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Música Eletrônica e Games



Por Helena de Tróia

Pessoas que jogam vídeo games e músicos da área eletrônica têm muito em comum. Ambos passam um extravagante período de tempo na frente de computadores. Ambos perpetuamente correm atrás de customizações e upgrades. Ambos têm um infeliz apetite por café e bebidas energéticas, a fim de poder ficar acordados a noite inteira.

Brincadeiras à parte, é evidente que games e música eletrônica andam de braços dados, interagindo um com o outro. Desde o 8-bit ao 3D, de composições sintéticas repetitivas a orquestradas, a interação jogo-jogador é fortalecida pela trilha sonora, sendo totalmente influente na jogabilidade. Gerações e gerações foram, e são, influenciadas pela game music, e, consequentemente, muitos são os DJs e producers que seguiram o ramo graças a essa influência, homenageando-a durante suas carreiras.


Musica eletrônica nos games

A música dos games ocupa hoje um legítimo lugar na indústria. Orquestras internacionais renomadas apresentam concertos inteiros de música composta especificamente para vídeo games, e suas trilhas sonoras regularmente agregam composições de bandas do gênero techno, hip-hop, rock, punk, entre outros. Porém, essas trilhas são mais do que meros sons de fundo, mas integrantes da experiência do jogo. O ritmo, velocidade e melodia da composição são capazes de alertar ou acalmar, transmitindo sensações. Como no clássico Space Invaders, em que à medida que os aliens se aproximavam ou se moviam mais rápido, a música acelerava e ficava mais alta.

Naquela época, as composições para jogos eram integralmente digitais, devido à incapacidade de reprodução sonora dos arcades e consoles. Um chip de computador transformava pulsos elétricos correspondentes a códigos de computador em ondas sonoras analógicas para um alto falante. A simplicidade não é motivo, no entanto, para menosprezo, já que os sons monofônicos marcaram uma geração inteira. Em seus primeiros dias como game designer, Shigeru Miyamoto não possuía compositores como Koji Kondo, e teve que se virar sozinho: ele mesmo compôs a trilha sonora do arcade Donkey Kong em um pequeno teclado, a mesma que encanta pessoas até os dias atuais (sem contar que ele criou a trilha sonora de Mario antes mesmo do jogo, o que por si só já lhe garantiria um Grammy, pelo menos).

A simples repetição de uma sequência de notas mudou o universo dos games para sempre. Compor a musica que não sai da cabeça de milhares de pessoas parece fácil? Quero ver você tentar.


Sendo o gênero musical pioneiro nesse ramo, o sintético eletrônico continuou presente nos games, ditando energia e aceleração à experiência de jogar. Em jogos de corrida, como Extreme-G (esse jogo dava muita, mas muita dor de cabeça hehehe) do Nintendo 64, a música passa a vontade de pisar fundo no acelerador, como se você estivesse dentro do universo do jogo.


Existem, também, aqueles em que a música eletrônica é parte vital do game: DJ Hero, Dance Dance Revolution e Parappa The Rapper Audiosurf são exemplos e, nestes, ritmo representa diversão de sobra.


Videogame e Skrillex: combinação perfeita.


Games na música eletrônica

Dentre as semelhanças entre os dois gêneros, a mais marcante é a utilização de instrumentos em comum, como o sintetizador e o sampler. O primeiro é uminstrumento musical eletrônico projetado para produzir sons gerados através da manipulação direta de correntes elétricas, fazendo o uso de um computador nesse processo. Já o sampler é um software ou um hardware feito para o armazenamento de amostras de áudio (samples) de arquivos em diversos formatos, de origem digital (WAV, Flac, MP3, etc.) ou analógica, que são armazenados em uma memória digital. Além disso, Djs, producers e compositores fazem uso de gravadores digitais e de softwares de composição.

Pra quem nunca viu, tá ai um sintetizador e um sampler (respectivamente).


