era bem fraquinho... eu fui enganada por esse cover mentiroso, foi bem decepcionante. O que existe em termos de novidade sobre Rock n' Roll Racing é puramente projeto de fãs (mas bem que a Blizzard podia perceber esse público órfão e montar uma coisinha pra gente, né?), desde remakes a hacks engraçados com mil coisas novas. Olha aí.



O hack v14 para emuladores de Mega Drive (Donwload de ROM aqui)

Pra começar, acho que mesmo para os mais preciosistas pode valer a pena dar uma olhadinha nesse hack aí.  É MUITO mais difícil que a versão de Snes e de Mega Drive. Na verdade, a dificuldade Rokie já tá tensinha, e eles ainda adicionaram uma nova categoria além do difícil (omg). Fora isso, vááárias outras mudanças que eu vou apresentar listadinhas pra facilitar a vida. 



- Seis carros ao invés de quatro na corrida (isso é enlouquecedor no nível super difícil)
- 120 novas pistas (nada muito anormal, mas ainda assim divertido)
- Novos personagens (Vinnie dos ratos de Marte, Baleog de Lost Vikings e Rash de Battletoads)
- Habilita boss select (achei divertido poder jogar com os caras maus também...)
- Novos bônus de personagem  (além de cornering, speed, jump e acceleration, agora tem armor e weapon)
- Cinco novos planetas  (o último só abre nas dificuldades maiores)
- Novos vilões (achei estranho o Earthworm Jim aparecer como vilão, mas gostei da homenagem)
- Quatro novos carros e uma nova arma. (até que gostei deles, mas faltou criar a arte que vai no Gordo pros carros novos, mas tuuuudo bem)
- Uma música nova!!!  (Spiderman & Venom - Maximum Carnage, cinco estrelinhas douradas pra quem pensou nisso).
- Várias cores novas para os carros (meio confuso, mas tudo bem)
- Novo power up na pista (além de $ e remédio, agora dão um weapon pack também. Acho digno)




Esse vídeo dá uma ideia bem boa do que é esse hack e como ele mudou a versão original de Rock n' Roll Racing. Sinceramente, eu gosto muito do original e sempre vou preferir ele a qualquer hack, mas não abominei o que fizeram nesse. Foi bem divertido, na verdade.



Já fizeram a v15 desse hack com mais coisa ainda (outro planeta, mais um carrinho, correção de bugs etc. etc. etc...) que funciona no mesmo tipo de emulador que a v14 (pode baixar o que eu esto usando nesse link, é o Gens). Aqui tem um vídeo com as novidades da v15, e aqui o link para baixar essa outra versão. 


Remake 3D 




Em suma, é uma iniciativa da Yard Team: 4 russos malucos que desde 2005 se esforçam para fazer remakes de jogos abandonados por seus desenvolvedores), e o projeto deles desde 2009 é justamente Rock n' Roll Racing. Ainda não joguei ele, até porque até hoje (5/11/12) não foi lançado, mas está prometido pra esse ano. O site dos caras é esse aqui (já em inglês =]) e o link que dará acesso ao download pro jogo é esse. Enquanto ele não sai, só nos resta viver de vídeos e screenshots...






Só pra constar, é uma versão só pra PC, que tem esses requisitos mínimos:


Recomendado: CPU 2,6 GHz, RAM 512 mb, Geforce 8800 GT 256 mb video,
Mínimo: CPU 1,5 GHz, RAM 256 mb, Geforce 6200 128 mb and drivers nvidia Physx 8.09.04 (Incluídos no download do jogo =])


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Assassin's Creed 3 - Game de Ponta (PC/PS3/X360)




Já se passaram 5 anos desde o lançamento do primeiro Assassin's Creed e, quase que como uma comemoração, a Ubisoft traz aos fãs da série o Assassin's Creed 3, com uma engine reformulada, um novo protagonista e uma nova ambientação. Somando essas novidades à já famosa fórmula da série, o jogo tenta se assegurar como um dos grandes destaques no ano e, mesmo conseguindo atingir um sucesso técnico impressionante, AC 3 peca em detalhes em que seus antecessores brilharam. Esse review se concentra apenas no modo Single-Player do jogo e se você está preocupado com spoilers fique tranquilo, não darei muitos detalhes sobre a história.


