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Brasil Game Show - Assassin's Creed 3



Nove telas de 32 polegadas lado a lado apresentavam um dos standes mais visados (e brancos) da Brasil Game Show 2012. A Ubisoft levou dois demos do tão esperado Assassin's Creed 3 para Xbox e WiiU. Um pequeno aperitivos, mas que já mostrou coisas muito bacanas sobre o jogo.
No primeiro demo, uma cena em um CG muito bem definido (até mesmo para a definição de nove telas juntas), Connor entra em uma caravela o qual resolve controlar. A ideia é mostrar toda a engine para o controle de veículos (como embarcações) que o novo game tem. Com apenas dois botões, fica bem fácil controlar a velocidade do navio. A movimentação também ficou bem realista e fácil. Nada mais além desse controle para a primeira demo.
Já na segunda, a pancadaria come solta. O cenário é um forte que Connor resolve invadir na CG (mais uma vez, com muita, muita definição gráfica) e você, como jogador, não pode ser visto. Esquema stealth no melhor estilo Assassin's Creed.
Aqui, dá para experimentar muita coisa. Connor tem novos movimentos, modos de matar os adversários e, claro, armas. A machadinha estava disponível para experimentar, jogando muito sangue para fora da tela.
Dá uma olhada no preview de Wagner Wakka lá no stand do AC3.

Além do novo game no telão, a Ubsoft deixou quatro TVs para quem quisesse brincar com o Assassin's Creed Revelation. Óbvio que sempre sobrava um controle, já que o pessoal queria mesmo era o AC3.


Controles
Continuam os mesmos no Xbox. Na versão para o WiiU, obviamente tem mudanças. O controle bastante fácil não muda muito em relação ao do Xbox (os botões traseiros colocando Connor em "modo de ação", por exemplo), mas o tablet mostra mapas e inventários de uma forma bem mais fácil que nos outros consoles.

Gráficos
Grande mudança em relação ao último game. Os gráficos estão mais limpos, com muito mais detalhes e  há mais personagens que se movimentam durante o gameplay, deixando o jogo bem mais real. A movimentação da água parece muito real com horizontes muito bonitos. Na diferença entre os dois consoles, não se percebe muita diferença de gráfico.

História
Infelizmente, não deu para conhecer um pouco mais sobre a história do game. Em entrevista exclusiva aqui para o Comando Login, o produtor executivo do game, Philippe Ducharme, disse que a empresa pretende manter segredo até o lançamento. Essa foi mesmo a filosofia da Ubisoft na feira. De história, só mostrando o forte de 1977, mas sem explicações sobre o local. Ou seja, o que se sabe ainda é que somente será sobre a Independência dos EUA.

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De quebra, para animar o pessoal, um dos visitantes da feira roubou a cena no stand com um cosplay muito banca de Connor.

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As filas para testar as demos no telão chegaram a mais de uma hora de espera, uma das menores entre os grandes games.

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Brasil Game Show - Metal Gear Rising - REVENGEANCE

Terceiro dia de Brasil Game Show começou no Comando Login com o novo game da série Metal Gear. Nós não só jogamos para contar as novidades e as mudanças como também filmamos o gameplay. Isso significa que além de ver tudo sobre ele, você vai me deixar com vergonha ao ver o rosto por trás do Game Flashback. vai dar pra sentir na pele o clima de jogatina do maior evento de games da América Latina.





 Metal Gear Rising Revengeance será lançado só em fevereiro do ano que vem, mas pra quem está na Brasil Game Show (lero-lero), já pode ter um gostinho do que vai ser esse produto da Platinum Games e a Kojima Productions. Curiosamente, o estande não é um dos mais disputados da feira, mas o jogo está realmente de dar água na boca. A demo que jogamos na BGS, deixou a expectativa pelo lançamento ainda maior. O novo Metal Gear  veio   totalmente diferente de qualquer antecessor. Tanto que a Kojima chegou a declarar que ele já não faz parte da série Metal Gear Solid. E as diferenças são muitas. Ao contrário do jogo, o trailler oficial demora a mostrar ação como nós estamos sedentos por ver, mas já dá pra ter uma vaga ideia do que vem por aí. Sinceramente fiquei com a impressão de que o jogo é muito melhor do que mostraram no vídeo, maaaaas...