Sendo, então, musicalmente parecidos, muitos são os músicos da área eletrônica que gostam da game music. O canadense Joel Zimmerman, mais conhecido como deadmau5, diz ter crescido ao som dos beeps dos games, demonstrando abertamente a sua adoração através de tattoospelo corpo. Em dezembro de 2011, na Spike Video Game Awards, o producer encontrou ninguém menos que Shigeru Miyamoto, que autografou seu antebraço. O músico, depois, perpetuou a assinatura em uma tatuagem.




Aposto que você não consegue não rir dessa cara do Miyamoto

Apaixonado pela série The Legend of Zelda, o canadense criou o remix “You need a ladder”, juntando o tema principal da série `a melodia principal de “Sofie needs a ladder”. A música é eventualmente tocada em seus shows.


Mas não só ratos curtem uma boa jogatina: ainda sobre a série do menino de capuz verde, o popular mixer de dubstep Skrillex (Sonny John Moore) criou um game próprio, chamado “Skrillex Quest”. Pixelado, o joguinho conta a história de uma poeira que caiu no chip de um cartucho e condenou todo o reino com glitches (falhas). A trilha sonora é inteiramente composta por músicas do DJ. Gostou? Você pode conhecer o game clicando aqui.


Além disso, o jovem também criou o remix Reptile, que compõe a trilha sonora de Mortal Kombat 9 (PS3, PS Vita e Xbox 360).



Você é remixer e gostaria de ver seu trabalho valorizado, ou simplesmente busca um lugar onde pode encontrar alguns remix de game music? O site americano OverClocked ReMix é uma organização dedicada `a apreciação e publicação de música de games como forma de arte. O site só hospeda músicas que passem por uma comissão de jurados, então a qualidade é garantida. Além disso, você encontra muita informação sobre game music e compositores, recursos para iniciantes e, ainda, tem contato com uma grande comunidade de fãs.

Seja no universo gamístico ou no eletrônico, em grande parte, uma coisa é certa: a qualidade musical é de primeira. Se você é daqueles que não considera esses dois ramos culturais como música, espero ter mudado sua opinião. Se mesmo assim sua opinião persiste, então...até mais pra você, te desejo o melhor sempre! só que não : )

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Mundo Gamer ep 41 – Batman, Virada Cultural e Jogos Pela Educação



PEEEEEEGGGUUUEEE o controle, aperte start que está no ar mais um Mundo Gamer. Wagner Alves (o Shakira), Bruno Marise (o Fronha), e Felipe Navarro (o Bagaço) discutem sobre todas as notícias que deram o que falar nessa semana.

Jogos podem ser mais que apenas entretenimento? Para falar sobre isso trouxemos ao programa Jaderson Souza, fundador da ONG Jogos pela Educação, que vai explicar sobre como os games podem ser utilizados para educar crianças e adolescentes. E não apenas com games educacionais, mas sim com blockbusters como Pokémon e League of Legends. Você não vai querer perder né??

Gostou do programa? Não gostou? Tá procurando um PF barato? Não se acanhe! Deixe sua opinião nos comentários.

Programação completa da Virada Cultural Paulista

Site da ONG Jogos pela Educação

E-mail da ONG Jogos pela Educação
contato@jogospelaeducação.com.br

Participação do Shakira no Bebado Cast #21 do Bar do Nerd

Agradecimentos a Fábio Lima por permitir que usemos seus arranjos como música de fundo para o programa. Assine a página do YouTube desse músico e gamer em 

Assine nosso Feed em 
http://www.spreaker.com/user/4817184/episodes/feed

Para ouvir o programa dessa semana, clique no player abaixo ou baixe aqui.


Para falar com a gente é:
pela página do Feice 
- pelo Twitter: @comandologin
- pelo e-mail: comandologin@gmail.com

Ilustração de capa por Alex Benito

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Game de Ponta: Coletânea Indie

Essa semana o Game de Ponta vai deixar os grandes jogos AAA um pouco de lado, afinal, quem precisa de Tomb Raider's e Bioshock's? Jogos Indies sempre foram uma pequena paixão minha, são experiências completamente diferentes e na maioria das vezes com um preço muito mais razoável e nos últimos anos a indústria indie cresceu muito em quantidade e qualidade. Então aqui vai uma lista rápida com alguns indies obrigatórios na coleção de qualquer gamer.