Protagonistas

Depois de três jogos controlando Ezio, a troca de personagem é no mínimo refrescante - e olha que Connor não é exatamente um personagem atrativo. Com sangue meio indígena, meio britânico, o novo assassino tem muito espaço para drama e motivação pessoal, mas sua personalidade é um tanto quanto irritante. Sempre precipitado, Connor se enfia em confusões sem motivo. Mas isso é fácil de se entender, afinal Ezio já tinha anos experiência como assassino, sua calma e paciência permitiam a criação de planos mais complexos. Connor, ainda em treinamento, investe quase sempre em táticas perigosas e agressivas, suas ações coincidem com sua personalidade, mas falta o sentimento de que Connor está evoluindo, aprendendo lentamente a arte de seu clã.
O herói americano não é o único personagem jogável, Desmond está mais presente do que nunca, seja explorando o templo deixado pelas civilizações ancestrais, seja explorando outras localidades pelo globo; o tempo "presente" tem muito mais destaque, sendo até mais interessante que a história principal em alguns momentos.

História

Como já disse não vou tratar de detalhes muito além dos já conhecidos. Abandonando a Renascença de Assassin's Creed 2, a época da vez é a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Connor se vê no meio de uma série de conflitos. Seja entre os Assassinos e os Templários, seja entre Britânicos e Americanos ou entre qualquer um e sua aldeia indígena, o espaço para conflito é grande, e momentos históricos memoráveis sempre acontecem aqui e ali. Figuras históricas também estão presentes: Benjamin Franklin e George Washington estão ali, assim como algumas outras figurinhas que habitam os livros de história norte-americanos.
Aqui não há lugar para decepção, a série já assegurou seu lugar entre os melhores jogos contadores de história e esse episódio não é nem um pouco diferente, expandindo cada vez mais a história de Desmond e dos assassinos. Surpresas estão presentes, e logo nas primeiras horas já se tem um grande choque, daqueles de se jogar o controle longe e parar para absorver a informação.

Gameplay

Apesar de ter a mesma premissa de sempre, os controles  foram simplificados e modificados em alguns aspectos, um exemplo é o Free-Run que agora só precisa de um botão para ser ativado. O combate está bem diferente: os combos continuam funcionando da mesma forma, mas bloquear e contra atacar ficou mais fluído e cinemático: primeiro se aperta um botão para bloquear o ataque no momento certo, nesse momento o tempo fica mais devagar e um leque de opções se abre -arremessar o inimigo, contra atacar ou quebrar sua defesa. Tudo se torna simples e intuitivo depois dos primeiros encontros e logo você está enfiando machadinhos em crânios e mosquetes em estômagos com uma facilidade absurda. 
Quando comecei a jogar tinha minhas dúvidas do quão interessante seria explorar a América Colonial, afinal, depois de passar por Roma, Veneza e Turquia algumas casinhas e igrejas não seriam impressionantes, certo? Eu não podia estar mais errado. O importante aqui não são as cidades, mas o campo e as florestas. A engine Anvil Next permite escalar árvores e rochas com a mesma facilidade que escalamos o Coliseu pela primeira vez. Escalar árvores é com certeza um dos pontos altos do jogo, nada se iguala a atirar uma flecha em um soldado britânico com Connor empoleirado em um galho.

Existe outra novidade importante, se não a melhor: as batalhas marítimas. Connor vira capitão de um navio e acreditem, não se trata de uma única missão ou um minigame bobinho, é quase uma campanha a parte, com batalhas contra fortes e navios ingleses. Elas são ótimas para quebrar o ritmo das missões normais que em alguns momentos se tornam monótonas e repetitivas. Cansado de violência gratuita? Assassin's Creed oferece agora um ótimo simulador de batalha naval e caminhadas pela floresta.