Novamente Raiden


Snake X Raiden
Solid Snake já não é o protagonista da série. Acalmem-se, gamers retrôs, não inventaram um qualquer cara X, nem deixaram o cara super moreno como a Xuxa o Dante. O novo personagem principal é o antigo novato (Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty) e atual ciborgue ninja muito doido (em Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots) Raiden. A aparência é quase exatamente a mesma que era em sua última aparição (veja o que mudou ali embaixo), mas dessa vez ele parece mais sanguinário. Aparentemente, esse Metal Gear vai mostrar a transformação de Raiden em sua nova forma robótica, o que justifica o fato de estarem te ensinando a usar seu novo corpo super poderoso. E o fato de ele ser um ninja tem tudo a ver com a nova intenção da série. 



O que esperar

Pelo que a Demo deu a entender, a história do jogo é a coisa menos importante. As cenas de animação estão bem mais curtas e a história, aparentemente, menos complexa que o esperado. O foco principal de  Metal Gear Rising Revengeance é definitivamente a jogabilidade. A variedade de combos só na demo já parece razoável e a movimentação mudou completamente. Filmamos o gameplay aqui na Brasil Gameshow, você pode conferir aí embaixo. Antes de mais nada, gostaria de dizer que eu jogo melhor do que tá aí e também sou mais simpática.




A demo não era muito longa e a procura dificultava que pudéssemos jogar inteira com a calma que ela merecia, mas pelo pouco que deu pra ver, está muito mais para um ação e violência tipo God of War do que para o velho game Metal Gear de stealth play, no qual você tinha que ser praticamente invisível para ter sucesso com seus objetivos. Claro que ir pelos cantos e matar inimigos pelas costas em  Rising Revengeance é muito mais fácil, mas quem não tem paciência pode sair na pancadaria sem o menor problema.
 Como antigamente, você entrará num modo de alarme geral quando qualquer inimigo puder te ver, e um enxame deles está à sua procura enquanto a poeira não baixar, mas não é nada crítico como era antigamente. E eu posso garantir que o novo modo de tempo lento para retalhar, algo como um bullet time para a espada, é simplesmente sensacional. Apertando um botão para entrar no modo e o analógico da direita para retalhar, eu me diverti absurdamente. Dependendo da sua perícia com o controle, dá até pra rachar um cidadão ao meio da cabeça aos pés. Além da katana, Raiden pode usar armas que podem ser encontradas no cenário, como bazucas (YES! Destroooooooooooooy!!!), por exemplo.Também tornaram possível guardar a espada para correr mais rápido, já que fugas podem ser importantes quando disparam o alarme. Senti falta de movimentação de esquiva para as batalhas e achei o controle um pouco mal aproveitado, com vários botões sem função, mas existe a possibilidade de eles serem atribuídos a habilidades que venham posteriormente, com a evolução do personagem.



No geral, é um dos melhores games apresentados na BGS, na minha opinião. Talvez por ser muito surpreendente e ter mudado completamente a dinâmica do jogo, superou todas as minhas expectativas. Não gosto dessa coisa de dar notas para os games, mas se me pedissem uma nota para a demo que jogamos aqui, seria um incrível 9,5.


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[Atualizado] Entrevista exclusiva: Philippe Ducharme, produtor executivo do Assassin’s Creed 3


Philippe Ducharme, produtor executivo do Assassin’s Creed 3, falou com o Comando Login sobre o mercado do game no Brasil e mais.

A cena é a seguinte. Brasil Game Show, stand da Ubisoft. O assessor de imprensa avisa: “Philippe Ducharme está aqui, querem falar com ele?”. Foi dessa forma inesperada que o Comando Login conseguiu uma entrevista exclusiva com um dos homens mais concorridos da BGS.
Ducharme é simplesmente o responsável por gerenciar basicamente tudo sobre o Assassin’s Creed 3. Olha a lista: produção de áudio,efeitos sonoros, música, personagens, legenda, efeitos gráficos, efeitos de menu. Mas prefere se intitular apenas produtor executivo do game e da Ubisoft.