Monaco: What's Yours is Mine
Plataformas: Xbox e PC

Monaco é um jogo... peculiar. A ideia é simples, você controla um membro de um grupo de criminosos em roubos, resgates e fugas. A parte divertida é que cada personagem tem uma habilidade única: Locksmith abre portas e cofres com mais facilidade, o Scout mostra a posição dos inimigos no mapa e o Cleaner pode nocautear inimigos. Sem falar que você pode cooperativamente com mais 3 amigos, online ou no seu sofá mesmo, e acreditem, o jogo fica MUITO mais interessante quando você coordena suas ações com outros jogadores. Monaco vai fazer você abandonar muito do que você acha que sabe de "stealth", nem tente terminar uma fase inteira sem ser visto, não é esse seu objetivo, seja rápido e seja eficiente, esse é o lema.


FEZ
Plataformas: Xbox e PC

Você já imaginou como seria se você mudasse a perspectiva de Super Mario World? Ver os outros lados dos tijolinhos? Essa é basicamente a idéia de FEZ. Tenho que admitir que seu objetivo consiste basicamente em achar e juntar vários cubos espalhados pelo mundo, nada muito... revolucionário, mas poucos jogos tem uma ambientação tão boa: os cenários, a música, os efeitos sonoros, as animações de cada personagem, tudo traz um sorriso pra cara do jogador. Ainda não te convenci? Só clique aqui e veja com seus próprios olhos.


Surgeon Simulator 2013
Plataformas: PC


O que começou com um jogo criado em 48 horas virou provavelmente uma das experiências mais engraçadas que eu já tive com um jogo NA VIDA. Seu objetivo é realizar uma cirurgia. Simples não? Não, não mesmo. A graça aqui esta na falta de realismo e nos controles (propositalmente) desajeitados. Cinco teclas no teclado controlam os dedos do doutor e com o mouse você posiciona, abaixa e roda seu braço. Como o realismo não é o foco sinta-se a vontade para retirar as costelas do paciente com um martelo ou tirar o fígado fora e jogar no chão. É realmente difícil explicar quão divertido esse jogo é, e pra minha sorte você pode jogar a primeira versão do jogo de graça, é só clicar bem aqui.

The Binding of Isaac
Plataformas: PC
Isaac é uma mistura de Zelda, "joguinhos de navinha" e ... fetos. Você controla Isaac enquanto ele explora o porão da sua casa e foge da sua mãe homicida. Seus inimigos? Esqueletos, aranhas deformadas e outras criaturas grotescas. Sua arma? Lágrimas. Cada partida de Isaac é gerada randomicamente, você vai encontrar novos power-ups, novos chefes e o layout das salas será sempre diferente, essa aleatoriedade me fez gastar mais de 30 horas no jogo. Outro fator que não deixa o jogo ficar velho é que ele é absurdamente difícil, em todo o tempo que gastei com Isaac só consegui chegar no chefe final 4 vezes, faz sentido quando você lembra que o jogo veio dos mesmos criadores de Super Meat Boy, aquele jogo de plataforma insuportavelmente difícil. A equipe esta planejando um nova versão do jogo para PC, PS3 e PS Vita, toda retrabalhada com gráficos 16-bits, já estou me preparando para perder mais umas 60 horas da minha vida.

FTL: Faster Than Light
Plataformas: PC
Esse jogo me pegou de surpresa, confesso. FTL é um jogo de estratégia onde você comanda uma única nave enquanto ela navega por uma séria de galáxias geradas aleatoriamente. A melhor parte é que sua aventura não é só feita de batalhas entre naves, você pode, por exemplo, encontrar uma base espacial de pesquisas em chamas, você tenta salvar os tripulantes ou ignora e navega para o próximo setor? Um navio contrabandeando escravos alíenígenas, piratas espaciais e mais uma série de obstáculos, tudo com um sistema de escolha parecido com o de Mass Effect. Infelizmente as situações começam a se repetir depois de um tempo, nada que prejudique o jogo, afinal, ele custa meros 17 reais.