Os Erros

Vamos fazer uma viagem de volta ao primeiro Assassin's Creed. Uma das principais críticas era a falta de imaginação das missões, erro que foi não só corrigido, mas completamente erradicado nas continuações. A variedade presente nas aventuras de Ezio era impressionante -  lembram das Máquinas de Guerra de Da Vinci? Elas mudavam completamente o ritmo de jogo, traziam novidades e em alguns momentos eram mais interessantes do que as repetidas facadas em italianos despercebidos.  Assassin's Creed 3 é uma regressão, o mapa pode não ser vazio e despovoado como o do primeiro jogo, as sidequests estão presentes em um número absurdo, mas pecam na qualidade: ouça uma conversa aqui, corra atrás do alvo, facada nas costas. Enxague e repita. 

Não estou dizendo que o processo não é divertido, mas as missões principais também são repetitivas e constantemente interrompidas por cutscenes nos momentos mais emocionantes, a única coisa a ser feita é ignorar as missões extras, que como já disse, são muitas: recrutar assassinos, ajudar camponeses e afiliá-los a suas propriedades, entregar cartas, pegar páginas do almanaque de Benjamin Franklin e as batalhas marítimas (Aaaah as batalhas marítimas).


Veredicto

Assassin's Creed 3 com certeza abriu os olhos para como será a franquia na próxima geração, tudo é absolutamente lindo e o gameplay está completamente refinado e polido. Mas o produto final não é exatamente um concorrente a Game of the Year como o esperado, certamente não é um Dishonored ou um Borderlands 2. Comparado a seus antecessores, ele inova pouco nas missões e fica preso na mesmice. Os fãs com certeza vão ter um prato cheio com Connor e Desmond, mas quem começar a jogar a franquia agora terá que superar o tédio da campanha para aproveitar tudo que a brilhante história dos assassinos pode contar.

Felipe Navarro

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Mundo Gamer 01-11

Foto: Alex Benito
Pegue o seu controle, aperte o start, está no ar o Mundo Gamer, o resumo de notícias de games do Comando Login. Nessa semana:

Square Enix anuncia produção de novo jogo da série Hitman

Será que Modern Warfare 4 já está mesmo em fase de produção?

Servidores de Final Fantasy QUATORZE serão desligados no próximo dia 11

Compra da LucasFilms pela Disney coloca também os jogos de Star Wars nas mãos de Mickey

Professor Layton and the Mask of Miracles, LEGO The Lord of the Rings, Need For Speed Most Wanted são os lançamentos da semana

Claro a polêmica sobre o adiamento de Assassin’s Creed III para o Brasil e se realmente o jogo é o prometido pela Ubsoft.

Guitarras pesadas e motores turbinados é o que nos traz Gabriela Brandão no Game Flashback

Ouça o programa clicando no player abaixo ou baixe aqui.




Locução: Wagner Alves
Comentários: Felipe Navarro
Textos: Felipe Navarro, Rafael Rodrigues e Bruno Marise

Edição de texto: Wagner Alves
Edição técnica: Tiago Gaeta

Essa é uma produção do núcleo de jonalismo da Rádio Unesp Virtual com produção do portal Gameshow.