Ele aponta que o mercado de games para o Brasil nos últimos anos tem crescido muito e a paixão do brasileiro pelo jogo cresceu com ela, o que fez a Ubisoft trazer o AC3 para BGS. “A página do Facebook do AC3 para o Brasil tem mais de um milhão de fãs e é a maior fanpage do mundo. E nós viemos aqui para retribuir, para mostrar que a gente tá reconhecendo esse mercado aqui”, conta o produtor.
Ducharme afirmou que as legendas e áudios em Português (lembrando que o novo AC terá um patch dublado em portuga) é um reflexo desse bom mercado em que o Brasil se transformou. “Nós queremos agradecer os fãs, por isso colocamos as legendas e áudio, para devolver um pouco para os nossos fãs”, explica.
Ele não quis revelar muitas coisas sobre o novo game, além do que já foi divulgado, para “manter a expectativa” dos fãs. Aparentemente, o produtor executivo não gosta muito de spoiles. Mas afirma: “nós vamos surpreender vocês quando pegarem o jogo”. Mas já deixa no ar que há muitas coisas que unem Connor e Desmond nessa nova história.
Quanto a um possível Assassin’s Creed 4 já em produção, Ducharme afirma que prefere não dar certeza, mas que se as coisas continuarem com esse sucesso global, a Ubisoft com certeza continuará a franquia.
Sobre se rolaria um AC com história tupiniquim, ele afirmou que “o Brasil tem uma ótima cultura, uma ótima história”. Quem sabe, não?
A entrevista completa na Brasil Game Show você pode no link abaixo, aqui no Comando Login e Game Show. Para as legendas em português, basta ativá-las no próprio player do YouTube.


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Brasil GameShow - Primeiro Dia

Começou hoje o maior evento de games da América Latina! Nós do Comando Login, em parceria com o Gameshow.com, traremos todas as quentinhas do evento pra vocês à partir de hoje. 

E com vocês... as impressões do primeiro dia!



O dia de hoje, 11 de outubro, foi aberto apenas para VIP's, imprensa e pessoas que compraram o passaporte. Como consequência, a feira estava muito mais tranquila do que promete ser nos próximos dias, o que foi ótimo para podermos observar os detalhes da organização e aproveitar um pouco dos games à disposição também. E as opções estão ótimas.


A Organização

Saindo da estação de metrô do Tietê, tive que procurar um tempinho pelo ônibus do evento que estava fazendo o translado gratuito até a Expo Center Norte. Deu trabalho, faltou sinalização, mas valeu a espera. Logo de cara, já deu pra perceber que a equipe mobilizada em torno do evento está em número muito bom. Não precisei dar dois passos na porta da Expo Center Norte, em São Paulo, para que um uniformizado laranjinha do tipo "posso ajudar" já viesse até mim para me enviar ao local correto. A parte mais legal é que grande parte deles tinham algum tipo de deficiência física, ou seja, não apenas a organização deu emprego a eles, como também se preocupou em tornar a feira totalmente acessível. Várias rampas, inclusive nos estandes, foram colocadas para que qualquer um pudesse subir e jogar. Ponto para a Brasil GameShow.





Os estandes estão muito bons também. A Brasil GameShow trouxe o Playstation3, o XBox360, o PS Vita, o novíssimo Wii U, Nintendos 3DS e deixou tudo ali, como um enorme fliperama open bar, cheio de lançamentos, previews, simuladores e felicidade eterna para os visitantes. É impossível dar dois passos sem perder o foco do que estava pensando devido a uma distração muito interessante. Meu primeiro dia de GameShow fez eu me sentir como uma formiga no açucareiro. Não sabia por onde começar. Quer entender?






Além dos previews de God Of War: Ascension (versão multiplayer e single) e Assassin’s Creed 3, a lista de lançamentos que a feira prometeu era a seguinte:


Angry Birds
APB: Reloaded
Battle Royale (multiplayer offline com direito a premiações)
Bond: 007 Legends (Preview)
Book of Spells (PS Move) (Preview)
Call of Duty: Black Ops II (Preview)
Dishonored
DMC Devil May Cry (Preview)
Dragon Ball Z Kinect
Everybody Dance 2 (edição exclusiva para a América Latina - PS Move) (Preview)
F1 2012

Fallen Earth
Far Cry 3 (Preview)
Fifa 13
Halo 4 (Preview)
Hitman Absolution (Preview)
Just Dance 4
League of Legends
Lost Planet 3 (Preview)
NBA 2k13
Order of Magic (Preview)
Resident Evil 6
Skylanders Giants (Preview)
Sports Champions 2 (Preview)
Tekken Tag Tournament 2
The Avengers: Battle for Earth (Preview)

E apesar de todos esses títulos, a primeira coisa que vi de verdade foi a que mais me surpreendeu, e ela não está nessa lista. Estou me referindo a essa belezinha aí embaixo.