Essa semana vou parar por aqui, mas fiquem tranquilos, o universo indie é bem grande e muitas outras coletâneas dessas surgirão aqui pelo Comando Login. Tem algum jogo para recomendar? Tem boas ou más experiências com algum dos títulos da lista? Acha FEZ melhor que Call of Duty? Deixe seu comentário!

Felipe Navarro

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Homem de Ferro 3 - Crítica

Sábado a noite cheguei quase 9 horas da noite no cinema para assistir ao Homem de Ferro 3. A ideia era assistir a sessão das 21:30. Estava lotada. Tentei comprar o das 23:50. Idem. O jeito foi comprar para ver no dia seguinte mesmo (e estava quase lotada a sessão de domingo a noite também).

O primeiro filme da fase 2 dos Vingadores no cinema traz o principal nome da saga em uma ação a la James Bond. Brigas com a famosa armadura serão poucas, se comparadas ao mano-a-mano que Tony Stark vai enfrentar (com direito a "invadir castelo" com armas de sua criação). 

Poster oficial do filme

Dirigido por Shane Black, Homem de Ferro 3, infelizmente, é o piorzinho da trilogia. Com necessidade de se colocar piadas o tempo todo e uma infidelidade aos quadrinhos, Black deixou a desejar, ainda mais se comparado a Jon Favreau, que largou o cargo de diretor e está como produtor executivo neste filme, além de continuar como Happy Hogan.

Em questão de atuação, uma salva de palmas para todos: Robert Downey Jr. está excelente, ainda mais engraçado e excêntrico, além de conseguir transbordar a ansiedade e o medo que Tony está sentindo após Nova Iorque e o "buraco de minhoca". Já Ben Kingsley é um espetáculo a parte como Mandarim, a grande decepção do filme. Não é um paradoxo: o ator é ótimo como um dos vilões mais temidos dos quadrinhos, mas o roteiro do filme ESTRAGA o personagem. 

Não quero dar spoiler, mas fica a dica: você foi enganado.

Os 10 anéis do Mandarim estão lá, mas são meros enfeites


E talvez esse clima de enganação diminua todos os outros aspectos bons do filme para quem é fã do Homem de Ferro e suas histórias nos quadrinhos. Porque o vilão aqui não é Mandarim, e sim Aldrich Killian.

Interpretado por Guy Pearce (outro que manda bem na atuação), Killian é mostrado logo no começo do filme como alguém desprezado por Tony Stark, e se vinga ao usar a pesquisa de Maya Hansen (Rebecca Hall) para criar a tecnologia Extremis - uma espécie de aprimoramento das funções cerebrais. Nisso, seres humanos se desfazem de suas deficiências e ficam mais fortes - e com um poder de cura à la Wolverine. 

Esses "super-humanos" saem pelas ruas disparando bombas em nome do Mandarim. O "terrorista" credita seus ataques ao fato de os Estados Unidos não saberem tratar os outros povos e seu próprio país - ou seja, ele tem sua razão. 

Nesse aspecto político, Homem de Ferro 3 é excelente. A imagem do chinês, muito parecida com Bin Laden (até mesmo em suas falas, como "vocês nunca saberão onde estou"), representa toda a falência da América como um Estado, ao apontar suas falhas. Até mesmo a piada com a nomenclatura do Patriota de Ferro (Don Cheadle), que abandonou o nome Máquina de Combate/War Machine neste filme, mostra essa decadência.

E Peppers Potts (Gwyneth Paltrow) sai de vez da condição "rostinho bonito/mocinha a ser salva" para alguém importante na trama (sem essa de só intimidar o Hammer chamando a polícia). Pena não utilizarem a Resgate, mas Peppers vai distribuir umas boas porradas.