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Dishonored (PC/PS3/X360) - Game de Ponta







Em tempos de Assassin'sCreed 3 e Call ofDuty: Black Ops 2, alguns bons jogos acabam passando batido pelo público. E isso é algo normal; afinal, títulos da força desses dois acabam por eclipsar boa parte dos lançamentos que chegam em datas próximas aos seus. E ainda que boa parte dessas vezes os títulos deixados de lado são medianos, nada originais ou ruins mesmo, e nada ou pouca coisa se perde ao ignorá-los, isso nem sempre é o caso. E é nessa última categoria que podemos encaixar Dishonored. O novo jogo da Arkane Studios (que já havia entrado no radar do gamers em com Dark Messiah of Mightand Magic), lançado no dia 09 de outubro para PS3, X-Box 360 e PC, que acabou gerando expectativas um tanto aquéns do que deveria, pelo menos entre os players brasileiros – coisa que ficou bem evidente no estande do jogo na Brasil Game Show que, apesar de contar com 4 consoles com o game, estava quase sempre vazio -, ainda que estivesse sendo lançado pela sempre competente Bethesda. E também, principalmente, porque promete ser um dos melhores jogos do ano e grande candidato a qualquer título de GOTY, mesmo com o tio Connor e o tio Desmond na disputa.




O jogo


Dishonored é um jogo de ação stealth com perspectiva em primeira pessoa. O jogo segue o esquema de mundo aberto, mas de um modo diferente do convencional: ao invés de fornecer um grande mapa com várias side-quests e uma missão principal, onde se há a liberdade de se explorar qualquer lugar como bem entender (como acontece nos últimos jogos das duas maiores franquias da Bethesda, Elder Scrolls e Fallout), a questão da liberdade aqui se dá de modo diferente: ao invés de liberdade de exploração, Dishonored oferece ao jogador uma total liberdade de execução. Ao invés do mundo aberto com diversas missões que consistem sempre em ir até um determinado ponto do mapa, matar todo mundo e recuperar certo item, as fases de Dishonored são “caixas fechadas” que podem ser acessados em apenas determinados momentos, e onde há apenas uma única missão: assassinar alguém. Mas o modo que isso será feito é totalmente à escolha do jogador, que pode sair como uma verdadeira máquina de guerra matando todos que apareçam à sua frente, ser uma assassino silencioso ou mesmo ser um cara legal e não matar ninguém, sendo Dishonored o único jogo de ação, talvez em todos os tempos, que fornece a possibilidade de finalizar sua história sem derramar uma única gota de sangue.



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Esse tipo de liberdade fica bem evidente já na primeira missão, em que seu personagem está encarregado de matar o cardeal da cidade. Apenas para essa parte em específica, você pode escolher arrombar a porta da mansão dele e sair dilacerando todos os guardas, abrindo caminho até que consiga encurralá-lo em sua salinha secreta, entrar na mansão escondido e cortar a garganta dele sem que ninguém perceba sua presença, envenenar o copo de vinho que ele tomará ao sair do quarto, ou mesmo invadir seus aposentos, conseguir provas de que ele está deturpando as leis da Igreja e destituí-lo de seu cargo, tirando-o de seu caminho sem a necessidade de matá-lo. Isso sem contar as outras possibilidades possíveis, usando poderes e elementos do cenário, oferecendo uma gama de modos para se completar uma missão tão grande quanto a imaginação de que joga.

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Assim como nos RPGs modernos, as ações de seu personagem também passam por um certo sistema de julgamento. Só que, ao invés do tradicional sistema de moralidade que divide em “ações boas” e “ações más” (como em Mass Effect, por exemplo), o que rege a consequência de suas ações é um sistema baseado no caos que elas causam, fazendo com que a morte de muitos inimigos aumente o número de guardas, ratos e pessoas contaminadas nas ruas e, ao mesmo tempo, não matar ninguém pode fazer com que alguns NPCs comecem a desconfiar de sua lealdade ao grupo rebelde. Esse sistema – que faz com que não só o mundo como também o modo com que os NPCs te tratam mudem – é o que define qual dos dois finais disponíveis será exibido ao completar a história.