Metal Gear Rising - Revengeance, o destaque do dia




MetalGear Rising, que vai ser lançado em fevereiro de 2013, não tem absolutamente nada a ver com as antigas missões de Solid Snake. O personagem principal é Raiden, o protagonista de Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty e personagem de apoio em Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. A mudança não é só de personagem, a dinâmica do jogo é totalmente diferente. Metal Gear deixou de ser um jogo tipo stealth, de se esgueirar e se esconder, de tentar fazer tudo sem ser visto. A nova versão é pancadaria e ação frenética. Claro que ajuda se você tomar cuidado para não ser visto e fazer ataques surpresa, mas poder retalhar o inimigo em um correspondente do Bullet Time para espadas ninja... bom, para que vocês entendam melhor, prometo filmar o gameplay nos próximos dias do evento. Fiquem de olho.





As pessoas também foram uma atração à parte. É muito divertido assistir outras pessoas jogando, principalmente os jogos de kinect, wii e com o move bundle do Play3. O fato de ter pessoas desengonçadas jogando também dá coragem de ir lá dançar uma música nova de Just Dance 4, por exemplo. Tanto é que nem os marmanjões que estavam jogando um futebolzão com Fifa13 e PES2013 não resistiram e nos deram a honra de ver umas reboladas. 


 

Apesar de não estar cheio, em alguns estandes deu pra ver umas filinhas, como no novo jogo da Warner, Injustice e no grande ponto da Activision onde estavam os Shooters mais esperados, como Call of Duty Black Ops 2 e Medal of Honor Warfighter. Em alguns momentos, os videogames com Street Fighter (em várias versões, desde SF x Tekken até o clássico Super Street Fighter 2 totalmente redesenhado e remasterizado que está lindo de morrer) ficaram bastante disputados, mas nada que causasse espera insuportável.





E tudo isso foi só o primeiro dia e as primeiras impressões. Os próximos dias prometem...
Quem quiser ver a Brasil Gameshow ainda tem tempo. Em http://brasilgameshow.com.br/feira/ingressos tem mais detalhes sobre como comprar, quanto custa e se ainda tem entrada para os próximos dias. O site também tem mais informações sobre localização, estandes e tudo que você precisa saber para participar desse envento. Pelas minhas impressões de hoje, tá valendo muito a pena, galera!

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[Especial] Cultura japonesa nos games: Design

Isso mesmo, este especial não foi esquecido! Voltei e continuarei o especial falando, desta vez, sobre o design dos jogos japoneses: que imagem temos dos personagens? Como ela se diferencia da de jogos ocidentais? São estas (e talvez outras) perguntas que tentarei responder neste post! 行くぞ!



Com a primeira parte deste especial, vimos as características gerais dos jogos japoneses, o que mais transparece (o que se apresenta mais) da cultura japonesa neles. Tendo por base as influências culturais citadas na parte anterior, começaremos falando sobre algo que quase define todos os jogos japoneses: o design dos personagens.


Character Design



Não abordarei esta parte de forma a passar conceitos acadêmicos de design, até porque eu não sou designer. O farei de uma forma simples mas tentando abordar o que seria mais importante e o que mais interessa neste especial: como a cultura japonesa se reflete nos games. Lembra que eu disse que falaria um pouco mais sobre o mangá em outra parte do especialEra mentira!!! Então, o mangá, antes de tudo, influi na criação dos personagens, em sua aparência. Talvez seja esta a principal característica do visual dos jogos japoneses. Para explicar de uma maneira mais simples, você, caro otaku que deve estar lendo isso agora, já deve ter ouvido a palavra "Moe". "Mas e eu? Eu não sou 'otácu' ou sei lá o quê..." Calma, caro leitor não-otaku, vou explicar. Otaku é a forma como se chamam os fãs, talvez os mais hardcore, de anime... "Mas e esse 'mói' aí? O que é isso?"
"Moe" é uma palavra associada ao "bonitinho", "fofo", como "kawaii" que significa justamente isso. Mas ela envolve certa "inocência" emanada do personagem (inocência entre aspas porque... não é sempre exatamente isso) e um "sentimento" gerado nos telespectadores Mah oooeeee!. Até mesmo uma das origens do termo vem de "moeru" - 燃える - que significa "queimar", ou seja, você sente calor ou "algo" queimando pelo personagem, algo que os faz se sentirem atraídos pelos personagens, seja de forma mais fraternalista (um sentimento de proteção) ou sexual (tesão, vontádi di séquiçu, tchecatcheca na butcheca). Um último exemplo mais definitivo: existem uns caras mais "creepy" que habitam nosso mundo e que se "casam" com personagens fictícios (ATENÇÃO! LINK COM MATÉRIA BIZARRA!#maybenot), ou celebram o aniversário dos mesmos (desde apenas imagens que alguns artistas fazem - sem muitos problemas neste ponto - até festas com direito a bolo - e é aqui onde os "creepies" entram). "Entendo... e daí?" Daí que os personagens que são alvos de tamanha adoração são os que podemos classificar como "moe", embora esta palavra se relacione mais com o sentimento "despertado" em pessoas em relação a um personagem fictício, e estes personagens variam em aparência, despertando diferentes reações em diferentes públicos, logo não existe "moe" sem público. Caso não tenha percebido, sim, a maioria dos personagens "moe" são garotas (e na maioria avassaladora dig din são colegiais ou mais novas - onde o creepy começa a transgredir a legalidade), mas o termo pode abranger também garotos e, em menor grau de incidência, relações.