Ao analisar o filme individualmente, ele é ótimo, principalmente caso você não conheça o Mandarim dos quadrinhos. Tem muita ação, bons diálogos, boas piadas (apesar que algumas aparecem em momentos inadequados) e uma narração interessante. No entanto, Homem de Ferro 3 não deu uma ponta sequer do que pode vir nos próximos filmes da Marvel, diferente de toda a ligação feita nos filmes da 1º "fase" dos Vingadores. Isso transforma a cena pós-crédito em uma grande decepção - mas vale a pena conferi-la. O final do filme é CLI-CHÊ-ZÍS-SI-MO, a ponto de trazer um desespero para os fãs do "enlatado", mas sabemos que não vai ficar daquela maneira.

Melhor, vai lá conferir o filme. A fila e a espera toda para assisti-lo, em meio a tantas críticas, valeu a pena. 

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Spotted - Trending Topic



No maior estilo @pedreiro_online, surgiu nas últimas semanas uma nova febre entre os usuários do Facebook, principalmente no meio universitário: as páginas Spotted. Essas páginas, que já são um sucesso há algum tempo fora do Brasil, tem um conceito bem simples: “viu alguém interessante e não teve coragem de puxar assunto? Mande para a gente o recado ou a situação que tudo entra na página com anonimato.” As cantadas anônimas, enviadas via inbox para a página, passam por um moderador, que seleciona as mensagens recebidas e as publica. Somente o moderador sabe a identidade do “remetente” do recadinho de amor (ou pura zoeira). Depois de tornadas públicas, quem cuida de fazer a indireta (que às vezes é bem direta) até o “destinatário” são os próprios usuários.


A PUC-Rio foi a primeira universidade brasileira a ter seu próprio 'spotted' e o sucesso foi praticamente instantâneo. A página já reúne mais de 12 mil membros, estudantes ou não da instituição, em pouco mais de um mês no ar. A criadora da página foi uma estudante de Comunicação Social, que vive atualmente na Alemanha e se inspirou no sucesso que esse tipo de página faz entre os universitários de lá.

A visibilidade alcançada pela página da PUC-Rio inspirou vários universitários a criarem o serviço de “cupido virtual” para seus próprios campi. A página da UNESP Bauru, foi criada após a fundadora (que preferiu não revelar nome ou curso) ler uma matéria sobre o fenômeno, e notar que não havia nada semelhante em seu campus. Fundada no dia 16 de abril, a página conta com 1.662, o que não corresponde às expectativas da criadora da página. “Na verdade, eu esperava que alcançássemos um número maior em menos tempo, tendo em vista as páginas Spotted das outras Unesp. Como nosso campus é o maior, pensei que chegaríamos a 2 mil likes em uma semana, mas estamos num ritmo um pouco mais lento. Por exemplo, o Spotted UFSCar chegou a dois mil fãs em apenas dois dias, hoje eles tem quase quatro mil likes.” Já o número de cantadas recebidas por dia não decepciona e há todo um planejamento na hora das postagens. “Nós recebemos, em média, 50 mensagens por dia. Então agendamos uma cantada a cada 10 minutos para não floodar tanto a timeline das pessoas.”.


A magia que envolve o serviço reside no anonimato que causa a desconfiança de muitos. Há relatos de pessoas que criam perfis fake por medo de serem identificadas pelos próprios moderadores. Mas existem também os caras de pau, que enviam xavecos para si mesmo e ainda comentam na publicação que enviou se fazendo de desentendido. Outro tipo de leitor da página é o curioso. “Já recebemos várias mensagens de pessoas querendo saber quem enviou as cantadas, mas explicamos que não podemos falar quem mandou. Teve alguns casos em que mandaram a cantada e disseram que se a pessoa viesse nos perguntar, a gente podia passar o contato. Mas só nesses casos em que tem uma autorização prévia, que passamos o contato, do contrário, é anonimato garantido” afirma a moderação do Spotted UNESP Bauru. Seja como for, a graça fica mesmo na reação da pessoa ao receber sua própria cantada.

Como todo Trending Topic, o sucesso desse tipo de página deve ter vida curta. Entretanto, isso não desestimula seus criadores. “Nós sabemos que o Spotted é apenas uma febre e, como todo viral, semana que vem não terá tanta visibilidade e receberemos cada vez menos cantadas. Vamos apenas aproveitar a vida curta da página!”