Como bom assassino, sua arma principal é uma espada – que possui um dispositivo de lâmina retrátil, fazendo com que o personagem aparente carregar algo inofensivo em sua mão. Mas outras armas secundárias também podem ser usadas, como uma besta-de-mão, uma garrucha e armadilhas diversas. Além desses aparatos tecnológicos, o jogador também poderá contar com a boa e velha magia – e é isso que dará a maior vantagem sobre seus inimigos. Essas magias podem ser tanto ativas – como se teleportar para um determinado local ou conjurar hordas de ratos para atacar os inimigos – quanto habilidades passivas – uma vitalidade maior ou o fato de os inimigos mortos virarem pó, não deixando um rastro de corpos pelo caminho. Além disso, há ainda várias amuletos pelo jogo que fornecem alguns poderes sobrenaturais, como não ter a velocidade diminuída ao correr armado ou aumentar a quantidade de tempo que se consegue ficar debaixo d'água.

Os controles, incrivelmente, são bem fáceis. E olha que quem está dizendo isso é alguém que, depois de uma experiência malfadada com Morrowind, nunca conseguiu achar graça em jogos de espada com visão em primeira pessoa. Então, nesse quesito, Dishonored é uma ótima surpresa. Os comandos são simples e fornecem respostas rápidas, e a câmera não cria vida própria enquanto você tenta atacar e correr ao mesmo tempo. Tudo funciona de modo muito simples – um botão ataca, outro defende, outro solta magia ou usa a arma secundária – e, seja com teclado e mouse ou com joystick, em coisa de cinco minutos você já se encontra apto para passar sem problemas por qualquer ponto do jogo. E, ao contrário de muitos jogos em primeira pessoa, o sistema de stealth realmente funciona! Você consegue se desvencilhar de inimigos usando sombras e outros elementos do cenário, além de que uma tentativa de roubar algum guarda desapercebido não vai fazer com que ele magicamente perceba sua presença – afinal, você não é um guerreiro desengonçado e armado até os dentes fingindo que é silencioso, mas um verdadeiro assassino que sabe que o silêncio e a delicadeza são suas maiores armas. Outra coisa bem interessante é o sistema de alerta dos inimigos: caso você seja avistado, eles imediatamente se comunicarão com todos os outros da fase, fazendo com que eles passem a te procurar e se torne mais difícil se esgueirar sem ser visto, mais ou menos como o sistema que fez tanto sucesso na franquia Metal Gear.




A história



Você é Corvo Attano, guarda-costas pessoal da Imperatriz Jessamine e chefe da guarda da cidade de Dunwall. O jogo tem início com Corvo retornando de viagem, retornando da missão de buscar ajuda em outros reinos para conter a praga que vem assolando a cidade. Ao entregar seu relatório para a Imperatriz, um grupo de assassinos se teleporta para o lugar onde eles estão, usando de poderes mágicos para paralisar Corvo, matar a Imperatriz e sequestrar a herdeira do trono. Ao se ver novamente livre, Corvo corre para amparar sua soberana, que, em suas últimas palavras, pede para que ele resgate sua filha. Chegando no local e vendo o guarda-costas debruçado sobre o corpo morto da Imperatriz, Hiram Burrows, chefe de espionagem do reino, o acusa de assassinato e faz com que os guardas o arrastem para a prisão. Após seis meses largado na cela e sofrendo torturas constantes, Burrows, agora Lorde Regente na cidade, aparece em sua cela e revela que fora ele que arquitetou o plano de matar a Imperatriz e tomar o domínio da cidade e que, apesar de não que você estivesse presente no momento, acabou sendo algo bom, pois ele tinha alguém para culpar, e anuncia que você será enforcado no dia seguinte. Então, depois da confissão do vilão, alguém disposto a te ajudar aparece, você foge de sua cela e parte em busca de vingança e da salvação do mundo. Assim começa mais uma história de James Bond Dishonored.