Ótimo! Vamos contin... "Mas, o que animes tem a ver com mangá e jogos?" Tô chegando lá, se parar de me interromper ajuda. A maioria dos animes são adaptações de mangás, sendo "mangá" hoje considerado um estilo de desenho, de "traço", mais que apenas o nome japonês equivalente a "comic book" ou "história em quadrinhos". Lembra que falei que o mangá mostra o padrão estético mais consumido no Japão? Podemos dizer que personagens "moe" fazem parte (não exclusivamente) deste padrão consumido, sendo que séries de mangás/animes inteiras são produzidas quase que apenas para apresentar mais personagens neste padrão (muitos animes harem - nome sugestivo que acabou incorporado como gênero em alguns fóruns - e animes/episódios fanservice - feitos como "serviço aos fãs", dãhr - acabam por vezes apresentando como enredo uma história meio fraca, se apoiando mais na comédia ou nas... situações... putaria fresca) e tais personagens ajudam a lucrar com produtos diversos como punhetoys travesseiros enormes ou pôsteres igualmente grandes com sua imagem neles, entre outros. Lembrando que não são apenas garotas que constituem o contingente de personagens cuja imagem vende bastante. Fora o "moe", os personagens de uma forma geral (como já havia dito) tem um traço "delicado", uma imagem que remeta ao jovial, ao puro (a explicação de "moe" ajuda a ter ideia do porquê dessa noção estética ser tão difundida). Esta é a base do mangá, é o tipo que mais vende e mais é reproduzido no mercado japonês, e, consequentemente, é o que se torna padrão em diversos gêneros. Eis aqui alguns exemplos de personagens de jogos neste traço mais padrão (lembrando que, assim como no post anterior, estou falando sobre como os personagens são denhados):







E agora alguns exemplos de personagens de mangá que fogem deste padrão:






Se você não notou por si só, o estilo de traço mais vendido (não estou falando de qualidade, apenas estilo do traço) costuma ser usado em personagens mais novos (crianças e adolescentes), eles costumam apresentar expressões mais "suaves" (independente da intensidade das emoções que expressam) e podem apresentar traços um pouco mais estilizados dependendo do artista. A idade dos personagens principais costuma variar entre o início da adolescência e o início de sua fase adulta (entre 12 e 26 anos, aproximadamente, dificilmente um personagem principal, que tenha traços parecidos com os exemplificados aqui, vai além dos 30 - a não ser que sejam mulheres, mas depende do estilo do artista e de outros fatores que involvem o mesmo), mantendo sempre certo grau de jovialidade no traço do personagem. O rosto é um fator que influencia muito nessa jovialidade aparente, nada de rugas, nada de marcas de sorriso (acho que alguns chamam de "bigode de chinês"... pfffffffhahahahahahahahaha), sem marcar as maçãs do rosto, sem barba/bigode (com pouquíssimas excessões) e sombrancelhas mais finas. Hachuras (traços pra ajudar a marcar sombras, expressões entre outras coisas) também costumam ser evitadas, mas, para exemplificar uma exceção, temos Bleach, que, embora use em seus personagens principais um traço mais delicado (guarde suas pedras, se você acha que o Ichigo tem traços duros e uma imagem/aparência forte, compare-o ao Yammy - estou falando apenas da aparência sublinhado com negrito pra tentar deixar claro pros haters), usa hachuras de forma a não destoar do estilo geral da obra.