Tá esperando o que? Vai lá conferir se não recebeu nenhum recadinho sedutor!

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Carroll e Governador: os bad guys do momento

Governador (David Morrissey) e Joe Carroll (James Purefoy): os "bandidos sensação"
O que seria de uma série sem um antagonista? Sou da opinião de que um bom vilão é importantíssimo para se fazer um bom seriado. E na última temporada das TV series, dois vilões se destacam: Phillip, o Governador, de The Walking Dead, e Joe Carroll, o bandido cult de The Following.

Carroll e o Governador são, sem dúvida, os grandes vilões de séries da atualidade. Mas há diferenças bem claras no "estilo de vilania" dos dois. Meu post, hoje, se propõe a analisar os dois bad guys do momento.

O "Governador" Phillip, o bad ass


Embora The Walking Dead seja incrível desde o primeiro episódio, muitos sentiam a falta de um vilão de verdade. Shane até aprontou das suas, mas sempre esteve longe de ser um antagonista à altura do xerifão Rick Grimmes. Na terceira temporada, porém, surge Phillip, o "Governador" de Woodbury, que supre essa ausência com maestria.

O modelo perfeito de vilão bad ass: anda quase sempre armado, tem capangas também armados até os dentes e é talvez  um dos vilões mais filhos da puta malvados que já apareceram. E, como acessório extra, usa um tapa-olho. O Governador é o líder da comunidade de Woodbury, e muita gente não precisou nem ter lido os quadrinhos pra sentir que algo naquele lugar era bastante sinistro quando Andrea e Michonne foram acolhidas.

Pra quem já foi sentindo o drama com o desenrolar da terceira temporada, o grau de filha-da-putice vilania do Governador vai aumentando e chega ao ápice (até aqui, pelo menos) no Season Finale.

Embora tenha um coração gelado, Phillip sofre de algumas perturbações mentais: mantém cabeças guardadas in vitro, sua filha zumbi trancafiada em uma jaula e é bastante nervosinho impulsivo. Não é um gênio estrategista, mas quando o assunto é pensar em maneiras de torturar, matar e massacrar pessoas, o Governador surge como um expert no assunto: poucos vilões foram tão odiados quanto ele.

Joe Carroll, o vilão mais 'sofisticado' da atualidade


Com um estilo totalmente diferente do Governador, Carroll é um vilão mais high class: sempre bem vestido, intelectual, professor universitário, escritor, carismático e influente. Além de ser, claro, um dos maiores gênios do crime que já apareceram.

Condenado à prisão pelo assassinato de nada menos que catorze mulheres e admirador da obra e da vida do escritor Edgar Allan Poe, Carroll arranca os olhos de suas vítimas, em claras referências a contos de Poe. Assim como o escritor, Carroll compara a morte à beleza, e o assassinato à arte. O que ninguém esperava é que o charmoso professor de literatura se mostraria um habilidoso serial killer.

Mas a grande qualidade de Carroll é, sem dúvida, o seu talento para arquitetar um dos mais brilhantes planos diabólicos já vistos: enquanto estava na cadeia, o assassino reuniu admiradores e seguidores, planejando a sua fuga da prisão e pensando em uma trama incrível que envolvesse Ryan Hardy, agente do FBI que o capturou. Ouso dizer que Carroll tem até um quê de Professor Moriarty, o eterno e famigerado arqui-inimigo de Sherlock Holmes: uma mente genial com incontáveis aliados, o perfeito gênio do crime.

Também diferentemente do Governador, Joe parece ter tudo sob controle, tudo planejado. Em nenhum momento, dá sinais de fraqueza ou de impaciência, mantém a postura elegante e tranquila, sem se exaltar ou tomar medidas que não sejam friamente calculadas. O personagem interpretado por James Purefoy até chega a ofuscar, em diversos momentos, a participação do experiente Kevin Bacon como Ryan Hardy.