Ok, o plot base não é lá tão original assim, mas vários elementos o tornam interessante. Primeiramente, Dunwall foi inspirada nas Londres e Edimburgo do final do século XIX, onde conviviam lado a lado motores a vapor, armas de fogo e a fuligem e sujeira trazidas pela Revolução Industrial e a monarquia aristocrática inglesa, com suas famílias tradicionais vivendo em palácios e mansões de três séculos atrás, pertencendo a ordens de cavalaria e portando espadas como peças importantes do vestuário. Assim como a Londres de final de século, Dunwall também é um misto do novo com o velho mundo, onde a tecnologia convive lado a lado com as tradições medievais. Outra referência histórica fica pelo clima em que a cidade é encontrada, o desespero que dá o teor dramático e não-clichê ao jogo. Para esse clima, os programadores se inspiraram na Londres do século XVII, mais precisamente na Londres do ano de 1666. Essa escolha é apontado por Harvey Smith, um dos nomes responsáveis por todo o designdo game, como sendo uma escolha óbvia, já que 1666 foi o ano do Grande Incêndio de Londres, que acabou de vez com a praga que assolava a cidade, ao custo da incineração total dos bairros mais pobres. Mesmo a peste que vimos em Dunwall é inspirada nessa época: transmitida por ratos e matando aqueles que a contraiam em poucos dias, a peste de Dunwall é muito parecido com a peste bubônica – ou Peste Negra – que assolou a Europa durante todo os século XIV, XV, XVI, XVII e XVIII. Em Londres, a maior epidemia dessa Peste ocorreu entre os anos de 1665 e 1666, e foi contida apenas pelo incêndio que se iniciou numa padaria e transformou mais da metade da cidade em cinzas. Apesar de ter consumido 13200 casas, 87 igrejas, a Catedral de São Paulo, além de um incontável número de barracões e cortiços nos bairros mais pobres, deixando cerca de 80.000 pessoas desabrigadas da noite para o dia, curiosamente, foram contabilizadas apenas seis mortes ao Grande Incêndio de Londres. A razão para isso é explicada como sendo que as mortes dos habitantes de menor influência na cidade (classe média e pobres e miseráveis no geral) não eram documentadas, e também de que, pelo calor das chamas, muitos corpos acabaram cremados e não sobrou nada para ser documentado. E tudo isso só adiciona ao cenário steampunk que o jogo apresenta desde o início, e que poucas vezes consegue ser usado sem parecer caricato (como o foi em Fable III, apesar de, nesse caso, a caricaturização ser proposital).



Além disso, o sistema de caos é algo bem legal, e dá pra ser visto não só nas mudanças do mundo, mas mesmo no andamento da história. OK, você encontra um cara que te dá poderes mágicos pra salvar o mundo. Mas, ao contrário do que acontece na maior parte dos jogos, esse cara não é bonzinho. E, os mesmos poderes que ele deu a você, também ofereceu a seus inimigos; basicamente, o cara que ver “Dunwall pegar fogo!” sacaram a piada com o Grande Incêndio? Hã? Pegar fogo? Hahaha eu sou mesmo hilário e não assumir nenhum lado, fazendo do caos parte importante não só do gameplay como também do plot da história.

Personagens Principais


Corvo Attano – personagem jogável e protagonista do game. Corvo é guarda-costas pessoal da Imperatriz, e é injustamente acusado de matá-la e sumir com sua filha. O desejo de vingança e o senso de dever é o que o faz se aliar aos Loyalists (grupo que pretende tirar o Lorde Regente do poder e voltar a colocar uma Imperatriz no trono) e ajudá-los a tomar o poder de volta, assassinando ou tirando de cena figuras chaves da política da cidade.
Corvo é também o único personagem do jogo que não é dublado por ninguém, numa tentativa dos produtores de, ao não dar voz ao personagem, fazer o jogador se sentir como sendo sua própria voz falando ali, numa tentativa de deixá-lo ainda mais imerso no mundo do jogo.