Observando os mangás que saem do padrão, fica mais claro o que estou dizendo ou tentando dizer e por que eles saem do padrão né? NÉ!? Seus rostos são mais duros, apresentam mais linhas de expressão, seus corpos tem mais asteróides massa muscular, são maiores, tem certo "compromisso" maior com a realidade... No fim, TUDO depende de seus criadores, mas podemos ver que mangá vai muito além de meninos com cara de meninas e personagens com olhos grandes. MAS, tendo em vista o que foi dito sobre a estética mais consumida (não o "moe", mas o traço delicado, puro, aparência mais jovial), podemos dizer que a maioria dos jogos japoneses segue tal estética em seu character design, mesmo que em proporções diferentes.
Chegamos ao fim de mais uma parte deste especial! Tem algo a dizer? Diga! Temos comentários pra isso também. Sei que havia dito que falaria sobre a concepção (criação) de jogos aqui, mas, como ficaria muito extenso, decidi dividir o conteúdo. Na próxima parte, falarei (desta vez, com certeza) sobre o desenvolvimento de jogos, fazendo comparações pode rolar uma polêmica pra explicar de forma melhor, afinal não sou um desenvolvedor ou criador de jogos. Espero que gostem. Até lá!
つづく。。。
(Continua...)

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Efeito Magikarp

Sabe aquele personagem que todo mundo achava tosco, até mesmo os amigos dele, mas de repente ele se torna o cara mais fodão da vida? Aquele cara que ninguém achava legal, ninguém dava nada por ele e de repente alguma coisa acontece e ele vira o capeta do avesso? O Comando Login orgulhosamente batiza esse extreme makeover da força de Efeito Magikarp! 


(Isso ficou bem TCHRAAAANS, né?)

Fizemos uma lista com 15 dos principais personagens que surpreenderam até as próprias mães, não necessariamente em ordem de fodastismo (mas é claro que a cereja do bolo é só no fim). Cuidado com spoiler e sejam bem vindos ao mundo dos falsos losers!


1) O grande, o rei, o todo poderoooso... Magikarp? 

Pois é, o nosso personagem que dá nome à postagem e à classe é um dos grandes, senão o maior exemplo de loser mal amado que vira objeto de cobiça em Pokémon. Magikarp era simplesmente o Pokémon mais imbecil do mundo. Não tinha serventia nenhuma, coitado. Não era fofinho como o Eevee (outro inútil), não falava como Meowth, nem tinha poderes psíquicos malucos como Psyduck, MAS, evoluía para Gyarados, a serpente azul do mar que também não fechava a boca. Enquanto um Magikarp, para os treinadores, não servia nem pra fazer pirão, qualquer um desejaria ter um todo poderoso e com cara de cruel Gyarados.



2) Patamon, o digimon desgosto
Diga a verdade, se você chegasse no mundo de Digimon, visse seus amigos ganharem todos aqueles bichos e o seu fosse o Patamon, como você se sentiria? A vida não é justa, não é? Felizmente o dono dele era o mais novo da turma, café com leite, adorava esse Pikachu rato amarelo com asas. Patamon tinha uma dublagem chaaata não tinha poderes, não cuspia fogo nem arranhava, só voava e nada mais, mas foi ele o responsável pela derrota de Devimon, o primeiro grande vilão do desenho. Em um momento crítico, até então o único a não ter evoluído ainda, Patamon digivolve paaaara... ANGEMON!!! E não só resolve tudo que os outros não estavam conseguindo como o faz num tapa só.



3) Piu, aquela coisa do Yusuke 
Esse alguém ainda pode dizer que desconfiava que iria se transformar em alguma coisa. Piu aparece em Yu Yu Hakusho como um ente ligado ao personagem principal, Yusuke Urameshi. No começo, o próprio Yusuke acha o bicho inútil, mas durante a luta contra Sensui, ele dá a louca e se transforma num passarão para proteger a vida do menino. Piu era como um termômetro de Yusuke, se o garoto ia mal, o bichinho sentia dores e quanto mais forte o personagem principal se tornava, mais forte também ficaria o bichinho azul esquisito.