Carroll x Governador

Se o Governador é um bandido de ação, inconsequente, louco e totalmente sem escrúpulos, Joe Carroll é mais centrado, intelectual e exímio planejador. O que não quer dizer, claro, que o Governador não seja capaz de arquitetar ótimos planos maléficos ou que Joe Carroll não "bote a mão na massa" de vez em quando. Até mesmo porque Phillip já pensou em incríveis e surpreendentes métodos de tortura e assassinato, e o carismático professor matou mais que uma dúzia de pessoas.

Embora sejam vilões com estilos e qualidades diferentes, difícil decidir quem, entre Rick Grimmes e Ryan Hardy, terá a tarefa mais complicada. O que, com certeza, é possível de se afirmar é que são sortudos por terem que lidar cada um com apenas um deles. Já imaginou um combo Governador + Joe Carroll?

Pra quem não assistiu às séries ainda, fica a dica. E, pra encerrar, dois vídeos bonitinhos com alguns momentos dos nossos queridos (ou não) vilões.




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Def Jam: Fight For NY - Game Flashback


Plataforma: Playstation 2, Game Cube e Xbox.

Desenvolvedoras: AKI Corporation, EA Canada

Ano: 2004

Se você nunca ouviu falar de Def Jam: Fight For NY, então prepare-se pra conhecer agora o melhor jogo de pancadaria de todos os tempos. Aqui não tem nada de poderzinho, nem espadinha mágica, ou magia, você vai ter que ganhar terreno em Nova York na base da pancada, MUTHAFUCKA!

Yo, i'm gonna kick your ass, biatch!

Em 2001, a EA começou a desenvolver um sucessor para o jogo de Luta Livre WCW Mayhem, mas acabou perdendo os direitos quando a companhia de luta foi vendida para a Federação Mundial de Wrestling. Como o game já estava em desenvolvimento, a EA aproveitou a engine que já estava pronta e lançou Def Jam: Vendetta, que trazia artistas do lendário selo rapper de Rick Rubin ao invés de lutadores profissionais. A sacada era genial, e se Vendetta já era bom, o negócio ficou ainda melhor com o segundo jogo, lançado no ano seguinte.



Em Fight For NY, você pode escolher entre o clássico modo versus, ou o o modo campanha. É sempre divertido juntar os amigos pra uma porradaria sem compromisso, mas só é possível desbloquear mais lutadores e cenários, cumprindo os objetivos da missão principal.  Antes de qualquer coisa, você deve criar seu personagem, customizando a aparência e escolhendo um estilo de luta. A história começa quando D-Roc (chefão principal do último jogo) e líder de uma das facções da cidade, é preso e a caminho da delegacia é resgatado pelo seu personagem. Retribuindo a gentileza, D-Roc o convida para fazer parte de sua gangue e ajudá-la a retomar seu império que é constantemente atacado pela façção rival, liderado por Crow (Snoop Dog). No começo, você irá enfrentar membros de sua própria gangue, pra mostrar que você tem as manhas de dar um cacete nos malacos rivais. Provado isso, é hora de começar a ganhar território em NY.

Essa turminha da pesada vai aprontar altas confusões

Uma das características mais legais de Fight For NY, é que os lutadores são únicos. A união de atributos e e estilos não permite que os golpes sejam repetidos. Ao criar seu personagem, você deve escolher uma entre cinco modalidades diferente de luta. Ao longo da campanha, é possível aprender mais dois estilos e misturá-los pra deixar seu personagem ainda mais perigoso. Dá uma olhada aqui embaixo em cada um deles:

Wrestling: Consiste em usar a força para agarrar e lançar o adversário, deixando-o a maior parte do tempo no chão.

Artes Marciais: Usa golpes rápidos e maior foco na defesa.

Submissões: Utiliza técnicas que forçam o oponente a se render, como quebrar os braços, pernas e torcer o pescoço.

Kickboxe: Se caracteriza por chutes rápidos e extremamente agressivos, que podem derrubar facilmente o adversário.

Streetfighting: Estilo mais desleal, sem muita técnica, mas com muita agressividade, podendo finalizar o inimigo com um soco.





Só mais um jogo de luta?