The Outsider – uma entidade espiritual “meio anjo, meio demônio”, com vários seguidores ao redor do mundo. É ele o responsável por toda a magia de Dishonored, aparecendo para pessoas que ele julga serem interessantes e concedendo-lhes poderes mágicos ao marcá-las. Além de Corvo, vários outros personagens do jogo também receberam visitas do Outsider. Apesar de estar ciente do mundo dos humanos, e achar tudo muito interessante, ele não escolhe lados, se mantendo sempre neutro e fornecendo auxílio para aqueles que julga merecerem, independente de quais sejam suas ambições.
The Outsider é dublado pelo ator Billy Lush, conhecido pelo personagem Chris Cawsey de Sob o Domínio do Medo, e pelas variadas participações em série para TV, como CSI: New York, Castle e Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Esse é seu primeiro trabalho em um jogo de videogame, onde também está escalado para dublar um dos personagens de Hitman: Absolution.


Jessamine Kaldwin – Imperatriz de Dunwall, cuja morte é o estopim para o início da história. Acredita-se que, além de guarda-costas, Corvo era na verdade seu amante, e Emily seria fruto do amor dos dois.
Jessamine Kaldwin é dublada por April Stewart, que já tem em seu curriculum uma infinidade de trabalhos em games, entre os quais se encontram The Elder Scrolls V: Skyrim, Fallout: New Vegas, God of War III, Dragon Age: Origins e Mass Effect.





Emily Kaldwin – filha da Imperatriz Jessamine e herdeira do trono de Dunwall, viu a mãe ser morta e foi raptada por seus assassinos, sendo tirada de cena para que Burrows pudesse dominar a cidade. Acredita-se que seja filha de um romance entre Corvo e a Imperatriz.
Emily Kaldwin é dublada pela atriz Chloë Grace Moretz, famosa por ter feito a Hit Girl no filme Kick-Ass e a menina Isabelle em A Invenção de Hugo Cabret. Ela já havia trabalhado com videogames em 2010, ao dublar a Hit Girl para Kick-Ass: The Game.




Hiram Burrows – antigo chefe de espionagem de Dunwall, se tornou Lorde Regente após a morte da Imperatriz e o sumiço de sua filha. Foi ele o responsável por todos esses eventos, e também por jogar toda a culpa nas costas de Corvo.
Hiram Burrows é dublado por Kristoffer Tabori que, entre seus trabalhos em videogames, estão Ninja Gaiden 3, Star Wars: The Old Republic, Star Wars: The Force Unleashed – Ultimate Sith Edition, Alpha Protocol e Star Wars: Knights of the Old Republic.





Farley Havelock – antigo almirante da Marinha de Gristol (país de onde Dunwall é a capital), Havelock se recusou a navegar sob o comando do Lorde Regente Burrows, e é o responsável pela criação dos Loyalists, grupo que tem por objetivo tirar o Lorde Regente do poder. É ele o responsável pelo plano de recrutar Corvo para o grupo.
Farley Havelock é dublado por John Slattery, mais conhecido por fazer o personagem “Roger Sterling” na série Mad Men, e o pai de Tony Stark em Homem de Ferro 2. Esse é o primeiro trabalho do ator para um jogo de videogame.




Granny Rags – um velhinha cega e gagá que vive pelas ruas escuras de Dunwall, que em sua juventude já foi uma bela aristocrata pretendida por até mesmo por reis. Ela é umas das personagens aos quais The Outsider concedeu poderes mágicos.
Granny Rags é dublada por Susan Sarandon, conhecida por ter participado de verdadeiros clássicos do cinema, como Thelma & Louise, Os Últimos Passos de um Homem (filme pelo qual levou o Oscar de melhor atriz), O Óleo de Lorenzo e The Rocky Horror Picture Show, e é considerada uma das atrizes mais influentes em Hollywood. Esse é o primeiro trabalho dela na indústria de videogames.


O veredito?


Se você ainda não jogou Dishonored, jogue! Se está em dúvida se deve ou não comprá-lo, compre! Dishonored é um dos melhores jogos dos últimos anos, e forte candidato a Game of the Yearde 2012. E, sem sombra de dúvidas, se ganhar, será com todos os méritos.