4) Mestre Ancião, Dohko de Libra disfarçado
Em Cavaleiros do Zodíaco, Dohko de Libra é um cavaleiro de ouro que lutou na última guerra contra Hades muito tempo antes de qualquer coisa na cronologia do anime, mas claro que ninguém sabe disso. Após a guerra, o rapaz foi encarregado de vigiar o selo que prendia Hades e seus espectros. Ele aprendeu uma técnica de envelhecimento retardado, sentou na frente da cachoeira e lá ficou.  Envelheceu, foi o mestre de Shiryu... Só se levantou na Saga de Hades, quando precisou lutar contra Shion. Claro que tem toda uma lógica para que o rapaz conseguisse viver tantos anos e depois voltar a ser jovem. Vou deixar ele mesmo explicar. (quem não tem paciência, vá direto ao terceiro minuto)






5) Shun, a encarnação homossexual do demo
Ainda em Cavaleiros do Zodíaco, encontramos Shun, o cavaleiro de bronze de Andrômeda. Ele era um garoto bonzinho de alma pura e comportamento afeminado (váááááárias cenas duvidosas dele com Hyoga de Cisne, armadura feminina, esses olhinhos brilhantes, essa coisa de querer sempre convencer o inimigo a parar com isso, sabe como é...), que ia ser mandado para a Ilha da Rainha da Morte para se tornar cavaleiro, mas foi salvo desse destino por Ikki de Fênix, seu irmão. (ou seja, era pra ser bizarro assim) Durante toda a história, sempre evita lutar, pede que sejam pacíficos e tudo mais e por isso sofre bullying de todos que assistiam. Mais tarde, quase no fim da história, descobrem que o rapaz é a reencarnação de Hades, e ele acaba se transformando mesmo no Deus maligno do mundo dos mortos que quer dominar o mundo mrwáá mrwááá! .



6) Scrat, o esquilo ancestral que só se ferra
Que me perdoem os muito puristas, mas esse cara tinha que entrar na lista. Quem viu Era do Gelo, vai lembrar daquele esquilinho com fixação por nozes. É o melhor personagem de longe! O bicho passa os (agora) 4 filmes da série só se dando muito mal. A sina dele é ser meio coyote, coitado, mas tem uma cena que ele mostrou pra que veio ao mundo. A cena em que uma das piranhas assassinas come a noz e ele vira praticamente o Chuck Norris. É exatamente por essa cena que ele está nessa lista.


7) Son Gohan, o sayajin mais chorão do universo
Esse já não tem a fama do Shun, apesar de não gostar de pancadaria. Em Dragon Ball Z, Gohan aparece primeiro como uma criança mimada. Depois de passar pelo treinamento duro de Piccolo, ele até que fica mais espertinho, mas continua fraco apesar de demonstrar um poder anormal quando se enfurece. Quando tem aproximadamente 14 anos, se vê obrigado a enfrentar Cell, e após muita tortura, já que o menino detestava lutar, solta sua fúria e se torna o primeiro Super Sayajin em nível 2. Com todo esse poder, supera os poderes de seu pai, Goku, e salva a terra com um braço só.



Clique para a magia acontecer




8)Pacato, o Gato Medroso
Desenterrei? Pra quem não lembra dessa, vou dar uma ajuda. Pacato era o tigre verde (?!) e muito covarde do Príncipe Adam. Quando o monarca de chanelzinho precisava lutar contra as forças do seu grande inimigo, o Esqueleto, pegava sua espada e gritava PELOS PODERES DE GREYSKULL!!, (vocês devem se lembrar disso, não sou tão velha assim) ele se tornava He Man, e imediatamente apontava a espada para essa vergonha em forma de felino. Assim, o bicho virava o Gato Guerreiro, literalmente. Até a voz dele mudava. Se eu estou mesmo velha demais, conheçam aqui.


9) Neville Longbotton, bruxo desastrado
Aos fãs de Harry Potter, a figura de Neville já é mais que símbolo de desastre. Nos primeiros livros, o menino da Grifinória tem uma memória muito fraca e é incapaz de fazer um feitiço sem causar acidentes. É um aluno muito ruim na maioria das matérias, mas adorava herbologia. No fim das histórias, esse menino gorducho e sem jeito acaba se tornando um aliado de valor mesmo durante as batalhas. A falta de auto-confiança aos poucos se transforma em coragem e além de sair vivo da luta final contra Voldemort, o garoto ainda consegue simplesmente se tornar gatinho professor e diretor na escola de Hogwarts.