Longe disso. A começar pelos personagens, além de poder encarnar uma cacetada de rappers como Xzibit, Ludacris, Snoop Dog, Ice-T, Busta Rhymes, Sean Paul, Flavor Flav, Method Man e Fat Joe, ainda dá  pra jogar com a lenda do hardcore Henry Rollins (que é o dono do ginásio onde você treina) e o ator mexicano Danny Trejo!!!!!!!!!! Que outro jogo te proporciona isso?


Sim, é ele mesmo, o tiozão bigodudo que mata todo mundo em Machete!
A jogabilidade de Fight For NY também é um dos maiores destaques, com controles simples e bem intuitivos, que ficam naquele esquema de soco fraco/soco forte, chute fraco/chute forte, agarrar e defender. Pode parecer clichê mas a combinação de golpes é divertidíssima e flui muito bem. Tá sentindo falta de alguma coisa? Finishing Moves? Não tem? Claro que tem! A parte escrachada fica por conta dos Blazin' Moves, que podem ser acionados quando a barra de energia se enche, depois de ter dado uma boa surra no adversário. Cada lutador tem seu próprio especial que você vai "colecionando" conforme os vence.

Se você leu até aqui e ainda não tá convencido do quão ANIMAL esse jogo é, calma que eu ainda vou falar dos cenários.

Diferente do primeiro jogo, onde as lutas aconteciam sempre em ringues comuns de Wrestling, aqui a pancadaria rola em bares, clubes ou até na própria rua. No começo dá pra jogar o Team Match (luta em duplas, que só acaba quando um time é totalmente derrotado) e o Free For All (O famoso cada um por si, que permite até quatro lutadores). Com a campanha é possível desbloquear novos "mapas", como Cage Fight (luta dentro de uma gaiola, sem corners), Ring Out Match (Luta num ringue com barras de madeira, e o lutador que sair pra fora, perde), Inferno Match (Luta em meio a uma construção em chamas) Metro Match (Luta em uma estação de metrô. Se um dos dois cair na linha de trem enquanto esse estiver passando, é fim de papo), Demolition Match (O cenário é uma garagem com um carro de cada lado, e você pode usar o próprio veículo pra tirar vida do adversário) e por último, Window Match (Não importa o quanto de vida você esteja, se for arremessado pela janela, já era).

Em cada cenário também existem três tipos de regras: O standard mode, que é o clássico, de quem tirar a vida do outro primeiro vence, Crowd Favorite, em que ganha o que convencer o público, e o No Submissions, que proíbe a finalização por submissão. Aliás, finalizar o adversário é um show a parte. As possibilidades são várias: Dá pra acabar com tudo com uma submissão, se seu lutador for habilidoso pra isso. Se preferir, pode pegar uma garrafa da platéia e quebrar na cabeça do maluco quando ele tiver com pouca vida. Não? E que tal socar a cabeça dele dentro de um alto falante? Não também? Quer um negócio mais estiloso? Se a energia estiver no máximo, é só ativar o Blazin' Move, e acabar com o cara  lindamente, quebrando a coluna dele, dando uma sequência de socos, jogar ele pro alto e por aí vai.
Aaah, nada como quebrar a coluna do adversário com uma joelhada


Dá uma olhada aqui embaixo nessa compilação de Blazin' Moves, só pra ter uma ideia de como é brutal o negócio:


Sim ou não?

Esquece Mortal Kombat, Soul Calibur, Street Fighter, Tekken e o caramba. Def Jam: Fight For NY é o melhor jogo de pancadaria de todos os tempos. Aqui o negócio é cabeçada, joelhada, chute no saco, soco na boca, olho roxo, lábio inchado e nariz quebrado. Com a mistura de estilos é possível criar um lutador único, e ao vencer as pelejas além de respeito, você ganha dinheiro e pode customizar seu mano com roupas, acessórios, tatuagens, cortes de cabelo e afins. Além de poder lutar contra e até encarnar rappers de verdade na hora do combate, a trilha sonora também é um prato cheio, com sons de Outkast, Public Enemy, Sticky Fingaz, Xzibit etc. Tá esperando o que pra botar a corrente de prata, a bandana e sair porrando os mano de Nova York?