10) Zezé, o bebê incrível (coisafofacuticuti)
O caso do filho mais novo d'Os Incríveis é de descrédito até por parte da família. Todos achavam que Zezé tinha nascido sem superpoderes, já que nunca tinha manifestado nada estranho até aquele momento. Não sabemos quando aparece, mas como eles já tinham dois filhos, devia fazer sentido. Zezé passa o filme todo com a babá enquanto sua família luta contra Syndrome, um ex-fã frustrado do Sr. Incrível. Quando a história chega ao final (vá direto para um minuto e meio no vídeo e corte a lenga-lenga), o vilão se dá mal ao mexer com esse bonitinho aí. 






11) Vivi, o Gorpo de Final Fantasy
Não dei nada por ele quando o vi pela primeira vez, principalmente por causa da semelhaça com o Gorpo, de He Man, que era bem tonto. E se ainda fosse só esse visual pouco intimidador... a atitude de Vivi deixa difícil a gente acreditar que ele será um aliado forte em Final Fantasy IX. É um garotinho meio deprimido de 9 anos, o personagem mais novo entre os jogáveis, que está passando por uma crise de identidade e contesta a própria existência o tempo todo, mesmo depois de ficar mais confiante. No começo, esse rapazinho não acredita na própria capacidade e tem muito medo de usar sua magia negra para salvar seus amigos. Vira e mexe é capturado, mas tem o maior atributo de magia do jogo e vai ficando cada vez melhor com o tempo.



12) Hulk, Capitão América e Homem Aranha
Bruce Banner, Steve Rogers e Peter Parker (nessa ordem), apesar de terem cada um seu valor, não tinham nada de muito especial. As adaptações para o cinema podem ajudar a mostrar. Spidey era um nerd meio loser que, ao ser picado por uma aranha especial, ganha força, agilidade e habilidades aranha. Hulk era cientista, mas ao se expor aos raios gama em uma experiência, ganha um alter ego verde, cheio de músculos e furioso. O Capitão era militar e, graças ao soro que tomou no programa Super Soldado que os Estados Unidos desenvolveram durante a Guerra, se transforma em uma verdadeira arma viva. Os três tem em comum o fato de serem absolutamente normais e franzinos antes de se transformarem em heróis. Eu diria mais, tiveram inícios ligeiramente Magikarp de vida. Boa parte dos super heróis se encaixaria aqui, se pensarmos com carinho, mas escolhi esses três especificamente porque o físico, a força e o sex appeal deles mudou muito. Peter Parker até se arranjou com a gostosa da Mary Jane, poxa vida...




13) Nibbler, o bonitinho e burro
É o bichinho de estimação extremamente tapado de Leela, em Futurama. Por traz dessa máscara de fofura e ingenuidade alienígena está Lord Nibbler, um discreto e corajoso alien em uma missão super secreta que envolve salvar a Terra e a vida de Fry, o personagem principal da coisa toda. Nibbler é altamente inteligente e capaz de se comunicar, mas mantém sua capacidade em segredo para não comprometer a missão. Ou seja, IT'S A TRAP! esse Magikarp não passa de um disfarce.



14) Noisy Cricket, a arma do Will Smith
Continuando na onda dos ET's, lembramos dessa belezícola aí. Quando K abre o porta-malas e mostra a arma que J vai usar, não só ele desacredita como nós, que estamos assistindo, damos risada. Qualquer um que veja essa pistolica de MIB vai achar que ela não é capaz de fazer sequer bolhas de sabão, quanto mais ameaçar alienígenas furiosos, mas acredite, a menor arma do filme é uma das que faz mais estragos. Para provar a potência da bichinha, separamos o trecho em que J dá um tiro com ela pela primeira vez.




E pra fechar a lista com chave de ouro.... TCHAN TCHAN TCHAN TCHAAAAAAAAAAAN!







(tambores...)
















15) Chuck Norris!
"Como assim, Chuck Norris?!?!?!11um11?!?!!/1" Acreditem, meus queridos amigos, o grande Deus, aquele que tudo pode e a todos subjuga, o maior dentre todos os fodões do universo... ELE já foi um coadjuvante bostão na vida, nos idos de 1972, sem barba e apanhando lindamente. Nosso amigo maioral dos maiorais tomou um esfrega de Bruce Lee no filme O Voo do Dragão, com direito a chumaço de pelinhos do peito arrancado e tudo. Ele até que bateu umas duas vezes, mas acabou trucidado pelo Dragão Chinês. Fazendo uma simples pesquisa de imagens, você pode ver várias fotos da batalha épica entre esses dois monstros, mas como somos muito legais, aí vai a cena inesquecível.



Conclusão: